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Garrafa 433 – Ops! O Poder do Silêncio 8   Leave a comment

Quem acompanha o lançamento das minhas garrafas com mensagens, no mar da Internet, deve estar pensando que fiquei caduco, atrapalhado com a minha própria numeração… Garrafa 433, depois de ter lançado hoje cedo, a Garrafa 456?!! Que maluquice é essa?

Na verdade, fazendo um balanço do que já havia postado no BLOG, descobri outra falha de numeração, no mês de novembro do ano passado. Há uma Garrafa 432, lançada em 09/11/2013 e uma Garrafa 434, lançada em 10/11/2013. A Garrafa 433 ficou guardada em algum porão ou sótão da minha memória e não foi lançada…

Fiquei curioso e fui pesquisar, na minha agenda, o que andei fazendo naquela época, que poderia ter contribuído para essa confusão mental e não encontrei nada que pudesse justificar esse fato:

De um dia para o outro, sei apenas que estava relendo meu exemplar de “O Poder do Silêncio” de Eckhart Tolle. E, naquele período, estava compartilhando com alguns amigos do curso de Cabala, alguns insights a respeito. Vi também, que não concluí minha tarefa assumida de comentar, com o auxílio de algum haicai, todos os tópicos do Capítulo 1, conforme havia me comprometido na Garrafa 428 – O Poder do Silêncio 1.

Diante disso, tendo entrado em contato com a atmosfera daquele momento, retomo a tarefa transcrevendo mais um trecho que me chamou a atenção:

“… a calma e o silêncio são a própria inteligência, a consciência básica da qual provém todas a formas de vida.
…Essa consciência é a essência das galáxias mais complexas e das folhas mais simples…”

E encontro inspiração para mais um breve haicai:

criatividade,
essência da consciência,
em qualquer idade!

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido
Inspirado pela leitura de “O Poder do Silêncio” de Eckhart Tolle

Garrafa 119 – Ausência   Leave a comment

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
e eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face
teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
e eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Vinícius de Moraes
Foto de F. Monteiro (Noite) em http://olhares.aeiou.pt/noite/foto451136.html%3cbr

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