Arquivo da categoria ‘Ilustrações

Garrafa 531 – Um país à beira do abismo 2   Leave a comment

MINHA DECLARAÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE DO BRASIL EM 2018

Vamos direto ao ponto: meu voto é em Jair Bolsonaro, o único candidato com coragem moral e ousadia suficientes que, além de não estar implicado nas investigações da Operação Lava Jato, conta com o apoio da maioria da população, e tem a disposição necessária para enfrentar essa situação de beira do abismo, perigosamente do lado esquerdo dessa ponte sem corrimão que pode levar o nosso país a despencar no precipício de uma ditadura do proletariado de modelo cubano.

Este não é o tipo de país que desejo que nossa geração deixe de legado para nossos filhos e netos, geração essa que é responsável pela situação em que vivemos e, também, pelas escolhas e implementação das mudanças que ainda são possíveis. O futuro do país estará em nossas mãos, mais precisamente na ponta dos nossos dedos, ao apertarmos os botões nessas urnas eletrônicas nas eleições de amanha.

O momento exige uma guinada forte à direita, e rápido!

Estou apenas sendo congruente com as ideias que já expus na Garrafa 510 – O Caminho do Meio na Política, postado em 2016, e em minha declaração de voto nas ultimas eleições municipais que consta da Garrafa 507 – Eleições Municipais de Outubro de 2016.

Apresento a seguir, mais uma vez, minhas razões. E o faço sem esperança de mudar a opinião de ninguém que pense de maneira diferente, neste ultimo dia de campanha eleitoral, mas para mostrar claramente para as pessoas que pensam como eu que elas não estão sozinhas.

Comentários sobre Candidatos de Partidos integrantes do Foro de São Paulo:

Nunca votei em candidatos do Partido dos Trabalhadores – PT (Lula e Dilma) para o Executivo Federal, nem em outros candidatos desse “partido” para cargos do Executivo Estadual, Executivo Municipal, ou do Legislativo (Federal/Estadual ou Municipal). E nunca o farei! É o partido que recebeu o maior volume de recursos de empresas envolvidas na operação Lava Jato (mais de 131 Milhões) e com cerca de 20 políticos implicados. Há processos envolvendo doze deputados federais, quatro senadores, três ex-ministros e um governador.

Haddad? Não merece maiores comentários, acusado que é pelo Ministério Público de São Paulo de “Enriquecimento ilícito”, “Dano ao erário” e de “Improbidade administrativa” em dezenas de processos. Tudo isso, além é claro do fato de ser apenas um fantoche e capacho do canalha do Lula que, por sua vez, está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, condenado a doze anos e um mês de cadeia apenas no primeiro dos diversos processos que pesam contra ele. Outras seis acusações ainda serão julgadas no futuro e desejo firmemente que não saia da cadeia nunca mais. A recentemente divulgada delação premiada de seu antigo comparsa Palocci contem material para qualquer pessoa de bom senso ficar estarrecida, isto sem contar com as outras delações já conhecidas de integrantes das empresas corruptoras/corruptas do porte da Odebrecht, JBS, etc. O “anjinho que não sabia de nada”, segundo suas próprias declarações e alegações de sua defesa, na verdade sabia e sabe de tudo e continua comandando sua organização criminosa travestida de partido político de dentro da cadeia, com o inestimável apoio e atitude de leniência com o crime organizado de boa parte da nossa “justiça” e a militância de seus comparsas, é claro. Em que outro país decente isso acontece? Que eu saiba em nenhum outro! Campanha política comandada de dentro da cadeia? Desconheço e, ao mesmo tempo, me entristeço. E há quem vote nas indicações desse traste! Os estúpidos, os ingênuos e as pessoas de má-fé de sempre. Consta da delação do Palocci que o criminoso condenado costuma se referir ao povo brasileiro, quando está apenas cercado de integrantes da sua quadrilha como sendo “um bando de otários e filhos da puta”. No caso dos seus eleitores, isso faz sentido. Os otários seriam os estúpidos e os ingênuos, e os filhos da puta seriam as pessoas de má-fé e os hipócritas que, usando a liberdade de expressão que ainda temos, defendem a implantação no país do modelo restritivo de liberdades existente em Cuba, a ditadura mas antiga das Américas…

Não voto em candidatos de partidos que participam do Foro de São Paulo. Portanto, além dos candidatos do PT, nunca votei e nem votarei em candidatos dos seguintes “partidos”:

  • Partido Democrático Trabalhista – PDT (Ciro Gomes é um jagunço de gravata. Responde a mais de 70 processos no Tribunal de Justiça do Ceará, em sua maioria ações civis que pedem indenização por danos morais, além de queixas criminais por calúnia, injúria e difamação.  Por falar nisso, “cadela no cio” ele sabe muito bem quem é! Causa-me espanto que sua declaração de que “o papel mais importante que sua ex-mulher (a atriz global Patricia Pilar) tinha desempenhado até então era o de dormir com ele”, não seja usado omo um exemplo claro do tipo de machismo que as feministas que apoiam sua candidatura dizem combater. Busca o apoio de partidos e eleitores de esquerda e pretende ser um dos beneficiários do “espólio político” do Lula. Disse em entrevista que o ex-presidente presidiário só será solto se ele for eleito presidente. Pode? O seu partido recebeu recursos da ordem de de 5,5 Milhões de empresas envolvidas na Lava Jato. Tem como candidata a vice na sua chapa a Katia Abreu, que foi ministra e defensora do desgoverno Dilma, o que também é atestado de péssimos antecedentes);
  • Partido Comunista do Brasil – PC do B (não tem candidato próprio, mas a “sem noção” da Manuela D’ Ávila é candidata a vice na chapa do Haddad, o que também é atestado de péssimos antecedentes. O partido recebeu recursos da ordem de de 4 Milhões de empresas envolvidas na Lava Jato e tem um deputado e uma senadora implicados);
  • Partido Comunista Brasileiro – PCB (não tem candidato próprio, mas apoia o candidato do PSOL, que merecerá comentários em um parágrafo adiante);
  • Partido Pátria Livre – PPL (João Goulart Filho tem como candidato a vice Léo da Silva Alves – Quem? O que? Onde? Quando? O partido recebeu recursos da ordem de de 25 Mil de empresas envolvidas na Lava Jato);
  • Partido Popular Socialista – PPS (não tem candidato próprio e, no site do partido, parece que não vai haver nenhuma disputa para eleição de um presidente da república… O partido recebeu recursos da ordem de de 1 Milhão de empresas envolvidas na Lava Jato e tem um deputado federal implicado)
  • Partido Socialista Brasileiro – PSB (não tem candidato próprio e, em acordo com o PT, para não beneficiar o candidato do PDT, teria se declarado “neutro”, não apoiando abertamente nenhum dos outros candidatos do Foro. O partido recebeu recursos da ordem de de 21,7 Milhões de empresas envolvidas na Lava Jato e possui dois senadores e dois deputados implicados).

Foro de São Paulo – O que é?

Para quem ainda não sabe, essa organização criminosa (na minha opinião) denominada Foro de São Paulo foi criada em julho de 1990, com o apoio de Fidel Castro e Lula, entre outros idiotas (uso aqui o enquadramento como idiota proposto nos dois brilhantes livros prefaciados pelo Premio Nobel de Literatura, o peruano Mário Vargas Llosa “Manual do perfeito idiota latino-americano” e “A volta do idiota”, cuja leitura recomendo com empenho), com o propósito de transformar os países latino-americanos que ainda não o são em ditaduras de esquerda de modelo cubano. Esse “projeto”  já está em curso com grande sucesso na Venezuela, e com menor grau de êxito em outros países do continente americano, inclusive aqui no Brasil, para minha tristeza. Participam desse organismo partidos de esquerda da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Martinica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e, é claro, da Venezuela.

No caso brasileiro, esses partidos de esquerda são:

1. Partido Democrático Trabalhista (PDT)
2. Partido Comunista do Brasil (PC do B)
3. Partido Comunista Brasileiro (PCB)
4. Partido Pátria Livre (PPL)
5. Partido Popular Socialista (PPS)
6. Partido Socialista Brasileiro (PSB) e
7. Partido dos Trabalhadores (PT)

O modelo de tomada do poder sugerido pela Direção do Foro de São Paulo e que portanto é seguido pelos “partidos” indicados acima é, em grande medida, inspirado em ideias que surgiram a partir da primeira metade do Século XX e que foram propostas por Antônio Gramsci, que foi filiado ao Partido Socialista Italiano e, posteriormente, participou da criação do Partido Comunista Italiano, chegando a assumir a sua liderança. De maneira bastante simplificada, para lidar com a cultura existente nas democracias ocidentais, além da ênfase na influência exercida pelos “intelectuais de esquerda” em aspectos relacionados à “educação da sociedade”, ele propôs a assunção do poder pelas urnas, “fazer o diabo” para se manter no poder (para usar uma expressão utilizada pelo ex-presidente Lula e amplamente adotada pelos lideres, militantes e simpatizantes do PT) e, progressivamente, ir propondo e aprovando alterações na Constituição e na legislação decorrente para que o regime vigente se aproxime progressivamente de um modelo socialista e comunista (estatizante, ditatorial e restritivo de liberdades). Para isso é necessário ir corrompendo o legislativo para aprovação das matérias de seu interesse (vide Mensalão), e promovendo o aparelhamento da mais alta Corte do Judiciário com pessoas simpatizantes de suas bandeiras (para livrar a cara de integrantes de sua “quadrilha” cuja existência nunca é admitida pois simplesmente “ninguém sabia de nada do que estava acontecendo” nas antessalas e gabinetes de integrantes do Executivo e Legislativo), enquanto algumas instâncias da polícia e do próprio judiciário ainda funcionam (de maneira cada vez mais precária).

Qualquer semelhança com o processo utilizado na Venezuela e atualmente em curso no Brasil não é mera coincidência. Em alinhamento com esse plano sinistro, o canalha do José Dirceu, acaba de declarar em entrevista ao jornal espanhol  El País que a tomada do poder no Brasil por sua quadrilha de malfeitores é apenas uma questão de tempo. Desejo firmemente que isso nunca aconteça e esse projeto idiota sempre receberá minha oposição e resistência ferrenhas. Essa é a principal razão para declarar publicamente meus votos a cada eleição, como estou fazendo mais uma vez agora.

Uma das estratégias adotadas em caráter permanente por seus integrantes é simplesmente a da mentira descarada (omitindo e distorcendo os fatos quando a realidade não se ajusta ao seu projeto de tomada e manutenção no poder). Simples assim: se o resultado do julgamento do Processo do Mensalão não nos favorece, vamos negar que ele tenha existido, apesar da colossal quantidade de evidencias e provas colocadas à disposição da justiça e que resultaram na condenação da maior parte dos réus, e vamos “recontar e reescrever essa história” quando assumirmos o controle total do país, especialmente de todos os seus meios de comunicação (de preferencia, eliminando imediatamente essa indesejável área de “jornalismo investigativo” ainda existente em alguns veículos de comunicação, que sempre acaba descobrindo e divulgando as mentiras e atitudes hipócritas de alguns governantes e de integrantes de todas as áreas e setores de uma sociedade ainda livre e democrática).

No caso específico do PT, que esteve no poder em nosso país por cerca de treze anos, apenas mais um comentário: considero que um partido que tem um ex-presidente da república cumprindo pena, e cuja cúpula dirigente (os quatro últimos presidentes do partido e respectivos tesoureiros) também se encontra na cadeia, ou cumprindo pena em regime semiaberto, transformou-se em uma verdadeira quadrilha e deveria ser extinto e começar de novo do zero. Tudo isso aconteceu depois de vários julgamentos conduzidos em várias instâncias até chegar à mais alta Corte da Justiça (o Supremo Tribunal Federal, antes do aprofundamento do seu aparelhamento ideológico no caso do Mensalão, e depois, no caso do Petrolão), com amplo direito de defesa de todos os réus, que contrataram os melhores advogados do país (pagos a peso de ouro e provavelmente, por vias transversas, financiados com dinheiro dos nossos infelizes contribuintes, haja vista a enorme quantidade de desvios e falcatruas que continuam a aparecer até hoje no noticiário diário.  Se o partido não for (e não será) extinto por uma legislação eleitoral que não prevê essa situação, deveria sê-lo por iniciativa de seus próprios correligionários, se tivessem um pingo de bom senso, vergonha na cara e identificação com valores éticos. Infelizmente esse não é o caso.

Comentários sobre Outras Candidaturas de Esquerda:

Um partido cujo espectro político é tido como de esquerda e extrema esquerda, e que adota a estratégia de não participar do Foro de São Paulo (um simulacro para se apresentar como “esquerda vegetariana” quando na verdade é “esquerda carnívora” até a raiz dos cabelos), e cujos candidatos também não contam com meu voto é o Partido Socialismo e Liberdade – PSOL. O nome do partido já contém uma curiosa contradição uma vez que, historicamente, a primeira coisa que os socialistas fazem ao assumir definitivamente o poder é inicialmente restringir e em seguida simplesmente eliminar a liberdade de expressão e de locomoção das pessoas. A mesma “brincadeirinha” é feita pelo Partido Socialista Brasileiro – PSB  que também usa como slogan “Socialismo e Liberdade”. Piada de péssimo gosto, como aquela feita pela antiga Alemanha Oriental (Comunista e fantoche da ex-União Soviética) de se intitular de República Democrática Alemã. Democracia é o cacete! Liberdade é o cacete! A ala de estrema esquerda do PSOL ainda aposta em algum tipo de revolução violenta como forma de tomada do poder, ao invés do modelo proposto por Gramsci, e adotado pela maioria dos atuais partidos de esquerda latino-americanos. A aproximação de políticos do PSOL, especialmente no Rio de Janeiro, com movimentos do tipo Black Blocs, como foi amplamente denunciado na imprensa (apoiando e patrocinando ações de depredação de patrimônio público e privado, que tumultuaram as manifestações públicas pacíficas por mudanças que emergiram em todo o país, há algum tempo atrás, e oferecendo ajuda para defesa de seus manifestantes eventualmente presos durante os tumultos) é um claro sintoma da maneira de pensar de alguns de seus integrantes. Não é portanto surpresa que o candidato à presidência do PSOL seja o recém filiado (março de 2018) e perfeito idiota do Guilherme Boulos. Suas qualificações estão certamente, na visão desse partido, o fato de ter ingressado no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST, em 2002, e de participar de sua “Coordenação Nacional”. Por conta dessa atuação, já foi preso acusado de cometer desobediência judicial e incitação à violência. O MTST foi organizado, a partir de 1987, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, para atuar nas grandes cidades. Sim, o MST, aquele mesmo movimento que  doutrina crianças e jovens com suas “cartilhas” e prepara seus integrantes para ações de invasão de terras e propriedades privadas e para a luta armada no campo.  A candidata a vice pelo PSOL é a “líder indígena” Sônia Guajajara.

O nanico Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU tem como candidata Vera Lucia Salgado, que foi uma de suas fundadoras  e já foi filiada anteriormente ao PT. É sindicalista ligada à CUT e tem concorrido a diversos cargos desde 2002, sem nunca ter vencido uma eleição. O site do partido contém erros grosseiros de português, e seu veículo de comunicação, o “Opinião Socialista”, não passa de um panfleto marxista-leninista, pregando uma revolução operaria. O candidato a vice é Hertz Dias.

Marina Silva é a candidata da Rede Sustentabilidade, partido que foi fundado em 2013  por pessoas que já tinham sido filiadas ao PT, PSOL, PV, PCB e PPS, incluindo ex-guerrilheiros que participaram de sequestros e da luta armada durante os governos militares. Pelo fato do partido recém criado não conseguir o numero de assinaturas para concorrer oficialmente às eleições de 2014, foi estabelecida uma aliança estratégica com quem? Com o PSB, integrante do Foro de São Paulo, o que já representava naquela época, pelo menos para mim, um atestado de péssimos antecedentes de seus integrantes. O partido recebeu seu reconhecimento definitivo a partir de 2015 e, apesar de ter uma aparência de modernidade e buscar um discurso e retórica renovadores, pelo passado e afiliações anteriores das pessoas envolvidas, tudo isso me parece mais do mesmo modelo que identifico com o máximo de atraso em termos de desenvolvimento econômico e social. E com altíssimo risco de perda de LIBERDADE (valor inegociável) de acordo com diversas iniciativas com as quais esse partido volta e meia se alinha, ora por conveniência, ora por convicção, apesar das promessas e discursos demagógicos e moralizantes utilizados nas atuais promessas de campanha. Seu candidato a vice é  Eduardo Jorge,  que já disputou a Presidência em 2014, e é filiado ao único partido aliado à Rede, o Partido Verde – PV, que recebeu recursos da ordem de de 1,2 Milhões de empresas envolvidas na Lava Jato.

O Geraldo Alckmin é o candidato do PSDB e do Fernando Henrique Cardoso, que é um Lula com diploma universitário e um dedo a mais. São amigos, Lula e FHC e compartilham as mesmas crenças e valores há décadas. O ciclo de governos do PSDB e do PT durou 21 anos e é uma das razões para nos encontrarmos, em termos ideológicos à beira do precipício de uma ditadura de esquerda nos dias atuais. Diversos dispositivos foram sendo incorporados à nossa legislação, de acordo com o modelo proposto pelo Foro de São Paulo, de modo a tornar o país mais próximo possível, em termos de arcabouço legal, do de uma republiqueta socialista. Isso foi acontecendo progressivamente, a ponto da pateta da Jandira Feghali  (do PC do B) dizer que só faltava trocar a nossa bandeira por outra de cor vermelha, com o símbolo da foice e o martelo e, ouso imaginar, trocar também o hino nacional por uma versão funk da “Internacional Socialista”, que a Daniela Mercury certamente adoraria receber muito dinheiro para cantar. Em tempo: Nunca votei no FHC e tive sempre sérias restrições à sua “Diplomacia Presidencial” que iniciou a fase de desprestígio crescente do Itamarati, agravada nos desgovernos de Lula e Dilma, e à maneira com que Fernando Henrique tratou os integrantes das Forças Armadas ao escolher pessoas desqualificadas para assumir o Ministério da Defesa, e pelos arrochos (salarial e orçamentário) a que foram submetidas as três Forças. Reconheço, sim, o legado de FHC em assuntos econômicos, apesar de discordar da maneira com que foram conduzidas algumas privatizações em setores estratégicos. Votei sim no canalha do Aécio Neves, no segundo turno das eleições presidenciais de 2014, como ultimo recurso para evitar a reeleição da histérica da Dilma, um mal muito maior. Como afirmei em minha declaração de voto que consta da Garrafa 490 – Um país à beira do abismo, o fiz apesar das sérias restrições que tinha ao seu candidato a vice-presidente por sua militância e atuação em ações de guerrilha, que já tinham como propósito, desde aquela época, instalar uma ditadura de esquerda no país. Fico estarrecido ao constatar que ainda haja mineiros dispostos a votar no Aécio, depois dos escândalos envolvendo o senador que foram divulgados amplamente pelos diversos meios de comunicação, e pasmo ao constatar que a candidatura da Dilma ao Senado, por Minas Gerais, também possa ser conquistada com a ajuda desse mesmo bando de idiotas. Alckmin tem recebido o apoio dos cinco partidos que compõem o chamado Centrão (PP, DEM, PRB, PR e Solidariedade), além de PTB, PPS e PSD e, apesar de contar com cerca 40% do tempo da propaganda eleitoral em rádio e TV, só alcança cerca de 7% das intenções de voto, segundo diversas pesquisas eleitorais. Sua candidata a vice é a senadora Ana Amélia do PP-RS. O partido recebeu recursos da ordem de de 68,2   Milhões (só perde para o PT) de empresas envolvidas na Lava Jato e possui 11 políticos implicados, sendo um ministro, sete senadores e três deputados federais implicados.

Henrique Meirelles, filiado apenas a partir de abril de 2018, é o candidato do Movimento Democrático Brasileiro – MDB, novo nome do PMDB, desde o fim do ano passado, partido que não disputa eleição para presidente com candidato próprio há 24 anos, mas compartilha ou exerce efetivamente o poder de governar e legislar há décadas. É, certamente, um dos partidos com maior responsabilidade pela atual situação do país em termos ideológicos e econômicos. O partido recebeu recursos da ordem de de 64,7 Milhões de empresas envolvidas na Lava Jato (o terceiro, depois do PT e do PSDB) e tem 19 políticos implicados, entre eles o atual presidente da republica que assumiu depois do impedimento da Dilma, três ministros, o atual presidente do senado, seis senadores, um ex-senador, três deputados federais,  dois governadores e o ex-prefeito do Rio. O candidato foi ex-presidente do Banco Central durante os governos de Lula e ex-ministro da Fazenda do governo Temer. Ele é competente em termos de economia? Não tenho dúvidas! Mas há outros com experiência igual ou maior e que não tenham servido a um projeto tão prejudicial ao país, a médio e longo prazos, como o levado a efeito nesse ciclo de mais de duas décadas de governos do PSDB e do PT. Conta como aliado apenas ao nanico Partido Humanista da Solidariedade – PHS, que recebeu recursos da ordem de 60 Mil de empresas envolvidas na Lava Jato. Meirelles, que já foi deputado federal pelo PSDB, antes de fazer parte do governo Lula, tem como candidato a vice o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto.

Tendo apresentado o cenário atual com o envolvimento dos partidos com candidatos de espectro de esquerda, apresento a seguir minha visão sobre essa escolha ideológica.

 Minha breve visão sobre o Comunismo e o Socialismo:

Penso que as propostas da ideologia comunista e socialista provaram ser um flagrante fracasso, testadas que foram à exaustão desde o início do Século XX com a revolução russa, passando pelas revoluções chinesa, cubana, vietnamita, coreana, etc. e, após a Segunda Guerra Mundial, também nos países da cortina de ferro (leste europeu) que a União Soviética invadiu e tomou posse, sem nenhuma cerimônia. A meu ver, nada pode ser maior sinônimo de atraso, neste início de Século XXI, do que essas tentativas de reviver o modelo comunista e socialista no nosso continente, usando como modelo a ditadura sangrenta cubana. E essas pessoas que abraçam esse projeto ainda se dizem “progressistas” e chamam de “reacionários” quem quer que ouse discordar desses disparates e idiotices. O socialismo é o que o socialismo faz e não o que ele diz que vai fazer. A meu ver, claro retrocesso em direção a fórmulas já testadas e fracassadas.

Perguntinha inconveniente: no caso da queda do muro de Berlim, que dividiu a Alemanha em duas metades durante décadas (vivi na Alemanha Ocidental durante parte do final dos anos 80 e vi muito bem o que estava acontecendo), os comunistas e socialistas estavam de que lado do muro? Do lado das pessoas que o derrubaram? Ou do lado das pessoas que, o tendo construído, não conseguiram mais esconder as mazelas e a situação de miséria e indigência de suas populações, em contraste com as democracias ocidentais?

Independentemente de números econômicos e indicadores sociais, o valor que deve estar entre os mais apreciados pra qualquer pessoa realmente interessada em promover o desenvolvimento e a elevação do nível de consciência das pessoas é a LIBERDADE! E sabemos muito bem que esse é o primeiro item suprimido nessas funestas experiências comunistas e socialistas, em nome do controle. O discurso é de igualdade, mas a prática é a de tentativa de controle do incontrolável, de restrição de liberdade para tentativa de controle do espírito humano livre!

Depois de todo esse palavrório, e as reflexões correspondentes, constato que todas as alternativas de esquerda propostas acima me soam e cheiram muito mal e, portanto, não atendem aos meus requisitos mínimos e não as tornam merecedoras do meu voto!

A Única Candidatura que se Autodenomina como sendo de Centro:

Alvaro Dias, ex-governador do Paraná e senador em terceiro mandato é o candidato do Podemos – PODE e concorre à Presidência pela primeira vez. Esse é o novo nome do Partido Trabalhista Nacional – PTN que recebeu recursos da ordem de 690 Mil de empresas envolvidas na Operação Lava Jato, mas não possui políticos implicados. Apresenta um discurso de “refundação da República” e na promessa de que convidará o juiz federal Sergio Moro para ser seu ministro da Justiça.  O candidato é mais conhecido no sul do país e conta com apenas 1% de intenções de voto, segundo pesquisas. O candidato a vice é Paulo Rabello de Castro, do Partido Social Cristão – PSC, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além do PSC, estabeleceu alianças também com os nanicos Partido Republicano Progressista – PRP, que recebeu recursos da ordem de 36 Mil de empresas envolvidas na Operação Lava Jato, e não tem políticos implicados, e o Partido Trabalhista Cristão – PTC, que recebeu recursos da ordem de 250 Mil de empresas envolvidas na Operação Lava Jato e tem implicado o senador Fernando Collor. Embora seja simpático a posições de centro, que se mantenham em posição equidistante dos extremos da direita e da esquerda, como estamos no final de um ciclo de mais de vinte anos de guinada para a esquerda, para nos aproximarmos de uma posição central, para o país seguir em frente com segurança, serão necessários pelo menos vinte anos de uma guinada franca em direção à direita para chegarmos lá. Talvez possa votar em algum candidato desse tipo de legenda, nesse futuro de longo prazo. Agora, nem pensar!

Comentários sobre as Duas Únicas Candidaturas de Direita Disponíveis:

João Amoêdo fundou o Partido Novo em 2011 e disputa a Presidência da República pela primeira vez. É ex-executivo dos bancos Unibanco e Itaú-BBA, e se apresenta com um discurso liberal e favorável a privatizações. Dispôs de apenas cinco segundos no horário eleitoral e não teve direito a participar de debates na TV aberta. O partido apostou na campanha via redes sociais para se apresentar ao eleitor. Entretanto, o candidato teria apenas 2% das intenções de voto, segundo algumas pesquisas. Seu candidato a vice é o cientista político Christian Lohbauer. Já votei em candidatos desse partido em eleições anteriores, especialmente para o governo do Estado do Rio de Janeiro, e confesso que pensei em me filiar ao Novo, na época do impedimento da Dilma. O partido não recebeu um tostão de empresas envolvidas na Operação Lava Jato, nem possui políticos implicados uma vez que o critério ficha-limpa é é utilizado tanto para filiações quanto para candidaturas. Concordo com várias propostas da plataforma do partido, mas já identifico algumas disputas e dissidências internas importantes, tanto entre os seus fundadores como entre candidatos o que indica um ambiente com sinergia positiva reduzida. No atual momento, em que me parece que temos uma unica bala de prata para matar vários vampiros ao mesmo tempo (temos que colocá-los em fila e atirar uma vez só), em que as maiores chances de reversão desse quadro sinistro de beira do abismo é a de uma vitória do outro candidato de direita já no primeiro turno, pois no segundo essas urnas eletrônicas não merecem a minha confiança (vide a disputa Dilma Aécio há quatro anos atrás), os candidatos desse partido não contarão com meu voto nestas eleições.

Jair Bolsonaro,  o Capitão da reserva do Exército Brasileiro e deputado federal eleito com o maior numero de votos no Estado do Rio de Janeiro pelo Partido Progressista – PP, nas ultimas eleições é o candidato do Partido Social Liberal – PSL. Esta ultima legenda recebeu recursos da ordem de 373 Mil de empresas envolvidas na Operação Lava Jato, mas não possui nenhum político implicado. Já o PP recebeu recursos da ordem de 14 Milhões de empresas envolvidas na Operação Lava Jato e possui 10 políticos implicados, sendo três senadores, seis deputados federais  e uma prefeita. Bolsonaro lidera todas as pesquisas de intenção de voto à Presidência, havendo uma chance real de se eleger ainda no primeiro turno. Isso, enfrentando oposição ferrenha e patrulhamento da mídia, de artistas e pretensos “intelectuais”, além de todos os partidos de esquerda, que sabotaram sistematicamente e procuraram desqualificar praticamente todas as suas iniciativas e projetos, desde que assumiu o primeiro mandato de deputado federal. É conhecido por suas posições em defesa da família, da soberania nacional, do direito à propriedade e dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. Todos os hipócritas que cruzaram seu caminho foram sistematicamente desmascarados, nos corredores, no ambiente das comissões parlamentares e no plenário do Congresso, em todas as oportunidades que se apresentaram com discurso firme e olho no olho. Ficha limpa, é um dos poucos políticos que, após sete mandatos,  não tem seu nome associado aos desvios e falcatruas que, infelizmente, são costumeiros na prática política brasileira. Destacou-se, também, na luta contra a erotização infantil nas escolas e por um maior rigor disciplinar nesses estabelecimentos, pela redução da maioridade penal, pelo armamento do cidadão de bem e direito à legítima defesa, pela segurança jurídica na atuação policial e pelos valores cristãos. Foi idealizador do voto impresso, que certamente poderá contribuir para a realização de eleições mais confiáveis e passíveis de auditagem, no futuro. Depois de algumas negociações pela indicação de seu companheiro de chapa, que não prosperaram, (senador Magno Malta (PR-ES), a advogada Janaina Paschoal, e o “príncipe” Luiz Philippe de Orleans e Bragança) seu candidato a vice é o general da reserva Hamilton Mourão, do nanico Partido Renovador Trabalhista Brasileiro – PRTB que é a única aliança do PSL. O PRTB recebeu recursos da ordem de 1,4 Milhões de empresas envolvidas na Operação Lava Jato, mas não tem nenhum político implicado.

Tendo dito tudo isto, e é o que penso e sinto, e sinto muito, reitero meu voto em Jair Bolsonaro para Presidente do Brasil.

Ele é o único candidato com coragem moral e ousadia suficientes que, além de não estar implicado nas investigações da Operação Lava Jato, conta com o apoio da maioria da população, e tem a disposição necessária para enfrentar essa situação de beira do abismo, perigosamente do lado esquerdo dessa ponte sem corrimão que pode levar o nosso país a despencar no precipício de uma ditadura do proletariado de modelo cubano.

Cuba e Venezuela não são modelos de democracia nem aqui nem na China! São ditaduras sangrentas!

Convido os amigos a uma leitura do artigo postado na Garrafa 461 – O Conceito de Reenquadramento que, a meu juízo, é amplamente utilizado de maneira destrutiva pelos integrantes, militantes e simpatizantes dos partidos filiados ao Foro de São Paulo, especialmente os do PT.

É hora da onda verde e amarela engolir essa marola vermelha que ameaça nossa sociedade e sua ainda frágil democracia.

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

urna-eletronica

Anúncios

Garrafa 527 – Os má-féosos   Leave a comment

Já não me espanto tanto ao observar essas criaturas patéticas conhecidas que há muito tempo têm recebido espaço imerecido na mídia, e que agora parecem ainda mais desnorteadas do que nunca com a prisão do seu venerado líder, depois de julgado e condenado em duas instâncias da justiça: lula, a farsa ambulante, a encarnação da má-fé.

Entretanto, confesso que tenho me surpreendido com o surgimento de novos personagens, que parecem vir de todas as direções e em grande quantidade, saindo à luz do dia pela primeira vez de todos os armários possíveis, não conseguindo mais esconder sua opção preferencial pela leniência com o crime organizado.

O crime é até desejável, dizem eles, desde que cometido por quem quer que professe sua ideologia socialista/comunista retrógrada e tenha como projeto prioritário transformar o Brasil em um “Cubão”.

Depois da queda do famigerado “muro de Berlim” construído pelos comunistas, monumento à estupidez que dividiu por décadas a Alemanha (mas que ao mesmo tempo permitiu a realização do maior experimento político social dos últimos tempos, com um lado capitalista e outro comunista), para citar apenas um exemplo (e talvez o mais significativo já que foi derrubado pela própria população indignada e que não suportava mais viver na situação criada pelos comunistas), como ainda é possível que ainda existam pessoas que pensem assim? E tudo isso, é claro, com a justificativa e camuflagem de  “conquista de maior justiça social”.

Esse tem sido um efeito colateral notável da prisão do criminoso mais famoso do país: o de colocar a maioria das pessoas diante da necessidade mostrar claramente, com suas palavras e atitudes, o que realmente pensam no seu intimo a esse respeito.

Acredito nisso firmemente e tenho repetido essa apreciação com muita frequência, sem ter ouvido até agora um argumento sequer  que a desqualifique:

O fato de alguém tomar conhecimento da verdade por meio de diversos tipos de evidências possíveis (vendo, ouvindo ou sentindo na própria pele) e ainda assim dizer acreditar na mentira é indicação de estupidez, de ingenuidade ou, o que é mais triste de se constatar, da mais descarada má-fé.

Entre os que têm maior protagonismo na condução da “coisa pública”, nas mais diversas instâncias do executivo, do legislativo e do judiciário, tanto na esfera federal, quanto na estadual e na municipal dificilmente há pessoas estúpidas. Os obstáculos que têm de ser transpostos para que eles assumam seus respectivos cargos costumam servir como filtros de eliminação dos menos intelectualmente capacitados, que vão ficando pelo caminho. Pode haver isto sim, algumas criaturas ainda ingênuas, especialmente nas camadas mais jovens. E creio que o mesmo se dê no caso de professores, artistas, jornalistas, de comentaristas, escritores e articulistas.

É claro que há os patéticos de longa data e os novos personagens que acabaram de sair do armário que defendem o farsante (que já não está tão ambulante assim, confinado agora em 15 metros quadrados) e que se distribuem em todas as outras categorias profissionais possíveis. Mas selecionei essas categorias para dar destaque especial (professores, artistas, jornalistas, comentaristas, escritores e articulistas), pela sua capacidade de influência e de formação ou de deformação de opinião.

Em especial, penso que os comunistas/socialistas travestidos de professores de ensino médio e universitário deveriam ser enquadrados na prática de crime hediondo pelo “abuso de incapaz” (uma espécie de pedofilia) que cometem com seus respectivos alunos. Depois dos pais, quando estão presentes e assumem seu papel primordial de educar, são os professores que exercem uma grande influência nas turmas de jovens  que deixam suas casas e frequentam todos os tipos de escolas em busca de orientação segura para enfrentar os desafios da vida profissional e pessoal. E o que dizer quando esses jovens recebem como sugestão de seus “mentores escolares”, para modelo de sociedade, as ditaduras cubana ou venezuelana e, para modelo de líderes inspiradores fidel castro, che guevara, hugo chaves e lula o farsante? Triste espetáculo foi ver o criminoso já condenado e ainda solto, conduzido por professores inescrupulosos à presença de seus alunos para encenação de seu já conhecido número de enganação, quando a plateia era formada majoritariamente de jovens em sua maioria ingênuos e bem intencionados. Simplesmente repugnante, pra dizer o mínimo.

E o que dizer dos “artistas” que necessitam de liberdade, como do próprio ar que respiram, para a produção e, posteriormente, para a divulgação de suas respectivas obras, e que flertam descaradamente com modelos autoritários restritivos de liberdade de expressão e locomoção? E, é claro que o mesmo vale para jornalistas, comentaristas, escritores e articulistas que assistem passivamente, isso quando não estão aplaudindo como sonâmbulos ao farsante ameaçando a sociedade brasileira,  dizendo que se for novamente eleito, adotará o emprego de novas formas de controle da mídia, em especial do jornalismo investigativo, que o ameaçam diretamente com suas reportagens reveladoras.

Francamente! Esse é um caso para estudo de mesmerização individual e coletiva com resultados comparáveis ou superiores aos do famoso hipnoterapeuta Milton Ericson. Com a clara distinção que este ultimo buscava a saúde e a libertação dos traumas de seus pacientes, e o farsante busca a doença individual e coletiva do totalitarismo, em que ele sim estaria livre pra continuar fazendo o que bem entendesse, enquanto uma grande parcela da sociedade, triste e infantilizada, permaneceria a seus pés, escravizada.

Pois bem, a maior parte dessas criaturas nefastas (o farsante e seus defensores) não são pessoas estúpidas nem ingênuas. Sabem muito bem o que estão fazendo no momento, e qual é o seu propósito ao fazê-lo, mesmo que ele nem sempre seja claramente declarado. São, isto sim, pessoas de má-fé!

São má-féosos!

Só não vê, não ouve e não sente quem não quer!

Eduardo Leal
Ilustração de Eduardo Leal

Cuba e venezuela não são modelos de democracia, só não vê quem não quer com peixe vermelho 1

Garrafa 524 – Arte de viver   Leave a comment

Estou apreciando a leitura e a vivência do processo apresentado no livro de Julia Cameron “O Caminho do Artista”, publicado pela Editora Sextante. A proposta é liberar eventuais bloqueios criativos que todos podemos apresentar em algum momento, seguindo um conjunto de praticas e exercícios distribuídos ao longo de 12 semanas.

Por conta disso, como costumo fazer quando estou explorando algum assunto, reli outros livros sobre o tema da criatividade, entre eles “Criatividade nos negócios” de Michael Ray e Rochelle Myers, publicado pela Editora Record.

Foi nessa ultima publicação que encontrei um breve haicai parido em 02 de agosto de 2009, e ainda não postado em nenhum dos meus blogs.

Faço isso agora e compartilho uma antiga crença de que, em grande medida, tudo está em nossas próprias mãos:

é nossa missão
fazer da própria vida
obra de arte.

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

Em suas mãos

Garrafa 521 – Minhas escolhas   Leave a comment

Estou lendo “Um ano com Peter Drucker – 52 Semanas de Coaching para se tornar um Líder Eficiente” de Joseph A. Maciariello, que foi publicado em 2014 pela Editora Schwarcz.

O tema da Semana 7 foi sobre a Gestão em Duas Dimensões Temporais, ou seja, sobre o desafio de se conciliar as tarefas de curto com as de longo prazo.

Este parágrafo, que foi extraído de um dos livros de Drucker (The Effective Executive, 1967), despertou minha atenção:

“O executivo, queira ou não, está sempre acertando contas com o passado. Isso é inevitável. O hoje é sempre o resultado de atitudes e decisões tomadas ontem. Qualquer que seja o seu cargo ou título, porém, o ser humano não pode antever o futuro. As atitude e decisões de ontem, por mais corajosas e sensatas que tenham sido, inevitavelmente se transformam em problemas, nas crises e nas burrices de hoje. Apesar disso, o papel específico do executivo – quer trabalhe no governo, numa empresa ou em qualquer outra instituição – é comprometer com o futuro os recursos de hoje”

Pausa para um breve haicai:

ah! eu mereço!
decisões do passado,
cobram seu preço!

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

Sucesso

Garrafa 516 – Buraco negro existencial   1 comment

De acordo com o resultado de pesquisas científicas disponíveis na Internet, um buraco negro seria uma região do espaço-tempo com matéria maciça e altamente compactada, resultante da deformação espacial decorrente do colapso gravitacional de uma estrela. No coração desse corpo estelar o tempo, conforme o percebemos, pararia de fluir e o espaço simplesmente deixaria de existir. E, teoricamente, nada, nem mesmo um único raio de luz poderia escapar de suas escuras fronteiras conhecidas como horizonte de eventos.

De minha parte, penso também em buracos negros como uma poderosa metáfora para um estado de depressão severa resultante do colapso emocional de uma pessoa. Um estado mental em que ela se vê esmagada pelo peso de emoções e sentimentos negativos que não consegue mais suportar, e do qual sente-se incapaz de escapar.

Há alguns anos atrás, cruzei perigosamente a região próxima ao horizonte de eventos de um buraco negro. No momento em que minha carreira profissional estava no auge, ascendendo a um novo ambiente e ao exato local onde tinha planejado chegar vinte anos atrás, a área de relacionamentos sofria com a recente perda de uma pessoa muito importante e com a reversão de expectativas e a frustração decorrente do comportamento surpreendente de outra criatura que tinha se tornado muito próxima (estava literalmente refém de sua atração gravitacional). A saúde física, emocional e mental foram afetadas e levaram-me a um quadro emocional que, se bem me recordo, foi classificado como depressão moderada. Não cheguei a mergulhar completamente no fundo do buraco negro, mas cheguei muito próximo para sentir uma amostra dos seus efeitos devastadores: sob uma enorme pressão existencial, não era capaz de ver as coisas ao meu redor com um mínimo de clareza e tinha enorme dificuldade de tomar decisões rotineiras simples.

Em 2016, um dos maiores físicos teóricos e destacado estudioso dos buracos negros de todos os tempos, Stephen Hawking declarou que já não pensa que o que quer que seja sugado para dentro de um buraco negro seja completamente destruído.  Ele pensa que poderia haver um caminho para se escapar através de um outro universo…

Também penso assim no caso do buraco negro existencial. Uma vez que nosso  próprio “Universo” não passa de uma percepção que construímos através da filtragem que fazemos com as informações que recebemos por meio de nossos sentidos; e que pessoas diferentes veem “Universos” bem diferentes, mesmo quando colocadas lado a lado na mesma região do espaço; tudo o que precisamos fazer é uma mudança desses filtros mentais e pronto! Entramos em um novo Universo! E isso pode funcionar mesmo quando nos encontramos submetidos a uma pressão emocional esmagadora no fundo de um buraco negro existencial!

No meu caso, a mudança de filtros mentais se deu pela leitura de diversos bons livros sobre psicologia e psicanálise que me caíram nas mãos, pelas conversas instigantes com uma psicoterapeuta que adota a abordagem de Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), e com a descoberta e intensa participação em um curso de Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL).

Com o apoio de pessoas queridas que já faziam parte de meu círculo de relacionamentos e com o de outras pessoas especiais que encontrei ao longo do caminho, quando me pus em movimento, empreendi meus melhores esforços com o desejo ardente de sair da região escura em que me vi momentaneamente, e fui capaz de cavalgar a extremidade de um raio de luz que escapou da escuridão, emergindo em uma nova região do espaço.

Naquela ocasião, diante da possibilidade de meu mergulho iminente nas profundezas do buraco negro, observadores externos atentos e bem intencionados eram capazes de perceber meus lamentos, escutando o som da minha voz cada vez mais distorcido pelo Efeito Doppler, enquanto eu ainda encontrava um mínimo de energia para brincar com a métrica de um haicai:

buraaaco neeegro!
fuuugir para não caiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiirrrr…
c    o    m    o         e    s    c    a    a   a   a   p    a    a   a   a   r   r   r   r   r   r?

A solução veio com a compreensão do sábio provérbio indiano que tornou-se um mantra pra mim, depois que o vivenciei:

Nada mudou.
Só eu mudei.
Portanto, tudo mudou!

Esta é a mensagem de encorajamento que envio para todas as pessoas que se encontram na borda de um sombrio horizonte de eventos em qualquer uma das Áreas da Vida, quer seja a do Ambiente Físico, da Saúde, da Carreira, do Desenvolvimento Pessoal, dos Relacionamentos, das Finanças, da Espiritualidade, ou até mesmo na área do Lazer.

Em tempos dessa estupidez chamada de “Baleia Azul” que teria se espalhado pelo mundo a partir de sites localizados na Russia, recuso-me simplesmente a chamar essa atividade de “Jogo”, por propor aos seus participantes a  realização de uma sequencia de 50 atividades, sendo cada uma mais degradante que a outra, incluindo ações de mutilação do próprio corpo e culminando com uma sugestão de suicídio. Escolho agir assim, para não lhe emprestar qualquer caráter lúdico, uma vez que sabemos que as diversas formas de jogo já conhecidas, ou aquelas anunciadas como tal, sejam elas saudáveis ou não, têm o poder de atrair a atenção de jovens e adultos de todas as idades.

Apresento, de acordo com minha própria experiência, uma vez que não sou psicoterapeuta, algumas propostas para se lidar com essa situação ameaçadora: a de captura da atenção de pessoas fragilizadas por um estado depressivo, por parte de verdadeiros criminosos, apenas interessados em exercer o poder de conduzi-las para o fundo de um buraco negro existencial, com o sério risco desse processo culminar com a auto destruição de suas vítimas, se essa situação não for reconhecida e interrompida a tempo pelas próprias vítimas, ou por pessoas presentes no seu ambiente familiar, escolar, pessoal ou de trabalho:

PARA PAIS, EDUCADORES, AMIGOS E COLEGAS DE TRABALHO DE POSSÍVEIS VÍTIMAS:

  1. Procurar conhecer de verdade seus filhos, alunos, amigos e colegas de trabalho, buscando sua companhia com frequência e o estabelecimento de uma conexão genuína;
  2. Buscar ajuda para si próprio, quando for o caso, para evitar ser arrastado para o buraco negro junto com a pessoa que se pretende ajudar;
  3. Durante as diversas conversas, buscar estabelecer formas de comunicação compassiva com foco na escuta com empatia, ao invés de procurar impor a própria opinião;
  4. Incrementar a prática do elogio sincero, o “feedback positivo” que não tem contra-indicações, e reforça a auto-estima de quem o recebe e o reconhece como verdadeiro; e
  5. Buscar o apoio de terapeutas qualificados, ao longo de todo o processo, uma vez que nada substitui sua valiosa orientação.

PARA AS VÍTIMAS DE DEPRESSÃO:

  1.  Buscar estabelecer formas de comunicação compassiva consigo mesmo com foco em uma espécie de investigação apreciativa pessoal para trazer à consciência cada vez mais motivos para reconhecimento e gratidão e não apenas para lamentação;
  2. Buscar o apoio de terapeutas qualificados, ao longo de todo o processo, uma vez que nada substitui sua valiosa orientação.

Isto também pode ser dito de outra maneira, como nos sugeriu Albert Einstein, em um de seus imaginativos experimentos teóricos que o levaram à descoberta da Teoria da Relatividade:

Desenvolver a capacidade de, mentalmente, colocar-nos na extremidade de um intrépido raio de luz, e apreciar o Universo a partir dessa nova perspectiva!

Eduardo Leal
Ilustrações de autores desconhecidos

Buraco NegroEspiral colorida

Garrafa 510 – O Caminho do Meio na Política   3 comments

Sou um apreciador de boas metáforas e analogias e acredito que elas podem ser ferramentas poderosas de gestão do conhecimento. Esse assunto é bem abordado no artigo de Ikujiro Nonaka, “A Empresa Criadora do Conhecimento”, que consta do livro “Gestão do Conhecimento”, de Série Harvard Business Review, da Editora Campus, que li em 2001.

“A metáfora é o meio pelo qual indivíduos situados em contextos diferentes e com experiências diversas compreendem algo de maneira intuitiva, mediante o uso da imaginação e de símbolos, sem a necessidade de análises e generalizações. Por intermédio das metáforas, as pessoas reúnem seus conhecimentos sob novas formas, que servem para expressar o que sabem, mas ainda não está traduzido em palavras. Como tal, a metáfora é altamente eficaz em fomentar o comprometimento direto com o processo criativo nos primeiros estágios da criação do conhecimento.”

Já tinha entrado em contato com o tema, também, por meio dos Cursos de Programação Neurolinguística – PNL, que realizei a partir do ano 2000. E meu guru em PNL, Robert Dilts, em seu livro “From Coach to Awakener”, editado pela Meta Publications, em 2003, nos aponta que as metáforas e analogias nos permitem traçar paralelos entre diferentes ambientes ou experiências. Ele usa os conceitos estabelecidos pelo seu próprio guru, Gregory Bateson, antropólogo e teórico da área da comunicação. Cito em adaptação livre:

“A habilidade para encontrar metáforas e analogias é uma função do pensamento abdutivo, que Bateson contrastou com os processos de pensamento dedutivo e indutivo. O pensamento abdutivo, ou analógico, nos conduz a mais criatividade e essa seria a própria fonte da arte e do gênio. Bateson acreditava que as analogias nos levam a focalizar na estrutura profunda da nossa experiencia, ao invés de apenas nas suas diferenças superficiais.

Portanto, uma ideia complexa, que é muito bem descrita por meio de uma bela metáfora e se ajusta com perfeição  a uma determinada área do conhecimento ou experiência, também pode ser transposta para outra  área, trazendo luz e a possibilidade de solução de outro desafio igualmente complexo.

Não sigo qualquer tipo de religião formal e, ao mesmo tempo, respeito quem escolhe fazê-lo. Procuro retirar aquilo que faz sentido pra mim dos aspectos filosóficos de cada uma das doutrinas com as quais já entrei em contato, quer sejam elas as que vivenciei por influencia familiar, ou quer sejam todas as outras que busquei por meu próprio interesse, enquanto percorro o meu caminho espiritual individual. Esse caminho, segundo entendo, não passa necessariamente por abraçar nenhuma religião formal. Tem mais a ver com o conceito de contribuição, de compartilhamento e de inclusão, no nosso círculo de preocupações, de um número cada vez maior de pessoas e de seres sencientes. Mas reconheço que esse caminho individual também pode incluir algum aspecto religioso, para quem assim o desejar.

O conceito de caminho do meio, da filosofia budista, é uma dessas ideias que faz todo o sentido pra mim. Ele se refere ao conhecimento sobre o vazio (Sunyata) que transcende as declarações opostas sobre a existência. Incorpora a prática do não-extremismo, de um caminho de moderação e distância entre a auto-indulgência e a morte; da busca de um meio-termo entre determinadas visões metafísicas; e propõe uma explicação do estado de nirvana, ou de perfeita iluminação, no qual fica claro que todas as dualidades aparentes no mundo são ilusórias. Lao Tsé também nos aponta nessa direção quando nos diz que devemos buscar a justa medida de todas as coisas, fugindo dos extremos, e esse conteúdo já foi postado na Garrafa 159. E penso que esses conceitos do caminho do meio e da justa medida podem ser transpostos para outras áreas do conhecimento, mantendo sua validade como princípios universais. Essas são algumas das minhas crenças orientadoras que procuro utilizar em todas as áreas da vida.

Li essa próxima ideia que vou apresentar em seguida no Blog do escritor Paulo Coelho, há algum tempo atrás. Senti naquela ocasião o perfume sutil da filosofia budista e do taoismo, e a incorporei imediatamente ao meu cinto de utilidades de Metáforas Poderosas:

“A busca espiritual é uma ponte sem corrimão atravessando um abismo. Se alguém está muito perto do lado direito, um bom mestre deve indicar ‘para a esquerda!’ Se alguém se aproxima perigosamente do lado esquerdo, esse mesmo bom mestre deve indicar ‘para a direita!’. Os extremos nos afastam do caminho”.

Nesse caso, podemos substituir a “busca espiritual” por qualquer outro desafio ou área do conhecimento onde seja a escolha natural essa ideia de fugir dos extremos perigosos e de buscar um caminho que, de maneira segura, contemple e procure harmonizar as demandas existentes no ambiente e contexto em questão.

Penso que a área da Política é uma das áreas do conhecimento que muito pode se beneficiar com a utilização dessa metáfora, uma vez que essa retórica de direita e esquerda tem sido um lugar comum e fonte de conflitos e disputas intermináveis, desde a época da revolução francesa. Um olhar mais atento pode indicar que as raízes dessa discussão podem ser encontradas muito antes, há cerca de 2.500 anos AC.

Acredito no poder dessa metáfora, apesar de que o seu próprio autor, Paulo Coelho, segundo o meu julgamento, tenha deixado de utilizá-la, de maneira sistemática, ao privilegiar uma visão política claramente “de esquerda” em seus diversos livros, e em algumas outras publicações e entrevistas. Expressou simpatia, quando não militou de maneira mais explícita, chegando até mesmo defender, em alguns momentos, o projeto da quadrilha de malfeitores do PT chefiada pelo ex-presidente Lula. Esse movimento unidirecional para a esquerda, de acordo com a própria metáfora que nos propõe, só poderia apresentar um único resultado, se não fosse interrompido a tempo, o de queda no abismo de uma ditadura de extrema esquerda!

Embora seja sempre desejável, a congruência, ou seja, o alinhamento do pensar, do falar e do agir nem sempre é um valor ou uma qualidade demonstrada por algumas “lideranças” conhecidas, sejam elas literárias, políticas ou espirituais. E isso não elimina o valor das próprias metáforas que são adotadas ora sim, ora não, de acordo com critérios de conveniência momentâneos.

Vamos então dar uma breve olhada na situação política da América Latina e do Brasil, nos últimos anos, e aproveitar para aplicar o conceito subjacente a essa metáfora,  e deixar que cada um siga em paz com suas próprias escolhas e preferencias, mesmo que sejam aparentemente incongruentes.

Se a justa medida, a de se trilhar o caminho do meio, seria aquela de procurar conciliar as visões extremas, sejam elas de direita ou de esquerda, vemos claramente que tanto a maioria dos países da América Latina, bem como o Brasil, oscilaram perigosamente à beira do abismo, alternando visões de extrema direita e de extrema esquerda, nas ultimas décadas.

Em movimentos inspirados e financiados por Cuba e pela antiga União Soviética, a partir dos anos 60, a maioria dos países do continente correu o risco de verem instaladas ditaduras do proletariado (de extrema esquerda) em seus respectivos territórios, um claro cenário de queda no abismo. E também viram, a seguir, como legítima reação de defesa contra esse movimento extremista esquerdizante, a instalação de décadas de governos militares (de extrema direita), um movimento que poderia ser interpretado como sendo em direção ao abismo localizado no outro lado dessa ponte sem corrimão.

Os processos de redemocratização em cada país seguiram seus próprios cursos, cada um ao seu tempo e à sua maneira.

Infelizmente, ao invés de se buscar o caminho do meio, o que seria desejável e razoável, outro movimento pendular de volta à extrema esquerda se seguiu de maneira clara e inexorável em toda a região.

Mesmo que essas visões de extrema esquerda, na maioria das vezes e felizmente não tenham sido completamente implementadas, com exceção do caso da Venezuela,  elas certamente foram a força inspiradora de várias iniciativas de movimento suicida, que foram corrigidas a tempo em alguns casos, antes da inevitável possibilidade de queda no abismo.

Uma fotografia também metafórica da posição de cada um dos países do nosso subcontinente com relação à beira do precipício, nessa ponte sem corrimão, certamente iria colocar a sua quase totalidade novamente à esquerda, na borda do abismo. Isso, graças à atuação continuada, coordenada e deletéria dos partidos de orientação socialista e comunista, desde os anos 90, seguindo a orientação do famigerado Foro de São Paulo. A Venezuela, quem sabe, já seria retratada em plena queda livre, em direção ao fundo do buraco, onde se encontrará certamente com Cuba, para manter os exemplos apenas na nossa própria América Latina.

Ora bolas, o que diria um bom mestre político, em um momento como este, de beira do abismo, ao utilizar a força dessa metáfora para o caso de cada uma das sociedades em questão?

Para a direita! E rápido!

Não me considero nenhum mestre em política, mas posso perfeitamente usar essa metáfora poderosa proposta por verdadeiros mestres consagrados. Eles, que têm me orientado em diversos assuntos existenciais é que são os verdadeiros mestres. E sua mensagem  também está ao alcance de qualquer pessoa de bom senso, desde que tenha olhos para ver e ouvidos para escutar.

A Argentina foi o primeiro país a fazê-lo, ao executar um claro movimento em direção à direita, com a escolha de Macri. E o Brasil, aos trancos e barrancos, parece se mover prudentemente nessa mesma direção, depois do impedimento de Dilma, a esquizofrênica, apesar da situação de transitoriedade e de mandato tampão de Temer. Veremos o que acontece em 2018, e se essa saudável tendência se confirma. Isso, é claro, se não houver nenhum outro sobressalto provocado pela Operação Lava-Jato, e o país mergulhe no abismo simplesmente por ausência de pessoas capazes de assumir o governo, pelo simples fato de estarem todas elas na cadeia.

Já antevejo os olhares de reprovação de alguns dos meus amigos simpatizantes ou militantes de esquerda, que apoiaram e ainda defendem o projeto de poder “bolivariano” do PT, e votaram no candidato do PSOL nas ultimas eleições municipais, e posso imaginar alguns dos seus comentários exaltados no mesmo tom de acusação: Golpista! Coxinha! Reacionário! Blá! Blá! Blá!

E posso sentir os olhares de aprovação e ouvir também avaliações equivocadas de pessoas simpatizantes ou militantes de extrema direita que desejam a volta dos militares ao poder, ou  da adoção de medidas insensatas de instalação de um capitalismo selvagem e insensível. E todos vibrando no mesmo tom: Esse é dos nossos! Direita, volver! Morte aos comunistas! Blá! Blá! Blá!

Mas não me importo com suas opiniões. Escolho me importar sim, com os sentimentos dos meus amigos e familiares mas, ao mesmo tempo, também escolho não dar a mínima para suas respectivas opiniões. Uma equação complexa que inclui equilibrar em justa medida doses generosas de sinceridade e de educação, será utilizada caso a caso. Assim tem sido feito, e assim continuará sendo feito.

Adepto da ideia do desenvolvimento de uma Política Integral, nada mais longe da verdade do que essas acusações simplistas de ser simpatizante ou militante de extrema direita! Ou de ser simplesmente um outro tipo de radical que combate a extrema esquerda!

Como já tive oportunidade de declarar várias vezes, não luto mais contra coisa alguma! Aquilo a que opomos resistência ganha força! Prefiro agir em favor do que considero valioso. E se alguém decidir me atacar pelas escolhas que faço, simplesmente me defendo. A energia flui para onde a atenção está!

No topo da minha escala de valores está a liberdade e, ao agir em favor da democracia, posso ser atacado por extremistas tanto de direita como de esquerda. E estou preparado para enfrentar tranquilamente ambos os tipos de ameaças. Estou apenas utilizando conceitos que considero princípios universais e procurando me alinhar, nesse caso específico, com os ensinamentos do Buda.

Segundo Ken Wilber, criador da Abordagem Integral, quando esses conceitos se aplicam à teoria política, de acordo com alguns dos critérios utilizados o Buda poderia ser considerado o primeiro representante da extrema direita e, ao mesmo tempo, já segundo outros critérios, o mesmo Buda também poderia ser considerado o primeiro representante da extrema esquerda. Nada de surpreendente para alguém cuja doutrina nos diz que todas as dualidades aparentes no mundo são na verdade ilusórias. E tudo isso, muito antes da revolução francesa. Estamos falando de 2.500 AC.

E que critérios propostos pela Abordagem Integral seriam esses?

Ao ser questionado durante um seminário, Wilber, usando como exemplo a situação política da sociedade norte-americana que tem alternado no poder representantes do partido republicano (de direita), também chamados de conservadores, e do partido democrata (de esquerda), também chamados de liberais (aqui no Brasil esse termo não se aplica) usou como critérios básicos o Modelo dos Quatro Quadrantes (EU/ISTO/NÓS/ISTOS) e a ideia dos Níveis e Linhas de Desenvolvimento de Consciência.

Em resposta à pergunta sobre o porque do sofrimento humano, ou sobre o porque de algumas pessoas serem pobres, as pessoas da direita tendem a responder que  eles não trabalham o suficiente, que não são éticos, que eles não respeitam os valores familiares, que eles não assumem responsabilidades, que eles usam drogas, e coisas assim, colocando as causas no interior de cada pessoa. Já os partidários de ideias de esquerda dizem que eles foram reprimidos, que vivem em uma sociedade injusta, e que essa sociedade não lhes deu oportunidades, em resumo, que as causas estão no exterior, na própria sociedade e não no interior do indivíduo. Os republicanos tendem a colocar as causas nos quadrantes interiores (EU/NÓS), enquanto os democratas tendem a colocar as causas nos quadrantes exteriores (ISTO/ISTOS). Nesse sentido, o Buda era um republicano, já que ele atribui 100% da responsabilidade pelo sofrimento a cada indivíduo, ao seu próprio carma criado por atos praticados em vidas passadas, e não se poderia culpar ninguém mais por isso.

Outro critério a ser usado se refere à importância dos direitos do indivíduo quando confrontados com as questões dos direitos da coletividade, e vice-versa. Nesse caso os republicanos (de direita) tendem a privilegiar os direitos individuais, ou seja os quadrantes individuais (EU/ISTO), enquanto os democratas (de esquerda) tendem a privilegiar os direitos coletivos, ou seja os quadrantes coletivos (NÓS/ISTOS).

O terceiro critério tem a ver com os níveis e linhas de desenvolvimento. Os republicanos, de maneira clássica, tendem a se enquadrar no meme azul, são fundamentalistas, acreditam nas verdades da Bíblia, são etnocêntricos, acreditam que o homossexualismo é um pecado, etc. Já os democratas, foram os primeiros a ascender ao meme laranja, e foi quando se falou pela primeira vez em direitos iguais.  Enquanto os azuis eram partidários do sistema de castas, os laranjas não aceitavam essa ideia, o que causou uma verdadeira “revolução” no pensamento da antiga Índia. O pensamento laranja usou a ciência para combater a mitologia, a democracia para combater a escravidão, e a ideia de um sistema representativo contra a ideia da monarquia. Nesse sentido o Buda foi um democrata, uma vez que estendeu a ideia de direitos iguais não só às pessoas, mas a todos os seres sencientes.

Os democratas, portanto estão situados em sua maioria no meme laranja ou acima, no meme verde, e tendem a pensar que as causas dos problemas são externas; já os republicanos estão situados no meme azul e tendem a pensar que as causas dos problemas estão no interior dos indivíduos e na cultura. Pelo fato dos primeiros democratas estarem no meme laranja, eles também começaram a se dizer “progressistas” ao contrário dos republicanos que defendiam valores mais conservadores. Isso tudo aconteceu há cerca de 200 anos atrás. Hoje, a situação evoluiu e em ambos os partidos há grupos azuis e laranjas, como os republicanos “de wall street” que também lutam pelos direitos individuais e falam em meritocracia. Já os democratas têm pessoas no meme verde e bradam seus slogans de multiculturalismo, de pós-modernismo, e também criam fricção com os democratas tradicionais do meme laranja. Um fato curioso, quando se observa a questão dos estágios pré-convencionais e dos pós-convencionais é que ambos votam nos democratas. As pessoas do meme vermelho, que é anterior ao azul, por exemplo tendem a se posicionar a favor dos democratas, assim como os do meme verde.

E esse é um grande desafio, tanto no caso da sociedade americana, mas como em qualquer outra, o de se analisar as questões partidárias específicas com esse olhar Integral. E o  caso brasileiro apresenta um desafio ainda maior, com a enorme pulverização de 35 partidos e legendas, com a ausência de massa crítica qualificada com pessoas estudando o assunto com um olhar integral, e também pela ausência de informações e estatísticas confiáveis a esse respeito. A tarefa daqueles interessados em estabelecer os contornos do que poderá vir a ser uma verdadeira política integral é a de levar em conta não só as visões de todos os quadrantes, mas também contemplar as visões dos diferentes níveis e linhas de desenvolvimento de consciência das pessoas envolvidas.

É claro, seria desejável, também, que os governantes eleitos pudessem estar nos níveis de consciência mais elevados, nos memes amarelo e turquesa, de modo a propor e implementar uma verdadeira visão integral, e não apenas uma visão limitada de nível azul, laranja ou verde, sem falar de uma visão apenas de nível vermelho o que seria simplesmente um retrocesso catastrófico. Segundo Wilber, uma alta dose da responsabilidade que é um valor típico dos conservadores do meme azul é desejável, para que se leve adiante com sucesso uma tarefa dessa envergadura.

Tendo feito todas essas considerações, e voltando à metáfora da ponte sem corrimão e do ponto de beira do abismo onde nos encontramos, depois do país se ver livre de 13 anos de uma agenda de esquerda, inspirada por ideais de extrema esquerda, acredito que é simplesmente uma reação natural que a sociedade brasileira sinta a necessidade de uma guinada à direita, isso apenas para posicionar o país em um caminho mais próximo do caminho do meio, como desejam as pessoas de bom senso e aquelas que acreditam na força dessa metáfora, que tem para mim o valor de um princípio universal.

Nos últimos tempos, temi sinceramente que isso não pudesse ser feito sem uma quebra institucional, o que felizmente não ocorreu, mas os desafios para colocar o país de volta nos trilhos de uma evolução consistente permanecem enormes.

Depois de uma eleição municipal no Rio de janeiro, em que um candidato do nível azul acabou de se eleger, o que nos livrou de outro candidato que se diz de nível verde, mas que flerta descaradamente com seus simpatizantes de nível vermelho, os “Black Blocs”, fica muito claro que temos um longo caminho a percorrer até que os contornos do que poderá se tornar uma Política Integral fiquem melhor definidos.

É o que penso e compartilho com os amigos neste momento.

Eduardo Leal

Ilustração de autor desconhecido

Instruções de utilização: Assistir à resposta de Ken Wilber, em seminário sobre Abordagem Integral.

o-caminho-do-meio

Garrafa 507 – Eleições Municipais de Outubro de 2016   1 comment

Não voto em candidatos de partidos que fazem parte do famigerado Foro de São Paulo. Isso inclui quaisquer candidatos dos partidos listados a seguir:

1. Partido Democrático Trabalhista – PDT
2. Partido Comunista do Brasil – PC do B
3. Partido Comunista Brasileiro – PCB
4. Partido Patria Livre – PPL
5. Partido Popular Socialista – PPS
6. Partido Socialista Brasileiro – PSB
7. Partido dos Trabalhadores – PT

São todos os sem-noção que repetem a mentira descarada do “Golpe” com a maior cara de pau e atitude hipócrita possíveis. São aqueles que, na minha opinião, melhor se enquadram no modelo descrito pelos escritores Plinio Apuleyo Mendoza (Colombiano), Carlos Alberto Montaner (Cubano) e Álvaro Vargas Llosa (Peruano) em seus dois livros sobre a situação política na América Latina. O mais antigo, de cerca de vinte anos atrás, é o “Manual do perfeito idiota latino-americano”. E o mais recente, de 2007, é “A volta do idiota”.

Apresento a seguir um breve resumo das principais ideias contidas nos dois livros, com as quais estou totalmente de acordo:

Ao longo do todo o Século XX, principalmente na sua segunda metade, pretensos líderes populistas da América Latina, que os três autores chamam de “Idiotas” levantaram bandeiras marxistas, praguejaram contra o imperialismo e prometeram tirar seus povos da pobreza. Sem excessão, todas essas políticas e ideologias fracassaram. E, ao contrário do que anunciaram e pretendiam, contribuíram fortemente para a manutenção da situação de subdesenvolvimento preexistente em toda a região.

Já no início do Século XXI, uma nova geração de “revolucionários” tentou ressuscitar os métodos ineficazes de seus antecessores. E essas criaturas ao mesmo tempo sinistras e risíveis se identificam com caudilhos, figuras autoritárias quase sobrenaturais que têm dominado a política da região, vociferando contra a influência estrangeira e as instituições republicanas. Também projetam a luta de classes entre os ricos e os pobres para o terreno das relações internacionais, idolatram o Estado como uma força redentora dos pobres, e defendem o autoritarismo sob a desculpa de segurança. Adotam o clientelismo, uma forma de paternalismo pela qual os empregos públicos – e não a geração de riqueza – são os canais de mobilidade social e, é claro, uma forma de manter o voto cativo nas eleições.

Também não voto em candidatos do PSOL, partido que não faz parte do Foro de São Paulo, por achar que o modelo proposto por Gramsci não é a melhor solução (chegar ao poder pelas urnas, fazer o diabo para se manter no poder, e ir alterando a legislação progressivamente para que o país se torne uma republiqueta autoritária de modelo cubano ou similar – vide o caso da Venezuela). Seus integrantes preferem a velha fórmula, que não foi bem-sucedida, quando tentada nas democracias ocidentais, da via revolucionária. Por isso, apoiam ações de movimentos tais como os “Black Blocs”, de depredação de patrimônio público e agitação generalizada, pois isso se ajusta às suas intenções nem sempre claramente declaradas. Mas se percebe isso claramente, se dermos uma boa olhada no programa desse partido, com olhos mais atentos e, principalmente, se observarmos o comportamento dessas criaturas e não apenas o seu discurso. Esse Freixo, um frouxo, não tem coragem de dizer publicamente o que realmente pensa, com medo da natural rejeição da população mais esclarecida, mas age de acordo. E engana muita gente bem intencionada com sua conversa de justiça social e igualdade, quando o que realmente deseja é o controle estatal, a restrição de liberdade e a implantação de um regime autoritário. O próprio nome do partido “Socialismo e Liberdade”, já é uma tremenda piada de mau gosto, mas ainda seduz muitos incautos e inocentes úteis. Onde quer que tenham sido implantados de verdade, a primeira coisa que os regimes socialistas fizeram foi eliminar a liberdade das pessoas. Só não vê quem não quer, ou não lê os bons livros de história contemporânea.

Não vou me estender dizendo o que penso sobre cada uma das outras legendas existentes, mas o fato é que, em alguma medida, todas elas se associaram e orbitaram no entorno do que houve de pior na nossa história recente, os governos populistas do PT, partido fundador do Foro de São Paulo. Fazendo acordos de conveniência em torno de cargos e de exercício de influência, além de recebimento de mesadas e propinas, apoiaram essa verdadeira quadrilha de malfeitores comandada pelo ex-presidente Lula. Desejo que ele seja julgado e condenado, muito em breve, se as instituições da justiça continuarem funcionando de alguma maneira no Brasil.

Muitos dos meus amigos falam em voto útil, e respeito suas opiniões. Será motivo de tristeza profunda, se a população tiver que decidir entre Crivella ou Freixo, como parece que será a disputa no segundo turno, segundo algumas pesquisas de ultima hora. Será? Então, sugerem o voto útil em Pedro Paulo, Osório, Indio, etc.

Cansei dessa história. Prefiro votar em uma alternativa que me parece congruente com minhas crenças e valores e que vejo estampadas no programa e nas propostas do Partido Novo. Infelizmente, as chances de vitória de sua candidata à Prefeitura são remotas. Mesmo assim, os candidatos desse partido merecerão o meu voto. Desejo que continuem merecendo a minha confiança, depois de eleitos, os que assim o forem. Dos demais, já vi o suficiente. E o que vi não me agradou.

Nos vemos depois da apuração!

Abraço apertado!

Eduardo Leal

Ilustração de autor desconhecido

urna-eletronica

%d blogueiros gostam disto: