Arquivo para a Tag ‘sonho

Garrafa 346 – Clareza de visão, impulso para a ação!   Leave a comment

Uma das crenças que adotei, depois que tomei conhecimento da Programação Neurolingüística, é a de que “para o bem ou para o mal, tudo começa com um pensamento.” E acredito também que criar uma clara visão do tipo de pessoa que desejamos nos tornar, com o auxílio da nossa imaginação, alinhada com nossos valores mais profundos, é uma poderosa fonte de motivação.

Estou sempre à procura de situações e exemplos que confirmem essa pressuposição e fico feliz em compartilhar o que encontro e que faz sentido pra mim. O que é sentido, faz sentido! Da leitura de “Madre Teresa, CEO” e seu princípio “Sonhe simples, fale com força”, destaco o seguinte trecho:

“Seu sonho era ajudar os mais pobres entre os pobres. Tudo que fez em vida derivou do fato de ter definido sua visão, alinhando e mobilizando todos os seus recursos e seguidores na direção dessa meta.”

Para reflexão: Qual é a sua visão pessoal? Quem (que tipo de pessoa) você quer se tornar dentro de 10/15/20 anos?

Pausa e inspiração para um breve haicai:

um sonho simples
dito com paixão… fogo,
lenha, convicção!

Eduardo Leal
Inspirado no livro “Madre Teresa, CEO” de Ruma Bose e Lou Faust
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “I Believe in You” com Spyro Gyra

Anúncios

Garrafa 243 – Alma sonhadora   1 comment

todas pra você,
lanço garrafas ao mar!
alma sonhadora…

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “O Tempo me Guardou Você” com Ivan Lins

Garrafa 109 – Morre lentamente…   1 comment

Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,
quem não escuta música,
quem não acha encanto em si mesmo.

Morre lentamente
quem destrói seu amor próprio;
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente,
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos caminhos,
quem não muda de rotina,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
quem evita uma paixão
e seu redemoinho de emoções;
aquelas que resgatam o brilho dos olhos
e os corações descaídos.

Morre lentamente
quem não muda quando está insatisfeito
com seu trabalho ou com seu amor,
quem não arrisca o seguro pelo incerto,
para ir atrás de um sonho,
quem não se permite,
pelo menos uma vez na vida,
fugir de conselhos sensatos….

Viva hoje!
Arrisque hoje!
Faça hoje!

Não se deixe morrer lentamente!
Não se esqueça de ser feliz!

Pablo Neruda
Pintura de salvador Dali

Garrafa 84 – O Convite   Leave a comment

Não me interessa saber como você ganha a vida. Quero saber o que mais deseja e se ousa sonhar em satisfazer os anseios do seu coração.

Não me interessa saber a sua idade. Quero saber se você correria o risco de parecer tolo por amor, pelo seu sonho, pela aventura de estar vivo.

Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com sua lua. O que eu quero saber é se você já foi até o fundo de sua própria tristeza, se as traições da vida o enriqueceram ou se você se retraiu e se fechou, com medo de mais dor. Quero saber se você consegue conviver com a dor, a minha a sua, sem tentar escondê-la, disfarçá-la ou remediá-la.

Quero saber se você é capaz de conviver com a alegria, a minha ou a sua, de dançar com total abandono e deixar o êxtase penetrar até a ponta dos seus dedos, sem nos advertir que sejamos cuidadosos, que sejamos realistas, que nos lembremos das limitações da condição humana.

Não me interessa se a história que você me conta é verdadeira. Quero saber se é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo. Se é capaz de suportar uma acusação de traição e não trair sua própria alma, ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança.

Quero saber se você é capaz de enxergar a beleza no dia-a-dia, ainda que ela não seja bonita, e fazer dela a fonte da sua vida.

Quero saber se você consegue conviver com o fracasso, o seu e o meu, e ainda assim por-se de pé na beira do lago e gritar para o reflexo da lua cheia: “Sim!”

Não me interessa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem. Quero saber se, após uma noite de tristeza e desespero, exausto e ferido até os ossos, é capaz de fazer o que precisa ser feito para alimentar seus filhos.

Não me interessa quem você conhece ou como chegou até aqui. Quero saber se vai permanecer no centro do fogo comigo sem recuar.

Não me interessa onde, o que ou com quem estudou. Quero saber o que o sustenta, no seu íntimo, quando tudo mais desmorona.

Quero saber se é capaz de ficar só consigo mesmo e se nos momentos vazios realmente gosta da sua companhia.

 

Oriah Mountain Dreamer

Instruções de utilização: Ler o livro de mesmo nome, “O Convite”, da Editora Sextante

 

O Convite

Garrafa 34 – Cantiga para não morrer   Leave a comment

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.

Ferreira Gullar
Foto de autor desconhecido

Esquecimento

Garrafa 21 – Mais que a paixão   Leave a comment

Não espere de mim
nada mais que a paixão
Não espere nada demais
do meu coração
Que bate, rebate e grita
Geme, chora e se agita
Sambando nas cordas bambas
de uma viola vadia, vadia

Não espere encontrar numa canção
nada além de um sonho
Nada além de uma ilusão
Talvez quem sabe
a verdade
A infinita vontade
de arrancar
de dentro da noite
a barra clara do dia

Egberto Gismonti e João Carlos de Pádua
Foto de Luis Costa – Lucaz

Garrafa 12 – Canção   Leave a comment

Viver não dói. O que dói
é a vida que não se vive.
Tanto mais bela sonhada,
quanto mais triste perdida.

Viver não dói. O que dói
é o tempo, essa força onírica
em que se criam os mitos
que o próprio tempo devora.

Viver não dói. O que dói
é essa estranha lucidez,
misto de fome e de sede
com que tudo devoramos.

Viver não dói. O que dói
ferindo fundo, ferindo,
é a distância infinita
entre a vida que se pensa
e o pensamento vivido.

Que tudo o mais é perdido.

Emílio Moura

Ilustração de autor desconhecido.
Instruções de utilização: Ouvir “A Song for You” na voz de Karen Carpenter

Solidão 2

 

%d blogueiros gostam disto: