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Garrafa 438 – Vida que segue…   Leave a comment

sem garantias,
só possibilidades…
sangue nas veias!

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

Garrafa 109 – Morre lentamente…   1 comment

Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,
quem não escuta música,
quem não acha encanto em si mesmo.

Morre lentamente
quem destrói seu amor próprio;
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente,
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos caminhos,
quem não muda de rotina,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
quem evita uma paixão
e seu redemoinho de emoções;
aquelas que resgatam o brilho dos olhos
e os corações descaídos.

Morre lentamente
quem não muda quando está insatisfeito
com seu trabalho ou com seu amor,
quem não arrisca o seguro pelo incerto,
para ir atrás de um sonho,
quem não se permite,
pelo menos uma vez na vida,
fugir de conselhos sensatos….

Viva hoje!
Arrisque hoje!
Faça hoje!

Não se deixe morrer lentamente!
Não se esqueça de ser feliz!

Pablo Neruda
Pintura de salvador Dali

Garrafa 104 – Rabisco   Leave a comment

eu me arrisco
no meu próprio rabisco.
a vida é um risco!

Eduardo Leal
Ilustração de Eduardo Leal

Garrafa 84 – O Convite   Leave a comment

Não me interessa saber como você ganha a vida. Quero saber o que mais deseja e se ousa sonhar em satisfazer os anseios do seu coração.

Não me interessa saber a sua idade. Quero saber se você correria o risco de parecer tolo por amor, pelo seu sonho, pela aventura de estar vivo.

Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com sua lua. O que eu quero saber é se você já foi até o fundo de sua própria tristeza, se as traições da vida o enriqueceram ou se você se retraiu e se fechou, com medo de mais dor. Quero saber se você consegue conviver com a dor, a minha a sua, sem tentar escondê-la, disfarçá-la ou remediá-la.

Quero saber se você é capaz de conviver com a alegria, a minha ou a sua, de dançar com total abandono e deixar o êxtase penetrar até a ponta dos seus dedos, sem nos advertir que sejamos cuidadosos, que sejamos realistas, que nos lembremos das limitações da condição humana.

Não me interessa se a história que você me conta é verdadeira. Quero saber se é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo. Se é capaz de suportar uma acusação de traição e não trair sua própria alma, ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança.

Quero saber se você é capaz de enxergar a beleza no dia-a-dia, ainda que ela não seja bonita, e fazer dela a fonte da sua vida.

Quero saber se você consegue conviver com o fracasso, o seu e o meu, e ainda assim por-se de pé na beira do lago e gritar para o reflexo da lua cheia: “Sim!”

Não me interessa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem. Quero saber se, após uma noite de tristeza e desespero, exausto e ferido até os ossos, é capaz de fazer o que precisa ser feito para alimentar seus filhos.

Não me interessa quem você conhece ou como chegou até aqui. Quero saber se vai permanecer no centro do fogo comigo sem recuar.

Não me interessa onde, o que ou com quem estudou. Quero saber o que o sustenta, no seu íntimo, quando tudo mais desmorona.

Quero saber se é capaz de ficar só consigo mesmo e se nos momentos vazios realmente gosta da sua companhia.

 

Oriah Mountain Dreamer

Instruções de utilização: Ler o livro de mesmo nome, “O Convite”, da Editora Sextante

 

O Convite

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