Garrafa 75 – A Alma   Leave a comment

Quando olhamos nas profundezas do interior da mente, para a região mais íntima do eu, quando a mente se torna muito, muito tranqüila, e procuramos escutar com muito cuidado, nesse Silêncio infinito, percebemos que a alma começa a sussurrar e que sua voz, macia como uma pluma, nos conduz até muito além do que a mente seria capaz de imaginar, além de qualquer coisa que a racionalidade poderia tolerar, além de qualquer coisa que a lógica conseguiria suportar. Em seus gentis sussurros estão as mais lânguidas sugestões de amor infinito, vislumbres de uma vida que o tempo esqueceu, lampejos de uma felicidade que não precisa ser mencionada, uma interseção infinita na qual os mistérios da eternidade insuflam vida no tempo mortal, no qual o sofrimento e a dor se esqueceram de como pronunciar os seus próprios nomes, essa quieta e secreta interseção do tempo e da eternidade, uma interseção chamada de alma.
 
Ken Wilber
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Publicado 31/08/2006 por Eduardo Leal em Crenças

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