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Garrafa 494 – Desde o começo…   Leave a comment

desde o começo,
naquele que sempre fui…
me reconheço.

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “Incognito” com Spyro Gyra

Aquele que sempre fui

Garrafa 439 – Instante instigante   Leave a comment

Em nosso referencial pessoal de espaço-tempo, temos a sensação de que o passado já se foi, de que o futuro ainda não chegou e de tudo o que temos é o aqui e agora.

Interpretações da física quântica, entretanto, nos apontam para a possibilidade de que passado, presente e futuro possam coexistir no mesmo instante, seja lá o que isso venha a ser…

De qualquer maneira, gosto de pensar que aprendendo com nosso passado, a cada instante, com cada uma de nossas escolhas, criamos novas possibilidades de futuro.

E a pergunta poderosa de aprendizado ecoa com frequência na minha mente tagarela, desde que a ouvi pela primeira vez, no ano de 2006:

O que você escolhe fazer diferente, da próxima vez?

Pausa para um breve haicai:

sempre instigante,
novas possibilidades,
a cada instante…

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

Garrafa 420 – Conciliação   Leave a comment

conciliados,
presentes ao meu lado,
futuro, passado…

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

Relogio em espiral

Garrafa 360 – O Ciclo da Abundância   Leave a comment

Nas ultimas semanas de dezembro, como costuma acontecer a cada fim de ano, ou a qualquer momento, a cada fim de ciclo, faço um balanço dos acontecimentos significativos do período considerado. E isso, às vezes, no caso do balanço anual, se estende aos primeiros dias de janeiro. O principal propósito dessa atividade reflexiva é trazer para o campo da consciência algumas percepções e insights e, a partir de cada um deles, estabelecer algumas ações de desenvolvimento e, é claro, ações de celebração e agradecimento por cada uma dessas oportunidades de aprendizado.

Uma das crenças que dão permissão para essa atividade, conforme já mencionado na Garrafa 170 é a escolha assumida de que o Universo é um lugar amistoso, acolhedor e abundante. Como sugere Albert Einstein, podemos, então, usar toda a nossa tecnologia, nossas descobertas cientificas e os recursos naturais disponíveis para criar ferramentas e modelos que nos ajudarão a compreender esse Universo. E o nosso poder e a nossa segurança virão pela compreensão dos seus mecanismos e motivos.

A adoção dessa premissa me faz valorizar o compartilhamento de recursos e, em especial, nas minhas áreas de atuação, o compartilhamento de informações e conhecimentos. E observo que, na mesma medida em que compartilho e ofereço o que tenho de melhor, outras pessoas também se sentem encorajadas a compartilhar comigo seus valiosos recursos, informações e conhecimentos.

Será que com essa atitude já não fui vítima de aproveitadores, parasitas e sanguessugas que só pensam em seu próprio benefício, sem desejar oferecer nada, ou quase nada, em retribuição? Claro que sim! E será que isso não pode voltar a acontecer no futuro? A resposta é a mesma! Mas acho que vale a pena pagar esse preço. Acredito que essas pessoas permanecem estáticas, com o produto do seu pretenso saque, enquanto eu continuo em movimento em direção a outros horizontes de desenvolvimento e conhecimento. E algumas delas, quem sabe, podem até refletir a respeito da eficácia desse tipo de atitude e, no futuro, adotar novas respostas compatíveis com níveis mais elevados de consciência. E isso é positivo também.

Assim, essas crenças permitem que eu dê o primeiro passo na direção do estabelecimento de um Ciclo de Abundância que se inicia com a formulação de um pedido explícito e claro a esse Universo amistoso, acolhedor e abundante. Se acredito que haja espaço, oportunidades e recursos disponíveis para todos, é legítimo que eu formule com clareza meu pedido. E é também provável que eu seja atendido por esse mesmo Universo, que tudo sabe. Por que não seria?

Compartilho, a seguir, meu entendimento a respeito do que podem ser as etapas desse Ciclo de Abundância:

PASSO 1: PEDIR!

Trata-se de, após a realização de um processo de planejamento simplificado, definir um Plano de Vida, ou seja, de estabelecer com clareza, em cada uma das áreas da vida, os objetivos e metas que são valiosos pra mim, de acordo com o meu Nível de Consciência, que condiciona o meu Sistema de Crenças e Valores. Além disso, devem ser definidos nesse passo os respectivos indicadores que vão permitir avaliar o progresso em direção a esses objetivos e metas e, também, que estratégias ou caminhos devem ser utilizados com esse propósito.

Além dos indicadores corporais (ver, ouvir, sentir) também posso estabelecer e utilizar indicadores quantitativos (menos subjetivos) para cada tipo de objetivo ou meta definido em cada área da vida, tais como:

Ambiente Físico: o estado de conservação e conforto do mobiliário do meu apartamento, o estado de conservação, conforto e funcionalidade do mobiliário do meu ambiente de trabalho, o estado de conservação e conforto do veículo com que me desloco de casa para o atendimento dos meus clientes e uso para atividades de lazer, no período considerado;

Saúde: meus indicadores de estado de saúde física, emocional e mental, no período considerado;

Carreira: o número de clientes que procuram meus serviços de coaching, de consultoria e de treinamento; a quantidade de leitores que enviam feedback sobre o que escrevo, no período considerado;

Relacionamentos: a quantidade e qualidade das interações nos meus relacionamentos familiares, de trabalho e pessoais (amigos e relacionamento afetivo), no período considerado;

Espiritualidade (Contribuição aos outros): tempo que dedico a sessões de coaching gratuito e quantidade de pessoas e organizações que atendo cobrando valores simbólicos; quantidade e qualidade do que considero como minha prática meditativa espiritual (esforço individual), no período considerado;

Finanças: saldo da minha conta bancária e de poupança, valor das minhas despesas mensais, renda obtida com cada tipo de serviço prestado, no período considerado;

Lazer: quantidade e qualidade de viagens e pequenos passeios programados e realizados, quantidade e qualidade de peças e espetáculos teatrais, de filmes e shows musicais a que pude comparecer ou assistir, numero de horas dedicados a ouvir minha trilha sonora preferida, no carro ou em casa, e também o número de livros lidos (pelo menos dois por mês), no período considerado.

E por mais que isso seja fundamental, isto é, definir mentalmente e emocionalmente, com a maior clareza possível o que se quer, transcrevendo a seguir cada ideia no papel (atividade neuropsicomotora) e de maneira afirmativa explicitando nosso desejo para nós mesmos e para o Universo, isso não é, por si só, suficiente. É apenas o primeiro passo. O que costuma cair do céu, se ficamos apenas esperando de maneira passiva, é chuva fria e cocô de passarinho… A seguir, precisamos entrar em ação!

PASSO 2: AGIR!

Trata-se da implementação do planejamento desenvolvido no passo anterior. É o processo de execução das decisões tomadas, seguindo as estratégias estabelecidas. É quando ocorre a ação efetiva.

E quando entro em ação, em busca da conquista dos objetivos e metas declarados que constam do meu Plano de Vida, sempre recebo uma resposta do Universo. Basta contemplar, tocar e escutar com atenção, consultando os indicadores que também estabeleci para cada objetivo ou meta: Já estou vendo o que deveria, se meus pedidos tivessem sido atendidos? Já estou ouvindo o que deveria, se meus pedidos tivessem sido atendidos? Já estou sentindo o que deveria, se meus pedidos tivessem sido atendidos?

O passo seguinte é analisar os resultados obtidos com minhas ações, as respostas que o Universo sempre me dá.

PASSO 3: ACOLHER E INTERPRETAR AS RESPOSTAS DO UNIVERSO!

Em minha contemplação, tato e escuta silenciosos, seguidos de um breve processo de reflexão, costumo perceber o seguinte:

Às vezes recebo mais do que pedi;

Às vezes recebo exatamente o que pedi;

Entretanto, às vezes recebo menos do que pedi ou, o que é ainda mais surpreendente, recebo uma coisa completamente diferente do que pedi. Nessas situações, prefiro acreditar que isso significa apenas que há algo que preciso aprender. Algo que me passou despercebido e que a Vida, que simplesmente é como é, me apresenta com todas as suas cores, volumes, sons, texturas e odores, para meu crescimento, desenvolvimento e aprendizado.

O passo seguinte é, sejam quais forem os resultados obtidos, novamente entrar em ação! Só que, dessa vez, com foco em ações de agradecimento, de celebração e, é claro, de correção de rumo.

PASSO 4: AGRADECER, CELEBRAR E REALIZAR AÇÕES CORRETIVAS!

Com um pensamento, sentimento e atitude de gratidão, cada pequeno avanço, cada passo e cada resultado obtido, mesmo que ainda um resultado desfavorável, deve ser celebrado.

Os benefícios da gratidão, segundo pesquisas realizadas e divulgadas em universidades norte-americanas, a partir do ano de 2007, indicam que essa é a atitude que pode produzir o maior impacto positivo na nossa qualidade de vida.

E o que dizer sobre a atitude de celebração? Ainda impactados pela espetacular queima de fogos, sincronizada com música, que nos foi oferecida pela cidade do Rio de Janeiro, na virada do ano de 2012 para 2013, poderíamos ser levados a pensar que celebração é só assim, com fogos de artifício de investimentos altíssimos, com o consumo de champanhe importado e charutos havana… Será que devemos estar limitados também apenas a ocasiões especiais? À conquista de grandes objetivos e metas?

Proponho que, a partir de 2013, para aqueles que desejem compartilhar essa minha crença, possamos adotar uma postura diferente: todos os dias e várias vezes ao dia, realizarmos um maior número de pequenas celebrações de baixíssimo investimento. Podem ser realizadas acompanhadas com agua filtrada sem gás, com um saquinho de pipoca salgada, com uma barra de chocolate ou um saquinho de balas de leite. Ou, em tempos de maior contenção de despesas ainda, com uma simples respiração profunda e um olhar amoroso dirigido a quem esteja ao nosso lado na ocasião. E para celebrar o que? O dom da vida, o reflexo do sol nos cabelos cacheados de uma criança, cada pequeno avanço e o aprendizado com nossos acertos e erros. Posso garantir que, assim, nossa vida tem grandes chances de se tornar uma festa permanente!

E quando recebermos menos ou algo completamente diferente do que pedimos, que a pergunta de aprendizado que poderemos nos fazer, depois dessas percepções seja apenas: “Da próxima vez, o que escolho fazer diferente?” E isso nos colocará em movimento e com a possibilidade de realizar ações corretivas.

Enfim, com outras palavras, essa é minha receita para para experimentarmos mais momentos de contentamento, durante a nossa passagem por esse nosso pequeno planeta azul.

E o Ciclo de Abundância pode ser reiniciado…

Para alguns observadores mais atentos e familiarizados com o Processo de Gestão, neste momento devem estar claras as grandes semelhanças do Ciclo da Abundância, como o percebo, com o Ciclo de Gestão PDCA (Plan/Do/Check/Act) de Shewhart/Deming. Planejar, Executar, Monitorar e Corrigir! E isso não é simples coincidência. É como os utilizo no Processo de Coaching Centrado em Valores, entendido como uma maneira personalizada de apoiar a realização da Gestão Pessoal dos Exploradores de Novas Possibilidades de Futuro.

Na primeira semana de 2013, será que essa informação pode ser útil para vocês? Já estabeleceram o seu Plano de Vida? Estão prontos para dar início a um novo Ciclo de Abundância? Que tal buscar mais informações a esse respeito e agendar uma sessão inicial gratuita de Coaching Centrado em Valores?

Pensem nisso! Tudo começa com um pensamento!

Eduardo Leal
Ilustrações de Eduardo Leal

Ciclo de Abundância 3

Ciclo PDCA

Garrafa 234 – O Líder Coach   Leave a comment

sabe perguntar
o líder do futuro
mais do que dizer

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

Garrafa 157 – Renúncia   Leave a comment

Renuncie à ânsia pelo passado,
renuncie à ânsia pelo futuro,
renuncie à ânsia pelo que está no intervalo,
e cruze para o litoral oposto.
Buda
Foto de autor desconhecido
 Ar matinal

Garrafa 71 – Destino   Leave a comment

Newton prevê que o cometa Halley voltará a passar por aqui exatamente no ano de 2062, Darwin não nos diz nada sobre o futuro nesse nível, mas nos maravilha ao inspirar a ideia de que o futuro é aberto, e caberá a nós determinar o que ele será, criando, por meio de nossa inteligência e imaginação, nossos próprios enredos.

Por termos adquirido inteligência, podemos interferir no nosso destino, e isso – apesar de nos apavorar – é nossa glória. A consequência mais assustadora é simples: nosso destino é de nossa exclusiva responsabilidade. Ele será o que permitirmos que seja…

Clemente Nobrega
Foto de autor desconhecido

Destino

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