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Garrafa 348 – Perseverança 2   2 comments

Ainda refletindo sobre algumas citações do livro sobre os princípios gerenciais da ordem Missionárias da Caridade que chamaram minha atenção, nas últimas semanas:

“Nós sentimos que o que fazemos é apenas uma gota no oceano. Mas o oceano ficaria menor por causa da falta dessa gota.”

Sobre as dúvidas que atormentavam Madre Teresa e que vieram à tona em sua correspondência particular com seu mentor, destaco os seguintes trechos do livro:

“Alguém poderia pensar que uma mulher tão forte, em seu inabalávem compromisso com os menos afortunados, nunca duvidou de si ou de seu caminho ou aceitou dúvidas alheias. Seus escritos particulares, entretanto, mostram uma história diferente. Para o mundo externo, jamais houve nehuma dúvida quanto ao seu compromisso. Madre Teresa não apenas encarou, como também acolheu dúvidas. Ela só não permitiu que essas dúvidas a impedissem de prosseguir.
Manteve-se firme ao encarar a própria luta espiritual e seus avassaladores momentos de solidão. Ela nunca parou.”

“…ela colocava a dúvida em seu devido lugar: um guia quando estamos inseguros, não um refúgio para evitar a responsabilidade de agir.”

Duas questões, a meu juízo, merecem ser pontuadas:

1. A coragem é a capacidade de perseverar na direção da meta, apesar do medo e da dúvida,
2. Ao abraçar a dúvida, o líder tem que tomar a decisão final como se não houvesse dúvida alguma.

Algumas perguntas que podem ajudar nesse processo, para nossa reflexão:

Minha meta está alinhada com meu sistema de crenças e valores que me dão permissão e motivação para ir nessa direção?

O que (que valor) torna essa meta mais importante que o medo e as dúvidas que sinto a respeito?

Qual a pior consequência que pode resultar do fato de me manter em busca dessa meta?

Qual a pior consequência que pode resultar do fato de abandonar a busca dessa meta?

Pausa para um breve haicai:

minhas dúvidas
só são menores que a
perseverança…

Eduardo Leal
Inspirado no livro “Madre Teresa, CEO” de Ruma Bose e Lou Faust
Foto de autor desconhecido

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Garrafa 347 – Entre o céu e o inferno   Leave a comment

Mais algumas citações do livro sobre os princípios gerenciais da ordem Missionárias da Caridade chamaram minha atenção, nos últimos dias:

“Para chegar aos anjos, lide com o diabo.” é uma delas.

“Os anjos de Madre Teresa eram as pessoas pobres a quem ela servia. Confortar e oferecer dignidade aos que nunca tiveram esse tipo de ajuda eram os seus objetivos principais…Sua única fonte de financiamento era o capital doado… Madre Teresa delineou uma fronteira bem clara entre a fonte dos donativos e sua aplicação. Ela decidiu que o bem que o dinheiro poderia fazer ao servir aos mais pobres entre os pobres superava o caráter de sua fonte. Ela aceitou caridade dos demônios para chegar aos anjos… De fato, jamais aceitou pagamento por nenhum serviço, apenas caridade. Ela declarou: Nós jamais aceitamos um convite para comer fora. Gostaria de saber por que? Porque aceitando esses convites poderia dar a impressão de que aceitamos pagamento pelo que fazemos, e fazemos tudo de graça… Líderes precisam saber onde colocar seus limites. Às vezes você deve se comprometer. Tem de ter coragem para decidir que compromissos são aceitáveis e os que não são. Nem sempre você fará as escolhas certas e receberá críticas por isso. Madre Teresa foi criticada por muitas de suas escolhas. Sua resposta era permanecer com suas crenças e focada em fazer seu trabalho.”

Algumas perguntas para nossa reflexão:

Quem são os seus anjos, e qual é a sua meta?

Quais são os seus princípios-guia nessa questão?

Em seu sistema de crenças e valores, onde você traça essa linha divisória? Como lida com os demônios para chegar aos anjos?

Pausa para um breve haicai:

sonhando com anjos,
lidando com demônios,
haja coragem!

Eduardo Leal
Inspirado no livro “Madre Teresa, CEO” de Ruma Bose e Lou Faust
Foto de autor desconhecido

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