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Garrafa 480 – Ação consciente   Leave a comment

ação consciente,
nenhuma recompensa
no fundo da mente.

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

Ação consciente

Garrafa 416 – Inquietação   Leave a comment

inquietação!
inquieta ação
do meu coração…

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

Inquietação

Garrafa 348 – Perseverança 2   2 comments

Ainda refletindo sobre algumas citações do livro sobre os princípios gerenciais da ordem Missionárias da Caridade que chamaram minha atenção, nas últimas semanas:

“Nós sentimos que o que fazemos é apenas uma gota no oceano. Mas o oceano ficaria menor por causa da falta dessa gota.”

Sobre as dúvidas que atormentavam Madre Teresa e que vieram à tona em sua correspondência particular com seu mentor, destaco os seguintes trechos do livro:

“Alguém poderia pensar que uma mulher tão forte, em seu inabalávem compromisso com os menos afortunados, nunca duvidou de si ou de seu caminho ou aceitou dúvidas alheias. Seus escritos particulares, entretanto, mostram uma história diferente. Para o mundo externo, jamais houve nehuma dúvida quanto ao seu compromisso. Madre Teresa não apenas encarou, como também acolheu dúvidas. Ela só não permitiu que essas dúvidas a impedissem de prosseguir.
Manteve-se firme ao encarar a própria luta espiritual e seus avassaladores momentos de solidão. Ela nunca parou.”

“…ela colocava a dúvida em seu devido lugar: um guia quando estamos inseguros, não um refúgio para evitar a responsabilidade de agir.”

Duas questões, a meu juízo, merecem ser pontuadas:

1. A coragem é a capacidade de perseverar na direção da meta, apesar do medo e da dúvida,
2. Ao abraçar a dúvida, o líder tem que tomar a decisão final como se não houvesse dúvida alguma.

Algumas perguntas que podem ajudar nesse processo, para nossa reflexão:

Minha meta está alinhada com meu sistema de crenças e valores que me dão permissão e motivação para ir nessa direção?

O que (que valor) torna essa meta mais importante que o medo e as dúvidas que sinto a respeito?

Qual a pior consequência que pode resultar do fato de me manter em busca dessa meta?

Qual a pior consequência que pode resultar do fato de abandonar a busca dessa meta?

Pausa para um breve haicai:

minhas dúvidas
só são menores que a
perseverança…

Eduardo Leal
Inspirado no livro “Madre Teresa, CEO” de Ruma Bose e Lou Faust
Foto de autor desconhecido

Garrafa 346 – Clareza de visão, impulso para a ação!   Leave a comment

Uma das crenças que adotei, depois que tomei conhecimento da Programação Neurolingüística, é a de que “para o bem ou para o mal, tudo começa com um pensamento.” E acredito também que criar uma clara visão do tipo de pessoa que desejamos nos tornar, com o auxílio da nossa imaginação, alinhada com nossos valores mais profundos, é uma poderosa fonte de motivação.

Estou sempre à procura de situações e exemplos que confirmem essa pressuposição e fico feliz em compartilhar o que encontro e que faz sentido pra mim. O que é sentido, faz sentido! Da leitura de “Madre Teresa, CEO” e seu princípio “Sonhe simples, fale com força”, destaco o seguinte trecho:

“Seu sonho era ajudar os mais pobres entre os pobres. Tudo que fez em vida derivou do fato de ter definido sua visão, alinhando e mobilizando todos os seus recursos e seguidores na direção dessa meta.”

Para reflexão: Qual é a sua visão pessoal? Quem (que tipo de pessoa) você quer se tornar dentro de 10/15/20 anos?

Pausa e inspiração para um breve haicai:

um sonho simples
dito com paixão… fogo,
lenha, convicção!

Eduardo Leal
Inspirado no livro “Madre Teresa, CEO” de Ruma Bose e Lou Faust
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “I Believe in You” com Spyro Gyra

Garrafa 343 – Mudar mesmo assim!   Leave a comment

Da leitura recente de André Comte-Sponville, um trecho despertou minha atenção:

“Não duvido, senhorita, que você espere a justiça; eu também. Mas a verdadeira questão é ‘O que fazemos?’ Não se trata de não mudar nada, como você parece temer, mas ao contrário de aceitar tudo o que não depende de nós, e é preciso, para mudar tudo o que depende de nós. Como transformar o real sem aceitar primeiro enxergá-lo tal como é, conhecê-lo, compreendê-lo? Vocês conhecem a fórmula de Spinoza, no Tratado político: ‘Não escarnecer, não chorar, não detestar, mas compreender.’ O mundo é para pegar ou largar, e ninguém pode transformá-lo se antes não o pega.”

Refletindo a respeito, a inspiração para um breve haicai:

aceitar tudo…
que não depende de mim.
mudar mesmo assim!

Eduardo Leal – 02/07/2012
Inspirado no livro “A felicidade, desesperadamente” de André Comte-Sponville
Ilustração de autor desconhecido

Garrafa 342 – Militante da vida   2 comments

Acordei hoje com o firme propósito de, após minha caminhada diária, visitar um jovem cliente que sofreu um acidente de moto e, depois de duas cirurgias, já se recupera em casa, recebendo o carinho e atenção de sua família e amigos mais próximos, entre os quais alegremente também me incluo.

Como sempre faço nessas ocasiões, andei às voltas pensando no que levar, no que dizer, no que fazer para animá-lo, abalado que se encontra diante da expectativa de ter que passar ainda várias semanas em processo de recuperação, com fisioterapia, restrições de movimentos, etc.

Nada de caixas de bombons, frutas e revistas para passar o tempo. Sua mãe e namorada certamente já providenciaram tudo isso. Nesses momentos desafiadores é a mente que precisa de alimento saudável e, após breve consulta aos livros ao alcance da mão, na minha estante de pronto uso, achei o que procurava. A escolha foi facilitada, também, pela lembrança das ferramentas que utilizei para me recuperar de uma fratura na mão esquerda, após um treino de Karate há muitos anos atrás, e de uma fissura de costela, mais recentemente. É a mesma dica que tenho passado para familiares, amigos e clientes que enfrentam o desafio de recuperação após acidentes, situações traumáticas e doenças. E sempre funciona, desde que as pessoas se permitam acessar um estado de recursos que está sempre à nossa disposição, no nosso organismo. Os que acreditam nisso e usam essa técnica, entre os quais me incluo, reportam ótimos resultados na diminuição do tempo de recuperação e de convalescença.

No livro “O Zen nas Artes Marciais”, de Joe Hyams, há um tópico em que ele descreve um exercício simples de visualização, que acessa a capacidade de auto cura disponível no nosso próprio corpo, que nada fica a dever a outras referências que encontro em livros e apostilas de Programação Neurolinguística – PNL. Trata-se de visualizar, com riqueza de detalhes, um grupo de operários encarregados de realizar a tarefa de limpar e recuperar a área, o osso, o órgão, o músculo, ou o nervo danificado, restaurando sua funcionalidade. Eles fazem hora extra, no nosso inconsciente, enquanto dormimos, e seu trabalho é tão mais eficaz e eficiente, quanto mais detalhadamente programamos nosso cérebro para permitir que eles cumpram suas tarefas, antes de pegarmos no sono. O apito dando inicio às atividades no “canteiro de obras”, seus capacetes e uniformes, com cores diferentes em função das suas tarefas específicas, camisetas com dizeres e palavras de ordem, sacolas de ferramentas e cintos de utilidades com toda a parafernália e instrumental de cura. Cada tipo de ação deve ser visualizada… limpeza de área, revascularização, lubrificação de dobradiças e articulações, soldagem, colagem, reconexão, etc… Ao despertarmos, soa o apito de fim de turno, essa turma de operários vai descansar, e entra em ação outra equipe…

Já que ele, como eu, também se interessa por artes marciais, essa foi a dica que passei para meu jovem amigo, que assumiu o compromisso de experimentá-la diariamente, em várias ocasiões, especialmente à noite antes de dormir. Além da ótima equipe de especialistas que estão à sua disposição, no seu plano de saúde, ele agora pode, também, participar mais diretamente do processo de reabilitação usando o que a natureza nos oferece de melhor – nossa capacidade de auto cura. Não se trata de simplesmente alimentar esperança de que o melhor aconteça mas, isto sim, de agir e seguir com confiança na direção escolhida. Ação consciente apoiada por crenças potencializadoras e exercício de visualização! Simples assim.

No caminho de volta pra casa, sabia que tinha visto algo pela manhã, que estava relacionado a esses pensamentos sobre a importância da ação consciente decorrente da vontade de agir, mas não conseguia lembrar exatamente o que era. Que outro livro tinha passado pelas minhas mãos antes de sair, deixando aquela sensação de “preciso olhar isso mais uma vez”? Decidi consultar minha estante de pronto uso imediatamente ao chegar em casa, e lá estava a mensagem que tinha ficado no subconsciente: em um papel dobrado, um breve haicai elaborado em agosto de 2011, após a leitura de “A felicidade, desesperadamente” de André Comte-Sponville, aguardando revisão e ainda não postado.

O trecho do livro inspirador diz assim:

“… eu nunca disse que é necessário se conformar ao real, se você entende por isso que deveríamos renunciar a transformá-lo!… Creio ter insistido no fato de que o que faz agir não é a esperança, mas a vontade… Os militantes têm uma palavra encantadora para designar essas pessoas, essas pessoas que têm a mesma esperança que eles mas que não agem, porque não têm a mesma vontade que eles. Chamam-nas de simpatizantes. O que é um simpatizante? É alguém que espera a vitória, como você, isso não custa nada, mas que renuncia a fazer o que depende de si para se aproximar dela. Ao passo que um militante é quem age. Não é a esperança que os diferencia (todos esperam a vitória, a justiça, a paz, a liberdade), mas a vontade, mas a ação. As pessoas que fazem que as coisas mudem não são as que esperam, mas as que lutam.”

Para ser congruente com outros posts e crenças que tenho compartilhado e procurado adotar, acho que cabe um oportuno esclarecimento a respeito da citação “As pessoas que fazem que as coisas mudem não são as que esperam, mas as que lutam.”:

Como disse Jung: “Aquilo a que se resiste, persiste!” Não luto mais contra coisa alguma. Prefiro agir em favor do que considero importante. Aquilo a que opomos resistência ganha força! Opor resistência com violência, então, é o fim. Comunicação compassiva me parece uma estratégia mais inteligente (Escuta com empatia/Perguntas Poderosas/Feedback Positivo e Feedback Construtivo) quando seguida de ação firme na direção que se deseja seguir.

Se nessa ação firme na direção do que consideramos valioso e importante, alguém nos agredir, aí é outra história. Comunicação compassiva não significa abdicar da própria autodefesa, quando necessário. Mas partir pra agressão gratuita ao nosso patrimônio comum e às pessoas, estilo Black Block, me parece demonstração de baixíssimo nível de consciência.

Encerro esse comentário com uma citação atribuída a Trulshik Rimpoche: “A forma como as pessoas nos tratam é o carma delas. A forma como reagimos, é o nosso.”

Tendo tomado, já há algum tempo, a decisão de me tornar um militante da minha própria vida, agindo de maneira consciente e amorosa, e deixando de ser apenas um simpatizante, acho que o haicai pode ser postado da maneira como foi parido, registrando a percepção do meu estado de espírito naquela ocasião, após a leitura do livro inspirador. Entretanto, essa prosa pode ser, para alguns visitantes do Blog, um pouco mais esclarecedora.

alegremente…
mais que simpatizante,
Ser militante!

Eduardo Leal
Inspirado no livro “A felicidade, desesperadamente” de André Comte-Sponville
Ilustração de autor desconhecido

Garrafa 200 – Receita de Felicidade (para o Dia do Amigo)   2 comments

mente vazia
coração amoroso
mãos ocupadas

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

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