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Garrafa 525 – Imunidade ao fracasso   Leave a comment

Uma das Crenças Potencializadoras que incorporei ao meu “Modelo de Mundo” é aquela que diz que “não existem fracassos, apenas resultados indesejados, e uma ótima oportunidade de aprendizado.” Aprendi isso em um Curso de “Practitioner” em Programação Neurolinguística (PNL) do qual participei no ano 2000, como sendo uma das Pressuposições da PNL. Depois que saí do circuito acadêmico de cursos de graduação e pós-graduação, esse foi  um dos cursos livres de maior impacto positivo na minha vida.

Desde então, bani a palavra “fracasso” do meu vocabulário e, quando leio livros e artigos em que essa palavra aparece, chego a riscar todas as ocorrências e substituí-las por “insucesso” em todo o texto. Simples assim.

A partir de 2005, concluí minha formação em PNL com os Cursos de “Master” e “Trainer” em PNL, e iniciei uma série de cursos de formação em Coaching com diversas abordagens diferentes. Incorporei então, no meu banco de dados de Perguntas Poderosas, a grande “Pergunta de Aprendizado”: “O que escolho fazer diferente, da próxima vez?” que é o questionamento sugerido quando obtemos algum insucesso ou resultado indesejado em situações da vida pessoal ou do trabalho.

Como grande interessado em Desenvolvimento Pessoal, e atuando desde então como Consultor, Coach e Treinador, volta e meia o tema do fracasso/insucesso aparece novamente em cursos de que participo, eventualmente ministro e em livros sobre o assunto que leio com frequência. É o que acontece agora, na leitura do instigante livro “O Design da sua Vida” de Bill Burnett e Dave Evans, publicado pela Editora ROCCO, obra que já recomendei a alguns clientes e amigos. Os autores incluem um capítulo inteiro com o título “Imunidade ao Fracasso”, o mesmo que estou utilizando para este post, e com cuja abordagem estou quase que inteiramente de acordo. Eu simplesmente substituiria todas as referências a “fracasso” por “insucesso”, exceto no sugestivo título do capítulo é claro.

Em época de balanços, de inventários de perdas e danos a partir de todos os eventos que aconteceram ao longo do desafiador ano de 2017, que já está em sua ultima semana, penso ser extremamente saudável realizar o registro e categorização de nossos eventuais sucessos e insucessos e, principalmente, a identificação das inestimáveis oportunidades de aprendizado que se apresentam. Com a atitude de um explorador de novas possibilidades de futuro, perguntar-se a cada resultado indesejado:

“O que escolho fazer diferente, da próxima vez?”

Como também costumo fazer, permito-me fazer a penúltima brincadeira com as palavras do ano (é sempre a penúltima), usando a métrica (5/7/5) do breve haicai tradicional:

é bom ter sucesso,
insucesso educa,
e sempre aprendo.

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

P.S. – O modelo da foto faz as caras e bocas do meu neto Damião, que acabou de completar seis meses de contínuo aprendizado, a bordo deste nosso pequeno planeta azul.

explorador

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Garrafa 499 – Cinquenta tons de saudade   Leave a comment

Como costumava acontecer desde que se conheceram, e mesmo tendo se passado já muitos anos desde que tinham se visto pela ultima vez, ele tinha adormecido acalentando com ternura a memória de sua imagem quase sempre sorridente, e sonhado com ela na noite anterior àquele dia especial.

Sonhou que tinham se reencontrado brevemente, a sós, e que conversaram animadamente, sem mágoas nem rancores, revendo os detalhes da fina tapeçaria entretecida com os fios da vida de cada um, tanto durante o período em que estiveram próximos, quanto depois que cada um seguiu o seu próprio caminho. Ela estava feliz com as escolhas que tinha feito no passado, e com sua situação atual, e ele se alegrou de verdade com isso. O que aconteceu foi a única e melhor coisa que poderia ter acontecido.

Ele tinha acordado bem cedo, como costumava fazer todas as manhãs. Mas, naquele dia de celebração do seu aniversário, como também já há muito tempo acontecia, não poderia vê-la pessoalmente. Não poderia estar com ela, nem que fosse apenas por alguns minutos. Não poderia segurar suas mãos e nem lhe dar um abraço longo e apertado. Isso estava simplesmente fora de questão.

Abandonando sentimentos de frustração e tristeza que imediatamente inundaram seu coração, mas que de nada serviriam naquela linda manhã de outono, deu um longo e profundo suspiro, e silenciosamente se perguntou: O que poderia ser feito? Como sentir-se um pouco mais próximo, mesmo que fisicamente muito distante? Como lhe enviar boas vibrações e energia amorosa, estando a criatura em outro hemisfério? E como entrar ele próprio em um estado mais positivo, apesar de uma grande e incômoda saudade da amiga aniversariante?

Procurou então agarrar-se a algumas pequenas lembranças, na verdade alguns objetos transformados em relíquias amorosas, que ele sabia tinham sido manuseados e tocados por ela, há muito tempo atrás. Eles ainda guardavam quem sabe algo de sua presença, de sua vibração original, de sua energia, do seu toque. Assim acreditava, e assim podia sentir, quando os invocava em sua memória cinestésica e os tocava de novo também.

Vasculhou suas gavetas e enfiou-se então dentro daquele short que tinha recebido de presente em um dia do seu próprio aniversário, e com o qual ela o havia surpreendido na saída do trabalho. Gostava dele de verdade, e o usava de vez em quando em suas caminhadas diárias pelas redondezas. Fazia isso também para matar a saudade, e sentia-se acompanhado por ela, quem sabe até dentro dela, em cada uma dessas ocasiões. Naquela manhã, entretanto, a título de uma distante e silenciosa celebração naquela data tão significativa, sentiu que só isso não seria o suficiente, já que era uma atitude rotineira. Precisava de algo mais.

Buscou então na sua estante um livro que ela tinha tomado emprestado por algumas semanas, e que tinha utilizado como referência para o seu trabalho de conclusão de curso. No seu interior encontravam-se preservadas diversas anotações feitas com uma versão de sua letra intencionalmente miúda e compactada, para caber e se acomodar nas laterais, no topo e nos rodapés de inúmeras daquelas páginas.

Lá estavam registrados seus comentários, suas observações, ora usando seu próprio código taquigráfico, ora apenas atribuindo uma nota “10” ou um “M” para longos parágrafos assinalados ou sublinhados a lápis de maneira suave: tudo aquilo que tinha despertado sua atenção e interesse, naquela ocasião.

E muitas emoções há muito tempo represadas voltaram com força, com a releitura de cada trecho, com a visão de cada rabisco, imediatamente associadas à memória do som de sua voz, durante os encontros que ocorreram ao longo do processo de pesquisa para aquele trabalho, e após a devolução do precioso livro para o seu zeloso proprietário.

Lembrou-se de que, nas semanas seguintes, seguiram-se diversas conversas, com a discussão das observações de parte a parte, com suas vozes interrompidas por longos silêncios, acompanhados de olhares ora divertidos ora curiosos, e por longas carícias e beijos apaixonados.

Ele nunca teve acesso ao texto final daquele trabalho. Não importa. Ficou feliz em poder contribuir de alguma maneira naquele projeto acadêmico, como ela já tinha feito em ocasião anterior em um projeto seu, elaborando slides para uma apresentação em PowerPoint, que complementaram e ilustraram a monografia entregue no seu curso de pós-graduação. Por algum tempo, tinham sido muito felizes na companhia um do outro. E não é isso que um sentimento de amor verdadeiro nos sugere fazer? Sempre e muito? Aproveitar a companhia do outro, e torcer e contribuir para o seu sucesso?

Sentiu-se melhor assim, tendo definido o seu ritual de celebração especial incluindo essas duas etapas.

Naquela mesma manhã, realizou uma longa caminhada usando seu short-relíquia. E procurou respirar longa e profundamente o ar fresco da manhã, cumprimentado gentilmente cada árvore e pessoa que encontrou pelo caminho que costumava percorrer para chegar até a praia. E sentiu a brisa levemente salgada fluindo entre suas pernas, no tronco suado, no próprio rosto e nos fios do cabelo. Pele arrepiada, permaneceu longamente com o olhar perdido na linha do horizonte, onde os diversos tons de verde e de azul do mar se encontravam com o azul luminoso e profundo do céu de abril. Cinquenta tons de verde, de azul e de saudade. Voltou para casa em paz.

Já com o livro reencontrado, a decisão foi diferente. Apenas alguns momentos de rápida leitura não seriam o bastante. Resolveu fazer uma celebração mais prolongada, à altura da ocasião. Decidiu reler o livro inteiro, ao longo dos próximos trinta dias, mesmo já estando envolvido com a leitura de outras obras em paralelo. E isso fazia todo o sentido também, em função de quem era o seu autor, seu principal mentor em assuntos de PNL, do tema da modelagem de estratégias de sucesso, e do momento profissional que estava vivenciando. Sincronicidade com o Universo, e o simples reconhecimento e aceitação da presença de coincidências significativas, que sempre aconteciam com ele, com ela, e com cada um de nós, sempre e quando nos mantemos atentos para reconhece-las em nossas vidas. E assim foi feito.

Decorridos os trinta dias de releitura e celebração, deu-se conta de que o livro foi o complemento perfeito para as investigações pessoais que estava realizando na ocasião. Alguns trechos mais significativos podem ter sido os seguintes:

“A solução de conflitos relacionados à identidade implica ‘segmentar’ num nível acima ao da própria identidade. Se cumprirmos esse requisito seremos capazes de ampliar nossos mapas de mundo para percebermos a nós mesmos como parte de sistemas mais amplos que estão à nossa volta, e alcançarmos um senso de missão e propósito global.”

“Uma identidade completa é um oceano inteiro, não simplesmente cada peixe diferente que nada nele. A identidade verdadeira de uma pessoa não é uma determinada imagem ou um sistema de medida, mas preferencialmente a luz que torna ambos possíveis.”

“Talvez não seja acidental que tantas pessoas ao longo da História tenham relacionado identidade e espírito com luz. Quando alguém alinha ou identifica a si mesmo com “matéria” ou “espírito”, corpo ou mente, Ego ou Id, o lado esquerdo do cérebro ou o lado direito do cérebro, lógica ou imaginação, estabilidade ou mudança, então essa pessoa está criando um desequilíbrio e um conflito em potencial. Quando alguém identifica a si mesmo com algo mais parecido com a luz, então a pessoa pode ver que o importante é o relacionamento entre esses elementos. Evolução e adaptação, por exemplo, são uma função de um processo de mudança no nível individual e de um processo de estabilização no nível do ambiente mais amplo. A evolução pessoal requer o mesmo equilíbrio de forças nos diferentes níveis lógicos.”

Recordando o sonho que tinha vivenciado há trinta dias atrás, e desejando que um breve encontro daquele tipo pudesse acontecer em algum momento do futuro, rabiscou no seu bloco de notas:

sem nenhum rancor,
conversa animada,
motivos certos.

Eduardo Leal
Pintura de Waldomiro Sant’ Anna – Leitura a dois
Leitura recomendada: “A Estratégia da Genialidade – Einstein” de Robert Dilts, Summus Editorial

Leitura a dois,

Garrafa 297 – Na lua cheia   Leave a comment

na lua cheia,
apesar dos insucessos,
manter-me de pé!

Eduardo Leal
Inspirado no livro “O convite” de Oriah
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “Children of the moon” com Alan Parsons Project

Garrafa 64 – Sucesso e felicidade   Leave a comment

Sucesso é conseguir o que se quer;
felicidade é querer o que se conseguiu.

Anônimo
Foto de autor desconhecido

Sucesso e felicidade

Garrafa 56 – Sucesso 2   Leave a comment

Só existe um sucesso –
ser capaz de viver à sua própria maneira.

Cristopher Morley
Foto de autor desconhecido

Sucesso 2

Garrafa 54 – Sucesso   Leave a comment

Rir muito e com frequência;
ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto das crianças;
merecer a consideração de críticos honestos e suportar a traição de falsos amigos;
apreciar a beleza, encontrar o melhor nos outros;
deixar o mundo um pouco melhor,
seja por uma saudável criança, um canteiro de jardim ou uma redimida condição social;
saber que ao menos uma vida respirou mais fácil porque você viveu.
Isso é ter tido sucesso.

Ralph Waldo Emerson
Ilustração de autor desconhecido

Sucesso

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