Garrafa 531 – Um país à beira do abismo 2   Leave a comment

MINHA DECLARAÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE DO BRASIL EM 2018

Vamos direto ao ponto: meu voto é em Jair Bolsonaro, o único candidato com coragem moral e ousadia suficientes que, além de não estar implicado nas investigações da Operação Lava Jato, conta com o apoio da maioria da população, e tem a disposição necessária para enfrentar essa situação de beira do abismo, perigosamente do lado esquerdo dessa ponte sem corrimão que pode levar o nosso país a despencar no precipício de uma ditadura do proletariado de modelo cubano.

Este não é o tipo de país que desejo que nossa geração deixe de legado para nossos filhos e netos, geração essa que é responsável pela situação em que vivemos e, também, pelas escolhas e implementação das mudanças que ainda são possíveis. O futuro do país estará em nossas mãos, mais precisamente na ponta dos nossos dedos, ao apertarmos os botões nessas urnas eletrônicas nas eleições de amanha.

O momento exige uma guinada forte à direita, e rápido!

Estou apenas sendo congruente com as ideias que já expus na Garrafa 510 – O Caminho do Meio na Política, postado em 2016, e em minha declaração de voto nas ultimas eleições municipais que consta da Garrafa 507 – Eleições Municipais de Outubro de 2016.

Apresento a seguir, mais uma vez, minhas razões. E o faço sem esperança de mudar a opinião de ninguém que pense de maneira diferente, neste ultimo dia de campanha eleitoral, mas para mostrar claramente para as pessoas que pensam como eu que elas não estão sozinhas.

Comentários sobre Candidatos de Partidos integrantes do Foro de São Paulo:

Nunca votei em candidatos do Partido dos Trabalhadores – PT (Lula e Dilma) para o Executivo Federal, nem em outros candidatos desse “partido” para cargos do Executivo Estadual, Executivo Municipal, ou do Legislativo (Federal/Estadual ou Municipal). E nunca o farei! É o partido que recebeu o maior volume de recursos de empresas envolvidas na operação Lava Jato (mais de 131 Milhões) e com cerca de 20 políticos implicados. Há processos envolvendo doze deputados federais, quatro senadores, três ex-ministros e um governador.

Haddad? Não merece maiores comentários, acusado que é pelo Ministério Público de São Paulo de “Enriquecimento ilícito”, “Dano ao erário” e de “Improbidade administrativa” em dezenas de processos. Tudo isso, além é claro do fato de ser apenas um fantoche e capacho do canalha do Lula que, por sua vez, está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, condenado a doze anos e um mês de cadeia apenas no primeiro dos diversos processos que pesam contra ele. Outras seis acusações ainda serão julgadas no futuro e desejo firmemente que não saia da cadeia nunca mais. A recentemente divulgada delação premiada de seu antigo comparsa Palocci contem material para qualquer pessoa de bom senso ficar estarrecida, isto sem contar com as outras delações já conhecidas de integrantes das empresas corruptoras/corruptas do porte da Odebrecht, JBS, etc. O “anjinho que não sabia de nada”, segundo suas próprias declarações e alegações de sua defesa, na verdade sabia e sabe de tudo e continua comandando sua organização criminosa travestida de partido político de dentro da cadeia, com o inestimável apoio e atitude de leniência com o crime organizado de boa parte da nossa “justiça” e a militância de seus comparsas, é claro. Em que outro país decente isso acontece? Que eu saiba em nenhum outro! Campanha política comandada de dentro da cadeia? Desconheço e, ao mesmo tempo, me entristeço. E há quem vote nas indicações desse traste! Os estúpidos, os ingênuos e as pessoas de má-fé de sempre. Consta da delação do Palocci que o criminoso condenado costuma se referir ao povo brasileiro, quando está apenas cercado de integrantes da sua quadrilha como sendo “um bando de otários e filhos da puta”. No caso dos seus eleitores, isso faz sentido. Os otários seriam os estúpidos e os ingênuos, e os filhos da puta seriam as pessoas de má-fé e os hipócritas que, usando a liberdade de expressão que ainda temos, defendem a implantação no país do modelo restritivo de liberdades existente em Cuba, a ditadura mas antiga das Américas…

Não voto em candidatos de partidos que participam do Foro de São Paulo. Portanto, além dos candidatos do PT, nunca votei e nem votarei em candidatos dos seguintes “partidos”:

  • Partido Democrático Trabalhista – PDT (Ciro Gomes é um jagunço de gravata. Responde a mais de 70 processos no Tribunal de Justiça do Ceará, em sua maioria ações civis que pedem indenização por danos morais, além de queixas criminais por calúnia, injúria e difamação.  Por falar nisso, “cadela no cio” ele sabe muito bem quem é! Causa-me espanto que sua declaração de que “o papel mais importante que sua ex-mulher (a atriz global Patricia Pilar) tinha desempenhado até então era o de dormir com ele”, não seja usado omo um exemplo claro do tipo de machismo que as feministas que apoiam sua candidatura dizem combater. Busca o apoio de partidos e eleitores de esquerda e pretende ser um dos beneficiários do “espólio político” do Lula. Disse em entrevista que o ex-presidente presidiário só será solto se ele for eleito presidente. Pode? O seu partido recebeu recursos da ordem de de 5,5 Milhões de empresas envolvidas na Lava Jato. Tem como candidata a vice na sua chapa a Katia Abreu, que foi ministra e defensora do desgoverno Dilma, o que também é atestado de péssimos antecedentes);
  • Partido Comunista do Brasil – PC do B (não tem candidato próprio, mas a “sem noção” da Manuela D’ Ávila é candidata a vice na chapa do Haddad, o que também é atestado de péssimos antecedentes. O partido recebeu recursos da ordem de de 4 Milhões de empresas envolvidas na Lava Jato e tem um deputado e uma senadora implicados);
  • Partido Comunista Brasileiro – PCB (não tem candidato próprio, mas apoia o candidato do PSOL, que merecerá comentários em um parágrafo adiante);
  • Partido Pátria Livre – PPL (João Goulart Filho tem como candidato a vice Léo da Silva Alves – Quem? O que? Onde? Quando? O partido recebeu recursos da ordem de de 25 Mil de empresas envolvidas na Lava Jato);
  • Partido Popular Socialista – PPS (não tem candidato próprio e, no site do partido, parece que não vai haver nenhuma disputa para eleição de um presidente da república… O partido recebeu recursos da ordem de de 1 Milhão de empresas envolvidas na Lava Jato e tem um deputado federal implicado)
  • Partido Socialista Brasileiro – PSB (não tem candidato próprio e, em acordo com o PT, para não beneficiar o candidato do PDT, teria se declarado “neutro”, não apoiando abertamente nenhum dos outros candidatos do Foro. O partido recebeu recursos da ordem de de 21,7 Milhões de empresas envolvidas na Lava Jato e possui dois senadores e dois deputados implicados).

Foro de São Paulo – O que é?

Para quem ainda não sabe, essa organização criminosa (na minha opinião) denominada Foro de São Paulo foi criada em julho de 1990, com o apoio de Fidel Castro e Lula, entre outros idiotas (uso aqui o enquadramento como idiota proposto nos dois brilhantes livros prefaciados pelo Premio Nobel de Literatura, o peruano Mário Vargas Llosa “Manual do perfeito idiota latino-americano” e “A volta do idiota”, cuja leitura recomendo com empenho), com o propósito de transformar os países latino-americanos que ainda não o são em ditaduras de esquerda de modelo cubano. Esse “projeto”  já está em curso com grande sucesso na Venezuela, e com menor grau de êxito em outros países do continente americano, inclusive aqui no Brasil, para minha tristeza. Participam desse organismo partidos de esquerda da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Martinica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e, é claro, da Venezuela.

No caso brasileiro, esses partidos de esquerda são:

1. Partido Democrático Trabalhista (PDT)
2. Partido Comunista do Brasil (PC do B)
3. Partido Comunista Brasileiro (PCB)
4. Partido Pátria Livre (PPL)
5. Partido Popular Socialista (PPS)
6. Partido Socialista Brasileiro (PSB) e
7. Partido dos Trabalhadores (PT)

O modelo de tomada do poder sugerido pela Direção do Foro de São Paulo e que portanto é seguido pelos “partidos” indicados acima é, em grande medida, inspirado em ideias que surgiram a partir da primeira metade do Século XX e que foram propostas por Antônio Gramsci, que foi filiado ao Partido Socialista Italiano e, posteriormente, participou da criação do Partido Comunista Italiano, chegando a assumir a sua liderança. De maneira bastante simplificada, para lidar com a cultura existente nas democracias ocidentais, além da ênfase na influência exercida pelos “intelectuais de esquerda” em aspectos relacionados à “educação da sociedade”, ele propôs a assunção do poder pelas urnas, “fazer o diabo” para se manter no poder (para usar uma expressão utilizada pelo ex-presidente Lula e amplamente adotada pelos lideres, militantes e simpatizantes do PT) e, progressivamente, ir propondo e aprovando alterações na Constituição e na legislação decorrente para que o regime vigente se aproxime progressivamente de um modelo socialista e comunista (estatizante, ditatorial e restritivo de liberdades). Para isso é necessário ir corrompendo o legislativo para aprovação das matérias de seu interesse (vide Mensalão), e promovendo o aparelhamento da mais alta Corte do Judiciário com pessoas simpatizantes de suas bandeiras (para livrar a cara de integrantes de sua “quadrilha” cuja existência nunca é admitida pois simplesmente “ninguém sabia de nada do que estava acontecendo” nas antessalas e gabinetes de integrantes do Executivo e Legislativo), enquanto algumas instâncias da polícia e do próprio judiciário ainda funcionam (de maneira cada vez mais precária).

Qualquer semelhança com o processo utilizado na Venezuela e atualmente em curso no Brasil não é mera coincidência. Em alinhamento com esse plano sinistro, o canalha do José Dirceu, acaba de declarar em entrevista ao jornal espanhol  El País que a tomada do poder no Brasil por sua quadrilha de malfeitores é apenas uma questão de tempo. Desejo firmemente que isso nunca aconteça e esse projeto idiota sempre receberá minha oposição e resistência ferrenhas. Essa é a principal razão para declarar publicamente meus votos a cada eleição, como estou fazendo mais uma vez agora.

Uma das estratégias adotadas em caráter permanente por seus integrantes é simplesmente a da mentira descarada (omitindo e distorcendo os fatos quando a realidade não se ajusta ao seu projeto de tomada e manutenção no poder). Simples assim: se o resultado do julgamento do Processo do Mensalão não nos favorece, vamos negar que ele tenha existido, apesar da colossal quantidade de evidencias e provas colocadas à disposição da justiça e que resultaram na condenação da maior parte dos réus, e vamos “recontar e reescrever essa história” quando assumirmos o controle total do país, especialmente de todos os seus meios de comunicação (de preferencia, eliminando imediatamente essa indesejável área de “jornalismo investigativo” ainda existente em alguns veículos de comunicação, que sempre acaba descobrindo e divulgando as mentiras e atitudes hipócritas de alguns governantes e de integrantes de todas as áreas e setores de uma sociedade ainda livre e democrática).

No caso específico do PT, que esteve no poder em nosso país por cerca de treze anos, apenas mais um comentário: considero que um partido que tem um ex-presidente da república cumprindo pena, e cuja cúpula dirigente (os quatro últimos presidentes do partido e respectivos tesoureiros) também se encontra na cadeia, ou cumprindo pena em regime semiaberto, transformou-se em uma verdadeira quadrilha e deveria ser extinto e começar de novo do zero. Tudo isso aconteceu depois de vários julgamentos conduzidos em várias instâncias até chegar à mais alta Corte da Justiça (o Supremo Tribunal Federal, antes do aprofundamento do seu aparelhamento ideológico no caso do Mensalão, e depois, no caso do Petrolão), com amplo direito de defesa de todos os réus, que contrataram os melhores advogados do país (pagos a peso de ouro e provavelmente, por vias transversas, financiados com dinheiro dos nossos infelizes contribuintes, haja vista a enorme quantidade de desvios e falcatruas que continuam a aparecer até hoje no noticiário diário.  Se o partido não for (e não será) extinto por uma legislação eleitoral que não prevê essa situação, deveria sê-lo por iniciativa de seus próprios correligionários, se tivessem um pingo de bom senso, vergonha na cara e identificação com valores éticos. Infelizmente esse não é o caso.

Comentários sobre Outras Candidaturas de Esquerda:

Um partido cujo espectro político é tido como de esquerda e extrema esquerda, e que adota a estratégia de não participar do Foro de São Paulo (um simulacro para se apresentar como “esquerda vegetariana” quando na verdade é “esquerda carnívora” até a raiz dos cabelos), e cujos candidatos também não contam com meu voto é o Partido Socialismo e Liberdade – PSOL. O nome do partido já contém uma curiosa contradição uma vez que, historicamente, a primeira coisa que os socialistas fazem ao assumir definitivamente o poder é inicialmente restringir e em seguida simplesmente eliminar a liberdade de expressão e de locomoção das pessoas. A mesma “brincadeirinha” é feita pelo Partido Socialista Brasileiro – PSB  que também usa como slogan “Socialismo e Liberdade”. Piada de péssimo gosto, como aquela feita pela antiga Alemanha Oriental (Comunista e fantoche da ex-União Soviética) de se intitular de República Democrática Alemã. Democracia é o cacete! Liberdade é o cacete! A ala de estrema esquerda do PSOL ainda aposta em algum tipo de revolução violenta como forma de tomada do poder, ao invés do modelo proposto por Gramsci, e adotado pela maioria dos atuais partidos de esquerda latino-americanos. A aproximação de políticos do PSOL, especialmente no Rio de Janeiro, com movimentos do tipo Black Blocs, como foi amplamente denunciado na imprensa (apoiando e patrocinando ações de depredação de patrimônio público e privado, que tumultuaram as manifestações públicas pacíficas por mudanças que emergiram em todo o país, há algum tempo atrás, e oferecendo ajuda para defesa de seus manifestantes eventualmente presos durante os tumultos) é um claro sintoma da maneira de pensar de alguns de seus integrantes. Não é portanto surpresa que o candidato à presidência do PSOL seja o recém filiado (março de 2018) e perfeito idiota do Guilherme Boulos. Suas qualificações estão certamente, na visão desse partido, o fato de ter ingressado no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST, em 2002, e de participar de sua “Coordenação Nacional”. Por conta dessa atuação, já foi preso acusado de cometer desobediência judicial e incitação à violência. O MTST foi organizado, a partir de 1987, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, para atuar nas grandes cidades. Sim, o MST, aquele mesmo movimento que  doutrina crianças e jovens com suas “cartilhas” e prepara seus integrantes para ações de invasão de terras e propriedades privadas e para a luta armada no campo.  A candidata a vice pelo PSOL é a “líder indígena” Sônia Guajajara.

O nanico Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU tem como candidata Vera Lucia Salgado, que foi uma de suas fundadoras  e já foi filiada anteriormente ao PT. É sindicalista ligada à CUT e tem concorrido a diversos cargos desde 2002, sem nunca ter vencido uma eleição. O site do partido contém erros grosseiros de português, e seu veículo de comunicação, o “Opinião Socialista”, não passa de um panfleto marxista-leninista, pregando uma revolução operaria. O candidato a vice é Hertz Dias.

Marina Silva é a candidata da Rede Sustentabilidade, partido que foi fundado em 2013  por pessoas que já tinham sido filiadas ao PT, PSOL, PV, PCB e PPS, incluindo ex-guerrilheiros que participaram de sequestros e da luta armada durante os governos militares. Pelo fato do partido recém criado não conseguir o numero de assinaturas para concorrer oficialmente às eleições de 2014, foi estabelecida uma aliança estratégica com quem? Com o PSB, integrante do Foro de São Paulo, o que já representava naquela época, pelo menos para mim, um atestado de péssimos antecedentes de seus integrantes. O partido recebeu seu reconhecimento definitivo a partir de 2015 e, apesar de ter uma aparência de modernidade e buscar um discurso e retórica renovadores, pelo passado e afiliações anteriores das pessoas envolvidas, tudo isso me parece mais do mesmo modelo que identifico com o máximo de atraso em termos de desenvolvimento econômico e social. E com altíssimo risco de perda de LIBERDADE (valor inegociável) de acordo com diversas iniciativas com as quais esse partido volta e meia se alinha, ora por conveniência, ora por convicção, apesar das promessas e discursos demagógicos e moralizantes utilizados nas atuais promessas de campanha. Seu candidato a vice é  Eduardo Jorge,  que já disputou a Presidência em 2014, e é filiado ao único partido aliado à Rede, o Partido Verde – PV, que recebeu recursos da ordem de de 1,2 Milhões de empresas envolvidas na Lava Jato.

O Geraldo Alckmin é o candidato do PSDB e do Fernando Henrique Cardoso, que é um Lula com diploma universitário e um dedo a mais. São amigos, Lula e FHC e compartilham as mesmas crenças e valores há décadas. O ciclo de governos do PSDB e do PT durou 21 anos e é uma das razões para nos encontrarmos, em termos ideológicos à beira do precipício de uma ditadura de esquerda nos dias atuais. Diversos dispositivos foram sendo incorporados à nossa legislação, de acordo com o modelo proposto pelo Foro de São Paulo, de modo a tornar o país mais próximo possível, em termos de arcabouço legal, do de uma republiqueta socialista. Isso foi acontecendo progressivamente, a ponto da pateta da Jandira Feghali  (do PC do B) dizer que só faltava trocar a nossa bandeira por outra de cor vermelha, com o símbolo da foice e o martelo e, ouso imaginar, trocar também o hino nacional por uma versão funk da “Internacional Socialista”, que a Daniela Mercury certamente adoraria receber muito dinheiro para cantar. Em tempo: Nunca votei no FHC e tive sempre sérias restrições à sua “Diplomacia Presidencial” que iniciou a fase de desprestígio crescente do Itamarati, agravada nos desgovernos de Lula e Dilma, e à maneira com que Fernando Henrique tratou os integrantes das Forças Armadas ao escolher pessoas desqualificadas para assumir o Ministério da Defesa, e pelos arrochos (salarial e orçamentário) a que foram submetidas as três Forças. Reconheço, sim, o legado de FHC em assuntos econômicos, apesar de discordar da maneira com que foram conduzidas algumas privatizações em setores estratégicos. Votei sim no canalha do Aécio Neves, no segundo turno das eleições presidenciais de 2014, como ultimo recurso para evitar a reeleição da histérica da Dilma, um mal muito maior. Como afirmei em minha declaração de voto que consta da Garrafa 490 – Um país à beira do abismo, o fiz apesar das sérias restrições que tinha ao seu candidato a vice-presidente por sua militância e atuação em ações de guerrilha, que já tinham como propósito, desde aquela época, instalar uma ditadura de esquerda no país. Fico estarrecido ao constatar que ainda haja mineiros dispostos a votar no Aécio, depois dos escândalos envolvendo o senador que foram divulgados amplamente pelos diversos meios de comunicação, e pasmo ao constatar que a candidatura da Dilma ao Senado, por Minas Gerais, também possa ser conquistada com a ajuda desse mesmo bando de idiotas. Alckmin tem recebido o apoio dos cinco partidos que compõem o chamado Centrão (PP, DEM, PRB, PR e Solidariedade), além de PTB, PPS e PSD e, apesar de contar com cerca 40% do tempo da propaganda eleitoral em rádio e TV, só alcança cerca de 7% das intenções de voto, segundo diversas pesquisas eleitorais. Sua candidata a vice é a senadora Ana Amélia do PP-RS. O partido recebeu recursos da ordem de de 68,2   Milhões (só perde para o PT) de empresas envolvidas na Lava Jato e possui 11 políticos implicados, sendo um ministro, sete senadores e três deputados federais implicados.

Henrique Meirelles, filiado apenas a partir de abril de 2018, é o candidato do Movimento Democrático Brasileiro – MDB, novo nome do PMDB, desde o fim do ano passado, partido que não disputa eleição para presidente com candidato próprio há 24 anos, mas compartilha ou exerce efetivamente o poder de governar e legislar há décadas. É, certamente, um dos partidos com maior responsabilidade pela atual situação do país em termos ideológicos e econômicos. O partido recebeu recursos da ordem de de 64,7 Milhões de empresas envolvidas na Lava Jato (o terceiro, depois do PT e do PSDB) e tem 19 políticos implicados, entre eles o atual presidente da republica que assumiu depois do impedimento da Dilma, três ministros, o atual presidente do senado, seis senadores, um ex-senador, três deputados federais,  dois governadores e o ex-prefeito do Rio. O candidato foi ex-presidente do Banco Central durante os governos de Lula e ex-ministro da Fazenda do governo Temer. Ele é competente em termos de economia? Não tenho dúvidas! Mas há outros com experiência igual ou maior e que não tenham servido a um projeto tão prejudicial ao país, a médio e longo prazos, como o levado a efeito nesse ciclo de mais de duas décadas de governos do PSDB e do PT. Conta como aliado apenas ao nanico Partido Humanista da Solidariedade – PHS, que recebeu recursos da ordem de 60 Mil de empresas envolvidas na Lava Jato. Meirelles, que já foi deputado federal pelo PSDB, antes de fazer parte do governo Lula, tem como candidato a vice o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto.

Tendo apresentado o cenário atual com o envolvimento dos partidos com candidatos de espectro de esquerda, apresento a seguir minha visão sobre essa escolha ideológica.

 Minha breve visão sobre o Comunismo e o Socialismo:

Penso que as propostas da ideologia comunista e socialista provaram ser um flagrante fracasso, testadas que foram à exaustão desde o início do Século XX com a revolução russa, passando pelas revoluções chinesa, cubana, vietnamita, coreana, etc. e, após a Segunda Guerra Mundial, também nos países da cortina de ferro (leste europeu) que a União Soviética invadiu e tomou posse, sem nenhuma cerimônia. A meu ver, nada pode ser maior sinônimo de atraso, neste início de Século XXI, do que essas tentativas de reviver o modelo comunista e socialista no nosso continente, usando como modelo a ditadura sangrenta cubana. E essas pessoas que abraçam esse projeto ainda se dizem “progressistas” e chamam de “reacionários” quem quer que ouse discordar desses disparates e idiotices. O socialismo é o que o socialismo faz e não o que ele diz que vai fazer. A meu ver, claro retrocesso em direção a fórmulas já testadas e fracassadas.

Perguntinha inconveniente: no caso da queda do muro de Berlim, que dividiu a Alemanha em duas metades durante décadas (vivi na Alemanha Ocidental durante parte do final dos anos 80 e vi muito bem o que estava acontecendo), os comunistas e socialistas estavam de que lado do muro? Do lado das pessoas que o derrubaram? Ou do lado das pessoas que, o tendo construído, não conseguiram mais esconder as mazelas e a situação de miséria e indigência de suas populações, em contraste com as democracias ocidentais?

Independentemente de números econômicos e indicadores sociais, o valor que deve estar entre os mais apreciados pra qualquer pessoa realmente interessada em promover o desenvolvimento e a elevação do nível de consciência das pessoas é a LIBERDADE! E sabemos muito bem que esse é o primeiro item suprimido nessas funestas experiências comunistas e socialistas, em nome do controle. O discurso é de igualdade, mas a prática é a de tentativa de controle do incontrolável, de restrição de liberdade para tentativa de controle do espírito humano livre!

Depois de todo esse palavrório, e as reflexões correspondentes, constato que todas as alternativas de esquerda propostas acima me soam e cheiram muito mal e, portanto, não atendem aos meus requisitos mínimos e não as tornam merecedoras do meu voto!

A Única Candidatura que se Autodenomina como sendo de Centro:

Alvaro Dias, ex-governador do Paraná e senador em terceiro mandato é o candidato do Podemos – PODE e concorre à Presidência pela primeira vez. Esse é o novo nome do Partido Trabalhista Nacional – PTN que recebeu recursos da ordem de 690 Mil de empresas envolvidas na Operação Lava Jato, mas não possui políticos implicados. Apresenta um discurso de “refundação da República” e na promessa de que convidará o juiz federal Sergio Moro para ser seu ministro da Justiça.  O candidato é mais conhecido no sul do país e conta com apenas 1% de intenções de voto, segundo pesquisas. O candidato a vice é Paulo Rabello de Castro, do Partido Social Cristão – PSC, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além do PSC, estabeleceu alianças também com os nanicos Partido Republicano Progressista – PRP, que recebeu recursos da ordem de 36 Mil de empresas envolvidas na Operação Lava Jato, e não tem políticos implicados, e o Partido Trabalhista Cristão – PTC, que recebeu recursos da ordem de 250 Mil de empresas envolvidas na Operação Lava Jato e tem implicado o senador Fernando Collor. Embora seja simpático a posições de centro, que se mantenham em posição equidistante dos extremos da direita e da esquerda, como estamos no final de um ciclo de mais de vinte anos de guinada para a esquerda, para nos aproximarmos de uma posição central, para o país seguir em frente com segurança, serão necessários pelo menos vinte anos de uma guinada franca em direção à direita para chegarmos lá. Talvez possa votar em algum candidato desse tipo de legenda, nesse futuro de longo prazo. Agora, nem pensar!

Comentários sobre as Duas Únicas Candidaturas de Direita Disponíveis:

João Amoêdo fundou o Partido Novo em 2011 e disputa a Presidência da República pela primeira vez. É ex-executivo dos bancos Unibanco e Itaú-BBA, e se apresenta com um discurso liberal e favorável a privatizações. Dispôs de apenas cinco segundos no horário eleitoral e não teve direito a participar de debates na TV aberta. O partido apostou na campanha via redes sociais para se apresentar ao eleitor. Entretanto, o candidato teria apenas 2% das intenções de voto, segundo algumas pesquisas. Seu candidato a vice é o cientista político Christian Lohbauer. Já votei em candidatos desse partido em eleições anteriores, especialmente para o governo do Estado do Rio de Janeiro, e confesso que pensei em me filiar ao Novo, na época do impedimento da Dilma. O partido não recebeu um tostão de empresas envolvidas na Operação Lava Jato, nem possui políticos implicados uma vez que o critério ficha-limpa é é utilizado tanto para filiações quanto para candidaturas. Concordo com várias propostas da plataforma do partido, mas já identifico algumas disputas e dissidências internas importantes, tanto entre os seus fundadores como entre candidatos o que indica um ambiente com sinergia positiva reduzida. No atual momento, em que me parece que temos uma unica bala de prata para matar vários vampiros ao mesmo tempo (temos que colocá-los em fila e atirar uma vez só), em que as maiores chances de reversão desse quadro sinistro de beira do abismo é a de uma vitória do outro candidato de direita já no primeiro turno, pois no segundo essas urnas eletrônicas não merecem a minha confiança (vide a disputa Dilma Aécio há quatro anos atrás), os candidatos desse partido não contarão com meu voto nestas eleições.

Jair Bolsonaro,  o Capitão da reserva do Exército Brasileiro e deputado federal eleito com o maior numero de votos no Estado do Rio de Janeiro pelo Partido Progressista – PP, nas ultimas eleições é o candidato do Partido Social Liberal – PSL. Esta ultima legenda recebeu recursos da ordem de 373 Mil de empresas envolvidas na Operação Lava Jato, mas não possui nenhum político implicado. Já o PP recebeu recursos da ordem de 14 Milhões de empresas envolvidas na Operação Lava Jato e possui 10 políticos implicados, sendo três senadores, seis deputados federais  e uma prefeita. Bolsonaro lidera todas as pesquisas de intenção de voto à Presidência, havendo uma chance real de se eleger ainda no primeiro turno. Isso, enfrentando oposição ferrenha e patrulhamento da mídia, de artistas e pretensos “intelectuais”, além de todos os partidos de esquerda, que sabotaram sistematicamente e procuraram desqualificar praticamente todas as suas iniciativas e projetos, desde que assumiu o primeiro mandato de deputado federal. É conhecido por suas posições em defesa da família, da soberania nacional, do direito à propriedade e dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. Todos os hipócritas que cruzaram seu caminho foram sistematicamente desmascarados, nos corredores, no ambiente das comissões parlamentares e no plenário do Congresso, em todas as oportunidades que se apresentaram com discurso firme e olho no olho. Ficha limpa, é um dos poucos políticos que, após sete mandatos,  não tem seu nome associado aos desvios e falcatruas que, infelizmente, são costumeiros na prática política brasileira. Destacou-se, também, na luta contra a erotização infantil nas escolas e por um maior rigor disciplinar nesses estabelecimentos, pela redução da maioridade penal, pelo armamento do cidadão de bem e direito à legítima defesa, pela segurança jurídica na atuação policial e pelos valores cristãos. Foi idealizador do voto impresso, que certamente poderá contribuir para a realização de eleições mais confiáveis e passíveis de auditagem, no futuro. Depois de algumas negociações pela indicação de seu companheiro de chapa, que não prosperaram, (senador Magno Malta (PR-ES), a advogada Janaina Paschoal, e o “príncipe” Luiz Philippe de Orleans e Bragança) seu candidato a vice é o general da reserva Hamilton Mourão, do nanico Partido Renovador Trabalhista Brasileiro – PRTB que é a única aliança do PSL. O PRTB recebeu recursos da ordem de 1,4 Milhões de empresas envolvidas na Operação Lava Jato, mas não tem nenhum político implicado.

Tendo dito tudo isto, e é o que penso e sinto, e sinto muito, reitero meu voto em Jair Bolsonaro para Presidente do Brasil.

Ele é o único candidato com coragem moral e ousadia suficientes que, além de não estar implicado nas investigações da Operação Lava Jato, conta com o apoio da maioria da população, e tem a disposição necessária para enfrentar essa situação de beira do abismo, perigosamente do lado esquerdo dessa ponte sem corrimão que pode levar o nosso país a despencar no precipício de uma ditadura do proletariado de modelo cubano.

Cuba e Venezuela não são modelos de democracia nem aqui nem na China! São ditaduras sangrentas!

Convido os amigos a uma leitura do artigo postado na Garrafa 461 – O Conceito de Reenquadramento que, a meu juízo, é amplamente utilizado de maneira destrutiva pelos integrantes, militantes e simpatizantes dos partidos filiados ao Foro de São Paulo, especialmente os do PT.

É hora da onda verde e amarela engolir essa marola vermelha que ameaça nossa sociedade e sua ainda frágil democracia.

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

urna-eletronica

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Garrafa 530 – Até que ponto?   Leave a comment

Ultimo dia do mês de julho, na próxima semana dia de celebração de aniversário.

Como sempre acontece, época de balanços e inventário de perdas e ganhos.

E, nas ultimas semanas, releitura, pela terceira vez, de um livro recebido de presente de pessoa muito querida, no ano de 2009. Tema denso e instigante, sobre “O Quarto Caminho”, a primeira leitura completa só terminou em 2011. A segunda leitura foi em 2014.

Encontrei no rodapé de uma das páginas um haicai,  parido em junho de 2011, e ainda não postado. Parece justo como dedo no ouvido para o momento atual.

Posto agora:

minhas escolhas:
saber para onde ir…
até que ponto?

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

Destino

Garrafa 529 – Dança sagrada   Leave a comment

Ele vinha sonhando com ela, com frequência, nas ultimas semanas.

E, como sempre faz, ao despertar, desejou que estivesse bem, onde quer que se encontrasse.

A imagem que lhe veio à mente quando acordou, numa daqulelas ocasiões, foi a da primeira vez em que a convidou pra dançar.

Havia uma música animada no ambiente, no intervalo entre duas aulas daquele curso. E ele apenas seguiu o impulso de caminhar em sua direção, segurar sua mão e, delicadamente, puxar e apertar o corpo dela contra o seu. Ela aceitou.

As pessoas à sua volta ficaram surpresas. Ela, aparentemente não. Esperava por esse convite, quem sabe, quando percebeu sua aproximação…

Rodopiaram por apenas alguns minutos, se tanto, e, durante aqueles instantes, o tempo simplesmente parou. Nunca tinham ficado tão próximos, antes disso. Sentiram o cheiro um do outro, naquela região do pescoço, bem atrás da orelha.

A música acabou, sorriram um para o outro, e o curso foi reiniciado. Olhares furtivos e sorrisos contidos foram registrados entre eles, durante o resto da aula.

Será que ela ainda consegue se lembrar do forró que estava tocando naquela ocasião?

Não importa. É provável que nem ele se lembre.

Pausa para um breve haicai:

mãos que se tocam
pernas entrelaçadas
danças sagradas...

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “Sanfona” com Egberto Gismonti

Dançar

Garrafa 528 – Guardando encontros à luz do dia   2 comments

Aproveito cada momento da minha vida, em qualquer época do ano, em qualquer lugar, e em qualquer hora do dia. Esse é um compromisso que assumi comigo mesmo há muito tempo: o de viver intensamente cada instante.

E, como acredito firmemente que as coisas mais importantes que fazemos são aquelas que podem ser compartilhadas com alguém, que assim tudo fica muito melhor, sempre que possível dou preferência por fazê-las em ótima companhia.

E, ao mesmo tempo, fico muito bem sozinho, quando não tenho a companhia de outra pessoa ou de um grupo, ou escolho eventualmente não tê-la por vontade própria. Aliás, preciso de muitos momentos de recolhimento e introspecção para recarga de minhas baterias. Pratico meditação várias vezes por dia e faço longas e frequentes caminhadas sozinho.

Apesar dessa disposição incondicional (em qualquer lugar, em qualquer tempo), tenho que admitir que os meses de outono são minha época do ano favorita, seguidos dos meses de primavera. Há algo na qualidade da luz dos meses de abril, maio e junho que me encanta, e aguardo por eles alegremente, antecipando o gozo já a partir de meados de março. Céus de um azul profundo, algumas nuvens brancas aqui e ali e temperaturas sempre amenas e agradáveis. Isso sem falar das frutas, especialmente dos saborosos caquis que alegram meus dias com suas explosões de cor, textura e doçura.

Essa é também uma época em que eu mesmo e muitas pessoas importantes pra mim celebramos datas especiais nos nossos calendários pessoais e afetivos. E celebro comigo mesmo e com elas, de maneira presencial ou virtual, estejam onde estiverem.

E esse é também um dos motivos para ter criado e ainda manter em atividade este blog, enviando garrafas com mensagens pelos mares da Internet, como já mencionado na página Minhas Razões : o de viver e celebrar encontros especiais.

Assim sendo, uma das mensagens que costumo enviar nesta época do ano desta vez está sendo postada com mais de dez dias de atraso, em função de uma conjuntura pessoal bem específica, que escolho não mencionar neste momento.

E o que escolho compartilhar agora nesta postagem?

Nas ultimas semanas tive minha atenção atraída por um poema de Antonio Cicero e, desde então essas palavras têm ecoado e reverberado em minha alma ao mesmo tempo com força e delicadeza.

Guardar

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro
Do que um pássaro sem voos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

É o que faço agora, e o que tenho feito em muitas postagens deste blog: escrevo, digo, publico, declaro e declamo, guardo à plena luz do dia o valor desse encontro em pequenos contos e em poemas curtos, para mantê-los à vista. Para olhá-los, fitá-los, mirá-los, admirá-los, iluminá-los ou ser por eles iluminado. Para vigiá-los, fazer vigília e velar por eles, estar acordado por eles, estar por eles e ser por eles.

Selecionei um desses poemas curtos, já postado na Garrafa 460, para trazê-lo novamente à luz e dizer o que escolho dizer novamente nesta noite de lua cheia de outono:

talvez não devesse…
mas, apesar de tudo,
amo e pronto!

Eduardo Leal

Garrafa 527 – Os má-féosos   Leave a comment

Já não me espanto tanto ao observar essas criaturas patéticas conhecidas que há muito tempo têm recebido espaço imerecido na mídia, e que agora parecem ainda mais desnorteadas do que nunca com a prisão do seu venerado líder, depois de julgado e condenado em duas instâncias da justiça: lula, a farsa ambulante, a encarnação da má-fé.

Entretanto, confesso que tenho me surpreendido com o surgimento de novos personagens, que parecem vir de todas as direções e em grande quantidade, saindo à luz do dia pela primeira vez de todos os armários possíveis, não conseguindo mais esconder sua opção preferencial pela leniência com o crime organizado.

O crime é até desejável, dizem eles, desde que cometido por quem quer que professe sua ideologia socialista/comunista retrógrada e tenha como projeto prioritário transformar o Brasil em um “Cubão”.

Depois da queda do famigerado “muro de Berlim” construído pelos comunistas, monumento à estupidez que dividiu por décadas a Alemanha (mas que ao mesmo tempo permitiu a realização do maior experimento político social dos últimos tempos, com um lado capitalista e outro comunista), para citar apenas um exemplo (e talvez o mais significativo já que foi derrubado pela própria população indignada e que não suportava mais viver na situação criada pelos comunistas), como ainda é possível que ainda existam pessoas que pensem assim? E tudo isso, é claro, com a justificativa e camuflagem de  “conquista de maior justiça social”.

Esse tem sido um efeito colateral notável da prisão do criminoso mais famoso do país: o de colocar a maioria das pessoas diante da necessidade mostrar claramente, com suas palavras e atitudes, o que realmente pensam no seu intimo a esse respeito.

Acredito nisso firmemente e tenho repetido essa apreciação com muita frequência, sem ter ouvido até agora um argumento sequer  que a desqualifique:

O fato de alguém tomar conhecimento da verdade por meio de diversos tipos de evidências possíveis (vendo, ouvindo ou sentindo na própria pele) e ainda assim dizer acreditar na mentira é indicação de estupidez, de ingenuidade ou, o que é mais triste de se constatar, da mais descarada má-fé.

Entre os que têm maior protagonismo na condução da “coisa pública”, nas mais diversas instâncias do executivo, do legislativo e do judiciário, tanto na esfera federal, quanto na estadual e na municipal dificilmente há pessoas estúpidas. Os obstáculos que têm de ser transpostos para que eles assumam seus respectivos cargos costumam servir como filtros de eliminação dos menos intelectualmente capacitados, que vão ficando pelo caminho. Pode haver isto sim, algumas criaturas ainda ingênuas, especialmente nas camadas mais jovens. E creio que o mesmo se dê no caso de professores, artistas, jornalistas, de comentaristas, escritores e articulistas.

É claro que há os patéticos de longa data e os novos personagens que acabaram de sair do armário que defendem o farsante (que já não está tão ambulante assim, confinado agora em 15 metros quadrados) e que se distribuem em todas as outras categorias profissionais possíveis. Mas selecionei essas categorias para dar destaque especial (professores, artistas, jornalistas, comentaristas, escritores e articulistas), pela sua capacidade de influência e de formação ou de deformação de opinião.

Em especial, penso que os comunistas/socialistas travestidos de professores de ensino médio e universitário deveriam ser enquadrados na prática de crime hediondo pelo “abuso de incapaz” (uma espécie de pedofilia) que cometem com seus respectivos alunos. Depois dos pais, quando estão presentes e assumem seu papel primordial de educar, são os professores que exercem uma grande influência nas turmas de jovens  que deixam suas casas e frequentam todos os tipos de escolas em busca de orientação segura para enfrentar os desafios da vida profissional e pessoal. E o que dizer quando esses jovens recebem como sugestão de seus “mentores escolares”, para modelo de sociedade, as ditaduras cubana ou venezuelana e, para modelo de líderes inspiradores fidel castro, che guevara, hugo chaves e lula o farsante? Triste espetáculo foi ver o criminoso já condenado e ainda solto, conduzido por professores inescrupulosos à presença de seus alunos para encenação de seu já conhecido número de enganação, quando a plateia era formada majoritariamente de jovens em sua maioria ingênuos e bem intencionados. Simplesmente repugnante, pra dizer o mínimo.

E o que dizer dos “artistas” que necessitam de liberdade, como do próprio ar que respiram, para a produção e, posteriormente, para a divulgação de suas respectivas obras, e que flertam descaradamente com modelos autoritários restritivos de liberdade de expressão e locomoção? E, é claro que o mesmo vale para jornalistas, comentaristas, escritores e articulistas que assistem passivamente, isso quando não estão aplaudindo como sonâmbulos ao farsante ameaçando a sociedade brasileira,  dizendo que se for novamente eleito, adotará o emprego de novas formas de controle da mídia, em especial do jornalismo investigativo, que o ameaçam diretamente com suas reportagens reveladoras.

Francamente! Esse é um caso para estudo de mesmerização individual e coletiva com resultados comparáveis ou superiores aos do famoso hipnoterapeuta Milton Ericson. Com a clara distinção que este ultimo buscava a saúde e a libertação dos traumas de seus pacientes, e o farsante busca a doença individual e coletiva do totalitarismo, em que ele sim estaria livre pra continuar fazendo o que bem entendesse, enquanto uma grande parcela da sociedade, triste e infantilizada, permaneceria a seus pés, escravizada.

Pois bem, a maior parte dessas criaturas nefastas (o farsante e seus defensores) não são pessoas estúpidas nem ingênuas. Sabem muito bem o que estão fazendo no momento, e qual é o seu propósito ao fazê-lo, mesmo que ele nem sempre seja claramente declarado. São, isto sim, pessoas de má-fé!

São má-féosos!

Só não vê, não ouve e não sente quem não quer!

Eduardo Leal
Ilustração de Eduardo Leal

Cuba e venezuela não são modelos de democracia, só não vê quem não quer com peixe vermelho 1

Garrafa 526 – O Julgamento de um Canalha em uma Cleptocracia   5 comments

Hoje é véspera.

Está marcado para amanhã o julgamento, em segunda instância, em apenas um dos seis processos em que é formalmente acusado, de um dos maiores canalhas que o mundo já viu, o ex-presidente lula (isso, assim mesmo, tudo com letra minuscula). Para poupar os mais preguiçosos de uma consulta a vários dicionários, no verbete Canalha encontramos:

a) relativo a ou próprio de pessoa vil, sem valor, ordinária, desonesta, desprovida de moral, reles;

b) adjetivo e substantivo de dois gêneros: que ou aquele que é infame, mau-caráter, vil, desprezível, abjeto, velhaco.

Ele já foi condenado, em primeira instância, a uma pena de nove anos e seis meses por um crime de lavagem de dinheiro e um crime de corrupção, pelo Juiz Sergio Moro. Trata-se do caso do apartamento triplex localizado em Gurujá/SP que foi recebido como propina da empreiteira OAS, empresa que também bancou a reforma do referido imóvel, atendendo aos desejos do criminoso e de sua cúmplice já falecida. Para fazer jus a esse pagamento, o ex-presidente exerceu papel proeminente na corrupção ao nomear para exercer cargos de alto escalão dentro da Petrobras pessoas comprometidas com um grande esquema de desvio de recursos públicos. O réu também cometeu ato de lavagem de dinheiro ao ocultar a titularidade do triplex. O ex-presidente ainda foi absolvido, no mesmo processo, e creio que a justiça apenas não conseguiu provas robustas do cometimento de mais esse crime e não pela clara inocência do réu (pelos seu péssimos antecedentes), da acusação de que também teria recebido propina sob a forma de pagamento do armazenamento dos seus bens junto à transportadora Granero.

Seu advogado de defesa (outro canalha?), como de praxe, nega tudo isso. Penso que deveria haver uma lei que obrigasse os advogados que defendessem corruptos, quando seus clientes fossem condenados, a devolver aos cofres públicos o dinheiro recebido a título de honorários uma vez que, muito provavelmente, ele teria tido origem nos crimes comprovadamente cometidos. Sonho meu!

Entretanto, em contraponto com a posição da defesa do réu, a Procuradoria da 4ª Região reitera entendimento do Ministério Público Federal do Paraná e sustenta que, na verdade, lula teria cometido três crimes de corrupção, um para cada contrato supostamente superfaturado da OAS junto à Petrobrás, alvo da denúncia. Referem-se a um ato de corrupção em obras na Refinaria Presidente Getúlio Vargas – REPAR e dois atos de corrupção nas obras da Refinaria do Nordeste Abreu e Lima – RNEST. Esse recurso, se prevalecer no entendimento dos desembargadores que realizarão esse novo julgamento, pode elevar sua pena atual de apenas nove anos e meio a vinte e um anos.

Vale lembrar que o ex-presidente, até o momento, já é réu em seis ações penais. São quatro pela Operação Lava Jato (Triplex do Guarujá, Sítio de Atibaia, Terreno do Instituto lula, e Obstrução de Justiça na Compra do Silêncio de cerveró), uma pela Operação Janus (Empréstimo do BNDES para a Odebrecht) e uma pela Operação Zelotes (Compra de Caças para a FAB). Além disso, é suspeito e alvo de investigações em outros quatro inquéritos (Indicação de lula para Ministro por dilma roussef, Quadrilhão do PT para arrecadação de recursos em Órgãos Públicos, Palestras de lula e Medida Provisória para o Setor Automotivo). Estou certo de que se outros acordos de delação premiada forem homologados, essa lista tende a crescer bastante, tal o descaramento e o sentimento de impunidade que o tem dominado, há anos. Chegou a declarar publicamente: “Eles não sabem do que somos capazes de fazer para continuarmos no poder”, referindo-se aos integrantes da cúpula do seu partido político. Sim, nós sabemos!

Esse é o “anjinho” que é infelizmente defendido incondicionalmente  por um grande número de simpatizantes e militantes (já que os seus advogados recebem polpudas somas de parcela do dinheiro que foi roubado dos cofres públicos). Com todo o respeito a pessoas que podem ter outra opinião, penso que esse grupo de “defensores” é composto por pessoas estúpidas (analfabetos funcionais incapazes de entender o que leem ou escutam), por inocentes  úteis (infelizmente muitos deles jovens bem intencionados que caem no canto da sereia da propaganda enganosa de “políticos”, “professores”, “jornalistas”, “comentaristas/articulistas”, e “artistas”) e por pessoas de má-fé (os “políticos” que integram a quadrilha ideológica que pretende transformar o Brasil numa Venezuela ou em um “Cubão”, os “professores” de nível médio e universitário que influenciam seus alunos com os mantras e narrativas da quadrilha ideológica, os “jornalistas” e os “comentaristas/articulistas” que usam os diversos meios de comunicação tentando explicar o inexplicável e criando ou ecoando as narrativas inverossímeis produzidas nos covis da quadrilha ideológica, e os que se dizem “artistas”, verdadeiros hipócritas que precisam de liberdade como do ar que respiram e defendem modelos autoritários restritivos de liberdade de expressão como os de Cuba e da Venezuela, enquanto fazem mau uso da liberdade de expressão que ainda têm, entre outros). Retirando dessa lista de “defensores” os claramente estúpidos e os supostamente inocentes, penso que podemos incluir todos os outros na lista dos canalhas. Isso, principalmente quando sabemos que atacam de maneira descarada (embora digam o contrário) um dos valores mais elevados da nossa sociedade – a nossa liberdade.

Tendo caracterizado os que podemos chamar de canalhas, o réu e seus “defensores”, vamos tecer algumas considerações sobre a situação de Cleptocracia em que vivemos.

Para poupar novamente os mais preguiçosos de uma consulta a vários dicionários, no verbete Cleptocracia encontramos:

a) A palavra “Cleptocracia” significa, literalmente, “Estado governado por ladrões”. O termo se refere a um tipo de governo no qual as decisões são tomadas com extrema parcialidade, indo totalmente ao encontro de interesses pessoais dos detentores do poder político;

b) Cleptocracia, é um termo de origem grega, que significa, literalmente, “governo de ladrões”, cujo objetivo é o do roubo de capital financeiro de um país em detrimento do seu bem-comum. A Cleptocracia ocorre quando uma nação deixa de ser governada por um Estado de Direito imparcial e passa a ser governada pelo poder discricionário de pessoas que tomaram o poder político, nos diversos níveis, e que conseguem transformar esse poder político em valor econômico, por diversos modos;

c) A fase “cleptocrática” do Estado ocorre quando a maior parte do sistema público governamental é capturada por pessoas que praticam a corrupção política, institucionalizando a corrupção e seus derivados tais como o nepotismo e o peculato, de forma que estas ações delitivas ficam impunes, por todos os setores do poder estarem corrompidos, desde a Justiça, os funcionários da lei e todo o sistema político e econômico. O termo Nepotismo (do latim nepos, sobrinho, neto, ou descendente), é utilizado para designar o favorecimento de parentes (ou amigos próximos) em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos. Já o Peculato é um dos tipos penais próprios de funcionários públicos contra a administração em geral. Via de regra, só pode ser praticado por servidor público. Os verbos nucleares do tipo são “apropriar” ou “desviar” valores, bens móveis, de que o funcionário tem posse justamente em razão do cargo/função que exerce.

Quem não é estúpido ou inocente (e talvez até alguns deles concordem com essa ideia), e nem tampouco uma das pessoas de má-fé que esteja comprometida com esse esquema criminoso, todos certamente hão de concordar que essa é a triste situação vivida pelo nosso país, há décadas. Vivemos em uma situação de elevado grau de Cleptocracia! O Estado brasileiro têm sido e ainda está sendo governado por ladrões. Basta lembrar que o atual presidente era o vice-presidente no “governo” anterior e do grande numero de deputados e senadores envolvidos em acusações na Operação Lava-Jato. E a única coisa que impede que essa Cleptocracia seja total é exatamente o funcionamento, ainda que de maneira distante do ideal, de algumas instâncias da Justiça.

Entretanto, julgo ser necessário fazer uma clara distinção entre os criminosos já condenados pela justiça, entre os réus apenas formalmente acusados e em processo de julgamento, e entre os simples suspeitos submetidos à correspondente investigação criminal. Ou, melhor dizendo, estabelecer uma certa “hierarquia” nesse esquema de cleptocracia vigente em nosso país. É o que faço a seguir.

Todos os integrantes dos Poderes Executivo, Legislativo e do Judiciário e todos os empresários e outros agentes econômicos (os corruptos e os corruptores), nacionais e internacionais, envolvidos com essas ações reprováveis são todos criminosos e merecem ser julgados e punidos de acordo com seus respectivos delitos. E esses crimes estão entre os mais graves possíveis de serem cometidos pelos governantes uma vez que ao desviar recursos públicos que deveriam ser destinados à educação, saneamento, segurança, e às mais diversas necessidades básicas da população de um país, seus autores os usam apenas em seu próprio benefício. Entretanto, há um pequeno detalhe, no qual o ex-presidente lula e os integrantes de sua quadrilha ideológica se enquadram, e nem todos os outros “ladrões comuns” ou “criminosos de colarinho branco” o fazem: o fato de dizerem que seus atos se justificam pois servem a uma “causa nobre” que é a da implantação de um regime socialista (ou comunista) de modelo cubano ou venezuelano que, esse sim, traria uma pretensa “justiça social” para nossa sofrida população. Ora vejam só que tremenda cara de pau! Como se no âmbito do maior experimento sócio-político dos tempos modernos, a divisão da Alemanha em duas metades (Capitalista-Ocidental/Comunista-Oriental) depois do término da Segunda Guerra Mundial, não tivesse terminado com a queda do famigerado “Muro de Berlim” pela falência do modelo comunista implantado na Alemanha Oriental (e não por qualquer outra razão) e que esses estúpidos ainda defendem.

Além de se locupletarem como todos os outros ladrões comuns, os integrantes desse bando, e especialmente o ex-presidente lula como chefe dessa quadrilha,  todos planejaram e ainda conspiram em conjunto, e todos executaram e ainda executam ações calculadas de destruição do Estado Brasileiro, com o propósito de abalar os alicerces de sua ainda frágil experiência republicana e permitir sua substituição progressiva por uma excrecência denominada “bolivariana”, de modelo totalitário e ditatorial cubano. Hipócritas e mentirosos profissionais, ainda alardeiam estar “defendendo a democracia” de um “golpe” parlamentar.

Como tenho dito à exaustão em vários posts anteriores e repito mais uma vez, creio que são definições de estupidez, de ingenuidade e/ou de má-fétomar conhecimento da verdade, ver a verdade, ouvir a verdade e, ainda assim, dizer acreditar na mentira. E no caso dos integrantes dessa quadrilha, embora alguns possam ser considerados estúpidos, muito poucos se enquadram na classificação de ingênuos. A grande maioria, isso sim, é formada por pessoas de má-fé! Mentem descaradamente, sempre atribuindo aos outros tudo aquilo que constitui a sua prática constante. São canalhas, vis, infames, velhacos. Só não vê quem não quer!

Tendo dito tudo isso, vamos tratar finalmente do julgamento previsto para amanhã, nesse ambiente de elevado grau de cleptocracia em que vivemos, e de seus possíveis desdobramentos.

O STF, infelizmente, se e quando algum desses processos envolvendo o ex-presidente chegar até lá, já apresenta um grau de comprometimento e contaminação com esse esquema de cleptocracia que nem merece maiores comentários. As indicações para a sua composição são políticas! Já apresentei o que penso sobre essa instituição na postagem da Garrafa 523. De seus integrantes, com raríssimas exceções, basta uma breve análise de suas respectivas biografias, orientações ideológicas, currículos (ou sua total ausência de conteúdo como nos casos de lewandowski e toffoli), exame de seus votos recentes (gilmar mendes), e de que presidente os indicou para seus respectivos cargos. Feita essa análise simplificada, constatamos um quadro sinistro com relação à possibilidade de realização de um julgamento imparcial dos integrantes dessa quadrilha ideológica e dos demais integrantes de outras quadrilhas menores, ou seja, daquelas apenas interessadas em crimes do colarinho branco e sem viés ideológico. Não se espera isenção de julgamento por parte dessas criaturas. Já se sabe que todas as quadrilhas  atuam de comum acordo, em algum momento, para preservação de seus integrantes e dos esquemas de que se beneficiam. O julgamento do processo conhecido como “Mensalão”, apesar de apenas puxar o fio da meada do que veio se tornar o “Petrolão”, mostrou tudo isso muito claramente: vimos os integrantes da quadrilha ideológica comprando descaradamente os votos dos integrantes das quadrilhas de colarinho branco comuns (os diversos partidos e coalizões). E, curiosamente, não foi tipificado o crime de “formação de quadrilha” no voto dos integrantes do STF da ocasião, e nem o mais que conhecido chefe da quadrilha ideológica foi incriminado.

De lá para cá sopraram ventos de renovação vindos de alguns tribunais da Justiça de primeira instância, especialmente do grupo que ficou conhecido como “Republica de Curitiba”. Integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal agiram com firmeza, uma produzindo provas e o outro formulando as acusações e, é claro, com a atuação clara e decidida do Juiz Sergio Moro julgando os processos e condenando ou absolvendo os acusados.

O momento atual é de apreensão. Teremos o primeiro julgamento em um tribunal segunda instância (em Porto Alegre), no primeiro processo que envolve o ex-presidente lula, e saberemos em breve em que medida essa instância estará ou não comprometida com o esquema de cleptocracia, pelo voto de seus desembargadores. Isso tem a ver não somente com a condução de um criminoso à prisão, que é o seu lugar “de direito”, mas da possibilidade de participação desse canalha do próximo pleito eleitoral, com todas as repercussões que isso pode trazer para a nossa já triste realidade político-eleitoral.

Há vários placares possíveis para esse julgamento, de acordo com pesquisas que fiz na Internet:

a) Condenado por 3 X 0, com consenso sobre a pena a ser aplicada, que espero chegue aos 21 anos. Nesse caso caberiam como recurso aos seus defensores apenas os embargos de declaração e, estima-se que em cerca de 15 dias ele se tornaria inelegível e estaria fora da corrida eleitoral deste ano;

b) Condenado por 3 X 0, com dissenso sobre a pena a ser aplicada. Nesse caso caberiam os tais embargos infringentes, se a pena que prevalecer for a mais desfavorável ao réu. Nesse caso teremos um prazo de 3 a 7 meses de discussão, sem questionamento do mérito e sim da pena, antes de torná-lo inelegível;

c) Condenado por 2 X 1. Nesse caso caberiam os tais embargos infringentes e, em um prazo estimado entre 3 a 7 meses ele poderia:

  1. ser condenado e considerado inelegível;
  2. ser inocentado e considerado elegível! Pasmem!

d) Inocentado por 2 X 1 ou 3 X 0. Nesse caso ele estaria elegível e poderia participar das eleições de 2018.

Penso sinceramente que qualquer placar diferente de uma condenação por 3 X 0 já indicará uma preocupante contaminação de um Tribunal de Segunda Instância da Justiça com relação a esse esquema de cleptocracia. E suas consequências, no ânimo e nas esperanças da população que sonha com uma limpeza radical a ser promovida nas nossas instituições em futuro próximo será simplesmente devastador.

Mesmo no cenário mais favorável para a sociedade brasileira, com a confirmação da condenação do farsante, ainda teremos um festival de recursos junto ao TSE, STJ e STF.

Sobre a expectativa de atuação do STJ nesse tipo de caso, caso seja acionado, ainda não tenho elementos para formar um juízo sobre o assunto. Mas se as situações forem semelhantes às que ocorreram recentemente no TSE, sob a presidência de gilmar mendes, os resultados serão simplesmente desastrosos! O tempo dirá!

Infelizmente, já considero a possibilidade de existência de um cenário em que os cidadãos brasileiros verdadeiramente comprometidos com a justiça, com a democracia e com a liberdade começarão a se sentir como clandestinos em seu próprio país, e passarão a agir de acordo.

Antes que isso aconteça, como tenho feito em todas as oportunidades em que me encontro na cidade e há algum tipo de movimento popular em curso, é hora de pegar o Metrô e me dirigir ao bairro de Copacabana, onde está programada uma manifestação pública com esse simples objetivo, o de mostrar que esperamos que o lugar desse canalha seja atrás das grades e que, consequentemente, ele se torne inelegível imediatamente. Com relação aos demais integrantes da sua quadrilha que ainda se encontram em liberdade, um problema de cada vez.

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

Veredicto

Garrafa 525 – Imunidade ao fracasso   Leave a comment

Uma das Crenças Potencializadoras que incorporei ao meu “Modelo de Mundo” é aquela que diz que “não existem fracassos, apenas resultados indesejados, e uma ótima oportunidade de aprendizado.” Aprendi isso em um Curso de “Practitioner” em Programação Neurolinguística (PNL) do qual participei no ano 2000, como sendo uma das Pressuposições da PNL. Depois que saí do circuito acadêmico de cursos de graduação e pós-graduação, esse foi  um dos cursos livres de maior impacto positivo na minha vida.

Desde então, bani a palavra “fracasso” do meu vocabulário e, quando leio livros e artigos em que essa palavra aparece, chego a riscar todas as ocorrências e substituí-las por “insucesso” em todo o texto. Simples assim.

A partir de 2005, concluí minha formação em PNL com os Cursos de “Master” e “Trainer” em PNL, e iniciei uma série de cursos de formação em Coaching com diversas abordagens diferentes. Incorporei então, no meu banco de dados de Perguntas Poderosas, a grande “Pergunta de Aprendizado”: “O que escolho fazer diferente, da próxima vez?” que é o questionamento sugerido quando obtemos algum insucesso ou resultado indesejado em situações da vida pessoal ou do trabalho.

Como grande interessado em Desenvolvimento Pessoal, e atuando desde então como Consultor, Coach e Treinador, volta e meia o tema do fracasso/insucesso aparece novamente em cursos de que participo, eventualmente ministro e em livros sobre o assunto que leio com frequência. É o que acontece agora, na leitura do instigante livro “O Design da sua Vida” de Bill Burnett e Dave Evans, publicado pela Editora ROCCO, obra que já recomendei a alguns clientes e amigos. Os autores incluem um capítulo inteiro com o título “Imunidade ao Fracasso”, o mesmo que estou utilizando para este post, e com cuja abordagem estou quase que inteiramente de acordo. Eu simplesmente substituiria todas as referências a “fracasso” por “insucesso”, exceto no sugestivo título do capítulo é claro.

Em época de balanços, de inventários de perdas e danos a partir de todos os eventos que aconteceram ao longo do desafiador ano de 2017, que já está em sua ultima semana, penso ser extremamente saudável realizar o registro e categorização de nossos eventuais sucessos e insucessos e, principalmente, a identificação das inestimáveis oportunidades de aprendizado que se apresentam. Com a atitude de um explorador de novas possibilidades de futuro, perguntar-se a cada resultado indesejado:

“O que escolho fazer diferente, da próxima vez?”

Como também costumo fazer, permito-me fazer a penúltima brincadeira com as palavras do ano (é sempre a penúltima), usando a métrica (5/7/5) do breve haicai tradicional:

é bom ter sucesso,
insucesso educa,
e sempre aprendo.

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

P.S. – O modelo da foto faz as caras e bocas do meu neto Damião, que acabou de completar seis meses de contínuo aprendizado, a bordo deste nosso pequeno planeta azul.

explorador

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