Arquivo para julho 2011

Garrafa 260 – Às vezes…   Leave a comment

um espírito
um sopro oriental
sinto que Basho…

Eduardo Leal
Ilustração de Gabriel Molinari

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Publicado 25/07/2011 por Eduardo Leal em Haicai, Haikai, Haiku, Ilustrações

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Garrafa 259 – Caminhante, não há caminho…   1 comment

Encontrei em um livro sobre gestão, local improvável para delicadezas poéticas, uma bela reflexão sobre a construção do próprio futuro, ser senhor do próprio destino, e aproveitar oportunidades que, se perdidas, se fecham como as esteiras no mar, depois da passagem do navio. Um belo presente de um novo amigo e cliente.

Caminhante, são tuas pegadas
o caminho, e nada mais;
caminhante, não há caminho,
se faz caminho ao andar.

Ao andar se faz caminho,
e ao olhar para trás
se vê a trilha que nunca
se há de voltar a pisar.

Caminhante não há caminho,
senão esteiras no mar.

Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.

Antonio Machado (1875-1939), poeta espanhol em “Proverbios Y Cantares”
Foto de Galante
Instruções de utilização: Ouvir “Voyager” com Alan Parsons Project e Vídeo de Eduardo Leal

Garrafa 258 – A Alma   5 comments

Quando olhamos nas profundezas do interior da mente, para a região mais íntima do eu,
quando a mente se torna muito, muito tranqüila, e procuramos escutar com muito
cuidado, nesse silêncio infinito, percebemos que a alma começa a sussurrar e
que sua voz, macia como uma pluma, nos conduz até muito além do que a mente
seria capaz de imaginar, além de qualquer coisa que a racionalidade poderia
tolerar, além de qualquer coisa que a lógica conseguiria suportar.

Em seus gentis sussurros estão as mais lânguidas sugestões de amor infinito, vislumbres
de uma vida que o tempo esqueceu, lampejos de uma felicidade que não precisa
ser mencionada, uma interseção infinita na qual os mistérios da eternidade
insuflam vida no tempo mortal, no qual o sofrimento e a dor se esqueceram de
como pronunciar os seus próprios nomes, essa quieta e secreta interseção do
tempo e da eternidade, uma interseção chamada de alma.

Ken Wilber em Psicologia Integral

Ilustração de autor desconhecido com imagem de Ken Wilber

Garrafa 257- Caqui e amora!   Leave a comment

doce do caqui
azedinho da amora
aqui e agora!

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

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