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Garrafa 506 – A Audácia dos Canalhas   Leave a comment

Nosso país, na tarde de hoje, acabou de se libertar parcialmente de um sequestro, depois de ter sido atacado, roubado e mantido refém, durante anos, por uma quadrilha de malfeitores e canalhas (adjetivo e substantivo de dois gêneros que indica o que ou aquele que é infame, vil, abjeto; velhaco) que praticou de maneira continuada o “terrorismo de governo”.

Além de um ex-presidente Lula, agora o país pode respirar mais aliviado por ter uma ex-presidente Dilma. Já vão tarde!

Esse bando planejou e executou ações calculadas de destruição do Estado Brasileiro, com o propósito de abalar os alicerces de sua ainda frágil experiência republicana e permitir sua substituição progressiva por uma excrecência denominada “bolivariana”, de modelo totalitário e ditatorial cubano. Hipócritas e mentirosos profissionais, ainda alardeiam estar “defendendo a democracia” de um “golpe” parlamentar.

São definições de estupidez, de ingenuidade e/ou de má-fé: tomar conhecimento da verdade, ver a verdade, ouvir a verdade e, ainda assim, dizer acreditar na mentira. E no caso dos integrantes dessa quadrilha, embora alguns possam ser considerados estúpidos, muito poucos se enquadram na classificação de ingênuos. A grande maioria, isso sim, é formada por pessoas de má-fé! Mentem descaradamente, sempre atribuindo aos outros tudo aquilo que constitui a sua prática constante. São canalhas, vis, infames, velhacos. Só não vê quem não quer!

Infelizmente, as vítimas desse projeto fracassado já se contam em milhões (os efeitos da escalada da inflação e do desemprego afetam os mais pobres primeiro) e suas consequências maléficas se estenderão por várias gerações. Vai dar um trabalho enorme consertar toda essa lambança!

Entretanto, o impedimento de uma presidente irresponsável, arrogante e incompetente é apenas um primeiro passo na direção desejada pela maioria da população brasileira que pensa com a própria cabeça. Outros canalhas ainda permanecem com poder de influenciar decisões importantes e, também, no seu devido tempo, deverão ser afastados e chamados a assumir a responsabilidade pelos seus crimes.

O atual Presidente do Senado e o do STF facilitaram uma manobra de ultima hora, planejada e realizada por outros integrantes dessa quadrilha, para preservar os direitos políticos dessa criatura, dando interpretação diversa ao que prevê o texto constitucional. Ela, que não tem condições de assumir nem o cargo de síndica do prédio para onde deverá se mudar, terá a possibilidade de passar a receber foro privilegiado, assumindo algum cargo público oferecido por algum comparsa, da mesma maneira que ela própria tentou fazer com o ex-presidente Lula, para fugir das mãos do juiz Sergio Moro. De carona, essa manobra poderá abrir um precedente para favorecer outro criminoso ensaboado, o Sr. Eduardo Cunha e, provavelmente, outros parlamentares envolvidos na Operação Lava-jato, que votaram a favor dessa estupidez.

Desejo firmemente que essas decisões sejam revertidas, no âmbito do próprio STF.

Dando um passo firme de cada vez, o momento atual simplesmente exige que as pessoas de bem tenham a mesma ousadia dos canalhas.

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

Dissimulação

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Garrafa 87 – A Importância da Ação   Leave a comment

Toda uma corrente de acontecimentos brota da decisão, fazendo surgir a nosso favor toda a sorte de incidentes, encontros e assistência material que nenhum homem sonharia que viesse em nossa direção.

Qualquer coisa que possa fazer, ou sonhe que possa fazer, comece a fazê-la agora. A ousadia tem em si genialidade, força e magia.

Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “The turn of a friendly card” com Alan Parsons Project

Garrafa 84 – O Convite   Leave a comment

Não me interessa saber como você ganha a vida. Quero saber o que mais deseja e se ousa sonhar em satisfazer os anseios do seu coração.

Não me interessa saber a sua idade. Quero saber se você correria o risco de parecer tolo por amor, pelo seu sonho, pela aventura de estar vivo.

Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com sua lua. O que eu quero saber é se você já foi até o fundo de sua própria tristeza, se as traições da vida o enriqueceram ou se você se retraiu e se fechou, com medo de mais dor. Quero saber se você consegue conviver com a dor, a minha a sua, sem tentar escondê-la, disfarçá-la ou remediá-la.

Quero saber se você é capaz de conviver com a alegria, a minha ou a sua, de dançar com total abandono e deixar o êxtase penetrar até a ponta dos seus dedos, sem nos advertir que sejamos cuidadosos, que sejamos realistas, que nos lembremos das limitações da condição humana.

Não me interessa se a história que você me conta é verdadeira. Quero saber se é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo. Se é capaz de suportar uma acusação de traição e não trair sua própria alma, ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança.

Quero saber se você é capaz de enxergar a beleza no dia-a-dia, ainda que ela não seja bonita, e fazer dela a fonte da sua vida.

Quero saber se você consegue conviver com o fracasso, o seu e o meu, e ainda assim por-se de pé na beira do lago e gritar para o reflexo da lua cheia: “Sim!”

Não me interessa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem. Quero saber se, após uma noite de tristeza e desespero, exausto e ferido até os ossos, é capaz de fazer o que precisa ser feito para alimentar seus filhos.

Não me interessa quem você conhece ou como chegou até aqui. Quero saber se vai permanecer no centro do fogo comigo sem recuar.

Não me interessa onde, o que ou com quem estudou. Quero saber o que o sustenta, no seu íntimo, quando tudo mais desmorona.

Quero saber se é capaz de ficar só consigo mesmo e se nos momentos vazios realmente gosta da sua companhia.

 

Oriah Mountain Dreamer

Instruções de utilização: Ler o livro de mesmo nome, “O Convite”, da Editora Sextante

 

O Convite

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