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Garrafa 345 – Ao alcance da mão   Leave a comment

Nos últimos dias, andei às voltas com a leitura de um livro que me foi apresentado pela minha irmã, por conta de um projeto que estaremos iniciando nas próximas semanas. Trata dos princípios gerenciais que têm sido utilizados pela Ordem das Missionárias da Caridade, organização criada e gerenciada por Madre Teresa de Calcutá, a famosa freira albanesa que se estabeleceu nas favelas de Calcutá. Quando ela morreu, 47 anos depois de ter criado a ordem, ela estava operando 594 missões em mais de cem países, com cerca de um milhão de colaboradores.

Seu trabalho, que se refletiu em sua organização, foi fruto de sua Missão e Visão alinhadas com a idéia de “Servir aos mais pobres, entre os pobres…”

Essa prazerosa leitura tem me proporcionado algumas oportunidades de reflexão e uma citação em especial, atribuída a Madre Teresa, atraiu minha atenção logo nas primeiras páginas: “O amor é um fruto de todas as estações e está ao alcance de cada mão.”

Achei a metáfora genial e, brincando com a métrica de um breve haicai, escrevi ao pé da página:

frutos na sua mão,
em todas as estações:
amor, compaixão!

Eduardo Leal
Inspirado no livro “Madre Teresa, CEO” de Ruma Bose e Lou Faust
Foto de autor desconhecido

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Garrafa 144 – Ação e Reação   1 comment

semear-colher
quantos ensinamentos…
olhar atento!

Eduardo Leal
Tela de Jocelino Soares
Veja as imagens em: http://www.jocelinosoares.com.br

Garrafa 119 – Ausência   Leave a comment

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
e eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face
teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
e eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Vinícius de Moraes
Foto de F. Monteiro (Noite) em http://olhares.aeiou.pt/noite/foto451136.html%3cbr

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