Garrafa 292 – Mão na maçaneta 1   1 comment

No ano de 2001, recebi um presente na forma de um apelo para viver uma vida plena no livro “O convite” da escitora canadense Oriah, que na ocasião usava também um sobrenome ritual de “Mountain Dreamer”.

Desde então, essa publicação da Editora Sextante tem me acompanhado e tem sido objeto, ao mesmo tempo, de prazerosa e sofrida reflexão. Transcrevi o texto do convite na Garrafa 84, e mencionei outros trechos que me inspiram na Garrafa 86 e Garrafa 112.

Meu interesse pelas brincadeiras com as palavras com a métrica do haicai é anterior a isso, mas ganhou um canal de expressão a partir da criação deste Blog em 2005. Neste ano de 2012, em que o Blog completa 7 anos no mês de outubro, escolhi o mês de abril, que é para mim uma das épocas mais bonitas e significativas do ano, para me propor o desafio de publicar um haicai por dia. E escolhi usar a inspiração que me proporcionam as imagens e reflexões que já surgiram, e ainda vão surgir, a partir desse “convite”.

Meu desejo é que as pessoas que têm o hábito de bisbilhotar o conteúdo dessas garrafinhas que lanço no mar da Internet possam, pelo menos, esboçar um leve sorriso…

Recebam todos o meu melhor abraço!

intensamente,
sabendo que posso ir,
desejar ficar…

Eduardo Leal
Inspirado no livro “O convite” de Oriah
Foto de autor desconhecido
Instruções de utilização: Ouvir “Todo sentimento” de Cristovão Bastos e Chico Buarque, na voz de Chico Buarque

P.S. A respeito da escolha da trilha sonora, feita há alguns anos atrás, devo dizer que admiro a obra poética e musical do Chico Buarque, mas discordo completamente de sua militância política, defendendo abertamente regimes autocráticos e ditatoriais, e desejando que o modelo cubano seja a opção para o nosso país e seus vizinhos latino-americanos. Atitude hipócrita de quem necessita do máximo de liberdade para criação e divulgação de sua obra, como do próprio ar que respira, e flerta descaradamente com regimes restritivos de liberdade de expressão. E ainda deseja posar de “defensor da democracia”. Idiotice e incongruência, a meu juízo. Isso, sem falar da defesa da maior quadrilha de malfeitores que o país já viu instalada no governo e em um mesmo partido político, nos últimos 13 anos. Vade retro! Fazendo um exercício de tolerância, separando obra poética e musical de opções ideológicas, decidi manter, por enquanto, essa música como complemento do texto. É o que penso e sinto. E sinto muito!

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Uma resposta para “Garrafa 292 – Mão na maçaneta 1

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  1. A respeito da escolha da trilha sonora, admiro a obra poética e musical do Chico Buarque, mas discordo completamente de sua militância política, defendendo abertamente regimes autocráticos e ditatoriais, e desejando que o modelo cubano seja a opção para o nosso país e seus vizinhos latino-americanos. Atitude hipócrita de quem necessita do máximo de liberdade para criação e divulgação de sua obra, como do próprio ar que respira, e flerta descaradamente com regimes restritivos de liberdade de expressão. E ainda deseja posar de “defensor da democracia”. Idiotice e incongruência, a meu juízo. Isso, sem falar da defesa da maior quadrilha de malfeitores que o país já viu instalada no governo e em um mesmo partido político, nos últimos 13 anos. Vade retro!

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