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Garrafa 488 – Mestre e Aprendiz   1 comment

Ao cumprimentar uma antiga aluna de Coaching pelo seu aniversário, na semana passada, recebi um generoso e amável feedback positivo a respeito dos ensinamentos que lhe transmiti durante um curso ministrado em 2007. Isso inundou meu coração com o sentimento de gratidão e me fez refletir a respeito dessa curiosa relação Professor-Aluno, Mestre-Discípulo, Instrutor-Aprendiz, Coach-Explorador de novas possibilidades de futuro e de minhas próprias atitudes em cada uma dessas duas posições complementares, ao longo dos meus diversos processos de aprendizado.

Na mesma semana, incluindo na minha rotina semanal novas atividades para melhor harmonizar minha Prática de Vida Integral, depois de um flerte de vários anos com essa arte marcial, iniciei meu treinamento como aprendiz em um Curso de Aikido, após terminar a leitura de “A Arte da Paz” de Morihei Ueshiba. No dojo onde fui acolhido, sou o praticante menos graduado.

Pra começo de conversa, vale a pena ressaltar as palavras do nosso brilhante escritor João Guimarães Rosa quando nos diz que “Mestre não é quem sempre ensina mas aquele que, de repente aprende.” Infeliz daquele que, assumindo uma posição de instrutoria em algum assunto, acha que já sabe tudo sobre o tema em questão e despreza os raros mas valiosos ensinamentos que pode receber de seus respectivos aprendizes. Igualmente infeliz é aquele iniciante em qualquer prática que deixa de ver as coisas com aquele “Olhar de imigrante” ou “Olhar de deslumbramento” de quem vê um novo mundo pela primeira vez, e se deixa abater pela própria falta de conhecimento e experiência, sentindo-se intimidado e deprimido e desperdiçando diversas oportunidades de aprendizado e de autodesenvolvimento. E, como no provérbio em que “A primeira pessoa que escuta o que dizemos somos nós mesmos” podemos obter percepções e “insights” até mesmo ouvindo a nossa própria voz durante o processo, quando estamos citando e usando como referência o trabalho de alguém mais experiente.

Em qualquer situação meu feedback favorito é: “Puxa, nunca tinha pensado nisso dessa maneira!” Maravilha! Provoquei reflexão em alguém, ou eu mesmo fui levado por outra pessoa a ver as coisas de uma maneira ainda não explorada!

Meus questionamentos me levaram a rever o conteúdo de pelo menos dois livros: “From Coach to Awakener” de Robert Dilts e “Duas Perspectivas sobre a Iluminação” de A. S. Dalal.

Robert Dilts, usando seu elegante Modelo de Níveis NeuroLógicos que é amplamente usado pelos adeptos do Coaching com Programação Neurolinguística (PNL), discute os diferentes tipos de apoio que podem ser prestados, segundo sua visão, por um Coach com “C” maiúsculo. Dilts considera que o Coach com “C” minúsculo, que costumo denominar Coach Convencional, focaliza mais no Nível de Mudança Comportamental referindo-se ao processo de apoiar outra pessoa a obter ou melhorar um determinado desempenho comportamental. Essa abordagem é derivada primariamente do modelo esportivo de treinamento. Já o Coach com “C” maiúsculo envolve apoiar as pessoas no processo de obter resultados palpáveis em diversos Níveis de Mudança, enfatizando o fortalecimento da identidade e dos valores e procurando transformar sonhos e metas em realidade. Abrange as habilidades desenvolvidas por um Coach com “C” minúsculo, mas inclui muito mais. Para cada um dos diferentes Níveis de Mudança (Ambiente / Comportamento / Capacidade / Crenças e Valores / Identidade / Espiritual), além das respectivas perguntas poderosas que nos permitem investigar qualquer questão em cada Nível, são apresentados os tipos de apoio que podem/devem ser prestados (Guia / Coach com “C” minúsculo / Professor ou Consultor / Mentor / Patrocinador / Guru) e os respectivos estilos de liderança que melhor se adaptam a cada papel. Se o próprio Coach não puder exercer todos esses papéis, e é esperado que não consiga fazê-lo em todos os Níveis e para todos os tipos de Objetivos ou Metas, deve ajudar seu Explorador de novas possibilidades de futuro a encontrar quem possa complementar seu apoio, dependendo dos tipos de Objetivos/Metas que estejam sendo trabalhados.

TIPOS DE APOIO QUE PODEM SER PRESTADOS DURANTE UM PROCESSO DE COACHING

Tipos de Apoio Prestados por um Coach

No Nível do Ambiente relacionado ao Objetivo/Meta, o Coach com “C” maiúsculo assume o papel de Guia, se está familiarizado com esse ambiente, e pode adotar o estilo de liderança de Gerenciamento por exceção. Caso contrário, algum outro Guia que domine esse ambiente deve ser consultado. A necessidade de convite a outros profissionais acontece comigo com frequência pois não posso pretender estar familiarizado com os ambientes de todos os tipos de Objetivos/Metas em que sou convidado a apoiar o processo de exploração de novas possibilidades de futuro.

No Nível de Comportamentos relacionado ao Objetivo/Meta, o Coach com “C” maiúsculo assume o papel de Coach com “C” minúsculo, atendo-se aos aspectos comportamentais e às melhores práticas recomendadas para essa situação específica e pode adotar o estilo de liderança Estímulo por recompensa. A necessidade de convite a outros profissionais acontece comigo com menor frequência pois é possível descobrir um conjunto de boas práticas relacionadas aos diversos tipos de Objetivos/Metas em que sou convidado a apoiar o processo de exploração de novas possibilidades de futuro, tanto em pesquisas na literatura especializada quanto na Internet. Eventualmente, o mesmo profissional convidado a atuar como Guia pode prestar apoio nesse nível também.

No Nível de Capacidades relacionado ao Objetivo/Meta, o Coach com “C” maiúsculo pode eventualmente assumir o papel de Professor ou Consultor, ministrando os conhecimentos julgados necessários para se lidar com essa situação específica e pode adotar o estilo de liderança de Estímulo intelectual. Essa é uma situação extremamente delicada uma vez que o papel do Consultor (o Professor é um tipo de Consultor) é sugerir o que fazer, e a ultima coisa que um Coach deve fazer é sugerir o que fazer, apresentando no máximo sugestões indiretas, quando a pessoa não consegue perceber alternativas para avançar. Sugiro que as eventuais Sessões de Consultoria prestadas pela mesma pessoa que conduz um Processo de Coaching sejam realizadas em outro local e em outro momento, para que não haja confusão de papéis na cabeça do Explorador de novas possibilidades de futuro/Cliente/Aluno. Tenho me sentido confortável em oferecer consultoria em Comunicação Interpessoal, Desenvolvimento de Habilidades Gerenciais e de Liderança e Elaboração de Planos de Negócio. Eventualmente, o mesmo profissional convidado a atuar como Guia ou Coach com “C” minúsculo pode prestar apoio nesse nível também.

No Nível de Crenças e Valores relacionado ao Objetivo/Meta, o Coach com “C” maiúsculo pode e deve assumir o papel de Mentor, buscando identificar e neutralizar eventuais crenças limitantes e implantar e reforçar um conjunto de crenças poderosas que deem permissão para a pessoa avançar em relação à direção desejada e pode adotar o estilo de liderança Inspiracional. Esse é o nível em que me sinto mais à vontade, uma vez que a abordagem de Coaching Centrado em Valores, que desenvolvi a partir de 2006, enfatiza a exploração desse nível lógico uma vez que possuímos crenças (limitantes ou não) a respeito de todos os outros níveis de mudança (tanto acima como abaixo desse nível). Além disso, os diversos Níveis de Desenvolvimento de Consciência propostos pela Abordagem de Coaching Integral, que também fazem parte do conjunto de ferramentas que utilizo, são em grande medida relacionados a diferentes Sistemas de Crenças e Valores com os quais nos identificamos, em maior ou menor grau, à medida que avançamos em nosso próprio processo de desenvolvimento.

No Nível de Identidade relacionado ao Objetivo/Meta, o Coach com “C” maiúsculo pode e deve assumir o papel de Patrocinador, reforçando a autoestima da pessoa, oferecendo feedback positivo e construtivo, além de fornecer estimulo constante para o reconhecimento e a utilização de seus talentos, transformando-os em pontos fortes para utilização em proveito da conquista de seus respectivos Objetivos e Metas. Em uma Abordagem de Coaching Integral, como a que adoto, o trabalho com a Sombra da pessoa (aqueles conteúdos que são varridos para o inconsciente e que envolvem emoções primárias que não se deseja admitir, mas que volta e meia reaparecem como emoções secundárias sabotando suas ações) pode recomendar a participação, em paralelo ao Processo de Coaching, de um profissional da área de psicanálise ou psicoterapia. O estilo de liderança sugerido é o de Consideração individualizada. Sinto-me bastante confortável em adotar esse estilo de liderança e atuar nesse nível lógico que tem um profundo impacto nas mudanças que ocorrem em todos os níveis inferiores e que recebe a influência decisiva das eventuais mudanças promovidas no Nível de Crenças e Valores. Nosso Nível de Identidade é, em grande medida, a expressão de uma crença a respeito de quem pensamos que somos.

Finalmente, no Nível Espiritual relacionado ao Objetivo/Meta, que nada tem necessariamente a ver com religião e sim com “a quem mais nos sentimos conectados e a quem mais incluímos no nosso círculo de preocupações, cuidados e contribuições”, e ainda, “de quem podemos obter apoio para desenvolvimento de nossos projetos pessoais e coletivos”, o Coach com “C” maiúsculo pode eventualmente assumir o papel de Guru (o que promove o despertar), contribuindo para promover a elevação do nível de desenvolvimento de consciência da pessoa, meta recorrente em uma Abordagem de Coaching Integral e, muito mais raramente, no seu despertar para estados/níveis de consciência intuitivos (além da mente). Com muito maior frequência, o que costumo fazer é estimular o questionamento a respeito da necessidade de apoio externo proveniente da família, de amigos, de guias, de consultores e professores, de mentores, de patrocinadores, de gurus espirituais e até mesmo de algum tipo de divindade. Se a pessoa possui uma crença religiosa, a crença em uma Divindade pode exercer uma forte influência na quantidade de esforço que pode ser alocada às suas tarefas de desenvolvimento pessoal. Identificadas essas necessidades, apoio o processo de sua obtenção. O estilo de liderança sugerido é a Liderança Carismática e Visionária.

Os questionamentos provocados pela necessidade de apoio às mudanças no Nível Espiritual me fizeram voltar a consultar o ótimo livro de A. S. Dalal em que ele nos oferece um estudo comparativo das abordagens propostas por dois Mestres Espirituais Iluminados para o despertar de um nível de consciência além da mente: Sri Aurobindo e Echart Tolle. Selecionei alguns comentários apenas referentes ao conteúdo do Anexo II dessa obra em que são apresentados “Os Três Instrumentos do Professor”, na verdade de um Guru ou Mestre Espiritual, na visão de Sri Aurobindo. Após a definição de cada um desses “Instrumentos” apresento, como sempre gosto de fazer, uma breve brincadeira com as palavras, com a métrica de um haicai, e que foi inspirada nessa leitura. Incluí um título em cada haicai.

“Instrução, exemplo e influência – esses são os três instrumentos do Guru.”

Sobre a Instrução, Sri Aurobindo nos adverte que:

“… o Professor prudente não visará se impor ou impor suas opiniões na aceitação passiva da mente recebedora; ele oferecerá somente o que é produtivo e seguro como uma semente que crescerá sob a proteção interior divina. Ele buscará despertar muito mais do que instruir; objetivará o desenvolvimento das faculdades e das experiências por um processo natural e uma expansão livre. Ele ensinará um método como um apoio, um dispositivo utilizável, não como uma forma imperativa ou uma rotina fixa. E, ele estará na guarda contra qualquer transformação dos recursos em uma limitação, contra a mecanização do processo. Sua atividade completa é despertar a luz divina e iniciar as atividades da força divina da qual ele é em seus próprios termos apenas uma ferramenta e um apoio, um corpo ou um canal.”

Germinação

Instrução divina

rota que seduz:
de dentro da semente
impulso de Luz!

 

Sobre o Exemplo, Sri Aurobindo nos diz que:

“O exemplo é mais poderoso do que a instrução; mas, não é o exemplo dos atos externos nem da natureza pessoal que tem a maior importância. Eles têm seu lugar e sua utilidade; no entanto, o que na maior parte dos casos estimulará aspiração nos outros é o fato central da realização divina dentro dele governando toda sua vida e seu estado interior e todas as suas atividades. Esse é o elemento essencial e universal; o restante pertence à pessoa e às circunstâncias individuais. É essa realização dinâmica que o sadhaka (Praticante de desenvolvimento espiritual) deve sentir e reproduzir em si mesmo de acordo com sua própria natureza; ele não necessita de esforço após uma imitação do exterior que pode muito bem ser mais esterilizador do que gerador de frutos corretos e naturais.”

Exemplo de conduta

Exemplo

mais poderosa
que qualquer informação:
ação amorosa!

 

Sobre a Influência, essas são as palavras de Sri Aurobindo:

“A influência é mais importante do que o exemplo. A influência não é a autoridade exterior do Mestre sobre seu discípulo, mas sim o poder de seu contato, sua Presença, da proximidade de sua alma com a alma do outro, infiltrando-se por ela, muito embora em silêncio, o que ele propriamente é e possui. Essa é a marca suprema do Mestre. Assim, o maior de todos os Mestres é muito menos um Professor do que uma Presença derramando a consciência divina e sua luz, poder, pureza e êxtase em todos que se mostram receptivos ao seu redor.”

Mestre e discípulo

Influência

em plena calma,
mestre e discípulo,
alma com alma.

 

Eduardo Leal
Ilustração de Eduardo Leal baseada no conteúdo de “From Coach to Awakener” de Robert Dilts
Haicais de Eduardo Leal
Fotos de autores desconhecidos

Garrafa 472 – Hierarquia não é palavrão!   2 comments

Tenho observado em meus círculos de relacionamento, e vejo isso com grande curiosidade e atenção, e também com alguma preocupação e tristeza, um discurso cada vez mais frequente que alardeia aos quatro ventos que “Todas as hierarquias são opressoras” ou “Abaixo todas as formas de hierarquia”. Essas pessoas aparentemente não se dão conta de que, quando sobem em seu pequeno caixote de madeira com seu megafone na mão, vociferando palavras de ordem, na verdade estão pretendendo, de uma maneira hierárquica, se colocar acima das outras pessoas “inferiores” que não pensam como elas e que ainda não foram esclarecidas pelo sopro do conhecimento da verdade que só elas detêm. E não se dão conta, também, de que há pelo menos dois tipos bem diferentes de hierarquias: as “hierarquias de dominação” e as “hierarquias de crescimento”.

Hierarquias de Dominação X Hierarquias de Crescimento

Uma hierarquia de dominação, como seu próprio nome indica é opressiva, um sistema de categorias e castas que de alguma maneira domina, explora e oprime as pessoas. E toda hierarquia que impede o crescimento individual ou coletivo é uma hierarquia de dominação. O sistema de castas, com a divisão da sociedade indiana em grupos sociais rígidos, com raízes na sua história milenar e que ordenou a vida dos indianos por milênios, tendo sido abolido em sua ultima Constituição, mas não dos corações e mentes de muitas pessoas, é um exemplo desse tipo. O comunismo, com sua ideia utópica de que é possível eliminar todas as classes, criando uma classe “única” em uma “ditadura do proletariado” e, é claro, controlada por uma “classe dirigente” autocrática, é outro exemplo de hierarquia de dominação. Já as hierarquias de crescimento, também chamadas de hierarquias de realização são, por sua vez, os próprios estágios ou níveis do desenvolvimento que se pretende alcançar ao longo de um processo de crescimento e realização de qualquer natureza. No mundo natural, as hierarquias de crescimento estão espalhadas em todas as partes, sendo a mais comum a que envolve a transformação de átomos em moléculas, de moléculas em células e de células em organismos. E nesse caso os níveis mais elevados não oprimem os menos elevados, mas os abraçam, os abarcam, os incluem, os abrangem. São sempre hierarquias aninhadas (nidiformes), implicando que cada nível mais elevado transcende e inclui os seus precedentes.

Dando seguimento ao meu impulso de buscar novas formas de apoiar o desenvolvimento de pessoas e organizações com as quais estabeleço contato, em novembro de 2005, em um Curso de Coaching Integral, fui apresentado a uma elegante estrutura teórica (Modelo Integral) para organizar o mundo e suas atividades em cinco categorias simples que são, ao mesmo tempo, aspectos de nossa própria experiência: os Quadrantes, os Níveis, as Linhas, os Estados e os Tipos. Essa abordagem, proposta pelo filósofo Ken Wilber, nos ajuda a ver a nós mesmos e o mundo que nos cerca de um modo mais abrangente que inclui as realidades objetivas (Cosmos) e as subjetivas, e tudo isso de um ponto de vista individual e também do coletivo. Essas realidades estão associadas a um conceito mais abrangente de Kosmos, palavra grega que significa o Todo padronizado de toda a existência, incluindo os reinos físico, emocional, mental e espiritual.

Quadrantes Ken Wilber 3

Relendo, nas últimas semanas, trechos de “A Visão Integral” (Editora Cultrix), “Boomerite” (Editora Madras), “Éden queda ou ascensão?” (Verus Editora) esses dois últimos brilhantemente traduzidos por meu bom amigo Ari Raynsford, e “A Brief History of Everything” (Shambhala) vejo novamente que quando analisamos qualquer situação com o apoio dos quatro Quadrantes propostos por Wilber, podemos perceber como qualquer evento Físico – Matéria/Energia – ISTO (do quadrante superior direito) representa apenas um quarto da história. E que as dimensões da Consciência – EU (do quadrante superior esquerdo) com nossas emoções, estados psicológicos, imaginação e intenções; da Cultura – NÓS (do quadrante inferior esquerdo) com nossos valores culturais, religiosos e visão de mundo comuns e dos Sistemas Sociais – ISTOS (quadrante inferior direito) com nossas estruturas materiais, sociais e econômicas surgem simultaneamente à ocorrência desse evento e interagem entre si. E podemos perceber também como esses Quadrantes se desdobram em Níveis de Consciência, Linhas de Desenvolvimento (Inteligências Múltiplas), Estados de Consciência e Tipos.

A partir dessas leituras renovadas de parte da obra de Ken Wilber, resolvi fazer um resumo do Modelo Integral e de sua relação, conforme a percebo, com a questão da hierarquia. E o faço para mim mesmo, como parte do meu processo de reflexão e, é claro, para compartilhar com os amigos que também podem se interessar por esses temas. E, principalmente, como um estímulo para que os interessados possam buscar mais informações nas fontes originais, cuja leitura recomendo com empenho.

O crescimento, desenvolvimento e evolução que ocorrem em cada um dos quadrantes se apresentam em alguns tipos de estágios ou níveis, não como os degraus rígidos de uma escada, mas como ondas que fluem e se desdobram naturalmente e abraçam, abarcam, incluem e abrangem os níveis antecedentes. E o aumento dos níveis interiores de consciência vem acompanhado de um aumento de níveis exteriores de complexidade física do sistema que a abriga. E o mecanismo chave desse desenvolvimento é o de “transcender e incluir”. O nível de cima “transcende e inclui” o nível precedente e, como menciona Wilber, traz novas capacidades e ao mesmo tempo a possibilidade de novos desastres; não só novos potenciais, mas também novas patologias; novas forças e novas doenças.

No Quadrante Físico – Matéria/Energia – ISTO (quadrante superior direito), em que se vê qualquer evento individual de fora, no caso de cada um de nós como indivíduos temos nossos comportamentos físicos, componentes materiais (neurotransmissores, sistema límbico, neocórtex, estruturas moleculares complexas, células, sistemas orgânicos, DNA), corpo concreto, e a energia do “isto” se expande fenomenologicamente de grosseira para sutil e causal. No Quadrante da Consciência – EU (quadrante superior esquerdo) com nossos pensamentos, emoções, estados psicológicos, imaginação e intenções, o “eu” passa do estágio egocêntrico para o etnocêntrico e para o mundicêntrico, ou do corpo, para a mente e para o espírito. No Quadrante da Cultura – NÓS (quadrante inferior esquerdo) com nossos valores culturais, religiosos e visão de mundo comuns, o “nós” expande-se do estágio egocêntrico (“eu”) para o etnocêntrico (“nós”) e para o mundicêntrico (“todos nós”). No Quadrante dos Sistemas Sociais – ISTOS (quadrante inferior direito) com nossas estruturas materiais, sociais e econômicas essas estruturas se expandem de simples grupos, para nações e, finalmente, para sistemas globais.

Quatro Quadrantes nos Seres Humanos

Em nossa trajetória de elevação do nosso Nível de Consciência, podemos fazê-lo também em cada uma das diversas Linhas de Desenvolvimento ou Inteligências Múltiplas de que somos dotados de maneira potencial e que podemos desenvolver e explorar. Diversos pesquisadores respeitados realizaram trabalhos notáveis de estabelecimento das características de cada estágio ou nível que poderia ser alcançado em cada Linha de Desenvolvimento. Abraham Maslow explorou a Linha de Necessidades e demonstrou que as pessoas tendem a se mover através de uma sequencia crescente de necessidades (Fisiológicas; Segurança; Pertencimento; Autoestima; Realização Pessoal; e Transcendência de si mesmo) e com a satisfação de cada uma tende a surgir outra mais elevada; Jean Gebser explorou a Linha de Visões de Mundo (Arcaica; Mágica; Mítica; Racional; Pluralista; Integral; e Transcendência de si mesmo); Michael Commons & Francis Richards, Jean Piaget e Sri Aurobindo exploraram suas respectivas ideias a respeito da Linha Cognitiva [Sensório-motora; Pré-operacional (Simbiótica); Pré-operacional (Conceitual); Operacional concreta (Mente regra/papel); Operacional formal (Mente racional); Mente pluralista (Mente Meta-sistêmica, Mente planetária); Baixa Visão-lógica (Paradigmática); Alta Visão-lógica (Transparadigmática, Mente global); Mente intuitiva, Meta mente; Mente iluminada, Para-mente; Mente transcendental (Overmind); e Supermente]. Robert Kegan explorou as Ordens de Consciência (Ordem 0; Ordem 1; Ordem 2; Ordem 3; Ordem 4; Ordem 4,5; e Ordem 5). Loevinger e Cook-Greuter exploraram a Linha de Auto-identidade (Simbiótica; Impulsiva; Autodefensiva; Conformista; Conscienciosa; Individualista; Autônoma; Ciente do seu papel (Integrada); Consciente do Ego; e Transpessoal). E Clare Graves, Don Beck & Christopher Cowan, e Wade exploraram a Linha de Valores [Sobrevivência (Bege, Arcaico-Instintivo); Espírito de Agregação (Roxo, Mágico-Animista); Deuses de Poder (Vermelho, Egocêntrico); Força da Verdade (Azul, Absolutista, Ordem Mítica); Instinto de Luta (Laranja, Multiplista); Vínculo Humano (Verde, Relativista); Flexibilidade e Fluidez (Amarelo, Sistêmico); Visão Global (Turquesa, Sistêmico); Transcendente; e Unidade].

Linhas de Desenvolvimento

Deixo de incluir neste resumo a abordagem de aspectos relacionados a Estados de Consciência e Tipos, para não tornar o texto ainda mais extenso, e em virtude de que esses aspectos, mais propriamente os Tipos, têm menos a ver com a questão da hierarquia.

E o que tudo isso que foi anteriormente mencionado tem a ver com a questão da hierarquia?

Para responder a essa pergunta, uma vez que desenvolvi minha própria abordagem de Coaching Centrado em Valores em grande medida a partir da Linha de Desenvolvimento de Valores conhecida como o Modelo da Espiral Dinâmica de Don Beck e Christopher Cowan, apresentarei a seguir, com base em alguns conteúdos dos livros citados anteriormente, um breve resumo de cada um dos Níveis de Desenvolvimento que emergiram desses estudos e com os quais estou um pouco mais familiarizado. Lembrando sempre que:

a) O Modelo da Espiral Dinâmica é baseado no trabalho pioneiro de Clare Graves que, procurando identificar o que seria um adulto psicologicamente saudável, trouxe à luz o seu Modelo Gravesiano (modelo emergente, cíclico, de hélice dupla, do desenvolvimento de sistemas biopsicossociais adultos);
b) O modelo é emergente porque ninguém nasce com ele completo, mas apenas em potencial. Ele vai emergindo, surgindo na vida das pessoas. A ontogenia (desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação até a maturidade para reprodução) recapitula a filogenia (gênese e história evolucionária das espécies);
c) O modelo é cíclico porque os níveis alternam ciclos de preocupações individuais (auto-expressão, com referencial interno) com os de preocupações coletivas (sacrifício pelo bem geral, com referencial externo). É como um pêndulo que oscila do “eu” para o “nós” e de volta do “nós” para o “eu”, indefinidamente, de um lado para o outro.
d) O modelo é de hélice dupla porque em cada nível são identificadas novas condições de vida que estimulam o surgimento de uma nova estrutura de resposta (capacidade mental/cerebral, psiconeurológica) formando binômios distintos (condição de vida-estrutura de resposta);
e) O modelo é de desenvolvimento de sistemas biopsicossociais adultos porque depende do desenvolvimento de fatores biológicos, psicológicos e sociais em pessoas adultas considerando a maturidade inerente a cada ser humano; e
f) O nível de cima “transcende e inclui” o nível precedente.

Níveis de Primeira Camada:

Sobrevivência (Bege, Arcaico-Instintivo, Eu)
“Nível básico de sobrevivência; alimento, água, abrigo, sexo e segurança são prioritários. Usa hábitos e instintos apenas para sobreviver. A individualidade está no início do despertar e quase não se sustenta. Reúne-se em bandos de sobrevivência para perpetuar a vida. Onde é encontrado: primeiras sociedades humanas, recém-nascidos, pessoas senis, pessoas em estágio avançado do Mal de Alzheimer, moradores de rua mentalmente doentes, massas famintas, pessoas com traumas de guerra. Aproximadamente 0,1% da população mundial adulta, 0% de poder.”

Espírito de agregação (Roxo, Mágico-Animista, Nós)
“O pensamento é animista; espíritos mágicos, bons e maus, fervilham pela Terra trazendo bênçãos, maldições e encantamentos que determinam os acontecimentos. Reúnem-se em tribos étnicas. Os espíritos existem nos antepassados e aglutinam a tribo. Parentesco e linhagem estabelecem vínculos políticos. Aparenta ser “holístico”, mas na verdade é atomístico: Há um nome para cada curva do rio, mas nenhum nome para o rio. Onde é encontrado: crença em maldições do tipo vodu, juramentos de sangue, mágoas antigas, amuletos de boa sorte, rituais de família, superstições e crenças étnicas mágicas; forte em comunidades do terceiro mundo, gangues, equipes esportivas e “tribos” corporativas; também em crenças mágicas da New Age, cristais, tarô, astrologia. 10% da população, 1% de poder.”

Deuses de poder (Vermelho, Egocêntrico, Eu)
“Primeira emergência de um eu distinto da tribo; poderoso, impulsivo, egocêntrico, heroico. Espíritos, arquétipos, dragões e feras místicos. Deuses e deusas arquetípicos, seres poderosos, forças com que se pode contar, tanto boas quanto más. Senhores feudais protegem os súditos em troca de obediência e trabalho. A base dos impérios feudais – poder e glória. O mundo é uma selva cheia de ameaças e de predadores. Conquista, engana e domina; aproveita ao máximo, sem pena ou remorso; aqui e agora. Onde é encontrado: Os “terríveis dois” (referência aos dois anos de idade, quando a criança “nasce” realmente para um “eu” com emoções e sentimentos separados, o seu nascimento psicológico), juventude rebelde, mentalidades limítrofes, reinos feudais, heróis épicos, vilões de James Bond, líderes de gangues, soldados mercenários, astros de rock pesado, Átila rei dos Hunos, “Senhor das Moscas” (Romance de William Golding que descreve em detalhes a transição de um bando de crianças da civilização para a barbárie), envolvimento mítico. 20% da população, 5% de poder.”

Força da Verdade (Azul, Absolutista, Ordem Mítica, Nós)
“A vida tem significado, direção e propósito, com eventos determinados por um ‘Outro’ ou ‘Ordem’ todo-poderosos. Esta Ordem justa impõe um código de conduta baseado em princípios absolutos e invariáveis de certo e errado. A violação do código ou das regras apresenta severas, e talvez permanentes repercussões. A obediência ao código gera recompensas para os fiéis. Base das nações antigas. Hierarquias sociais rígidas; paternalista; um, e apenas um, modo correto de pensar sobre tudo. Lei e ordem; impulsividade controlada através da culpa; crença concreto-liberal e fundamentalista; obediência à regra da Ordem; fortemente convencional e conformista. Frequentemente religioso no sentido mítico-fundamentalista; Graves e Beck referem-se a ele como o nível ‘religioso/absolutista’, mas pode ser também uma Ordem ou Missão secular ou ateísta. Onde é encontrado: América Puritana, China Confucionista, Inglaterra Dickensiana, disciplina de Singapura, totalitarismo, códigos de cavalaria e de honra, obras de caridade, fundamentalismo religioso (por exemplo, cristão e islâmico), Escoteiros e Bandeirantes, maioria moralista, patriotismo. 40% de população, 30% de poder.”

Instinto de Luta (Laranja, Conquista Científica, Multiplista, Eu)
“Nesta onda, o indivíduo escapa da ‘mentalidade de rebanho’ do nível azul e procura a verdade e o significado em termos individualistas e científicos. O mundo é uma máquina racional, bem lubrificada, com leis naturais que podem ser aprendidas, controladas e manipuladas visando a interesses próprios. Altamente orientado para a conquista de objetivos; especialmente na América para ganhos materiais. As leis da ciência regulam a política, a economia e os acontecimentos humanos. O mundo é um tabuleiro de xadrez onde partidas são jogadas e os vencedores conquistam superioridade e privilégios em detrimento dos perdedores. Alianças de mercado; manipulação dos recursos naturais visando a ganhos estratégicos. Base dos estados corporativos. Onde é encontrado: No Iluminismo, ‘A Revolta de Atlas’ Romance de Ayn Rand em que um homem diz que pararia o motor do mundo – e o faz, Wall Street, classe média emergente em todo o mundo, indústria de cosméticos, caça a troféus, colonialismo, Guerra Fria, indústria da moda, materialismo, capitalismo de mercado, auto-interesse liberal. 30%da população, 50% de poder.”

Vínculo humano (Verde, O Eu Sensível, Relativista, Nós)
“Comunitário, sensibilidade ecológica, operação em rede. O espírito humano deve se livrar da ganância, dos dogmas, das divergências; sentimentos e cuidados substituem a fria racionalidade; acalentar a Terra, Gaia, a vida. Contra hierarquias; estabelece vínculos e ligações laterais. Eu permeável relacional, inter-relacionamento de grupos. Ênfase no diálogo e nos relacionamentos. Base das comunidades coletivas (isto é, afiliações, baseadas em sentimentos comuns, escolhidas livremente). Decide através da reconciliação e do consenso (lado negativo: ‘processamento’ interminável e incapacidade de chegar a decisões). Renova a espiritualidade, cria harmonia, enriquece o potencial humano. Fortemente igualitário, anti-hierárquico, valores pluralistas, construção social da realidade, diversidade, multiculturalismo, sistemas de valores relativos; esta visão de mundo é frequentemente denominada de ‘relativismo pluralista’. Pensamento subjetivo, não linear, demonstra um alto grau de calor humano, sensibilidade e cuidado pela Terra e por todos os seus habitantes. Onde é encontrado: ecologia profunda, pós-modernismo, idealismo holandês, terapia rogeriana, sistema de saúde canadense, psicologia humanista, teologia da libertação, cooperativismo, Conselho Mundial de Igrejas, Greenpeace, eco psicologia, direitos dos animais, eco feminismo, pós-colonialismo, Foucault/Derrida, o politicamente correto, movimentos de diversidade, tema de direitos humanos. 10% da população, 15% de poder.”

Características dos Níveis de Primeira e de Segunda Camada:

Quando as pessoas fazem seu centro de gravidade e se identificam com o conjunto de crenças e valores dominantes em cada um desses estágios de primeira camada (do nível bege até o verde) apresentados anteriormente, acreditam firmemente que seus valores sejam os únicos verdadeiros e corretos e que todos os outros estejam profundamente equivocados; reagem negativamente quando desafiadas e agridem, usando suas armas, quando se sentem ameaçadas.

É como se esquecessem, como se não conseguissem sequer perceber a existência, quando estão em um determinado nível, que de fato já percorreram e se identificaram fortemente, em algum momento do passado, com os níveis precedentes em resposta a alguma condição de vida: não se lembram de que em situações de emergência ativamos impulsos vermelhos poderosos; que em resposta ao caos, temos necessidade de ativar a ordem azul; que ao procurar um novo emprego, precisamos de impulsos laranjas de conquista; que no casamento e com amigos, buscamos os laços íntimos verdes. “E na verdade a ordem azul se sente extremamente desconfortável tanto com a impulsividade vermelha quanto com o individualismo laranja. O individualismo laranja pensa que a ordem azul é para trouxas e o igualitarismo verde é para fracos e frescos.” Ou ainda: “O igualitarismo verde não consegue aguentar facilmente a excelência e a classificação de valores, grandes imagens, hierarquias ou qualquer coisa que pareça autoritária; portanto, o verde tende a bater no azul, no laranja e em tudo que for pós-verde”.

“De maneira bem objetiva: qualquer nível de primeira camada contribuirá para impedir a paz mundial.”

“Tudo, entretanto, começa a mudar com o pensamento de segunda camada que será apresentado a seguir. Porque a consciência de segunda camada está completamente ciente dos estágios anteriores de desenvolvimento; ela se recorda de que já pensou assim, dá um passo atrás e capta a imagem global, percebendo, portanto, o papel necessário que cada nível desempenha para que se possa avançar. A consciência de segunda camada pensa em termos da espiral completa de desenvolvimento, e não, simplesmente, em termos de um nível específico. Daí, com a consciência de segunda camada, o mundo passa a fazer sentido, a transformar-se como um todo, a tornar-se consistente pela primeira vez. Enquanto o nível verde – o mais elevado dos estágios de primeira camada – começa a perceber a rica diversidade e o maravilhoso pluralismo das diferentes culturas, o pensamento de segunda camada dá um passo adiante, um salto quântico. Ele procura por elos que liguem e juntem essas diferentes culturas e, portanto, considera esses sistemas separados e começa a abraça-los, incluí-los e integrá-los em espirais holísticas e malhas integrais. Ele é fundamental para passarmos do pluralismo para o integralismo.”

Operando-se com a consciência de segunda camada, como diz Wilber, abre-se, convidativa, no horizonte, a possibilidade de paz genuína.

Níveis de Segunda Camada:

Flexibilidade e fluidez (Amarelo, Sistêmico, Eu)
“A vida é um caleidoscópio de sistemas fluentes, inter-relacionados. Flexibilidade, espontaneidade, e funcionalidade têm a máxima prioridade. Diferenças e pluralismos podem ser integrados em fluxos naturais interdependentes. Igualitarismo é complementado por graus naturais de excelência, distinções e julgamentos qualitativos. Conhecimento e competência devem substituir posição, poder, status ou grupo. A ordem mundial prevalecente é resultado da existência de diferentes níveis de realidade (ou Memes) e dos inevitáveis padrões de movimento para cima e para baixo na Dinâmica da Espiral. Um bom governo facilita a emergência de entidades por meio dos níveis de crescente complexidade (hierarquia nidiforme). 1% da população, 5% de poder.”

Visão Global (Turquesa, Sistêmico, Nós)
“Sistema holístico universal, ondas de energias integrativas; une sentimento e conhecimento; múltiplos níveis interconectados num sistema consciente; a base da totalidade extensiva. Ordem universal, mas de modo vivo e consciente, não baseado em regras externas (azul) ou vínculos de grupo (verde). É possível uma “grande unificação” ou uma grande imagem em teoria e na prática. Algumas vezes envolve a emergência de uma nova espiritualidade como uma teia de toda a existência. Pensamento turquesa é totalmente integral e usa a espiral completa; vê múltiplos níveis de interação; detecta harmônicos, as forças místicas e os estados de fusos de fluxos que permeiam todas as organizações. 0,1% da população e 1 % do poder.”

E, depois do nível turquesa, desde que novas condições de vida sejam percebidas e sejam favoráveis, o pêndulo da evolução desenvolve novas respostas em termos de estruturas psiconeurológicas e inclina-se mais uma vez na direção de um “eu” com um nível de desenvolvimento ainda mais elevado do que aquele dos níveis amarelo e turquesa, cujos contornos em termos de conjunto de crenças e valores ainda não foram suficientemente definidos.

Espiral Dinâmica

Condições de Vida

E vale a pena tecer algumas considerações a respeito do que Graves se referia quando falava de condições de vida. Condição de vida é o meio em que vive o ser humano. Seu estudo leva em conta fatores interdependentes tais como: tempo histórico, espaço geográfico, condições sociais e circunstâncias econômicas. Portanto, não existe apenas uma condição de vida, mas inúmeras! E isso também não significa que uma pessoa, ao ativar um novo sistema de crenças e valores, tenha abandonado suas antigas visões de mundo. Ela simplesmente as incluiu e transcendeu. E antigos modos de pensar podem ser reativados em caso de degradação das condições de vida. Um hipotético professor de filosofia residente no Haiti, anteriormente operando no nível de consciência turquesa, pode estar operando agora a partir de um conjunto de crenças e valores roxo e/ou vermelho, quando tem que disputar com outras pessoas uma ração de água e comida para levar para sua família e para o próprio consumo, nos postos de distribuição assistencial organizados pela Força de Paz da Organização das Nações Unidas, no espaço geográfico, social e econômico seu país ainda devastado, depois do terrível terremoto de 2010.

E o que pode ser um entrave para esse desejado salto quântico da humanidade dos níveis de primeira camada para os de segunda camada? Excluindo-se situações de degradação das condições de vida, ou seja, supondo-se que as condições evoluam de maneira favorável, ainda assim temos o seguinte: o fundamentalismo religioso (azul) frequentemente sente-se afrontado pela segunda camada, na qual vê uma tentativa de derrubar sua Ordem instituída; o egocentrismo (vermelho) também ignora a segunda camada; o mágico (roxo) lança um feitiço contra ela; e o verde acusa a consciência de segunda camada de ser autoritária, hierárquica, patriarcal, marginalizadora, opressora, racista e sexista. Exatamente o fato de que o nível de consciência verde, o mais elevado da primeira camada, ele próprio ser ainda um nível de primeira camada, com suas novas capacidades com relação ao nível laranja e, ao mesmo tempo, com a possibilidade de novos desastres; não só novos potenciais, mas também novas patologias; novas forças e novas doenças. E é essa “doença” do nível verde que Ken Wilber chama de Boomerite.

O Conceito de Boomerite

Os Boomers nascidos após a Segunda Guerra Mundial – a geração Baby Boom – formam a primeira geração a crescer nesta aldeia global: um tempo em que todas as culturas estão disponíveis umas para as outras. Isto nunca aconteceu antes no planeta Terra. Como nos aponta Wilber:
“Desde alguns milhões de anos até agora uma pessoa nascia numa cultura que não sabia praticamente nada sobre nenhuma outra. Você nascia chinês, crescia chinês, casava com uma chinesa, seguia uma religião chinesa e muitas vezes vivia na mesma cabana a vida inteira, num espaço de terra em que seus ancestrais se fixaram havia séculos. Uma vez ou outra, este isolamento cultural era interrompido por uma estranha e grotesca forma de Eros conhecida por guerra, onde culturas se uniam violentamente por meios brutais de violação, embora o resultado misterioso sempre fosse um tipo de relacionamento cultural erótico. As culturas passavam a conhecer-se num sentido bíblico – um feliz sadomasoquismo oculto que norteou a história até a presente aldeia global. Das tribos e bandos isolados aos pequenos povoados, às cidades-estados antigas, aos gloriosos impérios feudais, aos vastos estados internacionais, até a atual aldeia global: muitos ovos foram quebrados para se fazer essa extraordinária omelete global.”

E quando reli esse parágrafo não resisti à tentação de rabiscar no rodapé do livro:

ovos quebrados,
na omelete global:
sangue derramado…

E como nos aponta Wilber:

“E nesta aldeia global – a única que temos – sobreviveremos juntos ou nos destruiremos.”

E não se trata de forçar uma uniformidade comunista tentando nivelar ou eliminar todas as maravilhosas diferenças existente mas, isso sim, no sentido de se buscar uma unidade-na-diversidade, de se vivenciar crenças e valores comuns, apesar de nossas diferenças: substituindo rancor por reconhecimento mútuo, hostilidade por respeito, convidando a todos a estabelecer e compartilhar um espaço do entendimento mútuo. Não há necessidade de se concordar com tudo que é dito mas, pelo menos, de se procurar entender o que é dito por cada uma das pessoas em cada um dos níveis de consciência. Entender que cada nível é crucialmente importante para a saúde de toda a espiral, devendo ser abraçado e tratado com carinho.

Voltando a abordar alguns aspectos dessa doença que pode acometer a geração Baby Boom, os Boomers responsáveis pelo desenvolvimento do nível de consciência verde, a primeira geração verde da história, Wilber às vezes usa outra terminologia que tomou emprestada de um romance de Edwin A. Abbott “Flatland: A Romance of Many Dimensions” que é uma história do Século XIX sobre um mundo de duas dimensões inspirado particularmente na geometria. Flatland é a crença de que a realidade é plana, que não há níveis de consciência. E nos lembra que “não podemos sequer falar em ajudar as pessoas a crescer e desenvolver-se através dos níveis de consciência se elas, em primeiro lugar, não souberem que existem níveis de consciência.”

“Os Boomers moveram-se além do tradicionalismo dos azuis e do modernismo científico dos laranjas e foram os primeiros de uma compreensão multicultural, pluralista, pós-moderna – o nível verde e o eu sensível. Exatamente por isso os Boomers lideraram os direitos civis, as preocupações ecológicas, o feminismo e a diversidade multicultural. Esta é a parte ‘alta’ da mistura, a parte verdadeiramente comovente da geração Boomer e das revoluções explosivas dos anos 60, o amplo movimento do azul para o laranja, até o verde.”

“Mas todo nível tem seu lado negativo, sua sombra, sua possível patologia e, no caso do verde, seu lado negativo foi que ele realmente transformou-se num imenso ímã para o narcisismo – eu faço o meu, você faz o seu, com ênfase em ‘eu’ e ‘meu’. E este é o lado desastroso da equação dos Boomers, a parte ‘baixa’ da mistura, a parte que causou quase tantos danos quanto a parte alta causou benefícios.”

“Pluralismo, igualitarismo, e multiculturalismo, no que têm de melhor, provêm de uma postura desenvolvimentista muito elevada – o nível verde – e desta posição de integridade e preocupação, o nível verde tenta tratar todos os níveis anteriores com igual atenção e compaixão, um intento verdadeiramente nobre. Mas porque ele abraça um intenso igualitarismo, falha em ver que sua própria postura – que é a primeira capaz de igualitarismo – é muito elitista (algo em torno de 10% da população mundial). Pior, o nível verde nega ativamente os estágios que o produziram, em primeiro lugar, o próprio nível verde, porque deseja visualizar todos os níveis igualitariamente. Mas o igualitarismo verde é produto, como já vimos, de pelo menos seis principais estágios de desenvolvimento, um desenvolvimento contra o qual se volta e nega agressivamente em nome do igualitarismo!”

“Sob a nobre aparência do pluralismo, todas as ondas prévias de existência, não importa quão superficiais, egocêntricas ou narcisistas, são encorajadas a ‘serem elas mesmas’, já que nenhuma delas é considerada, intrinsecamente, melhor que as outras. Mas se o ‘pluralismo’ for realmente verdadeiro, então devemos convidar os nazistas e a Ku Klux Klan para o banquete multicultural, pois supõe-se que nenhuma postura seja melhor ou pior que as outras e, portanto, todas devem ser tratadas de uma maneira igualitária – neste ponto, a autocontradição do pluralismo vem à tona de maneira gritante.”

“Assim, o ponto de vista extremamente elevado do pluralismo – o produto de pelo menos seis estágios de transformação – vira-se de costas e nega-se o próprio caminho que produziu sua nobre postura. Abraça igualitariamente todas as posturas, não importa quão superficiais ou narcisistas. Desse modo, quanto mais o igualitarismo é implementado, tanto mais ele convida, na verdade encoraja, a cultura do Narcisismo. E a Cultura do Narcisismo é a antítese da cultura integral, o oposto de um mundo em paz.”

“No dicionário, a definição de narcisismo é ‘interesse excessivo em si mesmo, em sua importância, em sua grandeza, em sua capacidade; egocentrismo.’ Os terapeutas nos explicam que o estado interior de narcisismo é, frequentemente, o de um eu vazio e fragmentado, que tenta, desesperadamente, preencher o espaço inflando seu ego e desinflando o dos outros. A disposição emocional é: ‘Ninguém vai me dizer o que fazer!’

“Em resumo, a postura relativamente elevada do pluralismo transforma-se num super-ímã para o estágio relativamente baixo de narcisismo egóico. E isso nos leva diretamente a Boomerite.”

“Boomerite é, simplesmente, pluralismo infectado por narcisismo: é a estranha mistura de capacidade cognitiva muito elevada (o nível verde e o pluralismo nobre) infectada por narcisismo emocional bem baixo (níveis roxo e vermelho) – exatamente a mistura que vem sendo notada por tantos críticos sociais. O eu sensível, tentando honestamente ajudar, exagera excitadamente em sua própria importância.”

A Falácia Pré-Pós ou Pré-Trans

Tendo sito definidos os contornos de Boomerite, ou do “pluralismo infectado de narcisismo”, e de como as coisas podem dar errado ao longo do desejável processo de desenvolvimento de consciência – de egocêntrico, para etnocêntrico, para globocêntrico – como nos sugere Wilber, vemos que uma fonte de narcisismo é, simplesmente, a falha no crescimento e evolução.

“Particularmente, no difícil crescimento de egocêntrico para etnocêntrico, aspectos da consciência que recusem esta transição podem ficar ‘empacados’ nos domínios egocêntricos, com dificuldades de adaptação às regras e papéis da sociedade. É lógico que algumas dessas regras e papéis não merecem respeito; podem apresentar uma necessidade muito grande de crítica e rejeição. Mas essa atitude pós-convencional – que verifica, reflete sobre e critica as normas sociais – somente pode ser atingida passando primeiramente pelos estágios pré-convencionais, porque as capacidades obtidas nesses estágios são pré-requisitos para a consciência pós-convencional. Em outras palavras, alguém que não consiga superar os estágios convencionais fará, não uma crítica pós-convencional da sociedade, mas uma rebelião pré-convencional. ‘Ninguém vai me dizer o que fazer!’

“Os críticos concordam que os Boomers foram uma geração notoriamente rebelde. Parte dessa rebeldia, sem dúvida, surgiu de indivíduos pós-convencionais, sinceramente engajados em reformar aspectos errados, injustos ou imorais da sociedade. Mas tão certo quanto isso – e há suficientes evidencias empíricas – uma alarmante fatia dessa atitude rebelde partiu de impulsos pré-convencionais que apresentavam muita dificuldade de crescer para as realidades convencionais.”

E algumas de suas palavras de ordem, que ecoam desde os anos 1960, podem ser: “Combatam o sistema”; “Questionem a autoridade”; “Todas as hierarquias são opressoras” ; “Abaixo todas as formas de hierarquia”.

“O estudo de caso clássico são os protestos estudantis de Berkeley no final dos anos 60 – protestos especialmente contra a Guerra do Vietnã. Os estudantes afirmavam, em uníssono, que estavam agindo de uma elevada posição moral. Mas quando foram aplicados testes reais de desenvolvimento moral, a larga maioria foi enquadrada em níveis pré-convencionais, não pós-convencionais (houve poucos tipos convencionais ou conformistas porque, por definição, eles não são muito rebeldes). Obviamente, a moralidade pós-convencional e globocêntrica da minoria dos participantes do protesto deve ser aplaudida – não necessariamente suas crenças, mas o fato de chegarem a elas a partir de um raciocínio moral altamente desenvolvido. Entretanto, o egocentrismo pré-convencional da vasta maioria dos participantes do protesto deve ser igualmente reconhecido.”

“O ponto mais fascinante dessa pesquisa é algo geralmente definido como situações ‘pré’ e ‘pós’ – pois, uma vez que tanto pré-X quanto pós-X são não-X, frequentemente são confundidos. Isto é, tanto pré-convencional quanto pós-convencional são não-convencionais, estão fora das normas e regras convencionais, e, assim, são muitas vezes confundidos e até mesmo igualados. Em tais situações, ‘pré’ e ‘pós’ frequentemente usarão a mesma retórica e a mesma ideologia, mas, de fato, estão efetivamente separados por um imenso abismo de crescimento e desenvolvimento. Nos protestos de Berkeley, praticamente todos os estudantes afirmaram agir de acordo com princípios morais universais – por exemplo, ‘A Guerra do Vietnã viola direitos humanos universais e, portanto, como um ser moral, recuso-me a lutar nessa guerra.’ Porém, testes provaram inequivocamente que somente uma minoria – menos de 20% – agia de acordo com princípios morais pós-convencionais; a grande maioria dos estudantes agia seguindo impulsos egocêntricos pré-convencionais: ‘Ninguém vai me dizer o que fazer!’; Pegue essa guerra e desapareça.’

“Parece que nesse caso ideais genéricos muito nobres foram usados para apoiar, de fato, impulsos muito desprezíveis. A estranha semelhança superficial de estágios de desenvolvimento ‘pré’ e ‘pós’ permite esse subterfúgio – permite, em outras palavras, que o narcisismo pré-convencional frequente os salões daquilo que é ruidosamente aclamado como idealismo pós-convencional. Esta confusão entre pré-convencional e pós-convencional, porque ambos são não-convencionais, é chamada de falácia pré-pós e parece que pelo menos parte do idealismo dos Boomers deve ser interpretada ou reinterpretada sob esse enfoque mais severo. Quase todo mundo notou, naquela época, que quando cessou a convocação para a guerra, os protestos perderam muito da sua intensidade – chega de moralidade, não é?”

“Este é um ponto crucial, pois alerta-nos para o fato de que, não importa quão generosa, idealista e altruísta uma causa possa parecer – da ecologia para a diversidade cultural, para a espiritualidade, para a paz mundial – o simples falar da boca para fora em apoio à causa não é suficiente para determinar por que, de fato, a causa está sendo abraçada. Muitos críticos sociais simplesmente assumiram que, se os Boomers clamavam por ‘harmonia, amor, respeito mútuo e multiculturalismo’, eles se moviam nesse rumo idealista. Entretanto, em muitos casos, não só os Boomers não estavam se movendo naquela direção, em termos do seu crescimento interior, como estavam abraçando, espalhafatosamente, uma perspectiva idealista, precisamente para esconder sua postura egocêntrica. A hipocrisia aqui é absolutamente impressionante!”

O Imperativo Moral do Desenvolvimento de Consciência

A título de conclusão desse Resumo da Abordagem Integral, em que procurei enfatizar os diversos aspectos da hierarquia de crescimento dos nossos níveis de consciência, que penso ser a direção do desenvolvimento de um adulto psicologicamente saudável, apresento em minha tradução livre o conceito que Ken Wilber denomina “Intuição Básica Moral” (“Basic Moral Intuition”) que ele acredita ser a verdadeira forma e estrutura da intuição espiritual.

“… quando intuímos o Espírito, nós O estamos intuindo como aparece nos quatro quadrantes (porque o Espírito se manifesta nos quatro quadrantes – ou de maneira simplificada no Eu, no Nós, e no Isto/Istos). Portanto, quando estou intuído claramente o Espírito, eu intuo sua preciosidade não apenas em mim mesmo, na minha própria profundidade, no meu domínio do Eu, mas igualmente O intuo no domínio de todos os outros seres, que compartilham comigo o mesmo Espírito (em sua própria profundidade). E portanto desejo proteger e promover esse Espírito, não somente em mim mesmo, mas em todos os seres possuindo esse Espírito, e sou movido, e intuo claramente esse Espírito, no sentido de implementar esse desdobramento Espiritual em tantos seres quanto seja possível: intuo o Espírito não somente como Eu, e não somente como Nós, mas também como um impulso para implementar essa realização como Fatos Objetivos (Isto) no mundo.”

“Assim, precisamente porque o Espírito realmente se manifesta como todos os quatro quadrantes (ou como Eu, Nós e Isto), então a intuição Espiritual, quando claramente apreendida, o faz como um desejo para estender a profundidade do “Eu” para a abrangência do “Nós”, como Fatos Objetivos (A verdade), “Istos” no mundo… Assim, protegendo e promovendo a maior profundidade na maior abrangência possível.”

A ideia é que, na tentativa de promover a maior profundidade na maior abrangência, devemos fazer julgamentos objetivos sobre diferenças de valor intrínseco e sobre o grau de profundidade que eventualmente destruímos, nas tentativas de atender às nossas necessidades vitais.

Colocando essa conclusão em minhas próprias palavras, como tenho feito em diversas oportunidades, e particularizando nossas ações como indivíduos em cada uma de nossas sociedades:

“Devemos pensar, falar e agir de maneira congruente, procurando contribuir para a elevação do nível de desenvolvimento de consciência de todas as pessoas, cada uma a seu tempo.”

Mistério 1

Publicado 21/05/2014 por Eduardo Leal em Abordagem Integral, Coaching, Crenças, Espiritualidade, Filosofia, Gestão Organizacional, Gestão Pessoal, Haicai, Haikai, Haiku, Ilustrações, Livros, Política, Prosa, Saúde e bem-estar

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Garrafa 425 – Oficina de Comunicação e Desenvolvimento Pessoal em Novembro e Dezembro de 2013   Leave a comment

Nos meses de novembro e dezembro de 2013, se você vive no Rio de Janeiro e trabalha nas proximidades dos bairros da Gloria, Centro, Flamengo e Botafogo, ou qualquer outro local servido pelas linhas do Metro, avalie essa nova opção de investimento no seu desenvolvimento pessoal e de sua família, em suas noites de terça-feira:

O Instituto Consciência do Ser, em parceria com a Fábrica Abstrata, oferece a possibilidade de sua participação em uma série de treinamentos denominada Oficina de Comunicação e Desenvolvimento Pessoal. Com ênfase em Crenças e Valores, utiliza conceitos e ferramentas de Programação Neurolingüística com a utilização de linguagem simples e realização de atividades vivenciais. Seu conteúdo lhe permitirá refletir sobre a eficácia dos próprios comportamentos adotados nos ambientes profissional, familiar e pessoal.

CONTEÚDO E PROCESSO

A Oficina tem carga horária de 15 horas e consta de uma série de encontros nos meses de novembro e dezembro, realizados no período de 19:00 às 22:00 horas dos dias 19 e 26 de novembro e 03, 10 e 17 de dezembro e contará, em cada encontro, com um grupo de apenas 16 participantes. Cada treinamento tem um conteúdo específico, duração de três horas e será realizado nas instalações do Instituto Consciência do Ser. Sugerimos a participação em todos os cinco Módulos que são interligados por uma lógica de eficácia da comunicação, mas é possível participar de um ou de apenas alguns deles, de acordo com o seu interesse pelo tema e conveniência de datas.

Estão previstos os seguintes Módulos:

Módulo 1: Escuta com Empatia (Colocar-se no lugar de quem fala) – 19/11/2013 (Terça-feira)
Módulo 2: Perguntas Poderosas (Que provocam reflexão) – 26/11/2013 (Terça-feira)
Módulo 3: Feedback Positivo (A importância da gratidão, do elogio e do reconhecimento) – 03/12/2013 (Terça-feira)
Módulo 4: Feedback Construtivo (Expressão de desagrado “ecológica”) – 10/12/2013 (Terça-feira)
Módulo 5: Crenças e Valores (Permissão e Motivação) – 17/12/2013 (Terça-feira)

INVESTIMENTO E FORMA DE PAGAMENTO

• Valor do investimento, em cada módulo, por participante da oficina: R$ 60,00 (sessenta Reais). Investimento Total para os cinco Módulos R$ 300,00 (trezentos Reais). Investimento Total com desconto especial para casais interessados nos cinco módulos R$ 500,00 (quinhentos Reais). Mesmo desconto oferecido para pais e filhos.
• Forma de Pagamento: Os pagamentos devem ser efetuados por módulo, antes do término de cada treinamento.

PÚBLICO ALVO:

• Jovens com idades a partir de 14 anos e Adultos de todas as faixas etárias.
• Cônjuges, Casais de Namorados, Pais e Filhos.

CURRÍCULO SIMPLIFICADO DO FACILITADOR

Os treinamentos serão ministrados pelo Consultor e Coach abaixo apresentado.
José Eduardo Amaral Leal é Doutor em Ciências Navais (DSc.), tendo também realizado Curso de Mestrado em Planejamento Estratégico no Chile. É Engenheiro Mecânico, especializado em Eletrônica pelo CIAW, especializado em Análise, Projeto e Gerência de Sistemas pela Pontifícia Universidade Católica/Rio de Janeiro. Tem, em seu currículo, passagens por diversos órgãos governamentais onde desenvolveu sua experiência nas áreas de Gestão Pessoal e Organizacional, com o exercício de diversos cargos de comando, de direção e de assessoria superior. A partir de 2003, participou da equipe de revisão da metodologia e desenvolvimento dos Softwares PUMA – Sistema de Planejamento Estratégico e Cenários Prospectivos, e LINCE – Sistema de Simulação e Gestão de Futuro da empresa Brainstorming Assessoria de Planejamento e Informática. É “Master e Trainer” em Programação Neurolingüística, pelo Instituto de Neurolingüística Aplicada (INAp). Desenvolveu a sua própria abordagem denominada Coaching Centrado em Valores que é ministrada em cursos específicos e como módulo de cursos de Formação; e tem atuado como palestrante em Simpósios Internacionais de Coaching, e em Universidades e Organizações. É Diretor da Fábrica Abstrata Planejamento, Sistemas e Design e possui experiência internacional, tendo realizado visitas de trabalho a mais de 20 países das Américas, Europa, Ásia e África, e defendido a posição brasileira junto a organismos internacionais (International Maritime Organization – IMO e Conferências Navais Interamericanas).

INFORMAÇÕES DE CONTATO E ESCLARECIMENTO DE DÚVIDAS COM O FACILITADOR

Eduardo Leal
Correio Eletrônico: eduleal@fabricaabstrata.com.br
Celular: (21) 9853-8350
Site: http://www.fabricaabstrata.com.br
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Twitter: @jeduardoleal
Blogs Pessoais:
Três Coisas: http://www.apenastrescoisas.wordpress.com
Sou grato por isso!: http://www.sougratoporisso.wordpress.com
Dieta de Notícias: http://www.apenasboasnoticias.wordpress.com
Vendo o mundo da varanda: http://www.apenasumavaranda.wordpress.com

PALESTRA GRATUITA SOBRE O TEMA:

Data: 12/11/2013 (Terça-feira)
Horário: 19:00 às 20:30 horas
Local: Instituto Consciência do Ser
Inscrições: contato@institutoconscienciadoser.com.br ou contato@fabricaabstrata.com.br

LOCAL DE REALIZAÇÃO:

• Instituto Consciência do Ser
• Rua Conde de Lages, 44 Sala 503 – Gloria – Rio de Janeiro
• Ponto de referência: Próximo à Estação Gloria do Metro linha 1
• Site: http://www.institutoconscienciadoser.com.br

Oficina de Comunicação Novembro

Garrafa 406 – O Caminho do Homem   3 comments

No último mês de agosto iniciei um interessante curso sobre a Cabala e, como costumo fazer, busquei leituras complementares, não só sobre esse tema específico, mas também sobre a cultura judaica. Já tinha lido alguns livros do Rabino Nilton Bonder e, em visita à Livraria Argumento, uma de minhas favoritas, comprei outros do mesmo autor, que estão em fila de espera para leitura. Descobri também Martin Buber de quem já tinha visto e ouvido várias referências, mas nunca tinha lido nenhuma de suas obras.

Compartilho com os amigos uma sugestão de leitura que me trouxe ótimas oportunidades de reflexão: Trata-se de “O Caminho do Homem (Segundo o Ensinamento Chassídico)” de Martin Buber, editado pela É Realizações Editora.

Analisando os passos sugeridos por Buber, acabei me dando conta que a abordagem de Coaching Centrado em Valores é, em alguma medida, “Buberiana” pelos paralelos que pude fazer com aquele caminho sugerido e com as etapas utilizadas para provocar reflexão nos Exploradores de Novas Possibilidades de Futuro que vivenciam o processo.

No Posfácio do livro feito por Albrecht Goes, aluno, amigo, leitor e admirador de Buber, encontramos um ótimo resumo do conteúdo dos seis capítulos dessa obra delicada e, ao mesmo tempo, portadora de poderosas sementes de transformação. E acrescentei alguns comentários adicionais a respeito das semelhanças com o processo de Coaching que tenho utilizado.

Considero essa leitura uma ótima oportunidade para todos aqueles que buscam encontrar seu próprio caminho para o encontro consigo mesmos, com o outro e com Deus:

1. No início, em “Autocontemplação”, exige-se que o homem se confronte com essa voz, com esse “Onde está você?”. Trata-se da oportunidade de se fazer um diagnóstico do momento atual da pessoa que vivencia o processo.

2. “O caminho particular” é o caminho inconfundível que cada um tem em toda sua existência, com sua corporeidade, sua alegria, suas necessidades. Trata-se de entrar em contato com o nível de identidade (missão e visão), com as crenças e valores e com os talentos individuais que vão orientar a escolha das estratégias (caminhos) para seguir na direção que se deseja.

3. E de modo tão indivisível ele deve encarar o momento com a correta “Determinação”, sem oscilações, sem o “trabalho malfeito”, com a alma unida. Trata-se de buscar o alinhamento de pensar, falar e agir de maneira congruente com os valores e os objetivos estabelecidos.

4. Ele vai “Começar consigo mesmo” nos pensamentos, na palavra e na ação, mas não vai encerrar em si mesmo. A mudança começa de dentro para fora ou, como já nos disse Ghandi, “Devemos nos tornar a mudança que queremos ver no mundo”.

5. Sim, isso é dito e apontado com muita audácia: ele não deve ocupar-se de si mesmo. Então o que fazer? Ocupar-se do mundo. “É preciso esquecer de si mesmo e ter o mundo todo em mente”, afastando-se de todos os fingimentos e de toda autotortura. Trata-se de incluir o outro, aumentando o nosso círculo de preocupações e de influência e buscando compartilhar e contribuir.

6. Finalmente: aqui onde estamos é o lugar onde nossa existência deve ser concretizada; aqui a vida divina, oculta, quer ser iluminada. Trata-se de buscar um estado de presença, no aqui e agora, e de usar nossas tarefas diárias e relacionamentos mais próximos para se viver uma vida plena.

Dessa leitura, que me emocionou profundamente no mês do meu aniversario, brotou uma percepção sob forma de pequena oração, que passei a incorporar à minha rotina diária:

Que eu possa, descobrindo onde estou, fazendo do meu jeito e com minha própria força, encontrar meu caminho particular para Deus: permanecendo presente com todo meu Ser, começando comigo mesmo, dizendo o que penso e fazendo o que digo, mas não fazendo a mim mesmo como um fim, interagindo de maneira tranquila e dedicada com meus relacionamentos, entregando-me com sagrada intenção às minhas tarefas do dia a dia, no lugar onde vivo uma vida de verdade.

Eduardo Leal
Foto de Martin Buber, de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “Déja Vu” com Steve Hackett

Martin Buber

Garrafa 404 – Oficina de Comunicação e Desenvolvimento Pessoal em Agosto e Setembro de 2013   2 comments

Nos meses de agosto e setembro de 2013, se você vive no Rio de Janeiro e trabalha nas proximidades dos bairros da Gloria, Centro, Flamengo e Botafogo, ou qualquer outro local servido pelas linhas do Metro, avalie essa nova opção de investimento no seu desenvolvimento pessoal e de sua família, em suas noites de quinta-feira:

O Instituto Consciência do Ser, em parceria com a Fábrica Abstrata, oferece a possibilidade de sua participação em uma série de treinamentos denominada Oficina de Comunicação e Desenvolvimento Pessoal. Com ênfase em Crenças e Valores, utiliza conceitos e ferramentas de Programação Neurolingüística com a utilização de linguagem simples e realização de atividades vivenciais. Seu conteúdo lhe permitirá refletir sobre a eficácia dos próprios comportamentos adotados nos ambientes profissional, familiar e pessoal.

CONTEÚDO E PROCESSO

A Oficina tem carga horária de 15 horas e consta de uma série de encontros nos meses de agosto e setembro, realizados no período de 19:00 às 22:00 horas dos dias 15, 22 e 29 de agosto e 05 e 12 de setembro e contará, em cada encontro, com um grupo de apenas 16 participantes. Cada treinamento tem um conteúdo específico, duração de três horas e será realizado nas instalações do Instituto Consciência do Ser. Sugerimos a participação em todos os cinco Módulos que são interligados por uma lógica de eficácia da comunicação, mas é possível participar de um ou de apenas alguns deles, de acordo com o seu interesse pelo tema e conveniência de datas.

Estão previstos os seguintes Módulos:

Módulo 1: Escuta com Empatia (Colocar-se no lugar de quem fala) – 15/08/2013 (Quinta-feira)
Módulo 2: Perguntas Poderosas (Que provocam reflexão) – 22/08/2013 (Quinta-feira)
Módulo 3: Feedback Positivo (A importância da gratidão, do elogio e do reconhecimento) – 29/08/2013 (Quinta-feira)
Módulo 4: Feedback Construtivo (Expressão de desagrado “ecológica”) – 05/09/2013 (Quinta-feira)
Módulo 5: Crenças e Valores (Permissão e Motivação) – 12/09/2013 (Quinta-feira)

INVESTIMENTO E FORMA DE PAGAMENTO

• Valor do investimento, em cada módulo, por participante da oficina: R$ 60,00 (sessenta Reais). Investimento Total para os cinco Módulos R$ 300,00 (trezentos Reais). Investimento Total com desconto especial para casais interessados nos cinco módulos R$ 500,00 (quinhentos Reais). Mesmo desconto oferecido para pais e filhos.
• Forma de Pagamento: Os pagamentos devem ser efetuados por módulo, antes do término de cada treinamento.

PÚBLICO ALVO:

• Jovens com idades a partir de 14 anos e Adultos de todas as faixas etárias.
• Cônjuges, Casais de Namorados, Pais e Filhos.

CURRÍCULO SIMPLIFICADO DO FACILITADOR

Os treinamentos serão ministrados pelo Consultor e Coach abaixo apresentado.
José Eduardo Amaral Leal é Doutor em Ciências Navais (DSc.), tendo também realizado Curso de Mestrado em Planejamento Estratégico no Chile. É Engenheiro Mecânico, especializado em Eletrônica pelo CIAW, especializado em Análise, Projeto e Gerência de Sistemas pela Pontifícia Universidade Católica/Rio de Janeiro. Tem, em seu currículo, passagens por diversos órgãos governamentais onde desenvolveu sua experiência nas áreas de Gestão Pessoal e Organizacional, com o exercício de diversos cargos de comando, de direção e de assessoria superior. A partir de 2003, participou da equipe de revisão da metodologia e desenvolvimento dos Softwares PUMA – Sistema de Planejamento Estratégico e Cenários Prospectivos, e LINCE – Sistema de Simulação e Gestão de Futuro da empresa Brainstorming Assessoria de Planejamento e Informática. É “Master e Trainer” em Programação Neurolingüística, pelo Instituto de Neurolingüística Aplicada (INAp). Desenvolveu a sua própria abordagem denominada Coaching Centrado em Valores que é ministrada em cursos específicos e como módulo de cursos de Formação; e tem atuado como palestrante em Simpósios Internacionais de Coaching, e em Universidades e Organizações. É Diretor da Fábrica Abstrata Planejamento, Sistemas e Design e possui experiência internacional, tendo realizado visitas de trabalho a mais de 20 países das Américas, Europa, Ásia e África, e defendido a posição brasileira junto a organismos internacionais (International Maritime Organization – IMO e Conferências Navais Interamericanas).

INFORMAÇÕES DE CONTATO E ESCLARECIMENTO DE DÚVIDAS COM O FACILITADOR

Eduardo Leal
Correio Eletrônico: eduleal@fabricaabstrata.com.br
Celular: (21) 9853-8350
Site: http://www.fabricaabstrata.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/pages/F%C3%A1brica-Abstrata/207224959291470?sk=info
Twitter: @jeduardoleal
Blogs Pessoais:
Três Coisas: http://www.apenastrescoisas.wordpress.com
Sou grato por isso!: http://www.sougratoporisso.wordpress.com
Dieta de Notícias: http://www.apenasboasnoticias.wordpress.com
Vendo o mundo da varanda: http://www.apenasumavaranda.wordpress.com

PALESTRA GRATUITA SOBRE O TEMA:

Data: 08/08/2013 (Quinta-feira)
Horário: 19:00 às 20:30 horas
Local: Instituto Consciência do Ser
Inscrições: contato@institutoconscienciadoser.com.br ou contato@fabricaabstrata.com.br

LOCAL DE REALIZAÇÃO:

• Instituto Consciência do Ser
• Rua Conde de Lages, 44 Sala 503 – Gloria – Rio de Janeiro
• Ponto de referência: Próximo à Estação Gloria do Metro linha 1
• Site: http://www.institutoconscienciadoser.com.br

Divulgação da Oficina de Comunicação Turma 2

Garrafa 392 – Oficina de Comunicação e Desenvolvimento Pessoal em Junho e Julho de 2013   Leave a comment

Nos meses de junho e julho de 2013, se você vive no Rio de Janeiro e trabalha nas proximidades dos bairros da Gloria, Centro, Flamengo e Botafogo, ou qualquer outro local servido pelas linhas do Metro, avalie essa nova opção de investimento no seu desenvolvimento pessoal e de sua família, em suas noites de quinta-feira:

O Instituto Consciência do Ser, em parceria com a Fábrica Abstrata, oferece a possibilidade de sua participação em uma série de treinamentos denominada Oficina de Comunicação e Desenvolvimento Pessoal. Com ênfase em Crenças e Valores, utiliza conceitos e ferramentas de Programação Neurolingüística com a utilização de linguagem simples e realização de atividades vivenciais. Seu conteúdo lhe permitirá refletir sobre a eficácia dos próprios comportamentos adotados nos ambientes profissional, familiar e pessoal.

CONTEÚDO E PROCESSO

A Oficina tem carga horária de 15 horas e consta de uma série de encontros nos meses de junho e julho, realizados no período de 19:00 às 22:00 horas dos dias 13, 20 e 27 de junho e 04 e 11 de julho e contará, em cada encontro, com um grupo de apenas 16 participantes. Cada treinamento tem um conteúdo específico, duração de três horas e será realizado nas instalações do Instituto Consciência do Ser. Sugerimos a participação em todos os cinco Módulos que são interligados por uma lógica de eficácia da comunicação, mas é possível participar de um ou de apenas alguns deles, de acordo com o seu interesse pelo tema e conveniência de datas.

Estão previstos os seguintes Módulos:

Módulo 1: Escuta com Empatia (Colocar-se no lugar de quem fala) – 13/06/2013 (Quinta-feira)
Módulo 2: Perguntas Poderosas (Que provocam reflexão) – 20/06/2013 (Quinta-feira)
Módulo 3: Feedback Positivo (A importância da gratidão, do elogio e do reconhecimento) – 27/06/2013 (Quinta-feira)
Módulo 4: Feedback Construtivo (Expressão de desagrado “ecológica”) – 04/07/2013 (Quinta-feira)
Módulo 5: Crenças e Valores (Permissão e Motivação) – 11/07/2013 (Quinta-feira)

INVESTIMENTO E FORMA DE PAGAMENTO

• Valor do investimento, em cada módulo, por participante da oficina: R$ 60,00 (sessenta Reais). Investimento Total para os cinco Módulos R$ 300,00 (trezentos Reais). Investimento Total com desconto especial para casais interessados nos cinco módulos R$ 550,00 (quinhentos e cinquenta Reais). Mesmo desconto oferecido para pais e filhos.
• Forma de Pagamento: Os pagamentos devem ser efetuados por módulo, antes do término de cada treinamento.

PÚBLICO ALVO:

• Jovens com idades a partir de 14 anos e Adultos de todas as faixas etárias.
• Cônjuges, Casais de Namorados, Pais e Filhos.

CURRÍCULO SIMPLIFICADO DO FACILITADOR

Os treinamentos serão ministrados pelo Consultor e Coach abaixo apresentado.
José Eduardo Amaral Leal é Doutor em Ciências Navais (DSc.), tendo também realizado Curso de Mestrado em Planejamento Estratégico no Chile. É Engenheiro Mecânico, especializado em Eletrônica pelo CIAW, especializado em Análise, Projeto e Gerência de Sistemas pela Pontifícia Universidade Católica/Rio de Janeiro. Tem, em seu currículo, passagens por diversos órgãos governamentais onde desenvolveu sua experiência nas áreas de Gestão Pessoal e Organizacional, com o exercício de diversos cargos de comando, de direção e de assessoria superior. A partir de 2003, participou da equipe de revisão da metodologia e desenvolvimento dos Softwares PUMA – Sistema de Planejamento Estratégico e Cenários Prospectivos, e LINCE – Sistema de Simulação e Gestão de Futuro da empresa Brainstorming Assessoria de Planejamento e Informática. É “Master e Trainer” em Programação Neurolingüística, pelo Instituto de Neurolingüística Aplicada (INAp). Desenvolveu a sua própria abordagem denominada Coaching Centrado em Valores que é ministrada em cursos específicos e como módulo de cursos de Formação; e tem atuado como palestrante em Simpósios Internacionais de Coaching, e em Universidades e Organizações. É Diretor da Fábrica Abstrata Planejamento, Sistemas e Design e possui experiência internacional, tendo realizado visitas de trabalho a mais de 20 países das Américas, Europa, Ásia e África, e defendido a posição brasileira junto a organismos internacionais (International Maritime Organization – IMO e Conferências Navais Interamericanas).

INFORMAÇÕES DE CONTATO E ESCLARECIMENTO DE DÚVIDAS COM O FACILITADOR

Eduardo Leal
Correio Eletrônico: eduleal@fabricaabstrata.com.br
Celular: (21) 9853-8350
Site: http://www.fabricaabstrata.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/pages/F%C3%A1brica-Abstrata/207224959291470?sk=info
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Blogs Pessoais:
Três Coisas: http://www.apenastrescoisas.wordpress.com
Sou grato por isso!: http://www.sougratoporisso.wordpress.com
Dieta de Notícias: http://www.apenasboasnoticias.wordpress.com
Vendo o mundo da varanda: http://www.apenasumavaranda.wordpress.com

PALESTRA GRATUITA SOBRE O TEMA:

Data: 06/06/2013 (Quinta-feira)
Horário: !9:00 às 20:30 horas
Local: Instituto Consciência do Ser
Inscrições: contato@institutoconscienciadoser.com.br

LOCAL DE REALIZAÇÃO:

• Instituto Consciência do Ser
• Rua Conde de Lages, 44 Sala 503 – Gloria – Rio de Janeiro
• Ponto de referência: Próximo à Estação Gloria do Metro linha 1
• Site: http://www.institutoconscienciadoser.com.br

Divulgação da Oficina de Comunicação

Garrafa 360 – O Ciclo da Abundância   Leave a comment

Nas ultimas semanas de dezembro, como costuma acontecer a cada fim de ano, ou a qualquer momento, a cada fim de ciclo, faço um balanço dos acontecimentos significativos do período considerado. E isso, às vezes, no caso do balanço anual, se estende aos primeiros dias de janeiro. O principal propósito dessa atividade reflexiva é trazer para o campo da consciência algumas percepções e insights e, a partir de cada um deles, estabelecer algumas ações de desenvolvimento e, é claro, ações de celebração e agradecimento por cada uma dessas oportunidades de aprendizado.

Uma das crenças que dão permissão para essa atividade, conforme já mencionado na Garrafa 170 é a escolha assumida de que o Universo é um lugar amistoso, acolhedor e abundante. Como sugere Albert Einstein, podemos, então, usar toda a nossa tecnologia, nossas descobertas cientificas e os recursos naturais disponíveis para criar ferramentas e modelos que nos ajudarão a compreender esse Universo. E o nosso poder e a nossa segurança virão pela compreensão dos seus mecanismos e motivos.

A adoção dessa premissa me faz valorizar o compartilhamento de recursos e, em especial, nas minhas áreas de atuação, o compartilhamento de informações e conhecimentos. E observo que, na mesma medida em que compartilho e ofereço o que tenho de melhor, outras pessoas também se sentem encorajadas a compartilhar comigo seus valiosos recursos, informações e conhecimentos.

Será que com essa atitude já não fui vítima de aproveitadores, parasitas e sanguessugas que só pensam em seu próprio benefício, sem desejar oferecer nada, ou quase nada, em retribuição? Claro que sim! E será que isso não pode voltar a acontecer no futuro? A resposta é a mesma! Mas acho que vale a pena pagar esse preço. Acredito que essas pessoas permanecem estáticas, com o produto do seu pretenso saque, enquanto eu continuo em movimento em direção a outros horizontes de desenvolvimento e conhecimento. E algumas delas, quem sabe, podem até refletir a respeito da eficácia desse tipo de atitude e, no futuro, adotar novas respostas compatíveis com níveis mais elevados de consciência. E isso é positivo também.

Assim, essas crenças permitem que eu dê o primeiro passo na direção do estabelecimento de um Ciclo de Abundância que se inicia com a formulação de um pedido explícito e claro a esse Universo amistoso, acolhedor e abundante. Se acredito que haja espaço, oportunidades e recursos disponíveis para todos, é legítimo que eu formule com clareza meu pedido. E é também provável que eu seja atendido por esse mesmo Universo, que tudo sabe. Por que não seria?

Compartilho, a seguir, meu entendimento a respeito do que podem ser as etapas desse Ciclo de Abundância:

PASSO 1: PEDIR!

Trata-se de, após a realização de um processo de planejamento simplificado, definir um Plano de Vida, ou seja, de estabelecer com clareza, em cada uma das áreas da vida, os objetivos e metas que são valiosos pra mim, de acordo com o meu Nível de Consciência, que condiciona o meu Sistema de Crenças e Valores. Além disso, devem ser definidos nesse passo os respectivos indicadores que vão permitir avaliar o progresso em direção a esses objetivos e metas e, também, que estratégias ou caminhos devem ser utilizados com esse propósito.

Além dos indicadores corporais (ver, ouvir, sentir) também posso estabelecer e utilizar indicadores quantitativos (menos subjetivos) para cada tipo de objetivo ou meta definido em cada área da vida, tais como:

Ambiente Físico: o estado de conservação e conforto do mobiliário do meu apartamento, o estado de conservação, conforto e funcionalidade do mobiliário do meu ambiente de trabalho, o estado de conservação e conforto do veículo com que me desloco de casa para o atendimento dos meus clientes e uso para atividades de lazer, no período considerado;

Saúde: meus indicadores de estado de saúde física, emocional e mental, no período considerado;

Carreira: o número de clientes que procuram meus serviços de coaching, de consultoria e de treinamento; a quantidade de leitores que enviam feedback sobre o que escrevo, no período considerado;

Relacionamentos: a quantidade e qualidade das interações nos meus relacionamentos familiares, de trabalho e pessoais (amigos e relacionamento afetivo), no período considerado;

Espiritualidade (Contribuição aos outros): tempo que dedico a sessões de coaching gratuito e quantidade de pessoas e organizações que atendo cobrando valores simbólicos; quantidade e qualidade do que considero como minha prática meditativa espiritual (esforço individual), no período considerado;

Finanças: saldo da minha conta bancária e de poupança, valor das minhas despesas mensais, renda obtida com cada tipo de serviço prestado, no período considerado;

Lazer: quantidade e qualidade de viagens e pequenos passeios programados e realizados, quantidade e qualidade de peças e espetáculos teatrais, de filmes e shows musicais a que pude comparecer ou assistir, numero de horas dedicados a ouvir minha trilha sonora preferida, no carro ou em casa, e também o número de livros lidos (pelo menos dois por mês), no período considerado.

E por mais que isso seja fundamental, isto é, definir mentalmente e emocionalmente, com a maior clareza possível o que se quer, transcrevendo a seguir cada ideia no papel (atividade neuropsicomotora) e de maneira afirmativa explicitando nosso desejo para nós mesmos e para o Universo, isso não é, por si só, suficiente. É apenas o primeiro passo. O que costuma cair do céu, se ficamos apenas esperando de maneira passiva, é chuva fria e cocô de passarinho… A seguir, precisamos entrar em ação!

PASSO 2: AGIR!

Trata-se da implementação do planejamento desenvolvido no passo anterior. É o processo de execução das decisões tomadas, seguindo as estratégias estabelecidas. É quando ocorre a ação efetiva.

E quando entro em ação, em busca da conquista dos objetivos e metas declarados que constam do meu Plano de Vida, sempre recebo uma resposta do Universo. Basta contemplar, tocar e escutar com atenção, consultando os indicadores que também estabeleci para cada objetivo ou meta: Já estou vendo o que deveria, se meus pedidos tivessem sido atendidos? Já estou ouvindo o que deveria, se meus pedidos tivessem sido atendidos? Já estou sentindo o que deveria, se meus pedidos tivessem sido atendidos?

O passo seguinte é analisar os resultados obtidos com minhas ações, as respostas que o Universo sempre me dá.

PASSO 3: ACOLHER E INTERPRETAR AS RESPOSTAS DO UNIVERSO!

Em minha contemplação, tato e escuta silenciosos, seguidos de um breve processo de reflexão, costumo perceber o seguinte:

Às vezes recebo mais do que pedi;

Às vezes recebo exatamente o que pedi;

Entretanto, às vezes recebo menos do que pedi ou, o que é ainda mais surpreendente, recebo uma coisa completamente diferente do que pedi. Nessas situações, prefiro acreditar que isso significa apenas que há algo que preciso aprender. Algo que me passou despercebido e que a Vida, que simplesmente é como é, me apresenta com todas as suas cores, volumes, sons, texturas e odores, para meu crescimento, desenvolvimento e aprendizado.

O passo seguinte é, sejam quais forem os resultados obtidos, novamente entrar em ação! Só que, dessa vez, com foco em ações de agradecimento, de celebração e, é claro, de correção de rumo.

PASSO 4: AGRADECER, CELEBRAR E REALIZAR AÇÕES CORRETIVAS!

Com um pensamento, sentimento e atitude de gratidão, cada pequeno avanço, cada passo e cada resultado obtido, mesmo que ainda um resultado desfavorável, deve ser celebrado.

Os benefícios da gratidão, segundo pesquisas realizadas e divulgadas em universidades norte-americanas, a partir do ano de 2007, indicam que essa é a atitude que pode produzir o maior impacto positivo na nossa qualidade de vida.

E o que dizer sobre a atitude de celebração? Ainda impactados pela espetacular queima de fogos, sincronizada com música, que nos foi oferecida pela cidade do Rio de Janeiro, na virada do ano de 2012 para 2013, poderíamos ser levados a pensar que celebração é só assim, com fogos de artifício de investimentos altíssimos, com o consumo de champanhe importado e charutos havana… Será que devemos estar limitados também apenas a ocasiões especiais? À conquista de grandes objetivos e metas?

Proponho que, a partir de 2013, para aqueles que desejem compartilhar essa minha crença, possamos adotar uma postura diferente: todos os dias e várias vezes ao dia, realizarmos um maior número de pequenas celebrações de baixíssimo investimento. Podem ser realizadas acompanhadas com agua filtrada sem gás, com um saquinho de pipoca salgada, com uma barra de chocolate ou um saquinho de balas de leite. Ou, em tempos de maior contenção de despesas ainda, com uma simples respiração profunda e um olhar amoroso dirigido a quem esteja ao nosso lado na ocasião. E para celebrar o que? O dom da vida, o reflexo do sol nos cabelos cacheados de uma criança, cada pequeno avanço e o aprendizado com nossos acertos e erros. Posso garantir que, assim, nossa vida tem grandes chances de se tornar uma festa permanente!

E quando recebermos menos ou algo completamente diferente do que pedimos, que a pergunta de aprendizado que poderemos nos fazer, depois dessas percepções seja apenas: “Da próxima vez, o que escolho fazer diferente?” E isso nos colocará em movimento e com a possibilidade de realizar ações corretivas.

Enfim, com outras palavras, essa é minha receita para para experimentarmos mais momentos de contentamento, durante a nossa passagem por esse nosso pequeno planeta azul.

E o Ciclo de Abundância pode ser reiniciado…

Para alguns observadores mais atentos e familiarizados com o Processo de Gestão, neste momento devem estar claras as grandes semelhanças do Ciclo da Abundância, como o percebo, com o Ciclo de Gestão PDCA (Plan/Do/Check/Act) de Shewhart/Deming. Planejar, Executar, Monitorar e Corrigir! E isso não é simples coincidência. É como os utilizo no Processo de Coaching Centrado em Valores, entendido como uma maneira personalizada de apoiar a realização da Gestão Pessoal dos Exploradores de Novas Possibilidades de Futuro.

Na primeira semana de 2013, será que essa informação pode ser útil para vocês? Já estabeleceram o seu Plano de Vida? Estão prontos para dar início a um novo Ciclo de Abundância? Que tal buscar mais informações a esse respeito e agendar uma sessão inicial gratuita de Coaching Centrado em Valores?

Pensem nisso! Tudo começa com um pensamento!

Eduardo Leal
Ilustrações de Eduardo Leal

Ciclo de Abundância 3

Ciclo PDCA

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