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Garrafa 508 – Carta de um bom amigo   Leave a comment

Recebi pelas mãos do porteiro do meu prédio, na manhã de hoje, com surpresa e curiosidade, uma carta que enviei para mim mesmo, datada de 12 de junho de 2016. Ela foi redigida durante um dos cursos sobre desenvolvimento pessoal de que participei em São Paulo, nos últimos meses.

Início de mês, é quando costumo receber alguns postais de propaganda e vários boletos rotineiros de contas a pagar. Dessa vez, entre remetentes familiares como NET, Light, CEG, Oi e VIVO, senti uma sensação estranha ao reconhecer minha própria letra junto com o carimbo dos Correios, e ao ver o meu nome como sendo o endereçado de um envelope branco, recheado com uma inesperada mensagem. Um carimbo com o nome da empresa que organizou o curso, no local reservado ao remetente, desvendou o mistério inicial.

Estava de saída para fazer uma visita à minha mãe e deixei para bisbilhotar o seu conteúdo em algum momento no meio da tarde.

No caminho, enquanto dirigia, tentei sem sucesso recordar o conteúdo dessa carta, e me dei conta de que minhas memórias de apenas quatro meses atrás tinham sido soterradas por toneladas de novos acontecimentos, de novas experiências e de novas sensações. Embora tivesse sido eu mesmo o escrivão dessa missiva, não me lembrava mais de uma palavra sequer. Mas sabia, isso sim, que ela estava carregada de energia amorosa e de grandes doses da emoção vivenciada naquele fim de semana instigante.

Almoço com a mamãe, criaturinha de 88 anos que me trata como se eu ainda fosse o seu menino travesso, e lhe inspirasse preocupação e cuidado permanentes. E, logo depois, uma visita ao seu banco para pagamentos de contas e transferências de dinheiro para outros membros da nossa família. Missão cumprida.

Recostado na cadeira de balanço que fica  na varanda, que segundo minha mãe foi comprada quando eu nasci e ajudou a embalar o meu agitado sono infantil em diversas ocasiões, abri o envelope com cuidado, cortando a sua borda com uma velha tesoura, para evitar danificar o seu conteúdo.

Ao ler cada parágrafo, fui imediata e novamente transportado para aquele momento do passado recente, e meu coração foi inundado por um enorme sentimento de gratidão. Participaram daquele evento cerca de 800 pessoas e, entre elas, se encontravam vários clientes que já se tornaram bons amigos, alunos de cursos que ministrei, além de vários novos parceiros de negócios e amigos em potencial. E dois amigos em particular, que têm sido minha companhia mais constante ao longo dessa jornada de cursos, e estiveram sempre ao meu lado naqueles dias, vieram imediatamente à minha lembrança com carinho. Além disso, sempre que tenho estado em São Paulo, tenho podido aproveitar a oportunidade para passar ótimos momentos com meu filho e minha nora que vivem por lá. E sempre sou muito bem recebido! E me dei conta que, ao longo de toda a minha vida tenho sido apoiado por muitas pessoas dedicadas e importantes: amores, familiares, amigos e parceiros de negócios. Sou uma pessoa realmente afortunada!

E, emocionado, reconheci também que um dos meus principais incentivadores, aquele com quem sempre tenho podido contar nessa aventura de viver, especialmente nos momentos em que me sinto muito só, mesmo quando rodeado de muitas pessoas, foi esse bom amigo que me escreveu essa carta e que me acompanha desde menino. Ele é esse menino travesso dentro de mim, o meu melhor amigo.

Sou grato por isso!

Desejando retribuir ao Universo tudo de bom que tenho recebido, compartilho o teor dessa carta que recebi desse bom amigo com todos os meus outros amigos, na expectativa de que possam receber também, em breve, e em carne e osso, o meu melhor abraço.

São Paulo, 12 de junho de 2016.

Caro amigo,

Ótimo trabalho realizado até agora no seu projeto pessoal de aprender, crescer e elevar cada vez mais o seu próprio nível de consciência!

Sua perseverança na conquista de seus objetivos e metas é o que vai levá-lo aos resultados desejados. Continue firme no Caminho!

Use seus talentos, transformando-os em pontos fortes, em suas atividades pessoais e profissionais.

Dê atenção especial aos seus relacionamentos, mantendo aqueles que são saudáveis e afastando-se gentilmente daqueles que são tóxicos.

A vida é relacionamento!

Procure, cada vez mais, aprimorar os seus processos de comunicação que nutrem cada um dos relacionamentos valiosos que você deseja manter.

A vida é comunicação!

Divirta-se fazendo o que ama, e busque a companhia de quem lhe faz bem e com quem pode sempre aprender coisas novas.

Cuide da sua saúde. É ela que vai permitir que você aproveite a vida!

E compartilhe o que aprender com quem esteja disposto a ouvi-lo.

Abraço apertado,

Eduardo Leal

Ilustração de autor desconhecido.

Instruções de utilização: Ouvir “Bola de meia, bola de gude” com Milton Nascimento

O Convite

Garrafa 348 – Perseverança 2   2 comments

Ainda refletindo sobre algumas citações do livro sobre os princípios gerenciais da ordem Missionárias da Caridade que chamaram minha atenção, nas últimas semanas:

“Nós sentimos que o que fazemos é apenas uma gota no oceano. Mas o oceano ficaria menor por causa da falta dessa gota.”

Sobre as dúvidas que atormentavam Madre Teresa e que vieram à tona em sua correspondência particular com seu mentor, destaco os seguintes trechos do livro:

“Alguém poderia pensar que uma mulher tão forte, em seu inabalávem compromisso com os menos afortunados, nunca duvidou de si ou de seu caminho ou aceitou dúvidas alheias. Seus escritos particulares, entretanto, mostram uma história diferente. Para o mundo externo, jamais houve nehuma dúvida quanto ao seu compromisso. Madre Teresa não apenas encarou, como também acolheu dúvidas. Ela só não permitiu que essas dúvidas a impedissem de prosseguir.
Manteve-se firme ao encarar a própria luta espiritual e seus avassaladores momentos de solidão. Ela nunca parou.”

“…ela colocava a dúvida em seu devido lugar: um guia quando estamos inseguros, não um refúgio para evitar a responsabilidade de agir.”

Duas questões, a meu juízo, merecem ser pontuadas:

1. A coragem é a capacidade de perseverar na direção da meta, apesar do medo e da dúvida,
2. Ao abraçar a dúvida, o líder tem que tomar a decisão final como se não houvesse dúvida alguma.

Algumas perguntas que podem ajudar nesse processo, para nossa reflexão:

Minha meta está alinhada com meu sistema de crenças e valores que me dão permissão e motivação para ir nessa direção?

O que (que valor) torna essa meta mais importante que o medo e as dúvidas que sinto a respeito?

Qual a pior consequência que pode resultar do fato de me manter em busca dessa meta?

Qual a pior consequência que pode resultar do fato de abandonar a busca dessa meta?

Pausa para um breve haicai:

minhas dúvidas
só são menores que a
perseverança…

Eduardo Leal
Inspirado no livro “Madre Teresa, CEO” de Ruma Bose e Lou Faust
Foto de autor desconhecido

Garrafa 183 – Perseverança   Leave a comment

sempre em frente,
água montanha abaixo
nunca recua!

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido
Instruçãos de utilização: Ouvir “Waterfall” com Electric Light Orchestra

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