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Garrafa 537 – Toffoli, o desqualificado

A decisão estapafúrdia tomada pelo plenário do STF, na noite de ontem, de mudança de jurisprudência para beneficiar o farsante profissional que cumpre pena na sede da PF, com a cumplicidade e o voto decisivo do seu presidente desqualificado já estava delineada há tempos.

Sinais de alerta não faltaram e foram emitidos sob a forma de declarações, ações e omissões, por cada um dos simpatizantes, militantes e integrantes da quadrilha ideológica de esquerda, todos confortavelmente instalados na mais alta corte de “justiça” do país. Fazem pose de defensores da lei, enquanto na prática defendem as ações do crime organizado em suas diversas modalidades, já que foram indicados de maneira premeditada pela pior safra de presidentes que a população brasileira já elegeu nas últimas décadas, na verdade os mandantes dos crimes hediondos que vêm sendo praticados contra o futuro das próximas gerações de brasileiros.

Mesmo aqueles “ministros” que votaram a favor da manutenção da prisão após a condenação em segunda instância, como era o entendimento anterior, não são merecedores da minha confiança. Mais se prestaram a um arremedo de disputa jurídica com votos contra e a favor da mudança de jurisprudência, do que qualquer outra coisa, encenando peça miserável nesse fuleiro supremo teatro nacional.

E sinto muito que assim seja! E por que assim penso e sinto? Serei sucinto na minha justificativa.

A indicação mais clara, indecente e descarada do que estava por vir surgiu de descabidas declarações prestadas em recente entrevista do atual presidente desse supremo teatro, quando fez comentários desqualificando uma pretensa preferência pela “ordem”, como um dos entraves para o desenvolvimento do pais.

Ora bolas, desqualificado é ele próprio! Será que simplesmente não poderíamos imaginar que “ordem” seria o apelido carinhoso da constituição federal, que esses canalhas deveriam garantir e usar como documento de referência para garantia da manutenção de uma desejável “ordem jurídica” nesse país de distraídos profissionais? Não é para isso que recebem seus salários? Não é esse o seu trabalho?

É concebível que uma coisa desse tipo, mesmo que referindo-se a algo que o Brasil há muito somente reconheça no lema inscrito na bandeira nacional, e não na prática diária onde reina a desordem, seja dita pelo titular da instituição responsável pela manutenção da ordem jurídica do país, sem que ele tivesse sido imediatamente afastado do cargo por óbvia desqualificação demonstrada para exercê-lo?

Houve alguma reação dos seu pares diante desse disparate? De que vale uma declaração de voto favorável à prisão após condenação em segunda instância, quando o que está em curso é o patrocínio da desordem jurídica nas intenções e ações do atual presidente do stf?

Algum sinal visível de indignação ou pressão das outras instituições responsáveis pelo equilíbrio democrático, do legislativo e do executivo?

Alguma grande manifestação de pressão popular, em todos os cantos do território nacional para sua saída imediata? Alguém viu ou ouviu? Nem eu!

Será que fui o único a tomar conhecimento do teor dessa entrevista pelas redes sociais?

Essa foi a senha para testar a reação do país com relação ao prosseguimento desse verdadeiro crime de lesa-pátria perpetrado pela organização criminosa que, infelizmente, em grande medida, ainda domina as instituições do judiciário e do legislativo, tendo sido apenas recentemente afastada do executivo. Como nada aconteceu, fizeram o que fizeram sem medo de represálias.

Um destino triste e sombrio estará sempre à espreita daquelas nações que assistem, sem contestação, a uma infiltração sistemática de simpatizantes, militantes e integrantes do crime organizado em suas instituições.

O tempo dirá!

O momento atual exige que as pessoas de bem tenham a mesma ousadia dos canalhas!

Eduardo Leal

Foto de Eduardo Leal (Nuvens carregadas)

Garrafa 458 – Um, antes do dois   2 comments

Em um Curso de Cabala de que estou participando, ouvi no início desta semana a seguinte citação:

Amar é sentir-se um com o outro…

Essa ideia ficou dando voltas na minha cabeça e encontrou ressonância no meu próprio corpo e na memória cinestésica dos meus amores…

E nos dias seguintes, em sincronicidade com o Universo, recebi também, mais de uma vez, um texto que alguns atribuem a Fernando Pessoa… Mais tarde descobri, em um site sobre literatura, que essa atribuição não é verdadeira. Entretanto, seja quem for o autor dessas reflexões, elas fazem muito sentido pra mim:

“Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é necessário ser um.”

Isso está em perfeita harmonia com minha crença de que um relacionamento saudável é aquele que pode acontecer entre duas pessoas que estão muito bem consigo mesmas e que, a partir disso, resolvem ficar melhor ainda, juntas.

Essa sequencia numérica, “meio (metade), um e dois” despertou minha atenção e, sem pretender ser original, apenas brincando com a métrica do haicai, rabisquei no meu bloco de notas:

pra buscar o Dois,
mais que metade, antes,
preciso Ser Um!

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

Garrafa 426 – Acesso garantido   Leave a comment

Nas últimas semanas, vários amigos e amigas sofreram perdas de pessoas queridas.

Com muito pouco a ser dito nesses momentos, ofereço meu abraço e minha presença, mesmo que às vezes, pelas grandes distâncias envolvidas, apenas de maneira virtual e espiritual.

Para os que ficam, quase sempre uma sensação de que estão cada vez mais sós, é o que vejo e ouço em alguns comentários e me compadeço da sua dor, que é minha também.

Para os que se vão, quem sabe as coisas não ficam mais claras, quando vistas de um plano superior? Ou não?

Um sopro de vento suspira ao meu ouvido:

ao grande mistério,
garantido acesso,
no cemitério…

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

Cemitério visto do alto

Garrafa 424 – Mil vagalumes   Leave a comment

Tenho andado interessado em investigar meu lado sombrio, estimulado por um curso de Cabala, do qual estou participando e já inspirou um post no início do mês passado.

Compartilho uma dica com os amigos, fruto da leitura de “O Efeito Sombra” escrito em coautoria por Deepak Chopra, Debbie Ford e Marianne Williamson.

A definição de sombra proposta por Debbie Ford me pareceu interessante e apresento alguns trechos de sua fala:

O grande psicólogo C. G. Jung dizia que a sombra é a pessoa que preferíamos não ser…
A sombra é tudo o que nos irrita, horroriza ou descontenta em relação às pessoas e a nós mesmos. Com essa sabedoria à mão, começamos a ver que a sombra é tudo o que tentamos esconder daqueles que amamos e tudo o que não queremos que os outros saibam a nosso respeito.
Nossa sombra é feita de pensamentos, emoções e impulsos que julgamos excessivamente dolorosos, constrangedores ou desagradáveis de aceitar. Portanto, em vez de lidar com eles nós os reprimimos – e os lacramos em alguma parte de nossa psique, para que não seja preciso sentir o peso e a vergonha que carregamos por causa deles.
É nosso lado sombrio – o lado reprimido e os aspectos repudiados de nossa personalidade.

Diante disso, Debbie Ford sugere que tornar-se intimo de sua sombra é uma das investigações mais fascinantes e frutíferas que você poderá fazer. É uma jornada misteriosa que o conduzirá a descobrir o seu self mais autêntico – um lugar onde você se sente à vontade com quem você é, onde reconhece suas fraquezas e seus pontos fortes, onde pode apreciar seus talentos, admitir suas imperfeições e admirar sua grandeza…

Ela nos diz ainda que é irônico que para encontrar a coragem de levar uma vida autêntica, você terá que entrar nos cantos escuros do seu self mais forjado. Você precisa confrontar exatamente aquelas suas partes que mais teme e encontrar o que estava procurando, porque o mecanismo que o leva a esconder sua escuridão é o mesmo que o faz esconder a luz. Aquilo do que você anda se escondendo pode, na verdade, lhe dar o que você vem tentando encontrar com tanto afinco.

Dito isto, apresento um resumo da sugestão proposta por Deepak Chopra para lidarmos com a nossa sombra:

1. Reconheça sua sombra, quando ela trouxer negatividade para sua vida;
2. Abrace e perdoe sua sombra. Transforme um obstáculo indesejado em um aliado;
3. Pergunte a si mesmo que condições estão dando origem à sombra: estresse, anonimato, permissão para causar danos, pressão de colegas, passividade, condições desumanas, uma mentalidade “nós versus eles”;
4. Compartilhe seus sentimentos com alguém em quem confie: um terapeuta, um amigo de confiança, um bom ouvinte, um conselheiro ou confidente;
5. Inclua um componente físico: trabalho corporal, liberação de energia, respiração de ioga, cura interativa;
6. Para mudar o coletivo, mude a si mesmo – projetar e julgar “os outros” como malfeitores só aumenta o poder da sombra;
7. Pratique a meditação, de modo a experimentar a consciência pura, que está além da sombra.

Assim, como nos propõe Debbie, quando a sombra é abraçada, ela irá curar nosso coração e nos abrir a novas oportunidades, novos comportamentos e um novo futuro.

Instigado por esse grande desafio e partidário que sou de um bom abraço, já me vejo nos próximos meses tateando na escuridão em busca de minha sombra, sem nenhuma dúvida com o coração ainda bastante assustado, mas recitando silenciosamente um breve haicai:

puro negrume,
abraço minha sombra…
mil vagalumes!

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Assistir ao filme “The Sahadow Effect”

Mil vagalumes

Garrafa 421 – Música interior   Leave a comment

sem qualquer dor,
um Sol interior,
em tom maior.

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “Guarde nos olhos” com Ivan Lins

Música Interior

Garrafa 408 – Roendo a corda   Leave a comment

mãos doloridas
ausências sinceras
cordas roídas

Eduardo Leal
Inspirado em imagem poética “ausências sinceras” de Luiselza Pinto
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “A lista” com Oswaldo Montenegro

Roer a corda

Garrafa 320 – A dor já se foi   Leave a comment

a dor já se foi…
inteiro, uma vez mais!
mas diferente…

Eduardo Leal
Inspirado no livro “O convite” de Oriah
Foto de autor desconhecido

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