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Garrafa 458 – Um, antes do dois   2 comments

Em um Curso de Cabala de que estou participando, ouvi no início desta semana a seguinte citação:

Amar é sentir-se um com o outro…

Essa ideia ficou dando voltas na minha cabeça e encontrou ressonância no meu próprio corpo e na memória cinestésica dos meus amores…

E nos dias seguintes, em sincronicidade com o Universo, recebi também, mais de uma vez, um texto que alguns atribuem a Fernando Pessoa… Mais tarde descobri, em um site sobre literatura, que essa atribuição não é verdadeira. Entretanto, seja quem for o autor dessas reflexões, elas fazem muito sentido pra mim:

“Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é necessário ser um.”

Isso está em perfeita harmonia com minha crença de que um relacionamento saudável é aquele que pode acontecer entre duas pessoas que estão muito bem consigo mesmas e que, a partir disso, resolvem ficar melhor ainda, juntas.

Essa sequencia numérica, “meio (metade), um e dois” despertou minha atenção e, sem pretender ser original, apenas brincando com a métrica do haicai, rabisquei no meu bloco de notas:

pra buscar o Dois,
mais que metade, antes,
preciso Ser Um!

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

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Garrafa 426 – Acesso garantido   Leave a comment

Nas últimas semanas, vários amigos e amigas sofreram perdas de pessoas queridas.

Com muito pouco a ser dito nesses momentos, ofereço meu abraço e minha presença, mesmo que às vezes, pelas grandes distâncias envolvidas, apenas de maneira virtual e espiritual.

Para os que ficam, quase sempre uma sensação de que estão cada vez mais sós, é o que vejo e ouço em alguns comentários e me compadeço da sua dor, que é minha também.

Para os que se vão, quem sabe as coisas não ficam mais claras, quando vistas de um plano superior? Ou não?

Um sopro de vento suspira ao meu ouvido:

ao grande mistério,
garantido acesso,
no cemitério…

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

Cemitério visto do alto

Garrafa 424 – Mil vagalumes   Leave a comment

Tenho andado interessado em investigar meu lado sombrio, estimulado por um curso de Cabala, do qual estou participando e já inspirou um post no início do mês passado.

Compartilho uma dica com os amigos, fruto da leitura de “O Efeito Sombra” escrito em coautoria por Deepak Chopra, Debbie Ford e Marianne Williamson.

A definição de sombra proposta por Debbie Ford me pareceu interessante e apresento alguns trechos de sua fala:

O grande psicólogo C. G. Jung dizia que a sombra é a pessoa que preferíamos não ser…
A sombra é tudo o que nos irrita, horroriza ou descontenta em relação às pessoas e a nós mesmos. Com essa sabedoria à mão, começamos a ver que a sombra é tudo o que tentamos esconder daqueles que amamos e tudo o que não queremos que os outros saibam a nosso respeito.
Nossa sombra é feita de pensamentos, emoções e impulsos que julgamos excessivamente dolorosos, constrangedores ou desagradáveis de aceitar. Portanto, em vez de lidar com eles nós os reprimimos – e os lacramos em alguma parte de nossa psique, para que não seja preciso sentir o peso e a vergonha que carregamos por causa deles.
É nosso lado sombrio – o lado reprimido e os aspectos repudiados de nossa personalidade.

Diante disso, Debbie Ford sugere que tornar-se intimo de sua sombra é uma das investigações mais fascinantes e frutíferas que você poderá fazer. É uma jornada misteriosa que o conduzirá a descobrir o seu self mais autêntico – um lugar onde você se sente à vontade com quem você é, onde reconhece suas fraquezas e seus pontos fortes, onde pode apreciar seus talentos, admitir suas imperfeições e admirar sua grandeza…

Ela nos diz ainda que é irônico que para encontrar a coragem de levar uma vida autêntica, você terá que entrar nos cantos escuros do seu self mais forjado. Você precisa confrontar exatamente aquelas suas partes que mais teme e encontrar o que estava procurando, porque o mecanismo que o leva a esconder sua escuridão é o mesmo que o faz esconder a luz. Aquilo do que você anda se escondendo pode, na verdade, lhe dar o que você vem tentando encontrar com tanto afinco.

Dito isto, apresento um resumo da sugestão proposta por Deepak Chopra para lidarmos com a nossa sombra:

1. Reconheça sua sombra, quando ela trouxer negatividade para sua vida;
2. Abrace e perdoe sua sombra. Transforme um obstáculo indesejado em um aliado;
3. Pergunte a si mesmo que condições estão dando origem à sombra: estresse, anonimato, permissão para causar danos, pressão de colegas, passividade, condições desumanas, uma mentalidade “nós versus eles”;
4. Compartilhe seus sentimentos com alguém em quem confie: um terapeuta, um amigo de confiança, um bom ouvinte, um conselheiro ou confidente;
5. Inclua um componente físico: trabalho corporal, liberação de energia, respiração de ioga, cura interativa;
6. Para mudar o coletivo, mude a si mesmo – projetar e julgar “os outros” como malfeitores só aumenta o poder da sombra;
7. Pratique a meditação, de modo a experimentar a consciência pura, que está além da sombra.

Assim, como nos propõe Debbie, quando a sombra é abraçada, ela irá curar nosso coração e nos abrir a novas oportunidades, novos comportamentos e um novo futuro.

Instigado por esse grande desafio e partidário que sou de um bom abraço, já me vejo nos próximos meses tateando na escuridão em busca de minha sombra, sem nenhuma dúvida com o coração ainda bastante assustado, mas recitando silenciosamente um breve haicai:

puro negrume,
abraço minha sombra…
mil vagalumes!

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Assistir ao filme “The Sahadow Effect”

Mil vagalumes

Garrafa 421 – Música interior   Leave a comment

sem qualquer dor,
um Sol interior,
em tom maior.

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “Guarde nos olhos” com Ivan Lins

Música Interior

Garrafa 408 – Roendo a corda   Leave a comment

mãos doloridas
ausências sinceras
cordas roídas

Eduardo Leal
Inspirado em imagem poética “ausências sinceras” de Luiselza Pinto
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “A lista” com Oswaldo Montenegro

Roer a corda

Garrafa 320 – A dor já se foi   Leave a comment

a dor já se foi…
inteiro, uma vez mais!
mas diferente…

Eduardo Leal
Inspirado no livro “O convite” de Oriah
Foto de autor desconhecido

Garrafa 291 – Cara ou coroa   Leave a comment

Nos ultimos dois Posts, abordei alguns aspectos do Metaprograma “Aproximação X Afastamento”, conceito de Programação Neurolinguística – PNL, usando cada um dos dois lados da moeda freudiana sobre nossas motivações, ou seja, “Busca do prazer X Fuga da dor”. Agreguei alguns breves comentários sobre como entendo que esses fatores podem ser levados em consideração em um processo de Coaching: Embora nosso mecanismo psiquico tenha uma preferência pelo padrão de fuga da dor, podemos e devemos fazer um esforço consciente para persistir em nossa busca do prazer, em suas diversas formas, da maneira mais ecológica possível com as nossas crenças e valores e nosso nível de consciência.

Além de minha prática como Coach Centrado em Valores, que serve de laboratório para muitas reflexões a esse respeito, as outras áreas da minha vida, nos ultimos tempos em especial as de Saúde (física, emocional, mental) e de Relacionamentos (familiares, de trabalho e afetivos), têm me trazido materia prima permanente para percepções e insights.

Acabei de chegar de mais um sepultamento de um integrante da nossa família. O terceiro desde dezembro do ano passado. Idades de 54, 86 e 49 anos, o que indica que não é preciso ter idade avançada para deixar este mundo. E pude testemunhar a vontade de viver de cada um deles, em sua tagarelice nos momentos de consciência da iminência da partida e nos longos silêncios ocasionados pelos tubos e anestésicos, ou simplesmente a voluntária, eloquente e silenciosa contemplação do vazio.

Cada vez que me deparo com isso, fico mais convencido da importância de viver intensamente uma vida digna e plena, em que o amor ocupe um lugar central, e que comece com o amor próprio como poderosa fonte de luz e energia compassiva, irradiando em todas as outras dimensões e direções.

Nesta noite de lua em quarto crescente, deixo minha trilha sonora preferida sobre o tema da auto estima e mais uma brincadeira com as palavras com a métrica do haicai…

entre fuga da dor
e busca do prazer,
fico com ambas…

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “The greatest love of all” de Michael Masser e Linda Creed, na voz de Whitney Houston

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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