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Garrafa 509 – Voto em Branco ou Nulo   4 comments

No próximo domingo, 30 de outubro de 2016, será realizado o segundo turno das eleições municipais para a cidade do Rio de Janeiro. E somos todos obrigados a votar, pela atual legislação eleitoral.

Como previram as pesquisas feitas às vésperas das eleições em primeiro turno, o pior cenário, e que pode também ser chamado de catastrófico por pessoas que pensam como eu, infelizmente se confirmou: Teremos uma disputa entre os candidatos Crivella e Freixo.

Meu voto no primeiro turno na candidata Carmen, do Partido Novo, foi consciente, embora suas chances de vitória fossem remotas. Isso também já era previsto pelas pesquisas, e foi confirmado pelas urnas. Ela era a melhor candidata, na minha opinião. E assim tenho feito, voto consciente, desde que usei meu Título de Eleitor pela primeira vez.

O candidato Crivella não passa de um oportunista, capaz de fazer qualquer coisa para conquistar seus objetivos, sejam eles quais forem. Seu papelão ao divulgar foto com o Arcebispo do Rio, em seu material de propaganda eleitoral foi só uma pequena amostra do que se permite fazer. Seu alinhamento, ao longo dos últimos anos, com a quadrilha de malfeitores do PT e o apoio explícito que recebeu de Lula e Dilma na reta final da campanha municipal já conformam, por si só, um claro Atestado de Maus Antecedentes, carimbado e assinado. Não merece mais comentários do que esses para ser descartado como uma opção  de escolha válida.

Já o candidato Freixo representa tudo o que abomino em termos de ideologia. Socialismo e Liberdade? Piada de mau gosto e conversa fiada! Onde quer que tenha sido instalado de verdade, o socialismo só produziu sociedades tristes, oprimidas e infantilizadas. A primeira coisa que foi banida foi a liberdade de expressão, nesses experimentos sinistros testados à exaustão desde o início do Século XX, com resultados pífios no coletivo e catastróficos para a liberdade individual. Só não vê quem não quer! Mais justiça? Mais igualdade? Canto da sereia para pessoas estúpidas, ingênuas e, claro, escolha consciente de pessoas de má-fé. São hipócritas profissionais, os que ainda o defendem, na minha opinião. O apoio que tem recebido, nesse segundo turno, de partidos tais como o PT, PC do B, PCB, PSTU e PCO, que são associados ao Foro de São Paulo, também conforma um claro Atestado de Maus Antecedentes, carimbado e assinado. Respeito a opinião de quem pensa diferente, mas acredito firmemente que esse lixo ideológico já deveria ter sido varrido para o esgoto da história, desde a queda do muro de Berlim. Isso, é claro, por parte das pessoas que realmente valorizam a liberdade e são congruentes (pensam, falam e agem de acordo) com esse valor básico e inegociável. Os hipócritas, ao contrário, usam a liberdade que ainda têm e flertam descaradamente com regimes autoritários e ditaduras (Cuba, Venezuela, Coréia do Norte), posam de “defensores da liberdade” enquanto as usam como modelos para a nossa sociedade ingênua e distraída. No caso do Rio de Janeiro, além disso, metida a “descolada”, “rebelde” e “revolucionária”.

Portanto, voto em branco mais uma vez.

De acordo com o Glossário Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos apresentados. Antes do surgimento da urna eletrônica, para votar em branco bastava deixar a cédula de votação em branco mesmo. Atualmente, para fazê-lo é preciso pressionar a tecla “branco” e, em seguida, a tecla “confirma”.

A minha alternativa ao voto em branco é o voto nulo.

O voto nulo é aquele em que o eleitor anula seu voto diretamente, digitando um número de um candidato inexistente – como por exemplo “00” – e depois a tecla “confirma”.

Antigamente, o voto branco era considerado válido e contabilizado para o candidato vencedor. Esse voto era tido como um “voto de conformismo”, quando o cidadão se mostrava satisfeito com o candidato vencedor. Já o voto nulo era utilizado como forma de protesto contra todos os candidatos.

E tomo essa decisão também sabendo muito bem que as eleições não serão canceladas se mais de 50% dos votos forem nulos. Serão computados apenas os votos válidos. Votos nulos são descartados e servem apenas como estatística.

E, ao contrário do que a campanha do candidato Freixo, o frouxo hipócrita alardeia, os votos brancos não vão para o candidato que está ganhando. Votos brancos são desconsiderados da contagem final. São votos inválidos e servem apenas como estatística. Essa é outra ação de má-fé, mentindo descaradamente para atrair votos para si próprio, pelas altas taxas de rejeição do seu adversário. Esse expediente só mostra que, caso saia vencedor, a cidade terá na cadeira do prefeito outro oportunista.

Nenhum desses dois oportunistas, para dizer o mínimo, terá o meu voto.

Eduardo Leal

Foto de autor desconhecido

P.S. – Nunca contaram também com o meu voto para presidente, tanto Fernando Henrique, quanto Lula e Dilma. Com tristeza, anulei o meu voto por décadas.

voto-em-branco

Garrafa 506 – A Audácia dos Canalhas   Leave a comment

Nosso país, na tarde de hoje, acabou de se libertar parcialmente de um sequestro, depois de ter sido atacado, roubado e mantido refém, durante anos, por uma quadrilha de malfeitores e canalhas (adjetivo e substantivo de dois gêneros que indica o que ou aquele que é infame, vil, abjeto; velhaco) que praticou de maneira continuada o “terrorismo de governo”.

Além de um ex-presidente Lula, agora o país pode respirar mais aliviado por ter uma ex-presidente Dilma. Já vão tarde!

Esse bando planejou e executou ações calculadas de destruição do Estado Brasileiro, com o propósito de abalar os alicerces de sua ainda frágil experiência republicana e permitir sua substituição progressiva por uma excrecência denominada “bolivariana”, de modelo totalitário e ditatorial cubano. Hipócritas e mentirosos profissionais, ainda alardeiam estar “defendendo a democracia” de um “golpe” parlamentar.

São definições de estupidez, de ingenuidade e/ou de má-fé: tomar conhecimento da verdade, ver a verdade, ouvir a verdade e, ainda assim, dizer acreditar na mentira. E no caso dos integrantes dessa quadrilha, embora alguns possam ser considerados estúpidos, muito poucos se enquadram na classificação de ingênuos. A grande maioria, isso sim, é formada por pessoas de má-fé! Mentem descaradamente, sempre atribuindo aos outros tudo aquilo que constitui a sua prática constante. São canalhas, vis, infames, velhacos. Só não vê quem não quer!

Infelizmente, as vítimas desse projeto fracassado já se contam em milhões (os efeitos da escalada da inflação e do desemprego afetam os mais pobres primeiro) e suas consequências maléficas se estenderão por várias gerações. Vai dar um trabalho enorme consertar toda essa lambança!

Entretanto, o impedimento de uma presidente irresponsável, arrogante e incompetente é apenas um primeiro passo na direção desejada pela maioria da população brasileira que pensa com a própria cabeça. Outros canalhas ainda permanecem com poder de influenciar decisões importantes e, também, no seu devido tempo, deverão ser afastados e chamados a assumir a responsabilidade pelos seus crimes.

O atual Presidente do Senado e o do STF facilitaram uma manobra de ultima hora, planejada e realizada por outros integrantes dessa quadrilha, para preservar os direitos políticos dessa criatura, dando interpretação diversa ao que prevê o texto constitucional. Ela, que não tem condições de assumir nem o cargo de síndica do prédio para onde deverá se mudar, terá a possibilidade de passar a receber foro privilegiado, assumindo algum cargo público oferecido por algum comparsa, da mesma maneira que ela própria tentou fazer com o ex-presidente Lula, para fugir das mãos do juiz Sergio Moro. De carona, essa manobra poderá abrir um precedente para favorecer outro criminoso ensaboado, o Sr. Eduardo Cunha e, provavelmente, outros parlamentares envolvidos na Operação Lava-jato, que votaram a favor dessa estupidez.

Desejo firmemente que essas decisões sejam revertidas, no âmbito do próprio STF.

Dando um passo firme de cada vez, o momento atual simplesmente exige que as pessoas de bem tenham a mesma ousadia dos canalhas.

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

Dissimulação

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