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Garrafa 117 – Maturidade   Leave a comment

O homem torna-se maduro no momento em que começa a amar em vez de precisar. Ele começa a transbordar, a compartilhar; começa a dar. A ênfase é completamente diferente. Com o imaturo, a ênfase está em como conseguir mais. Com o maduro, a ênfase está em como dar, como dar mais, e como dar incondicionalmente. Isso é crescimento, maturidade, chegando para você.

Uma pessoa madura dá. Só uma pessoa madura pode dar, porque só uma pessoa madura tem. Então o amor não é dependente. Então você pode estar amando quer o outro esteja aí ou não. Então o amor não é um relacionamento, ele é um estado.

O que acontece quando uma flor desabrocha numa floresta sem ninguém para apreciá-la, ninguém para sentir a sua fragrância, ninguém para passar e dizer: “linda”; ninguém para saborear a sua beleza, seu êxtase, ninguém para compartilhar – o que acontece com a flor?

Ela morre?
Ela sofre?
Fica aterrorizada?
Comete suicídio?

Ela continua desabrochando. Não faz diferença alguma se alguém passa por ela ou não; é irrelevante. Ela continua espalhando sua fragrância aos ventos. Continua oferecendo sua alegria a Deus, ao Todo.

Osho
Em “Relacionamento, Amor e Liberdade”

flor branca

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Garrafa 84 – O Convite   Leave a comment

Não me interessa saber como você ganha a vida. Quero saber o que mais deseja e se ousa sonhar em satisfazer os anseios do seu coração.

Não me interessa saber a sua idade. Quero saber se você correria o risco de parecer tolo por amor, pelo seu sonho, pela aventura de estar vivo.

Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com sua lua. O que eu quero saber é se você já foi até o fundo de sua própria tristeza, se as traições da vida o enriqueceram ou se você se retraiu e se fechou, com medo de mais dor. Quero saber se você consegue conviver com a dor, a minha a sua, sem tentar escondê-la, disfarçá-la ou remediá-la.

Quero saber se você é capaz de conviver com a alegria, a minha ou a sua, de dançar com total abandono e deixar o êxtase penetrar até a ponta dos seus dedos, sem nos advertir que sejamos cuidadosos, que sejamos realistas, que nos lembremos das limitações da condição humana.

Não me interessa se a história que você me conta é verdadeira. Quero saber se é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo. Se é capaz de suportar uma acusação de traição e não trair sua própria alma, ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança.

Quero saber se você é capaz de enxergar a beleza no dia-a-dia, ainda que ela não seja bonita, e fazer dela a fonte da sua vida.

Quero saber se você consegue conviver com o fracasso, o seu e o meu, e ainda assim por-se de pé na beira do lago e gritar para o reflexo da lua cheia: “Sim!”

Não me interessa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem. Quero saber se, após uma noite de tristeza e desespero, exausto e ferido até os ossos, é capaz de fazer o que precisa ser feito para alimentar seus filhos.

Não me interessa quem você conhece ou como chegou até aqui. Quero saber se vai permanecer no centro do fogo comigo sem recuar.

Não me interessa onde, o que ou com quem estudou. Quero saber o que o sustenta, no seu íntimo, quando tudo mais desmorona.

Quero saber se é capaz de ficar só consigo mesmo e se nos momentos vazios realmente gosta da sua companhia.

 

Oriah Mountain Dreamer

Instruções de utilização: Ler o livro de mesmo nome, “O Convite”, da Editora Sextante

 

O Convite

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