Arquivo para a Tag ‘liberdade

Garrafa 532 – Reintegração de posse   Leave a comment

Ultimo dia do ano e ótimas expectativas de fim de um longo ciclo de cleptocracia, depois das ultimas eleições. O Estado deixa de ser governado por ladrões.

Amanhã, mais do que a cerimonia de posse de um novo presidente, trata-se de uma ação de reintegração de posse, de retomada do país por parte de seus cidadãos de bem, arrancando-o das garras de uma quadrilha ideológica. Diversos integrantes dessa corja já estão atrás das grades e outros estão a caminho.

Que os caminhos de nossa nação sejam iluminados pela luz da verdade e que possamos deixar um outro tipo de legado para nossos filhos e netos, um legado de democracia e liberdade.

Haverá muito que fazer e desfazer! Ao trabalho então!

Feliz Ano Novo!

Eduardo Leal

Garrafa 527 – Os má-féosos   Leave a comment

Já não me espanto tanto ao observar essas criaturas patéticas conhecidas que há muito tempo têm recebido espaço imerecido na mídia, e que agora parecem ainda mais desnorteadas do que nunca com a prisão do seu venerado líder, depois de julgado e condenado em duas instâncias da justiça: lula, a farsa ambulante, a encarnação da má-fé.

Entretanto, confesso que tenho me surpreendido com o surgimento de novos personagens, que parecem vir de todas as direções e em grande quantidade, saindo à luz do dia pela primeira vez de todos os armários possíveis, não conseguindo mais esconder sua opção preferencial pela leniência com o crime organizado.

O crime é até desejável, dizem eles, desde que cometido por quem quer que professe sua ideologia socialista/comunista retrógrada e tenha como projeto prioritário transformar o Brasil em um “Cubão”.

Depois da queda do famigerado “muro de Berlim” construído pelos comunistas, monumento à estupidez que dividiu por décadas a Alemanha (mas que ao mesmo tempo permitiu a realização do maior experimento político social dos últimos tempos, com um lado capitalista e outro comunista), para citar apenas um exemplo (e talvez o mais significativo já que foi derrubado pela própria população indignada e que não suportava mais viver na situação criada pelos comunistas), como ainda é possível que ainda existam pessoas que pensem assim? E tudo isso, é claro, com a justificativa e camuflagem de  “conquista de maior justiça social”.

Esse tem sido um efeito colateral notável da prisão do criminoso mais famoso do país: o de colocar a maioria das pessoas diante da necessidade mostrar claramente, com suas palavras e atitudes, o que realmente pensam no seu intimo a esse respeito.

Acredito nisso firmemente e tenho repetido essa apreciação com muita frequência, sem ter ouvido até agora um argumento sequer  que a desqualifique:

O fato de alguém tomar conhecimento da verdade por meio de diversos tipos de evidências possíveis (vendo, ouvindo ou sentindo na própria pele) e ainda assim dizer acreditar na mentira é indicação de estupidez, de ingenuidade ou, o que é mais triste de se constatar, da mais descarada má-fé.

Entre os que têm maior protagonismo na condução da “coisa pública”, nas mais diversas instâncias do executivo, do legislativo e do judiciário, tanto na esfera federal, quanto na estadual e na municipal dificilmente há pessoas estúpidas. Os obstáculos que têm de ser transpostos para que eles assumam seus respectivos cargos costumam servir como filtros de eliminação dos menos intelectualmente capacitados, que vão ficando pelo caminho. Pode haver isto sim, algumas criaturas ainda ingênuas, especialmente nas camadas mais jovens. E creio que o mesmo se dê no caso de professores, artistas, jornalistas, de comentaristas, escritores e articulistas.

É claro que há os patéticos de longa data e os novos personagens que acabaram de sair do armário que defendem o farsante (que já não está tão ambulante assim, confinado agora em 15 metros quadrados) e que se distribuem em todas as outras categorias profissionais possíveis. Mas selecionei essas categorias para dar destaque especial (professores, artistas, jornalistas, comentaristas, escritores e articulistas), pela sua capacidade de influência e de formação ou de deformação de opinião.

Em especial, penso que os comunistas/socialistas travestidos de professores de ensino médio e universitário deveriam ser enquadrados na prática de crime hediondo pelo “abuso de incapaz” (uma espécie de pedofilia) que cometem com seus respectivos alunos. Depois dos pais, quando estão presentes e assumem seu papel primordial de educar, são os professores que exercem uma grande influência nas turmas de jovens  que deixam suas casas e frequentam todos os tipos de escolas em busca de orientação segura para enfrentar os desafios da vida profissional e pessoal. E o que dizer quando esses jovens recebem como sugestão de seus “mentores escolares”, para modelo de sociedade, as ditaduras cubana ou venezuelana e, para modelo de líderes inspiradores fidel castro, che guevara, hugo chaves e lula o farsante? Triste espetáculo foi ver o criminoso já condenado e ainda solto, conduzido por professores inescrupulosos à presença de seus alunos para encenação de seu já conhecido número de enganação, quando a plateia era formada majoritariamente de jovens em sua maioria ingênuos e bem intencionados. Simplesmente repugnante, pra dizer o mínimo.

E o que dizer dos “artistas” que necessitam de liberdade, como do próprio ar que respiram, para a produção e, posteriormente, para a divulgação de suas respectivas obras, e que flertam descaradamente com modelos autoritários restritivos de liberdade de expressão e locomoção? E, é claro que o mesmo vale para jornalistas, comentaristas, escritores e articulistas que assistem passivamente, isso quando não estão aplaudindo como sonâmbulos ao farsante ameaçando a sociedade brasileira,  dizendo que se for novamente eleito, adotará o emprego de novas formas de controle da mídia, em especial do jornalismo investigativo, que o ameaçam diretamente com suas reportagens reveladoras.

Francamente! Esse é um caso para estudo de mesmerização individual e coletiva com resultados comparáveis ou superiores aos do famoso hipnoterapeuta Milton Ericson. Com a clara distinção que este ultimo buscava a saúde e a libertação dos traumas de seus pacientes, e o farsante busca a doença individual e coletiva do totalitarismo, em que ele sim estaria livre pra continuar fazendo o que bem entendesse, enquanto uma grande parcela da sociedade, triste e infantilizada, permaneceria a seus pés, escravizada.

Pois bem, a maior parte dessas criaturas nefastas (o farsante e seus defensores) não são pessoas estúpidas nem ingênuas. Sabem muito bem o que estão fazendo no momento, e qual é o seu propósito ao fazê-lo, mesmo que ele nem sempre seja claramente declarado. São, isto sim, pessoas de má-fé!

São má-féosos!

Só não vê, não ouve e não sente quem não quer!

Eduardo Leal
Ilustração de Eduardo Leal

Cuba e venezuela não são modelos de democracia, só não vê quem não quer com peixe vermelho 1

Garrafa 501 – Dono do próprio nariz!   Leave a comment

Na contramão de uma grande maioria que anseia apenas por ter! Obter! Possuir! Descobrir o impulso da própria semente!

Ser independente, livre, e capaz de assumir a responsabilidade pelos próprios atos são alguns dos requisitos para que se possa empreender a instigante jornada do autodesenvolvimento, passando pelo autodescobrimento, sem a qual ninguém chega a lugar nenhum que seja valioso e verdadeiro.

Autodescobrir-se para autodesenvolver-se!

Mas, quem sou eu? De que sou feito? Qual o impulso e intenção da minha própria semente? Autodescobrimento!

E, a partir daí, conhecendo essa intenção e impulso seminal, dar-lhe livre expressão e desenvolvimento. Autodesenvolvimento!

O descobrir-se! O simplesmente ser! Antes do fazer, e antes do ter!

Só assim o nosso fazer poderá estar alinhado com a intenção da própria semente, o nosso propósito!

Pausa para um breve haicai:

para ser feliz,
de ser dono não preciso.
tenho meu nariz!

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

Nariz

Garrafa 497 – Elos encadeados   Leave a comment

A credito firmemente que no Universo tudo está interconectado, que vivemos em um mundo interdependente e que nossa simples presença, aqui e agora, reverbera de alguma maneira até os confins da galáxia e da eternidade. E, mais ainda, que cada uma de nossas escolhas, por ação ou omissão, desencadeia nesse mesmo Universo uma série de consequências. Alguns desses resultados podem nos ser favoráveis, de uma perspectiva egóica, e outros, nem tanto. Mas são todos inescapáveis.

Outra maneira de expressar a mesma coisa, como teria feito Pablo Neruda, é  dizer que somos livres para fazer nossas próprias escolhas mas, assim fazendo, nos tornamos prisioneiros de cada uma de suas consequências.

Esse encadeamento de ações e reações, e de fatos e suas respectivas consequências me leva às vezes a pensar na vida como uma grande corrente com elos já previamente “encadeados”, mas cuja conexão efetiva apenas se dá a cada instante, a cada momento. E é interessante notar que a palavra cadeia, de onde a palavra encadeados procede, tanto pode ter como significado uma determinada sequencia de etapas ou estruturas, como também pode significar uma prisão.  Na corrente da vida, quando examinamos cada um dos seu elos, o do nosso momento atual, por exemplo, constatamos que ele está inexoravelmente atrelado aos elos que o precederam, com todas as escolhas que lá ficaram registradas no “Moleskine” do Universo. E, da mesma maneira, estará conectado aos elos que lhe sucederão. E é essa a mesma corrente que nos mantem aprisionados ao nosso passado, pelas consequências de nossas escolhas anteriores no momento atual. Nosso futuro, entretanto,  em alguma medida permanece em nossas próprias mãos, uma vez que os elos seguintes serão automaticamente selecionados apenas após as escolhas que fizermos no aqui e agora. As consequências serão automáticas, ou seja, já há diversos elos prontinhos para entrarem no gramado, fecharem permanentemente sua conexão, dependendo de cada uma das escolhas que fizermos no momento atual. Mas essas mesmas escolhas não precisam ser automáticas, e não o são, estão em aberto! Aqui! Agora! Aqui! Agora! Aqui! Agora! Agora!

Creio que é esse o principal trabalho de nossa consciência, o de iluminar nossas opções, nossas escolhas no momento atual. E de examinar, também, com um olhar apreciativo, as consequências de nossas escolhas do passado. Sistemas adaptativos complexos que somos, podemos e devemos aprender com nossas escolhas anteriores. E a famosa pergunta de aprendizado deve estar sempre presente em nossa consciência, no momento presente:

O que escolho fazer diferente, na próxima vez?

Pausa para um breve haicai:

corrente da vida
um elo de cada vez
encadeado

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

Correntes 2

Garrafa 491 – Muro de Berlim X Muro da Cisjordânia   2 comments

O Muro de Berlim foi um monumento à estupidez construído pelo regime comunista instalado na República “Democrática” Alemã (piada de péssimo gosto dos dirigentes da Alemanha Oriental) logo após o término da segunda guerra mundial. Foi derrubado há 25 anos atrás, em 09/11/1989. O vídeo apresentado ao final do post, elaborado pela rede de televisão da República Federal da Alemanha, em uma época em que o muro ainda não tinha sido derrubado, é bastante ilustrativo a respeito da quantidade de esforço e energia que eram empregados pelos comunistas na manutenção desse disparate.

Outro muro desse mesmo tipo, que tem 250 quilômetros de extensão e inda permanece de pé, é aquele que separa as duas Coreias, a do Norte (República “Democrática” Popular da Coreia) que é considerada uma ditadura totalitarista stalinista, e a do Sul (República da Coreia), ao longo do Paralelo 38, a faixa de terra que divide a península coreana em dois países.

Infelizmente, lições que deveriam ser cristalinas a respeito do tipo de consequências que a opção política e ideológica pelo comunismo e socialismo têm sido desprezadas por parcelas significativas da população do nosso país: onde quer que esses regimes tenham sido implantados, produziram sociedades tristes, infantilizadas e oprimidas. Os motivos, imagino, passam pela ignorância dos iletrados, a simples estupidez de quem lê a respeito e é incapaz de entender o que leu (os analfabetos funcionais), a ingenuidade de alguns outros bem-intencionados seduzidos por promessas de igualdade e políticas sociais mais justas, esquecendo-se de que terão que pagar o preço inaceitável de redução significativa seguido de completa eliminação de sua própria liberdade, ou a velha má-fé mesmo.

Imagino, também, que os diretores das empreiteiras presos na “Operação Lava-jato” estejam loucos para construir muros similares aqui no Brasil, certamente com despesas superfaturadas, caso o projeto de poder de inspiração cubana levado a efeito pelo atual partido governista seja bem-sucedido. Uma ideia idiota como essa, seja de construção ao longo de nossas fronteiras terrestres, de 16.886 quilômetros, seja internamente, em algum tipo de divisão promovida pelos atuais dirigentes, em caso de guerra civil, certamente seria uma obra com dimensões suficientes para encher os bolsos de muita gente desse grupo de dirigentes, parlamentares e empresários que, diariamente, transita pelo noticiário ora político, ora policial. É a possibilidade de mais um encontro perfeito entre corruptos e corruptores, em que fica cada vez mais difícil distinguir quem exatamente exerce cada um dos dois papeis complementares. Espero estar morto antes de ver um muro desse tipo ser erguido aqui no nosso país. Enquanto houver um sopro de vida em meu corpo, atuarei com todas as minhas forças e recursos à minha disposição para contribuir para evitar que isso se torne realidade.

Refletindo nas ultimas semanas a respeito da construção ou derrubada de muros de diversos tipos, após conversas com amigos que aparentemente defendem a ideia romântica de “abaixo todos os muros” (especialmente daquele localizado no barril de pólvora do oriente médio), mas ao mesmo tempo bem longe de quem diz que “temos sempre que construir muros e barreiras cada vez mais altas para proteção contra nossos inimigos”, fiz para mim mesmo o breve resumo que apresento abaixo.

Não me considero seguidor de nenhuma religião formal. Minha atividade que pode ser chamada de “espiritual” se resume à prática meditativa diária, além de algumas ações de contribuição, normalmente doando parte do meu tempo e energia em prol de algumas causas que julgo valiosas nas áreas de educação e de desenvolvimento pessoal. Já atendi pessoas gratuitamente mas, ultimamente, para que elas sintam que estão investindo mesmo que seja um valor mínimo, prefiro receber apenas alguns valores simbólicos de quem acredita que posso realmente ajudar, me pede apoio e, momentaneamente não dispõe de recursos para investir no próprio processo de aprendizado. Entretanto, tenho simpatia pela filosofia e sabedoria embutidas em algumas escrituras a que pude ter acesso, da maioria das principais tradições religiosas (Cristã, Judaica, Muçulmana, Espírita, Budista e Hinduísta). A ideia do “Caminho do meio”, da religião budista, é um tópico dentro desse conjunto de conceitos que faz muito sentido pra mim. As generalizações absolutas do tipo sempre/nunca; tudo/nada são normalmente problemáticas e sinto que a virtude se encontra em algum ponto intermediário que procura incluir as demandas e justificativas posicionadas no amplo espectro de opiniões entre ambos os extremos de algum tema importante. E meu interesse pela Abordagem Integral proposta por Ken Wilber também me leva a examinar cada assunto de vários pontos de vista diferentes (quadrantes, níveis, linhas, tipos e estados). A partir disso, penso as ideias simplistas do tipo “abaixo todos os muros” e “temos sempre que construir muros e barreiras cada vez mais altas para proteção contra nossos inimigos” não se sustentam por muito tempo.

Tenho muito claro que todos aqueles muros construídos e mantidos por ditadores e que servem principalmente para impedir que uma população inteira seja impedida de exercer seu direito de sair livremente de onde está, em busca de outras oportunidades mais alinhadas com seu conjunto de crenças e valores, esses muros devem sim ser derrubados sem demora (esse foi, a meu juízo, o caso do muro de Berlim). Não passa pela cabeça de ninguém de bom senso que o muro de Berlim servisse para impedir uma invasão de populações inteiras do lado ocidental em busca dos “benefícios” encontrados no regime comunista oriental, podendo causar um colapso de sua economia. Por outro lado, os muros das penitenciárias que mantem isolados cumprindo pena por crimes hediondos, depois de julgados e condenados em processos que lhes permitiram ampla defesa, indivíduos que demonstraram claramente que não têm condições de conviver em sociedade sem colocar a segurança de pessoas inocentes em sério risco, esses muros devem ser mantidos sim. E alguns outros tipos de muros que possam servir de barreira de proteção contra ataques declarados e intenções hostis contra pessoas ou populações inteiras, ameaçadas que são de aniquilação total por algum tipo de adversário, rival ou inimigo (seja por questões raciais, religiosas, ideológicas, econômicas ou por qualquer outro motivo), podem ser necessários e até mesmo indispensáveis, sob pena de enquadramento de suas lideranças em crime de responsabilidade com relação à segurança de suas respectivas populações. O Estado de Israel, por exemplo, está cercado por inimigos declarados que fomentam sua completa aniquilação e, por algum tempo, posso entender que medidas extremas de proteção possam e devam ser adotadas nessas circunstâncias especiais. Mas confesso que não estive por lá para ver pessoalmente o que realmente acontece, como no caso de minha experiência de vida na Alemanha. Mas os bons livros de história contemporânea estão à nossa disposição para consultas eventuais, e já os li, e procuro me manter bastante atualizado a respeito. Não passa pela cabeça de ninguém esclarecido, também, que os holandeses pretendam abrir mão dos muros e barreiras que construíram ao longo de muito tempo e que os protegem temporariamente contra a fúria do oceano (às vezes tendo que ser reconstruídos de maneira emergencial antes que uma nova tempestade se apresente). E também não creio que alguém, em sã consciência, deseje abrir mão do seu sistema imunológico que exerce uma barreira contra infecções oportunistas provocadas por bactérias e virus, em nome de um “abaixo todos os muros”.

Desejo que muros do tipo da Cisjordânia sejam derrubados no tempo mais breve possível, fruto principalmente de uma elevação do nível de desenvolvimento de consciência de ambas as partes em confronto. Penso firmemente que a virtude está em algum lugar no meio entre posições extremadas, e que tanto árabes como israelenses poderiam se beneficiar, enquanto fazem suas orações e práticas religiosas diárias, em suas casas e templos localizados no oriente médio, se aceitassem receber apenas um leve sopro de filosofia budista vinda do extremo oriente. E desejo que, tendo recebido esse sopro, possam reorientar suas prioridades a partir dessas novas percepções e reflexões…

A liberdade é simplesmente um valor inegociável para quem está verdadeiramente interessado e comprometido com a elevação do nível de desenvolvimento de consciência das pessoas. Ao mesmo tempo, reconheço como legítimas todas as iniciativas para exercício da autodefesa de pessoas e populações ameaçadas de completa aniquilação.

Desejo que, em 2015, todas as ações que contribuam para a elevação do nível de desenvolvimento das pessoas possam ser exitosas.

Eduardo Leal
Vídeo elaborado pela rede de televisão da antiga Alemanha Ocidental

Garrafa 490 – Um país à beira do abismo   2 comments

MINHA DECLARAÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE DO BRASIL EM 2014:

Nunca votei em candidatos do PT (Lula e Dilma) para o Executivo Federal, nem em outros candidatos desse partido para cargos do Executivo Estadual, Executivo Municipal, ou do Legislativo (Federal/Estadual ou Municipal).

Não voto em candidatos de partidos que participam do Foro de São Paulo.

Para quem ainda não sabe, essa organização foi criada em julho de 1990, com o apoio de Fidel Castro e Lula, entre outros, com o propósito de transformar os países latino-americanos que ainda não o são em ditaduras de esquerda de modelo cubano. Projeto esse que já está em curso com grande sucesso na Venezuela, e com menor grau de êxito em outros países do continente americano, inclusive aqui no Brasil, para minha tristeza. Participam desse organismo partidos de esquerda da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Martinica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

No caso brasileiro, esses partidos de esquerda são:

1. Partido Democrático Trabalhista (PDT)
2. Partido Comunista do Brasil (PC do B)
3. Partido Comunista Brasileiro (PCB)
4. Partido Pátria Livre (PPL)
5. Partido Popular Socialista (PPS)
6. Partido Socialista Brasileiro (PSB) e
7. Partido dos Trabalhadores (PT)

O modelo de tomada do poder sugerido pela Direção do Foro de São Paulo é, em grande medida, inspirado em ideias que surgiram a partir da primeira metade do Século XX e que foram propostas por Antônio Gramsci, que foi filiado ao Partido Socialista Italiano e, posteriormente, participou da criação do Partido Comunista Italiano, chegando a assumir a sua liderança. De maneira bastante simplificada, para lidar com a cultura existente nas democracias ocidentais, além da ênfase na influência exercida pelos “intelectuais de esquerda” em aspectos relacionados à “educação da sociedade”, ele propôs a assunção do poder pelas urnas, “fazer o diabo” para se manter no poder (para usar uma expressão utilizada pelo ex-presidente Lula e amplamente adotada pelos lideres, militantes e simpatizantes do PT) e, progressivamente, ir propondo e aprovando alterações na Constituição e na legislação decorrente para que o regime vigente se aproxime progressivamente de um modelo socialista e comunista (estatizante, ditatorial e restritivo de liberdades), corrompendo o legislativo para aprovação das matérias de seu interesse (vide mensalão), e promovendo o aparelhamento da mais alta Corte do Judiciário com pessoas simpatizantes de suas bandeiras (para livrar a cara de integrantes de sua “quadrilha” cuja existência nunca é admitida pois simplesmente “ninguém sabia de nada do que estava acontecendo” nas antessalas e gabinetes de integrantes do Executivo e Legislativo), enquanto algumas instâncias da polícia e do próprio judiciário ainda funcionam (de maneira cada vez mais precária). Qualquer semelhança com o processo utilizado na Venezuela e atualmente em curso no Brasil não é mera coincidência. Uma das estratégias adotadas em caráter permanente por seus integrantes é simplesmente a da mentira descarada (omitindo e distorcendo os fatos quando a realidade não se ajusta ao seu projeto de tomada e manutenção no poder). Simples assim: se o resultado do julgamento do Processo do Mensalão não nos favorece, vamos negar que ele tenha existido, apesar da colossal quantidade de evidencias e provas colocadas à disposição da justiça e que resultaram na condenação da maior parte dos réus, e vamos “recontar e reescrever essa história” quando assumirmos o controle total do país, especialmente de todos os seus meios de comunicação (de preferencia, eliminando imediatamente essa indesejável área de “jornalismo investigativo” existente em alguns veículos de comunicação, que sempre acaba descobrindo e divulgando as mentiras e atitudes hipócritas de alguns governantes e de integrantes de todas as áreas e setores de uma sociedade ainda livre e democrática).

Um partido cujo espectro político é tido como de esquerda e extrema esquerda, que não participa do Foro de São Paulo, e cujos candidatos também não contam com meu voto é o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). O nome do partido já contém uma curiosa contradição, uma vez que a primeira coisa que os socialistas fazem ao assumir definitivamente o poder é restringir a liberdade das pessoas. Piada de péssimo gosto, como aquela feita pela Alemanha Oriental (Comunista e fantoche da ex-União Soviética) de se intitular de República Democrática Alemã. Democracia é o cacete! Liberdade é o cacete! A ala de estrema esquerda do PSOL ainda aposta em algum tipo de revolução violenta como forma de assumir o poder, ao invés do modelo proposto por Gramsci, e adotado pela maioria dos atuais partidos de esquerda latino-americanos. A aproximação de políticos do PSOL, especialmente no Rio de Janeiro, com movimentos do tipo Black Blocs, como foi amplamente denunciado na imprensa (apoiando e patrocinando ações de depredação de patrimônio público e privado, que tumultuaram as manifestações públicas pacíficas por mudanças que emergiram em todo o país, e oferecendo ajuda para defesa de seus manifestantes eventualmente presos durante os tumultos) é um claro sintoma da maneira de pensar de alguns de seus integrantes.

Penso que a proposta comunista e socialista provou ser um flagrante fracasso, testada que foi à exaustão desde o início do Século XX com a revolução russa, passando pelas revoluções chinesa, cubana, vietnamita, coreana, etc. e, após a Segunda Guerra Mundial, também nos países da cortina de ferro (leste europeu) que a União Soviética invadiu e tomou posse, sem nenhuma cerimônia. A meu ver, nada pode ser maior sinônimo de atraso, neste início de Século XXI, do que essas tentativas de reviver o modelo comunista e socialista no nosso continente, usando como modelo a ditadura sangrenta cubana. E essas pessoas que abraçam esse projeto ainda se dizem “progressistas” e chamam de “reacionários” quem quer que ouse discordar desses disparates e idiotices. O socialismo é o que o socialismo faz e não o que ele diz que vai fazer. A meu ver, claro retrocesso em direção a fórmulas já testadas e fracassadas.

Perguntinha inconveniente: no caso da queda do muro de Berlim, que dividiu a Alemanha em duas metades durante décadas (vivi na Alemanha Ocidental durante parte do final dos anos 80 e vi muito bem o que estava acontecendo), os comunistas e socialistas estavam de que lado do muro? Do lado das pessoas que o derrubaram? Ou do lado das pessoas que, o tendo construído, não conseguiram mais esconder as mazelas e a situação de miséria e indigência de suas populações, em contraste com as democracias ocidentais?

Independentemente de números econômicos e indicadores sociais, um valor que deve ser caro pra qualquer pessoa realmente interessada em promover o desenvolvimento e a elevação do nível de consciência das pessoas é a LIBERDADE! E sabemos muito bem que esse é o primeiro item suprimido nessas funestas experiências comunistas e socialistas, em nome do controle. O discurso é de igualdade, mas a prática é a de tentativa de controle do incontrolável, de restrição de liberdade para tentativa de controle do espírito humano livre!

No caso específico do PT, que está no poder em nosso país há quase doze anos, apenas um comentário: considero que um partido cuja cúpula dirigente se encontra na cadeia, ou cumprindo pena em regime semiaberto, depois de um julgamento conduzido pela mais alta Corte da Justiça (o Supremo Tribunal Federal, antes do aprofundamento do seu aparelhamento ideológico), com amplo direito de defesa de todos os réus, que contrataram os melhores advogados do país (pagos a peso de ouro e provavelmente, por vias transversas, financiados com dinheiro dos nossos infelizes contribuintes, haja vista a enorme quantidade de desvios e falcatruas que continuam a aparecer no noticiário diário) transformou-se em uma verdadeira quadrilha e deveria ser extinto e começar de novo do zero. Se não extinto por uma legislação eleitoral que não prevê essa situação, por iniciativa de seus próprios correligionários, se tivessem um pingo de bom senso e identificação com valores éticos. Infelizmente esse não é o caso.

Essa senhora que ocupa a cadeira da presidência do Brasil não merece mais permanecer onde está, se é que algum dia o mereceu. Já gerou prejuízos incalculáveis ao país (basta verificar a evolução dos indicadores econômicos e aqueles relacionados à situação da Petrobras), que levarão algumas gerações para serem corrigidos. E nunca foi digna de contar com minha confiança e com o meu voto.

A candidata Marina Silva pertence ao PSB, integrante do Foro de São Paulo. E me parece mais do mesmo modelo que identifico com o máximo de atraso em termos de desenvolvimento econômico e social. E com altíssimo risco de perda de LIBERDADE (valor inegociável) de acordo com o projeto de inspiração cubana com o qual o seu partido se alinha, apesar dos discursos demagógicos e moralizantes utilizados por todos os partidos de esquerda, inclusive o PT (antes, durante os escândalos que vieram e ainda vem à tona a cada momento e – surpresa! – nas atuais promessas de campanha dos seus candidatos).

Dito isto, declaro meu voto em Aécio Neves para Presidente do Brasil.

Em tempo: Não morro de amores pelo PSDB. Não votei no FHC e tenho sérias restrições à sua “Diplomacia Presidencial” que iniciou a fase de desprestígio crescente do Itamarati, agravada nos desgovernos de Lula e Dilma, e à maneira com que Fernando Henrique tratou os integrantes das Forças Armadas ao escolher pessoas desqualificadas para assumir o Ministério da Defesa e pelos arrochos (salarial e orçamentário) a que foram submetidas as três Forças. Reconheço, sim, o legado de FHC em assuntos econômicos, apesar de discordar da maneira com que foram conduzidas algumas privatizações em setores estratégicos. Tenho também sérias restrições ao atual candidato a vice-presidente na chapa do Aécio por sua militância e atuação em ações de guerrilha, que tinham como propósito instalar uma ditadura de esquerda no país. Digo tudo isso para deixar bem clara minha total rejeição a esse “Estado de Coisas” que se configurou nos últimos 12 anos de desgoverno petista, com todos os significados que essas duas palavras justapostas podem ensejar (Estado e Coisas) e que me fazem escolher a opção Aécio, apesar dos pesares, como a única alternativa válida neste momento de beira do abismo em que nos encontramos.

Um problema de cada vez.

Cuba e Venezuela não são modelos de democracia nem aqui nem na China! São ditaduras sangrentas!

Convido os amigos a uma leitura do artigo postado na Garrafa 461 – O Conceito de Reenquadramento que, a meu juízo, é amplamente utilizado de maneira destrutiva pelos integrantes, militantes e simpatizantes dos partidos filiados ao Foro de São Paulo, especialmente os do PT.

É hora do peixe verde e amarelo engolir esse peixe vermelho que ameaça nossa sociedade e sua ainda frágil democracia.

Eduardo Leal
Ilustrações de Eduardo Leal e de Carlos Fernando Souza Leal

Cuba e venezuela não são modelos de democracia, só não vê quem não quer com peixe vermelho 1

Moldura 3 Mod

Garrafa 422 – Na casca de noz   4 comments

Sempre fiquei intrigado com a semelhança de uma noz, dentro de sua casca, com imagem que temos da estrutura do cérebro dentro do crânio. Aberta a casca, vemos uma miniatura dos hemisférios direito e esquerdo, e até uma estrutura fina e marrom que faz as vezes do corpo caloso…

Acessando minhas memórias afetivas a respeito, desde a infância, lembro-me bem das épocas natalinas e festivas, do sabor meio amargo da noz e do trabalho que dava para abrir aquela casca, de preferência sem lhe causar maiores danos no processo, para que pudesse ser utilizada como pequena embarcação lançada nas enxurradas que se formavam na minha rua, depois de cada chuva de verão.

Na última semana, instigado por uma ótima palestra a que assisti sobre física quântica e espiritualidade, ministrada pelo Professor Helio Daldegan, voltei a consultar algumas obras que já tinha lido do famoso físico Stephen Hawking (“Uma Breve História do Tempo” e “O Universo numa Casca de Noz”). Nesse último livro, uma citação de Hamlet (Ato 2, Cena 2) de Shakespeare foi usada para ilustrar a capacidade e liberdade de nossa mente para, apesar de nossas limitações físicas, explorar todo o universo em busca de compreensão e entendimento:

“Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito…”

E vi apresentada novamente, ao longo do seu Capitulo 3, a maneira de pensar a mecânica quântica de Richard Feynman que o levou a ganhar o Nobel de Física em 1965, de que as partículas se deslocam de um local para outro ao longo de todas as trajetórias possíveis no espaço-tempo. Para cada trajetória Feynman associou dois números, um para o tamanho de onda (amplitude) e outro para a fase (crista ou vale) e a probabilidade de uma partícula passar de um ponto A para um ponto B é encontrada somando-se as ondas associadas a cada trajetória possível que passe por A e B. Para objetos grandes, como constatamos no dia-a-dia, em que observamos que os objetos seguem uma única trajetória entre sua origem e seu destino final, isso também está de acordo com a ideia de histórias múltiplas de Feynman porque a aplicação da regra assegura que todas as trajetórias, exceto uma, anulam-se quando suas contribuições se combinam.

Pude constatar nessa leitura instigante que, apesar das teorias científicas modernas terem avançado enormemente no último século, seu viés materialista insiste em apenas considerar ou privilegiar como sua fronteira final o Cosmos (a realidade objetiva das três dimensões do espaço e o tempo revelada principalmente através dos cinco sentidos ou ampliada por equipamentos que estendem nossa percepção), desprezando a realidade subjetiva ligada às dimensões consciente e inconsciente individual e coletiva.

Entretanto, conclusões perturbadoras vindas dos próprios desdobramentos da mecânica quântica, apontam para a importância e interferência causada por um observador dotado de consciência, nos resultados de uma determinada observação de uma partícula elementar. A Superposição Quântica é um princípio fundamental que afirma que um sistema físico (como um elétron) existe parcialmente em todos os estados teoricamente possíveis simultaneamente antes de ser medido. Porém, quando medido ou observado, o sistema se mostra em um único estado.

Felizmente, encontro em minha própria biblioteca pessoal, refúgio e um contraponto a essa postura materialista e incompleta. Em seu livro “Espiritualidade Integral”, o filósofo Ken Wilber nos propõe uma elegante estrutura teórica (Modelo Integral) para organizar o mundo e suas atividades em cinco categorias simples que são, ao mesmo tempo, aspectos de nossa própria experiência: os Quadrantes, Níveis, Linhas, Estados e Tipos. Essa abordagem nos ajuda a ver a nós mesmos e o mundo que nos cerca de um modo mais abrangente que inclui as realidades objetivas (Cosmos) e subjetivas, individuais e coletivas e que estão associadas a um conceito mais abrangente de Kosmos, palavra grega que significa o Todo padronizado de toda a existência, incluindo os reinos físico, emocional, mental e espiritual.

Quando analisamos qualquer situação com o apoio dos quatro Quadrantes propostos por Wilber, podemos perceber como qualquer evento Físico – Matéria/Energia (do quadrante superior direito) representa apenas um quarto da história. E que as dimensões da Consciência (do quadrante superior esquerdo) com nossas emoções, estados psicológicos, imaginação e intenções; da Cultura (do quadrante inferior esquerdo) com nossos valores culturais, religiosos e visão de mundo comuns e dos Sistemas Sociais (quadrante inferior direito) com nossas estruturas materiais, sociais e econômicas surgem simultaneamente à ocorrência desse evento e interagem entre si. E podemos perceber também como esses Quadrantes se desdobram em Níveis de Consciência, Linhas de Desenvolvimento (Inteligências Múltiplas), Estados de Consciência e Tipos.

Em nossa trajetória de elevação do nosso Nível de Consciência, por exemplo, de acordo com o Modelo da Espiral Dinâmica de Don Beck e Christopher Cowan, baseado no trabalho pioneiro de Clare Graves, o mecanismo chave é “transcender e incluir”. O nível de cima “transcende e inclui” o nível precedente e, como menciona Wilber em “Uma Teoria de Tudo”, trazendo novas capacidades e ao mesmo tempo a possibilidade de novos desastres; não só novos potenciais, mas também novas patologias; novas forças e novas doenças…

Em uma visão com pouca granulação do processo evolutivo, constatamos que da Matéria, em algum momento surgiu um Corpo que a transcendeu (possui vida) e a incluiu; e esse mesmo Corpo, em algum momento desenvolveu uma Mente que o transcendeu (capaz de ter consciência de si mesma) e o incluiu…

Assumindo que o impulso evolutivo ainda nos move, estamos, portanto, em um momento em que temos a possibilidade de transcender a Mente e de elevar ainda mais o nosso Nível de Consciência despertando a nossa Alma (que inclui a Mente, o Corpo e a Matéria). Isso, em busca de também transcende-la em algum momento em direção ao que podemos chamar de Espírito. Quando nos permitimos, em nossa prática meditativa, mergulhar no espaço silencioso entre dois pensamentos, temos a oportunidade de deixar que a Mente, levando com ela nosso cérebro/casca de noz, flua mansamente para sua foz, no grande lago da Alma, e que ela, também por sua vez, se conecte ao grande oceano do Espírito.

Depois de um dia inteiro de trabalho e leituras, durante uma pausa na varanda com o olhar perdido na copa das árvores da pracinha, a brisa da tarde sopra ao meu ouvido esse breve haicai:

na casca de noz,
nos ecos da Tua voz,
do rio, a foz…

Eduardo Leal
Fotos de autores desconhecidos, uma delas adaptada com texto complementar (Quadrantes) por Eduardo Leal
Intruções de utilização: Ouvir “Awakening” com Spyro Gyra

Casca de nozQuadrantes Ken Wilber 3

%d blogueiros gostam disto: