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Garrafa 500 – Quinhentos tons de celebração   3 comments

Esta é uma mensagem de celebração pelas 500 postagens realizadas desde outubro de 2005, quando o Blog “Três Coisas” marcou sua presença na Internet pela primeira vez, com o lançamento da Garrafa 1 – Três Coisas, que incluía no corpo do texto a Garrafa 0 – Primeiras Palavras. Só em 2011 o conteúdo da “Garrafa 0” foi replicado em uma página separada, e renomeada como “Garrafa Zero – Minhas Razões“.

E sei que esse não é um número tão grande assim. São 500 postagens em 155 meses, o que me diz que, em média, teria me manifestado de alguma maneira por três vezes em cada mês. Mas alterno períodos em que publico um post todo dia, como ocorreu em todos os dias do mês de abril de 2012, com outros de silêncios mais prolongados, até de um ano inteiro, como ocorreu agora, desde abril de 2015. E a quantidade de posts ou frequência de publicação não são a minha preocupação principal. Publico, quanto sinto que tenho algo relevante a dizer. E assim tem sido.

Com um pouco mais de dez anos de existência do Blog, muita coisa aconteceu comigo e com o meu entorno pessoal e profissional. Mas o conjunto de temas utilizados nas postagens não sofreu muitas alterações ao longo do tempo. Uma breve verificação de quais foram as palavras-chave mais usadas como “tags” ou “rótulos de busca” e que podem ser vistas na área da esquerda, em cada página, nos indica que os temas mais citados foram: Percepções, Aqui, Agora, Amor, Vida, Tempo, Oriah, O Convite, Coração, entre outros.

Ao longo desse tempo, quando senti que algum tema estava merecendo uma atenção especial, optei por lançar outro Blog com posts específicos enfocando o assunto em questão. Foi assim que surgiu o Blog “Sou Grato por Isso!” abordando o tema da gratidão; o Blog “Dieta de Notícias” abordando apenas notícias de conteúdo positivo; e o Blog “Vendo o mundo da varanda” abordando minhas percepções depois da prática meditativa matinal realizada rotineiramente na varanda do meu apartamento. Um outro Blog chamado de “Politicamente Integral” foi lançado há algum tempo, mas ainda não recebeu conteúdo significativo, o que pretendo fazer na medida da minha disponibilidade para estudar e pesquisar mais a respeito do tema. O Blog mais recente, que está em fase final de elaboração se chama “Um passo de cada vez” e deverá conter, inicialmente,  minhas percepções a respeito das fases de preparação e de caminhada efetiva ao longo do Caminho de Santiago de Compostela.

Não houve, infelizmente, e me dou conta disso agora, uma celebração formal no aniversário de dez anos do Blog “Três Coisas”, em 21 de outubro de 2015, contando o tempo a partir da data de sua primeira postagem, como seria de se esperar pelo meu apreço por celebrações de todos os tipos. Isso se deu pelo silencio e recolhimento que voluntariamente me impus, a partir do lançamento da Garrafa 496, de 20 de abril de 2015. Naquela ocasião, entrei em ritmo de preparação para percorrer o Caminho de Santiago de Compostela, o que efetivamente ocorreu entre setembro e outubro do ano passado.

Saí do Rio de Janeiro em 08 de setembro e iniciei a opção conhecida como “Caminho Francês” em 10 de setembro, a partir de Saint Jean de Pied de Port, na França, aos pés dos Montes Pirineus e percorri a maior parte do tempo atravessando as belas paisagens espanholas, até chegar em Santiago de Compostela. Durante esse período, quando cheguei ao povoado de Agés, próximo de Burgos, tive que fazer uma interrupção de uma semana, para tratar de tristes questões familiares na Alemanha, em Bremen, voltando ao mesmo ponto do Caminho onde tinha feito a interrupção, para só então concluir o trajeto previsto. Ao retornar ao Brasil, em 26 de outubro de 2015, levei um bom tempo ruminando, processando e degustando comigo mesmo tudo que vivenciei ao longo dos cerca de 800 quilômetros percorridos a cada passo daquela jornada inesquecível. Conheci lugares e pessoas especiais que estarão comigo, para sempre, na memória corporal e afetiva.

Retomei as postagens por aqui somente em abril de 2016,  há apenas uma semana atrás, para celebrar algumas datas especiais, entre elas o lançamento desta quingentésima garrafa.

Além deste texto, elaborei uma ilustração comemorativa fazendo uma composição com imagens encontradas na Internet sobre as quinhentas garrafas. Ao buscar nos posts já enviados uma trilha sonora que pudesse estar à altura da ocasião, optei por incluir algo ainda não postado e que é uma das peças de que mais gosto e que compõe a trilha sonora da minha vida. Como o tema do Amor, em todas as suas formas, é um dos mais abordados por aqui, enquanto dei conta de lançar apenas 500 garrafas com mensagens, o Grupo de Rock Progressivo italiano dos anos 70, “Banco del Mutuo Soccorso”, um dos meus preferidos, nos lembra que o amor faz já 750.000 anos!

Esta Garrafa 500 é portanto o meu presente tanto para os muitos seguidores do Blog, que me enchem de alegria quando costumam deixar seus comentários aqui e ali, quanto para os visitantes eventuais que não deixam outro traço de sua presença, além de um local de acesso em alguma praia distante de algum país, onde a garrafa lançada foi recolhida, e um número registrado nas estatísticas de acesso. São todos, tanto os muito ativos como os mais silenciosos, sempre muito bem-vindos ao Blog.

Se alguém, em algum lugar, em algum momento, encontrando uma dessas garrafinhas, ao bisbilhotar o seu conteúdo:

  • esboçar o mais leve sorriso;
  • ouvir aquele ruído característico de uma ficha caindo dentro da própria cabeça;
  • se lembrar, com carinho, de algum amor antigo ou atual, que já não veja há muito tempo (às vezes cinco minutos parecem uma eternidade); ou
  • for levado a refletir sobre a própria vida, a dos seus semelhantes e sobre os destinos desse nosso pequeno planeta azul…

Já terá valido a pena!

Como sempre gosto de fazer, brinco mais uma vez com as palavras, usando a métrica do haicai:

cinco, cinquenta,
já quinhentas garrafas!
recolheu alguma?

Eduardo Leal

Composição de Eduardo Leal com fotos de autores desconhecidos
Instruções de utilização: Ouvir “750.000 anni fa l’amore” com Banco del Mutuo Soccorso.

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Garrafa 495 – Tão perto, tão longe…   Leave a comment

Desde o dia em que se conheceram, não se passa um só dia em sua vida sem que ele pense nela, em algum momento, com muito carinho e gratidão. E, no dia do seu aniversário, um dia especial sempre lembrado, ele agradece ao Universo por ela ter nascido neste planeta, nesta nossa época e por aquele encontro mágico que os colocou frente a frente pela primeira vez, há muitos anos atrás. E, também, por ela ainda estar entre nós neste mundo, mesmo que em outro hemisfério, e acompanhada de outras pessoas desconhecidas com quem escolheu compartilhar esse novo trecho do seu caminho.

No mesmo dia, ou em dias muito próximos dessa data, há muitos anos, ele envia mensagens a esse mesmo Universo na esperança de que ela possa de alguma maneira tomar conhecimento de suas palavras, sinta-se muito amada, e possa esboçar pelo menos um leve sorriso.

Esta pode ser uma dessas mensagens colocadas dentro de uma pequena garrafa, que as correntes do mar da Internet podem fazer chegar a uma praia muito distante, ser recolhida intacta, e lida pela pessoa certa com algum sobressalto, reconhecendo a caligrafia no papel desdobrado por entre os dedos trêmulos das mãos, ainda tomadas pela surpresa desse achado… Quem sabe?

Ele gosta de pensar que ela já se deu conta desse delicado ritual de gratidão e, a partir de alguns dias antes e outros depois dessa data, se permite caminhar descalça pelas praias mais próximas do seu litoral e, sentindo a água fria que banha seus pés delicados e o vento fresco que revolve seus cabelos, com olhar curioso na direção da arrebentação, percorre aquela linha em que a água salgada lambe a areia molhada num vai e vem infinito. Entre uma concha e outra, ou entre uma e outra estrela do mar, quando olha com bastante atenção, sempre pode encontrar alguma mensagem colocada com cuidado dentro de uma pequena garrafa colorida e só a ela endereçada. E tomar conhecimento do seu conteúdo não implica, de sua parte, nenhum outro tipo de compromisso. Apenas o simples reconhecimento e recebimento de um afago de um amigo distante, em uma data especial.

A inspiração para o texto desta mensagem surgiu no dia de ontem, durante a leitura de um livro interessante sobre as experiências de uma mulher que percorreu, de maneira ao mesmo tempo alegre e sofrida, há alguns anos atrás, o mesmo Caminho de Santiago de Compostela que ele pretende percorrer em breve. Mais do que um simples relato de viagem, o livro apresenta em suas entrelinhas, isso sim, uma bela história de amor incondicional entre um homem e uma mulher. Depois de um longo suspiro, rabiscou com traços firmes em uma daquelas páginas o seguinte haicai:

em qualquer idade,
quem se ama de verdade:
doce saudade…

Eduardo Leal
Fotos de autores desconhecidos

Sinais ao longo do Caminho Na beira do mar

Garrafa 441 – Déjà vu   1 comment

Fazia muito tempo que não lhe batia uma saudade tão grande!
Saudade salgada! De travar a língua!
Saudade doce sentia todo dia…

Naquele dia foi diferente.

Um passeio matinal por algumas ruas da cidade, disparou na memória aquela intensa sensação de “déjà vu”…
Lugares sagrados em cada bairro, em cada esquina, verdadeira mina…

E todos os caminhos levavam ao mar… Um mar de lágrimas?

A pequena embarcação há muito havia partido. No atracadouro, no espaço vazio, reflexos do sol na água, como diamantes.

Melhor usar óculos escuros…

O vento marinho pareceu sussurrar em seus ouvidos um breve haicai:

como dois amantes,
estivemos aqui antes…
choro diamantes.

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “Déjà vu” Com Crosby, Stills, Nash & Young

choro diamantes

Garrafa 406 – O Caminho do Homem   3 comments

No último mês de agosto iniciei um interessante curso sobre a Cabala e, como costumo fazer, busquei leituras complementares, não só sobre esse tema específico, mas também sobre a cultura judaica. Já tinha lido alguns livros do Rabino Nilton Bonder e, em visita à Livraria Argumento, uma de minhas favoritas, comprei outros do mesmo autor, que estão em fila de espera para leitura. Descobri também Martin Buber de quem já tinha visto e ouvido várias referências, mas nunca tinha lido nenhuma de suas obras.

Compartilho com os amigos uma sugestão de leitura que me trouxe ótimas oportunidades de reflexão: Trata-se de “O Caminho do Homem (Segundo o Ensinamento Chassídico)” de Martin Buber, editado pela É Realizações Editora.

Analisando os passos sugeridos por Buber, acabei me dando conta que a abordagem de Coaching Centrado em Valores é, em alguma medida, “Buberiana” pelos paralelos que pude fazer com aquele caminho sugerido e com as etapas utilizadas para provocar reflexão nos Exploradores de Novas Possibilidades de Futuro que vivenciam o processo.

No Posfácio do livro feito por Albrecht Goes, aluno, amigo, leitor e admirador de Buber, encontramos um ótimo resumo do conteúdo dos seis capítulos dessa obra delicada e, ao mesmo tempo, portadora de poderosas sementes de transformação. E acrescentei alguns comentários adicionais a respeito das semelhanças com o processo de Coaching que tenho utilizado.

Considero essa leitura uma ótima oportunidade para todos aqueles que buscam encontrar seu próprio caminho para o encontro consigo mesmos, com o outro e com Deus:

1. No início, em “Autocontemplação”, exige-se que o homem se confronte com essa voz, com esse “Onde está você?”. Trata-se da oportunidade de se fazer um diagnóstico do momento atual da pessoa que vivencia o processo.

2. “O caminho particular” é o caminho inconfundível que cada um tem em toda sua existência, com sua corporeidade, sua alegria, suas necessidades. Trata-se de entrar em contato com o nível de identidade (missão e visão), com as crenças e valores e com os talentos individuais que vão orientar a escolha das estratégias (caminhos) para seguir na direção que se deseja.

3. E de modo tão indivisível ele deve encarar o momento com a correta “Determinação”, sem oscilações, sem o “trabalho malfeito”, com a alma unida. Trata-se de buscar o alinhamento de pensar, falar e agir de maneira congruente com os valores e os objetivos estabelecidos.

4. Ele vai “Começar consigo mesmo” nos pensamentos, na palavra e na ação, mas não vai encerrar em si mesmo. A mudança começa de dentro para fora ou, como já nos disse Ghandi, “Devemos nos tornar a mudança que queremos ver no mundo”.

5. Sim, isso é dito e apontado com muita audácia: ele não deve ocupar-se de si mesmo. Então o que fazer? Ocupar-se do mundo. “É preciso esquecer de si mesmo e ter o mundo todo em mente”, afastando-se de todos os fingimentos e de toda autotortura. Trata-se de incluir o outro, aumentando o nosso círculo de preocupações e de influência e buscando compartilhar e contribuir.

6. Finalmente: aqui onde estamos é o lugar onde nossa existência deve ser concretizada; aqui a vida divina, oculta, quer ser iluminada. Trata-se de buscar um estado de presença, no aqui e agora, e de usar nossas tarefas diárias e relacionamentos mais próximos para se viver uma vida plena.

Dessa leitura, que me emocionou profundamente no mês do meu aniversario, brotou uma percepção sob forma de pequena oração, que passei a incorporar à minha rotina diária:

Que eu possa, descobrindo onde estou, fazendo do meu jeito e com minha própria força, encontrar meu caminho particular para Deus: permanecendo presente com todo meu Ser, começando comigo mesmo, dizendo o que penso e fazendo o que digo, mas não fazendo a mim mesmo como um fim, interagindo de maneira tranquila e dedicada com meus relacionamentos, entregando-me com sagrada intenção às minhas tarefas do dia a dia, no lugar onde vivo uma vida de verdade.

Eduardo Leal
Foto de Martin Buber, de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “Déja Vu” com Steve Hackett

Martin Buber

Garrafa 360 – O Ciclo da Abundância   Leave a comment

Nas ultimas semanas de dezembro, como costuma acontecer a cada fim de ano, ou a qualquer momento, a cada fim de ciclo, faço um balanço dos acontecimentos significativos do período considerado. E isso, às vezes, no caso do balanço anual, se estende aos primeiros dias de janeiro. O principal propósito dessa atividade reflexiva é trazer para o campo da consciência algumas percepções e insights e, a partir de cada um deles, estabelecer algumas ações de desenvolvimento e, é claro, ações de celebração e agradecimento por cada uma dessas oportunidades de aprendizado.

Uma das crenças que dão permissão para essa atividade, conforme já mencionado na Garrafa 170 é a escolha assumida de que o Universo é um lugar amistoso, acolhedor e abundante. Como sugere Albert Einstein, podemos, então, usar toda a nossa tecnologia, nossas descobertas cientificas e os recursos naturais disponíveis para criar ferramentas e modelos que nos ajudarão a compreender esse Universo. E o nosso poder e a nossa segurança virão pela compreensão dos seus mecanismos e motivos.

A adoção dessa premissa me faz valorizar o compartilhamento de recursos e, em especial, nas minhas áreas de atuação, o compartilhamento de informações e conhecimentos. E observo que, na mesma medida em que compartilho e ofereço o que tenho de melhor, outras pessoas também se sentem encorajadas a compartilhar comigo seus valiosos recursos, informações e conhecimentos.

Será que com essa atitude já não fui vítima de aproveitadores, parasitas e sanguessugas que só pensam em seu próprio benefício, sem desejar oferecer nada, ou quase nada, em retribuição? Claro que sim! E será que isso não pode voltar a acontecer no futuro? A resposta é a mesma! Mas acho que vale a pena pagar esse preço. Acredito que essas pessoas permanecem estáticas, com o produto do seu pretenso saque, enquanto eu continuo em movimento em direção a outros horizontes de desenvolvimento e conhecimento. E algumas delas, quem sabe, podem até refletir a respeito da eficácia desse tipo de atitude e, no futuro, adotar novas respostas compatíveis com níveis mais elevados de consciência. E isso é positivo também.

Assim, essas crenças permitem que eu dê o primeiro passo na direção do estabelecimento de um Ciclo de Abundância que se inicia com a formulação de um pedido explícito e claro a esse Universo amistoso, acolhedor e abundante. Se acredito que haja espaço, oportunidades e recursos disponíveis para todos, é legítimo que eu formule com clareza meu pedido. E é também provável que eu seja atendido por esse mesmo Universo, que tudo sabe. Por que não seria?

Compartilho, a seguir, meu entendimento a respeito do que podem ser as etapas desse Ciclo de Abundância:

PASSO 1: PEDIR!

Trata-se de, após a realização de um processo de planejamento simplificado, definir um Plano de Vida, ou seja, de estabelecer com clareza, em cada uma das áreas da vida, os objetivos e metas que são valiosos pra mim, de acordo com o meu Nível de Consciência, que condiciona o meu Sistema de Crenças e Valores. Além disso, devem ser definidos nesse passo os respectivos indicadores que vão permitir avaliar o progresso em direção a esses objetivos e metas e, também, que estratégias ou caminhos devem ser utilizados com esse propósito.

Além dos indicadores corporais (ver, ouvir, sentir) também posso estabelecer e utilizar indicadores quantitativos (menos subjetivos) para cada tipo de objetivo ou meta definido em cada área da vida, tais como:

Ambiente Físico: o estado de conservação e conforto do mobiliário do meu apartamento, o estado de conservação, conforto e funcionalidade do mobiliário do meu ambiente de trabalho, o estado de conservação e conforto do veículo com que me desloco de casa para o atendimento dos meus clientes e uso para atividades de lazer, no período considerado;

Saúde: meus indicadores de estado de saúde física, emocional e mental, no período considerado;

Carreira: o número de clientes que procuram meus serviços de coaching, de consultoria e de treinamento; a quantidade de leitores que enviam feedback sobre o que escrevo, no período considerado;

Relacionamentos: a quantidade e qualidade das interações nos meus relacionamentos familiares, de trabalho e pessoais (amigos e relacionamento afetivo), no período considerado;

Espiritualidade (Contribuição aos outros): tempo que dedico a sessões de coaching gratuito e quantidade de pessoas e organizações que atendo cobrando valores simbólicos; quantidade e qualidade do que considero como minha prática meditativa espiritual (esforço individual), no período considerado;

Finanças: saldo da minha conta bancária e de poupança, valor das minhas despesas mensais, renda obtida com cada tipo de serviço prestado, no período considerado;

Lazer: quantidade e qualidade de viagens e pequenos passeios programados e realizados, quantidade e qualidade de peças e espetáculos teatrais, de filmes e shows musicais a que pude comparecer ou assistir, numero de horas dedicados a ouvir minha trilha sonora preferida, no carro ou em casa, e também o número de livros lidos (pelo menos dois por mês), no período considerado.

E por mais que isso seja fundamental, isto é, definir mentalmente e emocionalmente, com a maior clareza possível o que se quer, transcrevendo a seguir cada ideia no papel (atividade neuropsicomotora) e de maneira afirmativa explicitando nosso desejo para nós mesmos e para o Universo, isso não é, por si só, suficiente. É apenas o primeiro passo. O que costuma cair do céu, se ficamos apenas esperando de maneira passiva, é chuva fria e cocô de passarinho… A seguir, precisamos entrar em ação!

PASSO 2: AGIR!

Trata-se da implementação do planejamento desenvolvido no passo anterior. É o processo de execução das decisões tomadas, seguindo as estratégias estabelecidas. É quando ocorre a ação efetiva.

E quando entro em ação, em busca da conquista dos objetivos e metas declarados que constam do meu Plano de Vida, sempre recebo uma resposta do Universo. Basta contemplar, tocar e escutar com atenção, consultando os indicadores que também estabeleci para cada objetivo ou meta: Já estou vendo o que deveria, se meus pedidos tivessem sido atendidos? Já estou ouvindo o que deveria, se meus pedidos tivessem sido atendidos? Já estou sentindo o que deveria, se meus pedidos tivessem sido atendidos?

O passo seguinte é analisar os resultados obtidos com minhas ações, as respostas que o Universo sempre me dá.

PASSO 3: ACOLHER E INTERPRETAR AS RESPOSTAS DO UNIVERSO!

Em minha contemplação, tato e escuta silenciosos, seguidos de um breve processo de reflexão, costumo perceber o seguinte:

Às vezes recebo mais do que pedi;

Às vezes recebo exatamente o que pedi;

Entretanto, às vezes recebo menos do que pedi ou, o que é ainda mais surpreendente, recebo uma coisa completamente diferente do que pedi. Nessas situações, prefiro acreditar que isso significa apenas que há algo que preciso aprender. Algo que me passou despercebido e que a Vida, que simplesmente é como é, me apresenta com todas as suas cores, volumes, sons, texturas e odores, para meu crescimento, desenvolvimento e aprendizado.

O passo seguinte é, sejam quais forem os resultados obtidos, novamente entrar em ação! Só que, dessa vez, com foco em ações de agradecimento, de celebração e, é claro, de correção de rumo.

PASSO 4: AGRADECER, CELEBRAR E REALIZAR AÇÕES CORRETIVAS!

Com um pensamento, sentimento e atitude de gratidão, cada pequeno avanço, cada passo e cada resultado obtido, mesmo que ainda um resultado desfavorável, deve ser celebrado.

Os benefícios da gratidão, segundo pesquisas realizadas e divulgadas em universidades norte-americanas, a partir do ano de 2007, indicam que essa é a atitude que pode produzir o maior impacto positivo na nossa qualidade de vida.

E o que dizer sobre a atitude de celebração? Ainda impactados pela espetacular queima de fogos, sincronizada com música, que nos foi oferecida pela cidade do Rio de Janeiro, na virada do ano de 2012 para 2013, poderíamos ser levados a pensar que celebração é só assim, com fogos de artifício de investimentos altíssimos, com o consumo de champanhe importado e charutos havana… Será que devemos estar limitados também apenas a ocasiões especiais? À conquista de grandes objetivos e metas?

Proponho que, a partir de 2013, para aqueles que desejem compartilhar essa minha crença, possamos adotar uma postura diferente: todos os dias e várias vezes ao dia, realizarmos um maior número de pequenas celebrações de baixíssimo investimento. Podem ser realizadas acompanhadas com agua filtrada sem gás, com um saquinho de pipoca salgada, com uma barra de chocolate ou um saquinho de balas de leite. Ou, em tempos de maior contenção de despesas ainda, com uma simples respiração profunda e um olhar amoroso dirigido a quem esteja ao nosso lado na ocasião. E para celebrar o que? O dom da vida, o reflexo do sol nos cabelos cacheados de uma criança, cada pequeno avanço e o aprendizado com nossos acertos e erros. Posso garantir que, assim, nossa vida tem grandes chances de se tornar uma festa permanente!

E quando recebermos menos ou algo completamente diferente do que pedimos, que a pergunta de aprendizado que poderemos nos fazer, depois dessas percepções seja apenas: “Da próxima vez, o que escolho fazer diferente?” E isso nos colocará em movimento e com a possibilidade de realizar ações corretivas.

Enfim, com outras palavras, essa é minha receita para para experimentarmos mais momentos de contentamento, durante a nossa passagem por esse nosso pequeno planeta azul.

E o Ciclo de Abundância pode ser reiniciado…

Para alguns observadores mais atentos e familiarizados com o Processo de Gestão, neste momento devem estar claras as grandes semelhanças do Ciclo da Abundância, como o percebo, com o Ciclo de Gestão PDCA (Plan/Do/Check/Act) de Shewhart/Deming. Planejar, Executar, Monitorar e Corrigir! E isso não é simples coincidência. É como os utilizo no Processo de Coaching Centrado em Valores, entendido como uma maneira personalizada de apoiar a realização da Gestão Pessoal dos Exploradores de Novas Possibilidades de Futuro.

Na primeira semana de 2013, será que essa informação pode ser útil para vocês? Já estabeleceram o seu Plano de Vida? Estão prontos para dar início a um novo Ciclo de Abundância? Que tal buscar mais informações a esse respeito e agendar uma sessão inicial gratuita de Coaching Centrado em Valores?

Pensem nisso! Tudo começa com um pensamento!

Eduardo Leal
Ilustrações de Eduardo Leal

Ciclo de Abundância 3

Ciclo PDCA

Garrafa 317 – Toque de pele   Leave a comment

toque de pele
silêncio partilhado
caminho de casa…

Eduardo Leal
Inspirado no livro “O convite” de Oriah
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “Memória da Pele” com João Bosco

Garrafa 311 – Minhas memórias   Leave a comment

minhas memórias…
na paisagem interna,
abrir caminhos!

Eduardo Leal
Inspirado no livro “O convite” de Oriah
Foto de autor desconhecido

Publicado 20/04/2012 por Eduardo Leal em Fotografias, Haicai, Haikai, Haiku, Livros

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