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Garrafa 429 – O Poder do Silêncio 2   2 comments

Conforme compromisso assumido no dia de ontem, destaco mais uma citação de “O Poder do Silêncio” em que Eckhart Tolle nos aponta um caminho:

“Quando você perde contato com sua calma interior, perde contato com você mesmo. Quando perde esse contato, fica perdido no mundo.
Sua mais íntima noção de si mesmo, de quem você é, não pode ser separada de sua calma. Ela é o EU SOU, mais profundo do que seu nome e sua forma externa.”

Pausa para um breve haicai:

só, quando EU SOU,
com meu nome e corpo,
para onde vou?

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido
Inspirado na leitura de “O Poder do Silêncio” de Eckhart Tolle

Eu Sou

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Garrafa 321 – O que é vital?   1 comment

o que é vital?
meditar, escrever… só?
e caminhar… só!

Eduardo Leal
Inspirado no livro “O convite” de Oriah
Foto de autor desconhecido

Garrafa 119 – Ausência   Leave a comment

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
e eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face
teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
e eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Vinícius de Moraes
Foto de F. Monteiro (Noite) em http://olhares.aeiou.pt/noite/foto451136.html%3cbr

Garrafa 61 – Sozinho   Leave a comment

Por sobre a terra se estendem
ruas e caminhos mil,
mas levam todos
ao mesmo fim.

De dois em dois, três em três,
indo a pé ou a cavalo,
o último passo – sozinho
hás de dá-lo.

Não há, portanto, saber
nem poder algum melhor
do que o difícil a gente
fazer só.

Hermann Hesse
Tradução de Geir Campos
Foto de autor desconhecido

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