Arquivo para agosto 2006

Garrafa 75 – A Alma   Leave a comment

Quando olhamos nas profundezas do interior da mente, para a região mais íntima do eu, quando a mente se torna muito, muito tranqüila, e procuramos escutar com muito cuidado, nesse Silêncio infinito, percebemos que a alma começa a sussurrar e que sua voz, macia como uma pluma, nos conduz até muito além do que a mente seria capaz de imaginar, além de qualquer coisa que a racionalidade poderia tolerar, além de qualquer coisa que a lógica conseguiria suportar. Em seus gentis sussurros estão as mais lânguidas sugestões de amor infinito, vislumbres de uma vida que o tempo esqueceu, lampejos de uma felicidade que não precisa ser mencionada, uma interseção infinita na qual os mistérios da eternidade insuflam vida no tempo mortal, no qual o sofrimento e a dor se esqueceram de como pronunciar os seus próprios nomes, essa quieta e secreta interseção do tempo e da eternidade, uma interseção chamada de alma.
 
Ken Wilber

Publicado 31/08/2006 por Eduardo Leal em Crenças

Garrafa 74 – Sabor único   Leave a comment

Do subconsciente para o autoconsciente e daí para o superconsciente, o grande Jogo continua e o grande Rio flui, com todas as suas gloriosas correntes precipitando-se em direção ao oceano do Sabor Único, que nunca realmente foi perdido, que nunca foi realmente encontrado, este som da chuva no telhado do templo, que existe por si só.
 
Ken Wilber

Publicado 30/08/2006 por Eduardo Leal em Crenças

Garrafa 73 – Ilusão de ótica   1 comment

O ser humano é parte de um todo que chamamos de Universo, uma parte limitada no tempo e no espaço.

Ele vê a si mesmo, seus pensamentos e sentimentos como algo separado do resto, uma espécie de ilusão de ótica da sua consciência.

Essa ilusão de ótica é uma espécie de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos e afeições pessoais.

Nossa tarefa é nos libertar dessa prisão, aumentando a amplitude de nossa compaixão, para abarcar todas as criaturas vivas e toda a Natureza em sua beleza.

Albert Einstein
Ilustração de autor desconhecido

Ilusão de ótica

Garrafa 72 – Estratégia e comunicação   Leave a comment

Estratégia é sobre ser diferente. Singular.
É uma diferença que faz diferença. Isto é: algo que faz o cliente escolher você e não outro.
Pode ser preço baixo, pode ser preço alto. Pode ser serviço sofisticado ou simples. Pode ser funcionalidade, beleza, conveniência. A estratégia pode ser centrada no produto ou nos processos para produzi-lo. Pode ser até centrada na forma de falar sobre o produto, nada tendo a ver com supostas características intrínsecas a ele.
Tem de haver alguém disposto a pagar pelo que você acha que tem valor, deixando um excesso para você. Estratégia é a formulação de sua aposta.
Estratégia é fazer as mesmas coisas que seu concorrente faz, mas de maneira diferente, ou fazer coisas que o cliente valoriza, mas que seu concorrente não faz. É um exercício de imaginação.
Tudo na empresa tem de ser visto, por todos, sob a ótica da sua estratégia. Tudo e todos. A estratégia de uma empresa é a empresa.
É por isso que o problema maior de qualquer empresa é sempre comunicação.
Não existe outro problema. Empresas são processos de comunicação.
 
Clemente Nobrega

Publicado 28/08/2006 por Eduardo Leal em Gestão Organizacional

Garrafa 71 – Destino   Leave a comment

Newton prevê que o cometa Halley voltará a passar por aqui exatamente no ano de 2062, Darwin não nos diz nada sobre o futuro nesse nível, mas nos maravilha ao inspirar a ideia de que o futuro é aberto, e caberá a nós determinar o que ele será, criando, por meio de nossa inteligência e imaginação, nossos próprios enredos.

Por termos adquirido inteligência, podemos interferir no nosso destino, e isso – apesar de nos apavorar – é nossa glória. A consequência mais assustadora é simples: nosso destino é de nossa exclusiva responsabilidade. Ele será o que permitirmos que seja…

Clemente Nobrega
Foto de autor desconhecido

Destino

Garrafa 70 – Quero ser como Plutão   Leave a comment

Plutão era considerado, até 2006, o nono planeta do do Sistema Solar.

Provavelmente nasceu com ele e ainda percorre sua rota silenciosa ao redor do Sol, acompanhado por sua lua Caronte e seus dois satélites menores Nix e Hydra.

Recentemente foi rebaixado! Recebeu o novo status de planeta anão.
Mas não dá a mínima pra isso…
Continua cumprindo o seu destino até o colapso final, no fim dos tempos.

Quero ser como Plutão!

Simplesmente… Cumprir o meu destino.
Apenas ser… Plutão.

Mas… Qual será o meu destino?

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

Garrafa 69 – Um chamado   Leave a comment

na rua
sem resistir
me chamam
torno a existir

Paulo Leminski
Foto de autor desconhecido

Volto a existir

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