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Garrafa 537 – Toffoli, o desqualificado

A decisão estapafúrdia tomada pelo plenário do STF, na noite de ontem, de mudança de jurisprudência para beneficiar o farsante profissional que cumpre pena na sede da PF, com a cumplicidade e o voto decisivo do seu presidente desqualificado já estava delineada há tempos.

Sinais de alerta não faltaram e foram emitidos sob a forma de declarações, ações e omissões, por cada um dos simpatizantes, militantes e integrantes da quadrilha ideológica de esquerda, todos confortavelmente instalados na mais alta corte de “justiça” do país. Fazem pose de defensores da lei, enquanto na prática defendem as ações do crime organizado em suas diversas modalidades, já que foram indicados de maneira premeditada pela pior safra de presidentes que a população brasileira já elegeu nas últimas décadas, na verdade os mandantes dos crimes hediondos que vêm sendo praticados contra o futuro das próximas gerações de brasileiros.

Mesmo aqueles “ministros” que votaram a favor da manutenção da prisão após a condenação em segunda instância, como era o entendimento anterior, não são merecedores da minha confiança. Mais se prestaram a um arremedo de disputa jurídica com votos contra e a favor da mudança de jurisprudência, do que qualquer outra coisa, encenando peça miserável nesse fuleiro supremo teatro nacional.

E sinto muito que assim seja! E por que assim penso e sinto? Serei sucinto na minha justificativa.

A indicação mais clara, indecente e descarada do que estava por vir surgiu de descabidas declarações prestadas em recente entrevista do atual presidente desse supremo teatro, quando fez comentários desqualificando uma pretensa preferência pela “ordem”, como um dos entraves para o desenvolvimento do pais.

Ora bolas, desqualificado é ele próprio! Será que simplesmente não poderíamos imaginar que “ordem” seria o apelido carinhoso da constituição federal, que esses canalhas deveriam garantir e usar como documento de referência para garantia da manutenção de uma desejável “ordem jurídica” nesse país de distraídos profissionais? Não é para isso que recebem seus salários? Não é esse o seu trabalho?

É concebível que uma coisa desse tipo, mesmo que referindo-se a algo que o Brasil há muito somente reconheça no lema inscrito na bandeira nacional, e não na prática diária onde reina a desordem, seja dita pelo titular da instituição responsável pela manutenção da ordem jurídica do país, sem que ele tivesse sido imediatamente afastado do cargo por óbvia desqualificação demonstrada para exercê-lo?

Houve alguma reação dos seu pares diante desse disparate? De que vale uma declaração de voto favorável à prisão após condenação em segunda instância, quando o que está em curso é o patrocínio da desordem jurídica nas intenções e ações do atual presidente do stf?

Algum sinal visível de indignação ou pressão das outras instituições responsáveis pelo equilíbrio democrático, do legislativo e do executivo?

Alguma grande manifestação de pressão popular, em todos os cantos do território nacional para sua saída imediata? Alguém viu ou ouviu? Nem eu!

Será que fui o único a tomar conhecimento do teor dessa entrevista pelas redes sociais?

Essa foi a senha para testar a reação do país com relação ao prosseguimento desse verdadeiro crime de lesa-pátria perpetrado pela organização criminosa que, infelizmente, em grande medida, ainda domina as instituições do judiciário e do legislativo, tendo sido apenas recentemente afastada do executivo. Como nada aconteceu, fizeram o que fizeram sem medo de represálias.

Um destino triste e sombrio estará sempre à espreita daquelas nações que assistem, sem contestação, a uma infiltração sistemática de simpatizantes, militantes e integrantes do crime organizado em suas instituições.

O tempo dirá!

O momento atual exige que as pessoas de bem tenham a mesma ousadia dos canalhas!

Eduardo Leal

Foto de Eduardo Leal (Nuvens carregadas)

Garrafa 526 – O Julgamento de um Canalha em uma Cleptocracia   5 comments

Hoje é véspera.

Está marcado para amanhã o julgamento, em segunda instância, em apenas um dos seis processos em que é formalmente acusado, de um dos maiores canalhas que o mundo já viu, o ex-presidente lula (isso, assim mesmo, tudo com letra minuscula). Para poupar os mais preguiçosos de uma consulta a vários dicionários, no verbete Canalha encontramos:

a) relativo a ou próprio de pessoa vil, sem valor, ordinária, desonesta, desprovida de moral, reles;

b) adjetivo e substantivo de dois gêneros: que ou aquele que é infame, mau-caráter, vil, desprezível, abjeto, velhaco.

Ele já foi condenado, em primeira instância, a uma pena de nove anos e seis meses por um crime de lavagem de dinheiro e um crime de corrupção, pelo Juiz Sergio Moro. Trata-se do caso do apartamento triplex localizado em Gurujá/SP que foi recebido como propina da empreiteira OAS, empresa que também bancou a reforma do referido imóvel, atendendo aos desejos do criminoso e de sua cúmplice já falecida. Para fazer jus a esse pagamento, o ex-presidente exerceu papel proeminente na corrupção ao nomear para exercer cargos de alto escalão dentro da Petrobras pessoas comprometidas com um grande esquema de desvio de recursos públicos. O réu também cometeu ato de lavagem de dinheiro ao ocultar a titularidade do triplex. O ex-presidente ainda foi absolvido, no mesmo processo, e creio que a justiça apenas não conseguiu provas robustas do cometimento de mais esse crime e não pela clara inocência do réu (pelos seu péssimos antecedentes), da acusação de que também teria recebido propina sob a forma de pagamento do armazenamento dos seus bens junto à transportadora Granero.

Seu advogado de defesa (outro canalha?), como de praxe, nega tudo isso. Penso que deveria haver uma lei que obrigasse os advogados que defendessem corruptos, quando seus clientes fossem condenados, a devolver aos cofres públicos o dinheiro recebido a título de honorários uma vez que, muito provavelmente, ele teria tido origem nos crimes comprovadamente cometidos. Sonho meu!

Entretanto, em contraponto com a posição da defesa do réu, a Procuradoria da 4ª Região reitera entendimento do Ministério Público Federal do Paraná e sustenta que, na verdade, lula teria cometido três crimes de corrupção, um para cada contrato supostamente superfaturado da OAS junto à Petrobrás, alvo da denúncia. Referem-se a um ato de corrupção em obras na Refinaria Presidente Getúlio Vargas – REPAR e dois atos de corrupção nas obras da Refinaria do Nordeste Abreu e Lima – RNEST. Esse recurso, se prevalecer no entendimento dos desembargadores que realizarão esse novo julgamento, pode elevar sua pena atual de apenas nove anos e meio a vinte e um anos.

Vale lembrar que o ex-presidente, até o momento, já é réu em seis ações penais. São quatro pela Operação Lava Jato (Triplex do Guarujá, Sítio de Atibaia, Terreno do Instituto lula, e Obstrução de Justiça na Compra do Silêncio de cerveró), uma pela Operação Janus (Empréstimo do BNDES para a Odebrecht) e uma pela Operação Zelotes (Compra de Caças para a FAB). Além disso, é suspeito e alvo de investigações em outros quatro inquéritos (Indicação de lula para Ministro por dilma roussef, Quadrilhão do PT para arrecadação de recursos em Órgãos Públicos, Palestras de lula e Medida Provisória para o Setor Automotivo). Estou certo de que se outros acordos de delação premiada forem homologados, essa lista tende a crescer bastante, tal o descaramento e o sentimento de impunidade que o tem dominado, há anos. Chegou a declarar publicamente: “Eles não sabem do que somos capazes de fazer para continuarmos no poder”, referindo-se aos integrantes da cúpula do seu partido político. Sim, nós sabemos!

Esse é o “anjinho” que é infelizmente defendido incondicionalmente  por um grande número de simpatizantes e militantes (já que os seus advogados recebem polpudas somas de parcela do dinheiro que foi roubado dos cofres públicos). Com todo o respeito a pessoas que podem ter outra opinião, penso que esse grupo de “defensores” é composto por pessoas estúpidas (analfabetos funcionais incapazes de entender o que leem ou escutam), por inocentes  úteis (infelizmente muitos deles jovens bem intencionados que caem no canto da sereia da propaganda enganosa de “políticos”, “professores”, “jornalistas”, “comentaristas/articulistas”, e “artistas”) e por pessoas de má-fé (os “políticos” que integram a quadrilha ideológica que pretende transformar o Brasil numa Venezuela ou em um “Cubão”, os “professores” de nível médio e universitário que influenciam seus alunos com os mantras e narrativas da quadrilha ideológica, os “jornalistas” e os “comentaristas/articulistas” que usam os diversos meios de comunicação tentando explicar o inexplicável e criando ou ecoando as narrativas inverossímeis produzidas nos covis da quadrilha ideológica, e os que se dizem “artistas”, verdadeiros hipócritas que precisam de liberdade como do ar que respiram e defendem modelos autoritários restritivos de liberdade de expressão como os de Cuba e da Venezuela, enquanto fazem mau uso da liberdade de expressão que ainda têm, entre outros). Retirando dessa lista de “defensores” os claramente estúpidos e os supostamente inocentes, penso que podemos incluir todos os outros na lista dos canalhas. Isso, principalmente quando sabemos que atacam de maneira descarada (embora digam o contrário) um dos valores mais elevados da nossa sociedade – a nossa liberdade.

Tendo caracterizado os que podemos chamar de canalhas, o réu e seus “defensores”, vamos tecer algumas considerações sobre a situação de Cleptocracia em que vivemos.

Para poupar novamente os mais preguiçosos de uma consulta a vários dicionários, no verbete Cleptocracia encontramos:

a) A palavra “Cleptocracia” significa, literalmente, “Estado governado por ladrões”. O termo se refere a um tipo de governo no qual as decisões são tomadas com extrema parcialidade, indo totalmente ao encontro de interesses pessoais dos detentores do poder político;

b) Cleptocracia, é um termo de origem grega, que significa, literalmente, “governo de ladrões”, cujo objetivo é o do roubo de capital financeiro de um país em detrimento do seu bem-comum. A Cleptocracia ocorre quando uma nação deixa de ser governada por um Estado de Direito imparcial e passa a ser governada pelo poder discricionário de pessoas que tomaram o poder político, nos diversos níveis, e que conseguem transformar esse poder político em valor econômico, por diversos modos;

c) A fase “cleptocrática” do Estado ocorre quando a maior parte do sistema público governamental é capturada por pessoas que praticam a corrupção política, institucionalizando a corrupção e seus derivados tais como o nepotismo e o peculato, de forma que estas ações delitivas ficam impunes, por todos os setores do poder estarem corrompidos, desde a Justiça, os funcionários da lei e todo o sistema político e econômico. O termo Nepotismo (do latim nepos, sobrinho, neto, ou descendente), é utilizado para designar o favorecimento de parentes (ou amigos próximos) em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos. Já o Peculato é um dos tipos penais próprios de funcionários públicos contra a administração em geral. Via de regra, só pode ser praticado por servidor público. Os verbos nucleares do tipo são “apropriar” ou “desviar” valores, bens móveis, de que o funcionário tem posse justamente em razão do cargo/função que exerce.

Quem não é estúpido ou inocente (e talvez até alguns deles concordem com essa ideia), e nem tampouco uma das pessoas de má-fé que esteja comprometida com esse esquema criminoso, todos certamente hão de concordar que essa é a triste situação vivida pelo nosso país, há décadas. Vivemos em uma situação de elevado grau de Cleptocracia! O Estado brasileiro têm sido e ainda está sendo governado por ladrões. Basta lembrar que o atual presidente era o vice-presidente no “governo” anterior e do grande numero de deputados e senadores envolvidos em acusações na Operação Lava-Jato. E a única coisa que impede que essa Cleptocracia seja total é exatamente o funcionamento, ainda que de maneira distante do ideal, de algumas instâncias da Justiça.

Entretanto, julgo ser necessário fazer uma clara distinção entre os criminosos já condenados pela justiça, entre os réus apenas formalmente acusados e em processo de julgamento, e entre os simples suspeitos submetidos à correspondente investigação criminal. Ou, melhor dizendo, estabelecer uma certa “hierarquia” nesse esquema de cleptocracia vigente em nosso país. É o que faço a seguir.

Todos os integrantes dos Poderes Executivo, Legislativo e do Judiciário e todos os empresários e outros agentes econômicos (os corruptos e os corruptores), nacionais e internacionais, envolvidos com essas ações reprováveis são todos criminosos e merecem ser julgados e punidos de acordo com seus respectivos delitos. E esses crimes estão entre os mais graves possíveis de serem cometidos pelos governantes uma vez que ao desviar recursos públicos que deveriam ser destinados à educação, saneamento, segurança, e às mais diversas necessidades básicas da população de um país, seus autores os usam apenas em seu próprio benefício. Entretanto, há um pequeno detalhe, no qual o ex-presidente lula e os integrantes de sua quadrilha ideológica se enquadram, e nem todos os outros “ladrões comuns” ou “criminosos de colarinho branco” o fazem: o fato de dizerem que seus atos se justificam pois servem a uma “causa nobre” que é a da implantação de um regime socialista (ou comunista) de modelo cubano ou venezuelano que, esse sim, traria uma pretensa “justiça social” para nossa sofrida população. Ora vejam só que tremenda cara de pau! Como se no âmbito do maior experimento sócio-político dos tempos modernos, a divisão da Alemanha em duas metades (Capitalista-Ocidental/Comunista-Oriental) depois do término da Segunda Guerra Mundial, não tivesse terminado com a queda do famigerado “Muro de Berlim” pela falência do modelo comunista implantado na Alemanha Oriental (e não por qualquer outra razão) e que esses estúpidos ainda defendem.

Além de se locupletarem como todos os outros ladrões comuns, os integrantes desse bando, e especialmente o ex-presidente lula como chefe dessa quadrilha,  todos planejaram e ainda conspiram em conjunto, e todos executaram e ainda executam ações calculadas de destruição do Estado Brasileiro, com o propósito de abalar os alicerces de sua ainda frágil experiência republicana e permitir sua substituição progressiva por uma excrecência denominada “bolivariana”, de modelo totalitário e ditatorial cubano. Hipócritas e mentirosos profissionais, ainda alardeiam estar “defendendo a democracia” de um “golpe” parlamentar.

Como tenho dito à exaustão em vários posts anteriores e repito mais uma vez, creio que são definições de estupidez, de ingenuidade e/ou de má-fétomar conhecimento da verdade, ver a verdade, ouvir a verdade e, ainda assim, dizer acreditar na mentira. E no caso dos integrantes dessa quadrilha, embora alguns possam ser considerados estúpidos, muito poucos se enquadram na classificação de ingênuos. A grande maioria, isso sim, é formada por pessoas de má-fé! Mentem descaradamente, sempre atribuindo aos outros tudo aquilo que constitui a sua prática constante. São canalhas, vis, infames, velhacos. Só não vê quem não quer!

Tendo dito tudo isso, vamos tratar finalmente do julgamento previsto para amanhã, nesse ambiente de elevado grau de cleptocracia em que vivemos, e de seus possíveis desdobramentos.

O STF, infelizmente, se e quando algum desses processos envolvendo o ex-presidente chegar até lá, já apresenta um grau de comprometimento e contaminação com esse esquema de cleptocracia que nem merece maiores comentários. As indicações para a sua composição são políticas! Já apresentei o que penso sobre essa instituição na postagem da Garrafa 523. De seus integrantes, com raríssimas exceções, basta uma breve análise de suas respectivas biografias, orientações ideológicas, currículos (ou sua total ausência de conteúdo como nos casos de lewandowski e toffoli), exame de seus votos recentes (gilmar mendes), e de que presidente os indicou para seus respectivos cargos. Feita essa análise simplificada, constatamos um quadro sinistro com relação à possibilidade de realização de um julgamento imparcial dos integrantes dessa quadrilha ideológica e dos demais integrantes de outras quadrilhas menores, ou seja, daquelas apenas interessadas em crimes do colarinho branco e sem viés ideológico. Não se espera isenção de julgamento por parte dessas criaturas. Já se sabe que todas as quadrilhas  atuam de comum acordo, em algum momento, para preservação de seus integrantes e dos esquemas de que se beneficiam. O julgamento do processo conhecido como “Mensalão”, apesar de apenas puxar o fio da meada do que veio se tornar o “Petrolão”, mostrou tudo isso muito claramente: vimos os integrantes da quadrilha ideológica comprando descaradamente os votos dos integrantes das quadrilhas de colarinho branco comuns (os diversos partidos e coalizões). E, curiosamente, não foi tipificado o crime de “formação de quadrilha” no voto dos integrantes do STF da ocasião, e nem o mais que conhecido chefe da quadrilha ideológica foi incriminado.

De lá para cá sopraram ventos de renovação vindos de alguns tribunais da Justiça de primeira instância, especialmente do grupo que ficou conhecido como “Republica de Curitiba”. Integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal agiram com firmeza, uma produzindo provas e o outro formulando as acusações e, é claro, com a atuação clara e decidida do Juiz Sergio Moro julgando os processos e condenando ou absolvendo os acusados.

O momento atual é de apreensão. Teremos o primeiro julgamento em um tribunal segunda instância (em Porto Alegre), no primeiro processo que envolve o ex-presidente lula, e saberemos em breve em que medida essa instância estará ou não comprometida com o esquema de cleptocracia, pelo voto de seus desembargadores. Isso tem a ver não somente com a condução de um criminoso à prisão, que é o seu lugar “de direito”, mas da possibilidade de participação desse canalha do próximo pleito eleitoral, com todas as repercussões que isso pode trazer para a nossa já triste realidade político-eleitoral.

Há vários placares possíveis para esse julgamento, de acordo com pesquisas que fiz na Internet:

a) Condenado por 3 X 0, com consenso sobre a pena a ser aplicada, que espero chegue aos 21 anos. Nesse caso caberiam como recurso aos seus defensores apenas os embargos de declaração e, estima-se que em cerca de 15 dias ele se tornaria inelegível e estaria fora da corrida eleitoral deste ano;

b) Condenado por 3 X 0, com dissenso sobre a pena a ser aplicada. Nesse caso caberiam os tais embargos infringentes, se a pena que prevalecer for a mais desfavorável ao réu. Nesse caso teremos um prazo de 3 a 7 meses de discussão, sem questionamento do mérito e sim da pena, antes de torná-lo inelegível;

c) Condenado por 2 X 1. Nesse caso caberiam os tais embargos infringentes e, em um prazo estimado entre 3 a 7 meses ele poderia:

  1. ser condenado e considerado inelegível;
  2. ser inocentado e considerado elegível! Pasmem!

d) Inocentado por 2 X 1 ou 3 X 0. Nesse caso ele estaria elegível e poderia participar das eleições de 2018.

Penso sinceramente que qualquer placar diferente de uma condenação por 3 X 0 já indicará uma preocupante contaminação de um Tribunal de Segunda Instância da Justiça com relação a esse esquema de cleptocracia. E suas consequências, no ânimo e nas esperanças da população que sonha com uma limpeza radical a ser promovida nas nossas instituições em futuro próximo será simplesmente devastador.

Mesmo no cenário mais favorável para a sociedade brasileira, com a confirmação da condenação do farsante, ainda teremos um festival de recursos junto ao TSE, STJ e STF.

Sobre a expectativa de atuação do STJ nesse tipo de caso, caso seja acionado, ainda não tenho elementos para formar um juízo sobre o assunto. Mas se as situações forem semelhantes às que ocorreram recentemente no TSE, sob a presidência de gilmar mendes, os resultados serão simplesmente desastrosos! O tempo dirá!

Infelizmente, já considero a possibilidade de existência de um cenário em que os cidadãos brasileiros verdadeiramente comprometidos com a justiça, com a democracia e com a liberdade começarão a se sentir como clandestinos em seu próprio país, e passarão a agir de acordo.

Antes que isso aconteça, como tenho feito em todas as oportunidades em que me encontro na cidade e há algum tipo de movimento popular em curso, é hora de pegar o Metrô e me dirigir ao bairro de Copacabana, onde está programada uma manifestação pública com esse simples objetivo, o de mostrar que esperamos que o lugar desse canalha seja atrás das grades e que, consequentemente, ele se torne inelegível imediatamente. Com relação aos demais integrantes da sua quadrilha que ainda se encontram em liberdade, um problema de cada vez.

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

Veredicto

Garrafa 523 – Suas Excelências do STF têm toda a razão   5 comments

Todas as InstituiçõesOrganizações são abstrações, sejam elas organizações públicas ou privadas;  e isso também vale quer elas sejam empresas que legitimamente visam o lucro, ou sejam apenas organizações sem fins lucrativos. E, se aplicarmos as ideias da Teoria de Sistemas podemos dizer que todo Sistema Organizacional possui pelo menos essas três características: existe para atender a um determinado propósito que motivou o seu surgimento e/ou criação, possui uma determinada estrutura que deve contribuir de maneira favorável para que se alcance esse propósito, e realiza determinados processos que, como não poderia deixar de ser, têm como resultado final o cumprimento do propósito estabelecido.

Entretanto, vivemos no mundo real e não no abstrato e, embora as ideias abstratas sejam uteis como sementes das coisas concretas, são as pessoas que povoam essas Organizações (Sistemas Organizacionais) que, usando a estrutura estabelecida e realizando os diversos processos previamente definidos vão em busca de alcançar o propósito que motivou a criação dessas Organizações.

A partir dessas duas ideias apresentadas anteriormente, penso que podemos dizer sem medo de errar que:

“Cada Organização é tão boa quanto as pessoas que a compõem, a despeito de seu propósito, estrutura e processos que realiza.”

Dito isto, vamos ao tema deste post que é apresentar alguns comentários sobre  o lamentável episódio ocorrido no STF nos últimos dias: o bate-boca entre dois Ministros do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes e Luís Barroso, em uma sessão presidida pela sua Presidente a também Ministra Cármen Lúcia. Como não podia deixar de ser, o incidente ocorreu na presença dos demais integrantes da mais alta corte do Poder Judiciário que participavam da sessão do dia 26/10/2017. Em julgamento estava uma emenda à Constituição que extinguia o Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará.

Tudo foi filmado e documentado, como é de praxe e, posteriormente, o fato desagradável, pra dizer o mínimo, chegou, pela imprensa tradicional e redes sociais, ao conhecimento dos cada vez mais envergonhados cidadãos do nosso sempre surpreendente país (para aqueles cidadãos que têm vergonha na cara, é claro).

Aparteando uma fala do Ministro Gilmar Mendes, que fazia comentários críticos à triste situação de insolvência do Rio de Janeiro, o Ministro Luís Barroso tomou as dores do Estado do Rio (terra de Barroso), e fez comentários irônicos sobre a situação do Estado do Mato Grosso (terra de Gilmar). Não satisfeito com essa ironia, o Ministro Barroso foi bem mais explícito e passou a atacar o Ministro Gilmar dizendo, de maneira resumida, o seguinte:  Vossa Excelência “normalmente não trabalha com a verdade”; Vossa Excelência “fica destilando ódio o tempo inteiro”; “não julga, não fala coisas racionais, articuladas”; “sempre fala coisas contra alguém, sempre com ódio de alguém”; “muda de jurisprudência de acordo com o réu”; “isso não é Estado de Direito, isso é estado de compadrio”; “juiz não pode ter correligionário”; e tem parceria com “a leniência em relação à criminalidade do colarinho branco”.

Em resposta, Gilmar acusou Barroso de “ter soltado” José Dirceu e de ser advogado de “bandidos internacionais”, em referência à defesa que Barroso realizou no processo de extradição do terrorista foragido e já condenado à revelia na Itália, Cesare Battisti.

Infelizmente, Vossas Excelências, em minha opinião, têm toda a razão.

Gilmar Mendes têm sim se notabilizado por soltar bandidos de colarinho branco. E citando apenas um caso, vale lembrar que apenas um dia após determinar a soltura do empresário Jacob Barata Filho, com quem o Ministro mantem relações de amizade, e do ex-presidente da Fetranspor Lélis Teixeira, e eles serem em seguida alvo de novo mandado de prisão do juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava-Jato no Rio, Gilmar Mendes concedeu novo habeas corpus para libertar os empresários do setor de transporte do Rio.

Luís Barroso, ainda como advogado, aceitou realizar a defesa “gratuita” do terrorista Cesare Battisti, num processo em que o ex-presidente Lula acabou posteriormente decidindo não o extraditar para a Itália. E esse teria sido o “passaporte” de Barroso para ser indicado para o STF, em uma das vagas abertas no governo ideológico petista, alinhado com ditaduras de esquerda e defensor de terroristas internacionais de todos os tipos.

Deixando de fora outros comentários a respeito dos Ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli que, entre outros, deixaram de enquadrar os acusados no processo do “Mensalão” no crime de formação de quadrilha; isso sem mencionar as decisões de conveniência (ou seria de conivência?) de Lewandowski no Senado, no processo de impedimento da ex-presidente Dilma, o que dizer da falta de coragem moral e mesmo de presença (para interromper um bate-boca na sessão que preside) da atual Presidente Cármen Lúcia, que em recente decisão confusa deixou de fazer valer a prerrogativa do próprio órgão que preside em favor do Parlamento, em uma decisão  no caso do afastamento e prisão domiciliar do Senador Aécio Neves?

Se a instituição STF, em função das pessoas que o integravam no passado, já foi merecedora do respeito e admiração da população brasileira, isso já não pode ser dito da mesma maneira no momento presente. Volto a repetir:

Cada Organização é tão boa quanto as pessoas que a compõem, a despeito de seu propósito, estrutura e processos que realiza.

E, infelizmente, no caso do ultimo bate-boca no STF, sou levado a admitir:

Vossas Excelências têm toda a razão!

Estamos no fundo de um poço sem fundo.

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

poco-sem-fundo

Garrafa 506 – A Audácia dos Canalhas   Leave a comment

Nosso país, na tarde de hoje, acabou de se libertar parcialmente de um sequestro, depois de ter sido atacado, roubado e mantido refém, durante anos, por uma quadrilha de malfeitores e canalhas (adjetivo e substantivo de dois gêneros que indica o que ou aquele que é infame, vil, abjeto; velhaco) que praticou de maneira continuada o “terrorismo de governo”.

Além de um ex-presidente Lula, agora o país pode respirar mais aliviado por ter uma ex-presidente Dilma. Já vão tarde!

Esse bando planejou e executou ações calculadas de destruição do Estado Brasileiro, com o propósito de abalar os alicerces de sua ainda frágil experiência republicana e permitir sua substituição progressiva por uma excrecência denominada “bolivariana”, de modelo totalitário e ditatorial cubano. Hipócritas e mentirosos profissionais, ainda alardeiam estar “defendendo a democracia” de um “golpe” parlamentar.

São definições de estupidez, de ingenuidade e/ou de má-fé: tomar conhecimento da verdade, ver a verdade, ouvir a verdade e, ainda assim, dizer acreditar na mentira. E no caso dos integrantes dessa quadrilha, embora alguns possam ser considerados estúpidos, muito poucos se enquadram na classificação de ingênuos. A grande maioria, isso sim, é formada por pessoas de má-fé! Mentem descaradamente, sempre atribuindo aos outros tudo aquilo que constitui a sua prática constante. São canalhas, vis, infames, velhacos. Só não vê quem não quer!

Infelizmente, as vítimas desse projeto fracassado já se contam em milhões (os efeitos da escalada da inflação e do desemprego afetam os mais pobres primeiro) e suas consequências maléficas se estenderão por várias gerações. Vai dar um trabalho enorme consertar toda essa lambança!

Entretanto, o impedimento de uma presidente irresponsável, arrogante e incompetente é apenas um primeiro passo na direção desejada pela maioria da população brasileira que pensa com a própria cabeça. Outros canalhas ainda permanecem com poder de influenciar decisões importantes e, também, no seu devido tempo, deverão ser afastados e chamados a assumir a responsabilidade pelos seus crimes.

O atual Presidente do Senado e o do STF facilitaram uma manobra de ultima hora, planejada e realizada por outros integrantes dessa quadrilha, para preservar os direitos políticos dessa criatura, dando interpretação diversa ao que prevê o texto constitucional. Ela, que não tem condições de assumir nem o cargo de síndica do prédio para onde deverá se mudar, terá a possibilidade de passar a receber foro privilegiado, assumindo algum cargo público oferecido por algum comparsa, da mesma maneira que ela própria tentou fazer com o ex-presidente Lula, para fugir das mãos do juiz Sergio Moro. De carona, essa manobra poderá abrir um precedente para favorecer outro criminoso ensaboado, o Sr. Eduardo Cunha e, provavelmente, outros parlamentares envolvidos na Operação Lava-jato, que votaram a favor dessa estupidez.

Desejo firmemente que essas decisões sejam revertidas, no âmbito do próprio STF.

Dando um passo firme de cada vez, o momento atual simplesmente exige que as pessoas de bem tenham a mesma ousadia dos canalhas.

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

Dissimulação

Garrafa 505 – Circunspecção   Leave a comment

A palavra circunspecção é de origem latina  e vem de “circum” que significa “volta” ou “em volta” e “pectionem” que significa “inspeção”. A ideia geral é a de se olhar ao redor de si e fazer  uma avaliação sobre tudo aquilo que nos rodeia, para que em nada possamos ser surpreendidos. Traz também a ideia do exame de um objeto por todos os lados, além de ser a qualidade associada a quem tem cuidado no falar e no agir. E indica a presença das características de moderação, prudência, reserva, cautela e seriedade.

Salvo melhor juízo, penso que essa deva ser a atitude correta para um juiz, e demais agentes da lei, em todos os momentos de sua vida. Muito especialmente durante a realização do seu importante trabalho de investigar e julgar outras pessoas mas, também, em sua vida pessoal e privada.

Nosso país, infelizmente, vem atravessando um período de prolongada escuridão moral, nas ultimas décadas. E um destino triste e sombrio estará sempre à espreita daquelas nações que elegem, em eleições fraudadas ou não, pessoas sem caráter. O tempo dirá!

Constatamos, acompanhando o noticiário diário, o importante trabalho realizado pelo assim chamado jornalismo investigativo, ao destampar e expor penicos malcheirosos, de escândalo em escândalo. O mau cheiro vem da constatação de que a maior parte dos integrantes das classes política e empresarial do país estão envolvidos em tenebrosas transações, com corruptos e corruptores envolvidos em pedidos e respectivos pagamentos de propinas da ordem de muitos milhões. Com isso, os prejuízos já contabilizados para os cofres públicos ao longo dos últimos anos são da ordem de bilhões!

E há vários indícios e suspeitas de que parcela significativa da mais alta corte do Poder Judiciário, o STF, também já estaria comprometida, cooptada. Com seus integrantes atuando ora como apenas simpatizantes, ora como ativos militantes do projeto criminoso de poder do “lulopetismo”.

Os fatos que chegam ao nosso conhecimento indicam que a corrupção, no Brasil e no mundo, que anteriormente poderia ser  considerada como apenas endêmica, ou ocorrendo apenas em determinados locais ou regiões, depois de diversos surtos epidêmicos, com seus efeitos se espalhando rapidamente por largas regiões do planeta, já podemos dizer que atingiu o nível de pandemia, ou seja, uma epidemia que atingiu grandes proporções, tendo se espalhado por vários continentes e por todo o mundo. Em tempos de Jogos Olímpicos que se aproximam, examinando apenas os casos da FIFA, uma organização de âmbito mundial, com suas diversas federações esportivas locais, como a nossa CBF, e os recentes casos de “doping” de atletas na Rússia, para citar apenas um deles, podemos fazer uma ideia da amplitude da disseminação dessa grande epidemia, isso com respeito apenas à área do esporte.

Entretanto, o fato de que a corrupção em todas as suas formas é um mal que já se espalhou pelo mundo todo não deveria “servir de consolo”, se é que isso seria possível na cabeça de pessoas de bom senso, como é o caso da maioria de nós. Quando examinamos mais especificamente a situação da corrupção em nosso próprio país, o triste diagnóstico é o de que, além de epidêmica, com vários casos de “doping” registrados ao longo dos últimos anos entre nossos atletas, em várias modalidades esportivas, na área da política ela se tornou também sistêmica. A proliferação da contaminação desse mal foi patrocinada pela própria estrutura do Estado Brasileiro, agindo como corruptora, e com seus agentes se beneficiando também de maneira pessoal, agindo como corruptos. Motivo de vergonha e de tristeza profundas, pelo péssimo exemplo oferecido por uma das piores safras de “lideranças” que o Brasil já escolheu, pelo voto, desde sua independência.

Neste momento de sensação de beira do abismo, nossas esperanças se voltam principalmente para as Cortes de Justiça de Primeira Instância, onde tudo começa, e é importante que comece bem, e que prossiga até a prisão, o julgamento dos acusados e a punição de todos os culpados.

Esperança, atenção e apoio incondicional devem então ser dedicados em especial àquela instância que ficou conhecida como a “República de Curitiba”.

Atualmente, a simples menção do nome do Juiz Sérgio Moro, e das notícias e boatos sobre os resultados e desdobramentos das diversas fases da Operação Lava-Jato, já enchem de terror os criminosos de colarinho branco instalados em todas as unidades da federação. Aterrorizam não só a eles, mas, principalmente, àqueles encastelados há décadas no planalto central,  ocupando cargos de destaque nos poderes executivo e legislativo. E é assim que deve ser, e deve continuar sendo!

É o momento de evocarmos o sentido da palavra circunspecção. De apoiarmos sem medo e sem reservas as atitudes do corajoso juiz Moro, e dos diversos integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que conduzem as investigações, para que a faxina vá às ultimas consequências.

Desejamos que o exame dos objetos de investigação seja feito “por todos os lados”, com a identificação dos corruptos e dos corruptores. E que as autoridades envolvidas sejam exemplos de cuidado no falar e no agir. E que, em todos os momentos, estejam presentes os valores de moderação, prudência, reserva, cautela e seriedade.

Enquanto aguardamos a prisão do chefe da quadrilha e grande patrocinador da corrupção sistêmica, também desejamos ardentemente que, ao final do processo, tanto ele quanto os demais integrantes da sua quadrilha considerados culpados sejam exemplarmente punidos, na forma da lei!

 Pausa para um breve haicai:

sempre convicto,
o juiz circunspecto,
no veredicto.

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

Veredicto

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