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Garrafa 210 – Vivendo as perguntas   Leave a comment

… seja paciente com tudo que não está resolvido em seu coração. Tente amar as próprias interrogações, como se fossem quartos trancados ou livros escritos num idioma estrangeiro. Não procure agora as respostas que não podem ser dadas, pois você não seria capaz de vivê-las. E o importante é viver tudo. Por enquanto, apenas viva as perguntas. Talvez então, pouco a pouco, sem mesmo perceber, você possa, em um dia distante, conviver com as respostas.

Rainer Maria Rilke, Carta a um jovem poeta, 1934
Foto de autor desconhecido

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Garrafa 208 – Multiverso   Leave a comment

sonhei com você
nosso amor vive outra vez
em algum lugar

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

Garrafa 109 – Morre lentamente…   1 comment

Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,
quem não escuta música,
quem não acha encanto em si mesmo.

Morre lentamente
quem destrói seu amor próprio;
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente,
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos caminhos,
quem não muda de rotina,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
quem evita uma paixão
e seu redemoinho de emoções;
aquelas que resgatam o brilho dos olhos
e os corações descaídos.

Morre lentamente
quem não muda quando está insatisfeito
com seu trabalho ou com seu amor,
quem não arrisca o seguro pelo incerto,
para ir atrás de um sonho,
quem não se permite,
pelo menos uma vez na vida,
fugir de conselhos sensatos….

Viva hoje!
Arrisque hoje!
Faça hoje!

Não se deixe morrer lentamente!
Não se esqueça de ser feliz!

Pablo Neruda
Pintura de salvador Dali

Garrafa 58 – Ênfase nos verbos   Leave a comment

A minha ênfase está em verbos, não em substantivos.
Evite substantivos o máximo possível.
Na linguagem você não pode evitar, eu sei; mas na vida, evite – porque a vida é um verbo.
A vida não é um substantivo; é na verdade “viver” e não “vida”.
Não é amor, é amar.
Não é relacionamento, é relacionar.
Não é uma canção, é cantar.
Não é uma dança é dançar.

Osho
Foto de autor desconhecido

Dançar

Garrafa 25 – Eu sei que vou te amar   Leave a comment

Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida, eu vou te amar
Em cada despedida, eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida

Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes – 1959

Instruções de utilização: Ouvir Wagner Tiso ao piano com a orquestra sinfônica de Minas Gerais

 

Garrafa 12 – Canção   Leave a comment

Viver não dói. O que dói
é a vida que não se vive.
Tanto mais bela sonhada,
quanto mais triste perdida.

Viver não dói. O que dói
é o tempo, essa força onírica
em que se criam os mitos
que o próprio tempo devora.

Viver não dói. O que dói
é essa estranha lucidez,
misto de fome e de sede
com que tudo devoramos.

Viver não dói. O que dói
ferindo fundo, ferindo,
é a distância infinita
entre a vida que se pensa
e o pensamento vivido.

Que tudo o mais é perdido.

Emílio Moura

Ilustração de autor desconhecido.
Instruções de utilização: Ouvir “A Song for You” na voz de Karen Carpenter

Solidão 2

 

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