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Garrafa 364 – Intolerância   1 comment

Volta e meia releio “A Lei do Triunfo”, clássico de Napoleon Hill publicado em 1928, em busca de inspiração e novas percepções e “insights”.

Nas ultimas semanas, durante a visita da cubana Yoani Sanchez ao Brasil, enquanto testemunhava com tristeza diversas demonstrações de intolerância política em várias partes do país por onde ela passou, encontrei esse texto sobre a importância da tolerância:

“Quando a aurora da Inteligência tiver espalhado as suas asas sobre o horizonte do progresso humano, e a ignorância e a superstição tiverem deixado as suas ultimas pegadas nas areias do Tempo, será registrado, no último capítulo do livro que registra os crimes e erros dos homens, que o seu pecado mais grave foi a intolerância.

A intolerância mais cruel nasce dos preconceitos religiosos, raciais e econômicos e das diferenças de opinião, como resultado da educação. Por quanto tempo ó Senhor dos destinos humanos, nós, os pobres mortais, viveremos ainda sem compreender que é loucura procurar destruir um ao outro, unicamente por diferença de dogmas e crenças religiosas, tendências raciais e outras questões superficiais?

Nossa vida na terra é apenas um breve momento!

Como a luz de uma vela, ardemos, brilhamos por um instante e logo em seguida nos extinguimos. Por que não podemos fazer essa breve jornada terrestre de tal maneira que, quando a grande caravana da morte anunciar que está terminada a nossa visita, estejamos prontos para dobrar as nossas tendas e silenciosamente, como os árabes do deserto, seguir para o grande mistério, sem medo e sem temor?

Espero não encontrar judeus nem pagãos, católicos nem protestantes, alemães nem ingleses, franceses ou russos, brancos ou pretos, vermelhos ou amarelos, quando tiver cruzado a barreira para o outro lado.

Então, espero encontrar lá apenas almas humanas, todos irmãos, sem distinção de raça, credo ou cor; desejo que não haja então intolerância, pois quero repousar em paz, livre da ignorância, da superstição e das incompreensões mesquinhas que tornam a nossa vida terrestre um caos de tristeza e sofrimento.”

Pausa para um breve haicai:

intolerantes
falam em democracia…
como em Cuba?

Eduardo Leal
Foto de Ueslei Marcelino (Reuters)

Protestos orquestrados por Cuba e partidos de esquerda, durante visita de Yoani

Protestos orquestrados por Cuba e partidos de esquerda, durante visita de Yoani

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Garrafa 2 – Uma Visão Integral do Mundo   1 comment

Segundo cálculos feitos pelo doutor Phillip Harter, da Escola de Medicina da Stanford University, se pudéssemos fazer com que a população da Terra se reduzisse a ponto de caber numa pequena vila de cem pessoas, a situação seria mais ou menos a seguinte:

Haveria
57 asiáticos
21 europeus
14 norteamericanos e sul americanos
8 africanos

30 brancos
70 não brancos

6 pessoas possuiriam 59% de toda a riqueza mundial e todas elas viveriam nos Estados Unidos

80 viveriam em construções de baixo padrão

70 seriam analfabetas

50 sofreriam de desnutrição

1 teria nível universitário

1 teria computador

Essas questões são simplesmente inadiáveis e demandam de nossas lideranças, governos e instituições educacionais e de saúde, em nível mundial e nacional, uma postura mais ética.

É urgente a adoção de novas práticas econômicas e de gestão que resultem em sistemas públicos educacionais e de saúde realmente eficazes e eficientes, para tornar o mundo um lugar melhor para se viver.

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido
Leitura recomendada: Uma Teoria de Tudo – Ken Wilber (Ed. Cultrix)

O retrato da fome

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